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segunda-feira, janeiro 24, 2011

Apetecia-me falar sobre política, mas não quero. Vou antes falar das presidenciais

Afinal, pela primeira vez na vida, votei nulo (normalmente, voto em branco), por isso também não tenho muito para dizer. Não gosto dos que ganharam e não gosto dos que perderam, não acredito em supostos salvadores da pátria, sobretudo quando esses supostos salvadores têm responsabilidades no estado da pátria que querem salvar, mas também não acredito no fim da democracia só porque se reelegeu um gajo que, bem vistas as coisas, não tem assim tanto poder, para além do de ser capaz de dar um pontapé no rabo do Sócrates (e, se ele o fizer, quem o censurará?!?). Sempre fui anti-Cavaco, desde a minha adolescência - já eu nessa altura galava as mamas da Sónia e dizia mal do, então, primeiro-ministro - e sê-lo-ei sempre, sempre, mesmo que me ponham num lar de idosos, onde ficarei a galar as mamas até ao joelho da dona Antónia e a dizer mal do Cavaco (do qual ninguém no lar se lembrará, até porque terão todos Alzheimer). Mas lá por ser anti-Cavaco, isso não significa que seja pró-Alegre (dass...), pró-Nobre (o senhor até é bonzinho, mas...), pró-Coelho (livra!) ou pró-Defensor de Moura (bolas...). Um candidato, para merecer esse tesouro que é o meu voto, teria de ser competente, honesto, racional, sério, independente, corajoso, conhecedor, humilde, inteligente, simpático, acessível, dialogante, culto e, por que não, ter uma mulher bonita para a qual se pudesse olhar. Porém, sou sincero: nunca, jamais me candidatarei à Presidência da República. É uma coisa que não me interessa, pronto.

Daqui a cinco anos, aposto que estarei a fazer um post semelhante sobre as presidenciais que darão a vitória ao António Guterres. (Não acreditam?!?! Então esperem e verão... ou então fujamos todos do país enquanto é tempo)