A Espanha sagrou-se ontem campeã europeia de futebol. Falando com total honestidade, jamais equacionei a hipóteses dos peropomperos aqui do lado vencerem o Euro 2008. Julgava, até, ser mais difícil a Espanha sair vitoriosa do que Portugal. E não era só eu: mesmo os espanhóis estavam muito cépticos relativamente à sua selecção, como aliás vem sendo hábito: o descrédito de nuestros hermanos face à selecção de todos eles é - ou melhor, vinha sendo - insuperável, e ultrapassa mesmo o torcer de nariz dos adeptos sportinguistas quando lhes dizem que o clube ganhará, um dia, a Champions League (eu, que sou sportinguista, acredito tanto nisso quanto na possibilidade de Alberto João Jardim possuir um cérebro...).
Se eu e outros não ligávamos, antes do início do Euro 2008, à selecção espanhola, e muito menos equacionávamos que ela viesse a conquistar o ceptro, tal deve-se ao seguinte: os espanhóis só são bons em duas coisas, a saber, levar cornadas de touros e apanhar porrada de padeiras. Mais nada! Os espanhóis só são bem sucedidos nestas duas actividades, o resto é o resto. Futebol de selecções, então, não é com eles, e a prová-lo estão os títulos conquistados até antes de ontem: apenas um, também europeu, não obstante os espanhóis contarem com alguns dos melhores jogadores do mundo, e isto desde sempre.
O que eu quero dizer é: nada, absolutamente nada, apontava para que a selecção espanhola pudesse sagrar-se campeã europeia. E ninguém, absolutamente ninguém, acreditava no sucesso dos batedores de castanholas. Ninguém, excepto uma pessoa... o special one (agora, lo speziale) José Mourinho! Cerca de duas semanas antes do início do torneio, o arrogante treinador, quando questionado sobre qual a selecção com melhores possibilidades de vitória, declarou simplesmente "Espanha". Eu, é claro, fartei-me de rir, e julguei até que o setubalense estava a sofrer de jet lag, e portanto havia lançado o primeiro nome que lhe viera à cabeça, mas agora já não me rio... O tipo acertou mesmo na mosca, e isso irrita-me profundamente!
Porquê? Bom, porque jogadores havia melhores do que o Mourinho quando ele jogava (eu, por exemplo), comentadores há que são melhores do que ele (eu, por exemplo) e também existem treinadores que lhe dão um abafo (eu, por exemplo)! Mas, apesar disso, os prognósticos dele saem sempre correctos e os meus nem sequer dão para ganhar 5 euros quando jogo no Totobola! Que sabe ele que eu, e outros, não sabemos? O que levou Mourinho a garantir, com tanta certeza, que a Espanha - a Espanha, minha gente! - seria campeã?
Só há uma leitura possível: Mourinho tem um pacto com o demónio. Qual Fausto do futebol, Mourinho vendeu a sua alma em troca de conhecimento, e é por isso que ele acerta e os outros não, apesar de esses outros serem mais competentes, mais trabalhadores e mais inteligentes. E vejam bem como isto faz sentido: com quem Mourinho, durante a sua ascensão, esteve associado? Com os acólitos do mafarrico! Senão, vejamos: quem era o presidente do Benfica quando Mourinho foi contratado? Vale e Azevedo! E depois foi para onde? Para a União de Leiria, liderada pelo mefistofélico João Bartolomeu. E de Leiria foi para onde? Para o Porto, onde Pinto da Costa, mais do que Papa, é o segundo nome nas hierarquias infernais, somente abaixo do próprio Lúcifer. E do Porto, seguiu para Chelsea, onde o satânico Abrahamovic vem fazendo das suas. E depois do Chelsea, segue agora para o Inter de Milão, dominado por outro diabólico presidente, Massimo Moratti. É este o segredo do homem, e eu congratulo-me por o ter desvelado. É que, bem vistas as coisas, só um homem protegido pelas hordas infernais teria o sucesso que tem! E só um homem pactuado com o demo apostaria nos espanhóis e acertaria! Olhem que diabos!
segunda-feira, junho 30, 2008
sexta-feira, junho 27, 2008
E ainda dizem que a filosofia é uma actividade para choninhas...
