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quinta-feira, março 27, 2008

O Segredo de Brokeback Mountain - versão para estudantes de Filosofia

Diálogo proferido entre dois estudantes de Filosofia numa conhecida Universidade de Lisboa

Zé Manel: Ó pá, eu sempre achei que a Filosofia era a mais elevada manifestação do espírito intelectual.
Quim: Sim, sem dúvida! É a mais nobre das dimensões culturais, a mais preciosa das ciências, a mais bela das artes!
Zé Manel: Já leste Popper? Eu tremo sempre que ele fala do conhecimento objectivo…
Quim: Oh sim! Lindo! Mas entre os contemporâneos, atrai-me mais o Deleuze. O modo como ele desenrola a sua construção metafísica é capaz de me levar às lágrimas!...
Zé Manel: Deleuze? Construção metafísica? Ouve lá, não estarás a confundi-lo com alguém? O Deleuze só sabia destruir!
Quim: Não, pá! Esse era o Derrida.
Zé Manel: Ai, o Derrida!... outro que faz muita falta… assim como o José Gil, coitado.
Quim: Mas o José Gil ainda é vivo!
Zé Manel: “Olhe que não, olhe que não”, lá dizia o comuna. O José Gil está para lá de morto! A sua filosofia não possui a vitalidade de um Pedro Paixão, a irreverência de um Cerqueira Gonçalves, a paixão de um Eduardo Lourenço, a força de um Barata-Moura… não, meu caro: José Gil está acabado!
Quim: Gosto tanto de te ouvir falar assim! És magnífico quando comparas filósofos.
Zé Manel: Obrigado, Quim. E eu adoro o teu rabo!
Quim: Ai, estúpido! Sempre com brincadeiras! Come-me já, seu garanhão intelectual!
Zé Manel: Então vamos ali para trás e já te faço aquilo que o Hegel andava a fazer ao Schelling!
Quim: Ai, parvo! Matas-me de excitação! Se te ponho a boca em cima, vais sentir o que o Tomás de Aquino sentiu quando foi sodomizado pela primeira vez lá no mosteiro.
Zé Manel: Está bem, mas não sejas bruto que daqui a 15 minutos temos de ir para a aula de Ontologia…


Tanis