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quinta-feira, setembro 05, 2013

Verdades insofismáveis: os americanos nunca estão certos

Sendo um céptico por natureza, e admirador da máxima socrática do "só sei que nada sei", há contudo pelo menos três coisas que eu tenho por absolutamente certas: uma, as mamas fazem o Universo valer a pena; duas, o Sporting é o maior, mesmo não ganhando porra nenhuma; três, os americanos estão sempre, mas sempre, mas mesmo mesmo sempre, errados.

Se a maioria da esquerda tem sido simpática para os americanos desde que o pret palhaço do Obama foi eleito e re-eleito, eu não pactuo com essa simpatia, pois os americanos, lá está, estão sempre errados, nunca é demais repeti-lo. Os meus amigos não compreendem isto: se uns falam que estou a ser injusto, ou que sou um exagerado, outros alegam que sou um anti-americano primário e que quero ver o mundo cair no caos e na anarquia (a estes, faço desde logo saber que não me compram com elogios).

Este intróito todo serve para dizer que, nesta situação séria que é o ataque à Síria, estou contra. Mas estou contra o quê, exactamente? Estou contra aquilo que os americanos fizerem! Se os americanos decidirem atacar, estou contra. Se os americanos decidirem não atacar, estou contra. E se os americanos ficarem indecisos sobre se atacam ou não, estou contra. Esta é a atitude saudável a ter. E a única atitude ética e responsável.

Tudo o resto é conversa. Não venham cá com histórias de pacifismos, nem de libertação do povo sírio, nem de receio pela oclusão da III guerra mundial, nem nada. Querem saber o que é justo e bom fazer? É tudo aquilo que os americanos fazem, mas ao contrário. Mais nada. Aprendam...