Quando ainda era um jovem adolescente e os meus interesses se resumiam a música, gajas, futebol, gajas, ir para os copos, gajas, e gajas (curioso… agora que escrevo isto, reparo que ainda são estes os meus interesses, com a diferença de que, a tudo o que citei atrás, devo agora acrescentar também “gajas”…), recordo-me do celeuma provocado por uma música de um, na altura, artista em ascensão. Esse artista era o Pedro Abrunhosa, e a música dava pelo nome de
Talvez Foder. Ora, acontece que as rádios, pelo menos as que eu escutava, se limitavam a passar a versão censurada: vinha o refrão
“E tu e eu, o que é que temos de fazer”, e quando a malta esperava o clímax, pimba, apanhávamos com um
“Talvez [píííííí]
”. Claro que eu e os meus amigos aproveitámos logo a situação para fazer umas piadas. Dizia um:
- Pá, o Abrunhosa vai compor uma nova versão. Vai chamar-se
"[pííííí]
Foder"!
E outro:
- Nada disso, ele vai é fazer uma versão erudita, inspirada em Gil Vicente. Vai ser o
"Samicas Foder"!
Enfim, tão inocentes e brincalhões que nós éramos…
Tanis