Nunca tiveram aquela sensação angustiante de não saberem qual o vosso lugar? Nunca disseram, para vocês próprios, "o que é que estou aqui a fazer?"
Eu já. Coloco-me esta questão muitas vezes, embora os termos variem um pouco quanto à subtileza. Tecnicamente, nunca pergunto "o que é que estou aqui a fazer?", e sim, qual herdeiro da escola epistemológica Carlos Queirós, "mas que c@r@lho de merd@ estou a fazer aqui, f*da-se?!?!". No fundo, porém, a angústia é a mesma.
E nunca soube dar-me uma resposta satisfatória a tal inquietação. A única resposta que dou é um vergonhoso "não sei", ou, quando estou assim mais iracundo, qual discípulo da maneira Alberto João Jardim de fazer política, "não sei, meu c@brão de merd@, mas que con@ de pergunta estás a fazer a ti próprio, olha que c@r@lho!", só que isto - decerto concordarão - está bastante longe de poder ser considerado uma resposta satisfatória.
A realidade é que desconheço o lugar que ocupo na ordem das coisas. Não sei mesmo o que ando aqui a fazer. São muitas as perguntas que me incomodam sem que esteja capacitado a dar-lhes uma resposta. Para que é que eu sirvo? O que é que se exige de mim? Que devo fazer? O Estádio Alvalade XXI é real, ou aquelas cores não passam de uma partida pregada pela imaginação do Taveira? Se eu ligar a televisão logo à noite, apanharei outra vez com o Carlos Cruz? E por que é que nunca mais se ouviu falar da Laetitia Casta? Morreu? Entrou em combustão espontânea? Pior: roubaram-lhe as mamas?!?!
Digam lá se estas merd@s não são de lixar a cabeça a um gajo...
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quarta-feira, setembro 15, 2010
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