Alguém quer saber o que é uma psicofoda (tradução do inglês mindfuck)? Então, nada como ler este artigo, que ripei do excelente site Crítica. Isto sim, é que é filosofia com tomates!!!!
O autor do livro discutido no artigo, Mindfucking: A Critique of Mental Manipulation, é o filósofo Colin McGinn, de quem a Bizâncio publicou, no ano de 2007, a obra Como Se Faz Um Filósofo (original: The Making of a Philosopher), notável auto-biografia que é simultaneamente um percurso pela filosofia analítica do século XX. É claro que também vou comprar este Mindfucking. E espero ficar extremamente psicofodido, mas no bom sentido, ao lê-lo!
E que se psicofodam os pseudo-filósofos e pseudo-escritores e pseudo-professores e pseudo-alunos de Filosofia! Isto é que é um conceito filosófico! "Psicofoda", enquanto categoria, bate qualquer outra, e duvido que algum dia seja utilizada de modo sensaborão pelos pensadores, tal como fizeram com "ontologia", "fenomenologia", "juízo", "imperativo", "metafísica", "dianóia epistémica do logos apofântico" e psicofodas semelhantes...
Só mais uma pequena curiosidadezinha: "psicofoda", ao contrário de "foda", é um termo autoexemplificativo, pois faz exactamente aquilo que diz. Enquanto "foda" não é uma foda, "psicofoda" é já de si uma psicofoda, e das boas! Perceberam, ou já estão tão completamente psicofodidos que nem entendem a subtil diferença?
O autor do livro discutido no artigo, Mindfucking: A Critique of Mental Manipulation, é o filósofo Colin McGinn, de quem a Bizâncio publicou, no ano de 2007, a obra Como Se Faz Um Filósofo (original: The Making of a Philosopher), notável auto-biografia que é simultaneamente um percurso pela filosofia analítica do século XX. É claro que também vou comprar este Mindfucking. E espero ficar extremamente psicofodido, mas no bom sentido, ao lê-lo!
E que se psicofodam os pseudo-filósofos e pseudo-escritores e pseudo-professores e pseudo-alunos de Filosofia! Isto é que é um conceito filosófico! "Psicofoda", enquanto categoria, bate qualquer outra, e duvido que algum dia seja utilizada de modo sensaborão pelos pensadores, tal como fizeram com "ontologia", "fenomenologia", "juízo", "imperativo", "metafísica", "dianóia epistémica do logos apofântico" e psicofodas semelhantes...
Só mais uma pequena curiosidadezinha: "psicofoda", ao contrário de "foda", é um termo autoexemplificativo, pois faz exactamente aquilo que diz. Enquanto "foda" não é uma foda, "psicofoda" é já de si uma psicofoda, e das boas! Perceberam, ou já estão tão completamente psicofodidos que nem entendem a subtil diferença?
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A energia anda por aí...
Assisti recentemente – e também participei – a uma exibição de Tai Chi Chuan ao ar livre. Sim, é verdade, meti-me numa destas, e por favor não mandem bocas foleiras acerca do facto, já me basta o ar gay com que fiquei ao realizar aqueles exercícios. Felizmente, ninguém filmou ou fotografou o evento, assim sempre me posso esforçar por esquecer… e torcer para que todas as outras pessoas presentes também olvidem as minhas tristes figuras.
Mas nem foi aquela confusão apaneleirada de, e cito a monitora, “movimentos lentos” para aqui, “levantar os braços” para ali, “e agora a perna esquerda” para acoli, “e agora a direita”, “e girar”, “fechar os olhos”, “coordenar tudo com a respiração” e “caramba, quem é aquele tipo que está a fazer isto à mariconço?” que me incomodou; o que me chateou verdadeiramente foi ela dizer, de modo impune, que devíamos “retirar a energia do que está ao redor, como as árvores ou os passarinhos, absorver essa energia e fortificarmo-nos com ela”.
