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quarta-feira, março 12, 2008

Há certas coisas que... enfim!

Trabalhar em contacto directo com o público nem sempre é fácil. Por vezes, sou interpelado por pessoas que mereciam e deviam estar em reclusão permanente no hospital Júlio de Matos, e não à solta no meio de gente dita "normal", o que quer que isso seja. Algumas interpelações até são divertidas ("Você prefere cultura ou culturismo?", perguntou-me uma maluquinha aqui há uns bons dois anos...), outras são assustadoras ("Eles perseguem-nos! Tome cuidado, olhe que podem vir atrás de si!", disse-me uma maluquinha diferente da primeira...), outras ainda são "apenas" estranhas... muito estranhas. E estúpidas! Foi o que ocorreu ontem, quando um desmiolado jovem decidiu, por sua arte, questionar:

"Peço desculpa, não sabe onde é que andam certos professores de certas aulas?"

Não sei qual a resposta que o doidivanas pretendia. Por que razão não foi ele mais preciso? Habitualmente, quando se quer uma informação concreta, a pergunta tem de ser também ela concreta, tipo "O prof. Gustavo Paio, de Historiografia Somali, por onde se encontra?" ou "Onde está a profa. Gudemila Gomes, que dá Estética Pornográfica Comparada?". A estas solicitações, feitas de modo correcto, uma pessoa pode responder como deve ser, seja positivamente ("Olhe, está no bar/no gabinete/na casa de banho") seja negativamente ("Não sei" ou "Não conheço esse professor"). Contudo, que raio de resposta se pode dar quando nos questionam por "certos professores de certas aulas"? Que se encontram em certos lugares a fazer certas coisas no meio de certas pessoas?!? É complicado, não é? Ele há com cada maluco...

Tanis