É, eu ouvi isto, e ia caído para o lado, até porque só estava equilibrado numa perna! Não sei o que esta malta supostamente hippie, freak e zen acha, mas na minha opinião, sei lá, não deve ser assim muito boa ideia retirar energia às árvores, flores, pássaros, etc. Porque, não sei, tenho impressão de que, se retirarmos energia a alguma coisa, essa coisa fica sem ela (pelo menos, é o que me diz a lógica, não sei se a lógica que fala comigo é a mesma que fala a essa gente maluca… se calhar têm outra lógica, eles…). Ora, eu tenho demasiado respeito e admiração pela natureza e pelos bichinhos para andar por aí a sacar-lhes energia assim à parva, sobretudo por causa de exercícios de Tai Chi Chuan.
Só espero que nenhum magnata das energias venha a saber disto, pois se vier ainda é provável que veja no “retirar energia das árvores e dos passarinhos” uma óptima possibilidade de negócio. E a ser o caso, um dia ainda teremos bombas de gasolina substituídas por bombas que fornecem energia extraída, por exemplo, de plantas e aves, e as gasolineiras substituídas por empresas de Tai Chi Chuan, que funcionarão todas em cartel e possuirão slogans do género “faça exercício e ateste o seu carro com Pardal Sem Chumbo 95, agora só a 30 cêntimos o litro”.
Cena marada, não é? Estes totós destes tipos armados em hippies-freaks-zens só dizem porcaria…
Mas nem foi aquela confusão apaneleirada de, e cito a monitora, “movimentos lentos” para aqui, “levantar os braços” para ali, “e agora a perna esquerda” para acoli, “e agora a direita”, “e girar”, “fechar os olhos”, “coordenar tudo com a respiração” e “caramba, quem é aquele tipo que está a fazer isto à mariconço?” que me incomodou; o que me chateou verdadeiramente foi ela dizer, de modo impune, que devíamos “retirar a energia do que está ao redor, como as árvores ou os passarinhos, absorver essa energia e fortificarmo-nos com ela”.
É, eu ouvi isto, e ia caído para o lado, até porque só estava equilibrado numa perna! Não sei o que esta malta supostamente hippie, freak e zen acha, mas na minha opinião, sei lá, não deve ser assim muito boa ideia retirar energia às árvores, flores, pássaros, etc. Porque, não sei, tenho impressão de que, se retirarmos energia a alguma coisa, essa coisa fica sem ela (pelo menos, é o que me diz a lógica, não sei se a lógica que fala comigo é a mesma que fala a essa gente maluca… se calhar têm outra lógica, eles…). Ora, eu tenho demasiado respeito e admiração pela natureza e pelos bichinhos para andar por aí a sacar-lhes energia assim à parva, sobretudo por causa de exercícios de Tai Chi Chuan.
Só espero que nenhum magnata das energias venha a saber disto, pois se vier ainda é provável que veja no “retirar energia das árvores e dos passarinhos” uma óptima possibilidade de negócio. E a ser o caso, um dia ainda teremos bombas de gasolina substituídas por bombas que fornecem energia extraída, por exemplo, de plantas e aves, e as gasolineiras substituídas por empresas de Tai Chi Chuan, que funcionarão todas em cartel e possuirão slogans do género “faça exercício e ateste o seu carro com Pardal Sem Chumbo 95, agora só a 30 cêntimos o litro”.
Cena marada, não é? Estes totós destes tipos armados em hippies-freaks-zens só dizem porcaria…
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quinta-feira, junho 26, 2008
Deves é ter o rei na barriga, deves... (2)
Na sequência do post de ontem, outras coisas que devemos à AI Portugal:
- Aumento das mamas da Pamela Anderson. Quando a Pamela resolveu aumentar os seios, não foi por razões de imagem. Foi porque um membro da AI Portugal se chegou junto dela e sugeriu, inocentemente: “Ó Pamela, se tivesses as mamas maiores, já viste quantas criancinhas subnutridas poderias amamentar?” Pamela anuiu e lá fez o implante; contudo, por vicissitudes que a vida às vezes não prevê, aquilo acabou por nunca servir para amamentar criancinhas... de qualquer das formas, a malta – incluindo o pessoal da AI Portugal – não pareceu ter ficado triste com isso...
- Fim da ocupação indonésia em Timor Leste. Não foi o Conselho de Segurança das Nações Unidas o responsável pelo fim dos conflitos na ilha de Lorosae. Nem a pressão da comunidade internacional. Não! Os indonésios retiraram porque uma comitiva, composta por vários elementos da AI Portugal, chegou junto do presidente Habibie, sucessor de Suharto, e exigiu eleições livres em Timor, caso contrário exibiriam, em todo o arquipélago indonésio, um dvd só com programas do Júlio Isidro.
- Demissão de Pedro Santana Lopes. O país considera ter sido Jorge Sampaio o anjo que resolveu demitir Pedro Santana Lopes das funções de primeiro-ministro. Nada mais falso. A benesse devemo-la a uma apoiante da AI Portugal. Sara, assim se chamava a moça, pediu uma audiência com o presidente da República dois dias depois de ter dançado com o primeiro-ministro n’A Kapital. Nessa audiência, Sara alegou que Santana Lopes, para além de ser mau dançarino (parece que pisava sempre os pés do seu par…), não chegou a levar a noite adiante, pois quando Sara o convidou para subir lá a casa, o primeiro-ministro preferiu responder: “Não, vou antes andar por aí”. Convencido por este depoimento que Santana Lopes não tinha o perfil necessário para ser chefe de governo, Sampaio resolveu demiti-lo no dia seguinte.
- Separação dos D’zrt. O fim desta boys band deve-se a um abaixo assinado levado a cabo pela AI Portugal, com o argumento de que as cantigas daquela banda atentavam contra os direitos do homem, da mulher, das crianças, dos animais, das plantas de estufa, das dunas de praia, das sardinhas em lata, dos afluentes de rios, e, ao fim e ao cabo, de todo o universo em geral. O documento contou com 10 milhões de assinaturas, incluindo os próprios membros dos D’zrt, que não tiveram outra opção senão acabar com a banda.
Prestemos a devida homenagem à AI Portugal. Sem eles, o mundo seria bem pior do que é!
- Aumento das mamas da Pamela Anderson. Quando a Pamela resolveu aumentar os seios, não foi por razões de imagem. Foi porque um membro da AI Portugal se chegou junto dela e sugeriu, inocentemente: “Ó Pamela, se tivesses as mamas maiores, já viste quantas criancinhas subnutridas poderias amamentar?” Pamela anuiu e lá fez o implante; contudo, por vicissitudes que a vida às vezes não prevê, aquilo acabou por nunca servir para amamentar criancinhas... de qualquer das formas, a malta – incluindo o pessoal da AI Portugal – não pareceu ter ficado triste com isso...
- Fim da ocupação indonésia em Timor Leste. Não foi o Conselho de Segurança das Nações Unidas o responsável pelo fim dos conflitos na ilha de Lorosae. Nem a pressão da comunidade internacional. Não! Os indonésios retiraram porque uma comitiva, composta por vários elementos da AI Portugal, chegou junto do presidente Habibie, sucessor de Suharto, e exigiu eleições livres em Timor, caso contrário exibiriam, em todo o arquipélago indonésio, um dvd só com programas do Júlio Isidro.
- Demissão de Pedro Santana Lopes. O país considera ter sido Jorge Sampaio o anjo que resolveu demitir Pedro Santana Lopes das funções de primeiro-ministro. Nada mais falso. A benesse devemo-la a uma apoiante da AI Portugal. Sara, assim se chamava a moça, pediu uma audiência com o presidente da República dois dias depois de ter dançado com o primeiro-ministro n’A Kapital. Nessa audiência, Sara alegou que Santana Lopes, para além de ser mau dançarino (parece que pisava sempre os pés do seu par…), não chegou a levar a noite adiante, pois quando Sara o convidou para subir lá a casa, o primeiro-ministro preferiu responder: “Não, vou antes andar por aí”. Convencido por este depoimento que Santana Lopes não tinha o perfil necessário para ser chefe de governo, Sampaio resolveu demiti-lo no dia seguinte.
- Separação dos D’zrt. O fim desta boys band deve-se a um abaixo assinado levado a cabo pela AI Portugal, com o argumento de que as cantigas daquela banda atentavam contra os direitos do homem, da mulher, das crianças, dos animais, das plantas de estufa, das dunas de praia, das sardinhas em lata, dos afluentes de rios, e, ao fim e ao cabo, de todo o universo em geral. O documento contou com 10 milhões de assinaturas, incluindo os próprios membros dos D’zrt, que não tiveram outra opção senão acabar com a banda.
Prestemos a devida homenagem à AI Portugal. Sem eles, o mundo seria bem pior do que é!
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quarta-feira, junho 25, 2008
Deves é ter o rei na barriga, deves...
Reproduzo aqui um e-mail enviado pela Amnistia Internacional - Portugal. Não sei se estou autorizado a fazê-lo, mas que se lixe!
Caros Amigos
Gostaríamos de partilhar convosco um sucesso, uma boa notícia, que resulta do trabalho empenhado e activo dos membros e apoiantes da AI Portugal.
Numa decisão sem precedentes, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos e contra a posição oficial da administração Bush, decretou o direito dos detidos em Guantánamo de, ao abrigo da Constituição dos Estados Unidos da América, terem acesso aos tribunais civis para avaliação da legalidade da sua detenção (habeas corpus).
Esta decisão constitui um marco histórico no sentido da restauração da supremacia da lei no âmbito das medidas de combate ao terrorismo.
Desde a sua criação, a AI foi uma das organizações que mais lutou para que Guantánamo fosse encerrada e para que os direitos dos detidos fossem respeitados.
Seis anos depois e graças ao trabalho de denúncia e pressão das secções da AI e dos seus mais de dois milhões de membros e apoiantes, dos quais você faz parte, vemos uma decisão que reforça a nossa luta e pode significar o princípio do fim do centro de detenção.
Estamos todos de parabéns. Que esta decisão sirva de incentivo para que, com a sua ajuda e participação, continuarmos o trabalho de tornar os Direitos Humanos para todos uma realidade.
Vá, leiam de novo, se preciso for. Se não quiserem ler, está aqui o mais importante: o Supremo Tribunal dos Estados Unidos declarou que os alegados terroristas presos em Guantánamo também possuem direitos, nomeadamente o de contestar a sua detenção.
O giro nem é o e-mail dizer que a Amnistia Internacional desempenhou um papel importante nessa luta: o verdadeiramente engraçado (ou triste, consoante o ponto de vista) é alegar-se (veja-se o primeiro parágrafo) que tal decisão “resulta do trabalho empenhado e activo dos membros e apoiantes da AI Portugal”.
Ora, segundo a malta da Amnistia Internacional – Portugal (muito wishful thinking vai naquelas carolas) esta associação tem uma influência directa e decisiva na justiça americana! Ó pá, e eu a pensar que nós, portugueses, éramos uns pequeninos, e que ninguém nos liga nenhuma, mesmo que batamos com força os pés, esbracejemos e choremos copiosamente. Foi a AI Portugal que pediu – mais, exigiu – ao Supremo Tribunal norte-americano que desse lá uma abébiazinha aos detidos em Guantánamo! É a AI Portugal a grande esperança dos direitos humanos no mundo! Será a AI Portugal que acabará com todos os males que nos atormentam! Vivas à AI Portugal: se não fossem eles, onde estaríamos nós?
Já agora, visto a AI Portugal deter assim tanta influência, por que não pedir ao mesmo Supremo Tribunal dos Estados Unidos que crie uma lei da rolha para a administração Bush? E que crie outra lei que obrigue a Denise Richards a despir-se no meu quarto? E, se não for pedir demasiado, que tal mais outra a permitir a poligamia, mas só para mim? Todas estas seriam medidas extremamente positivas para a defesa dos direitos DESTE homem…
Caros Amigos
Gostaríamos de partilhar convosco um sucesso, uma boa notícia, que resulta do trabalho empenhado e activo dos membros e apoiantes da AI Portugal.
Numa decisão sem precedentes, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos e contra a posição oficial da administração Bush, decretou o direito dos detidos em Guantánamo de, ao abrigo da Constituição dos Estados Unidos da América, terem acesso aos tribunais civis para avaliação da legalidade da sua detenção (habeas corpus).
Esta decisão constitui um marco histórico no sentido da restauração da supremacia da lei no âmbito das medidas de combate ao terrorismo.
Desde a sua criação, a AI foi uma das organizações que mais lutou para que Guantánamo fosse encerrada e para que os direitos dos detidos fossem respeitados.
Seis anos depois e graças ao trabalho de denúncia e pressão das secções da AI e dos seus mais de dois milhões de membros e apoiantes, dos quais você faz parte, vemos uma decisão que reforça a nossa luta e pode significar o princípio do fim do centro de detenção.
Estamos todos de parabéns. Que esta decisão sirva de incentivo para que, com a sua ajuda e participação, continuarmos o trabalho de tornar os Direitos Humanos para todos uma realidade.
Vá, leiam de novo, se preciso for. Se não quiserem ler, está aqui o mais importante: o Supremo Tribunal dos Estados Unidos declarou que os alegados terroristas presos em Guantánamo também possuem direitos, nomeadamente o de contestar a sua detenção.
O giro nem é o e-mail dizer que a Amnistia Internacional desempenhou um papel importante nessa luta: o verdadeiramente engraçado (ou triste, consoante o ponto de vista) é alegar-se (veja-se o primeiro parágrafo) que tal decisão “resulta do trabalho empenhado e activo dos membros e apoiantes da AI Portugal”.
Ora, segundo a malta da Amnistia Internacional – Portugal (muito wishful thinking vai naquelas carolas) esta associação tem uma influência directa e decisiva na justiça americana! Ó pá, e eu a pensar que nós, portugueses, éramos uns pequeninos, e que ninguém nos liga nenhuma, mesmo que batamos com força os pés, esbracejemos e choremos copiosamente. Foi a AI Portugal que pediu – mais, exigiu – ao Supremo Tribunal norte-americano que desse lá uma abébiazinha aos detidos em Guantánamo! É a AI Portugal a grande esperança dos direitos humanos no mundo! Será a AI Portugal que acabará com todos os males que nos atormentam! Vivas à AI Portugal: se não fossem eles, onde estaríamos nós?
Já agora, visto a AI Portugal deter assim tanta influência, por que não pedir ao mesmo Supremo Tribunal dos Estados Unidos que crie uma lei da rolha para a administração Bush? E que crie outra lei que obrigue a Denise Richards a despir-se no meu quarto? E, se não for pedir demasiado, que tal mais outra a permitir a poligamia, mas só para mim? Todas estas seriam medidas extremamente positivas para a defesa dos direitos DESTE homem…
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terça-feira, junho 24, 2008
Lúcidos comentários acerca de O Sexo e a Cidade

Normalmente, os filmes baseados em séries de televisão ficam alguns furos abaixo destas; trata-se de uma regra semelhante àquela que existe entre clássicos da literatura e as respectivas adaptações ao grande ecrã: por melhores que os realizadores, os actores ou mesmo os guionistas sejam, fica sempre aquela sensação de faltar algo e, numa comparação honesta, os filmes saem na maior parte das vezes a perder.
Digo isto porque fui ver, no passado fim-de-semana, O Sexo e a Cidade. Ora, sabendo eu de antemão aquilo sobre o qual discorri acima, ou seja, que os filmes raramente chegam aos calcanhares das séries originais (e nem é preciso ir muito longe, basta pensarmos nos X-Files), por que é que fui, mesmo assim, ao cinema? Bem, porque, muito sinceramente, julgava eu na minha santa ingenuidade que o filme possuíria pelo menos alguns dos atributos que me levavam a ver O Sexo e a Cidade série; mesmo que não se revelasse tão engraçado quanto, pelo menos garantir-me-ia duas horas passadas numa saudável boa disposição.
E se era este o meu objectivo, posso afirmar que saí muito, muitíssimo defraudado, mais do que um holandês que pinocasse uma prostituta russa no bairro vermelho e soubesse por ela que a Rússia andava a espetar 3-1 à selecção laranja no Euro 2008, mais até do que a Amy Winehouse quando lhe disseram que tinha de ir cantar no Rock in Rio e não apenas ficar nos bastidores agarrada ao cachimbo de crack. O Sexo e a Cidade filme, lamento dizê-lo, é uma fraude e está longe, longe, longe de O Sexo e a Cidade série. Esta última, apesar de ser em sua grande parte direccionada ao público feminino (e também homossexual, já agora...), continha elementos igualmente capazes de cativar os indisputáveis heterossexuais, como eu, que viam os episódios mesmo quando a Kim Catrall/Samantha não mostrava as mamas. A série continha substância, e mostrava situações tão divertidas quanto ridículas e que, simultaneamente, ironizavam a condição da self-made woman nova-iorquina, independente a todos os níveis excepto no emocional, e que por isso procura à força toda um homem que lhe preencha esse vazio e aquele outro situado entre as pernas... Era justamente aqui que se situava a ironia, e não no facto de a protagonista Sarah Jessica Parker/Carrie ser uma colunista sentimental com desventuras nesse campo. O Sexo e a Cidade filme pouco ou nada tem disto, e é por isso que se revela tão decepcionante. A história não está à altura, o glamour é absolutamente exagerado e torna-se até quase como que uma personagem, ao contrário da série, em que não passava de simples acessório, o comic factor está praticamente ausente, muito porque a mui destrambelhada Samantha está demasiado atinada para o seu - e nosso - próprio bem e, numa simples ideia, o filme mostra ser irritantemente "de gaja", o que é dizer fútil como o caraças!
Provavelmente O Sexo e a Cidade, se um concurso do género houvesse, arriscar-se-ia a ganhar com facilidade o prémio de filme mais fútil da História, isto se não resolverem, um dia, levar ao grande ecrá os Morangos Com Açúcar (e agora bato três vezes com os nós dos dedos na mesa). Aliás, não devo estar longe da verdade se disser que O Sexo e a Cidade filme é uma espécie de Morangos Com Açúcar no qual as pitas têm mais 25 a 30 anos em cima! Acresce a isto o mau gosto nas cenas mais, digamos, explícitas e o abuso de corpos masculinos (mas qual foi a triste ideia de enfiarem para lá - literalmente - o mastruço de um italiano?!? E por que é que a sonsinha da Kristin Davies/Charlotte só mostra um pedacito das mamocas?!?) e ficamos com aquilo que, em última análise, o filme é: conversas de gajas + Christian Dior + cenas de gajas + Louis Vitton + birras de gajas + Vivienne Westwood + problemas de gajas + Prada + vidas de gajas + Vogue + fitas de gajas!
E gastei eu 5 €uros para ver isto... :(
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segunda-feira, junho 23, 2008
Agora já não podem dizer que o Islão trata as mulheres de modo desigual...
Mulher-bomba comete atentado no Iraque
Ficou para trás a época em que só os homens podiam ser mártires. As mulheres, agora, também podem sê-lo. Uma pergunta, porém, fica: quando chegarem ao céu, para que raios quererão elas as 72 virgens?!?!
Ficou para trás a época em que só os homens podiam ser mártires. As mulheres, agora, também podem sê-lo. Uma pergunta, porém, fica: quando chegarem ao céu, para que raios quererão elas as 72 virgens?!?!
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sexta-feira, junho 20, 2008
Astrologia 2008
Após uma cuidada observação dos astros, a que se seguiu um cálculo rigoroso, posso garantir - sem margem de erro - o seguinte: Portugal não vencerá o Euro 2008!
(está bem, está bem: o sucesso do meu vaticínio é um bocadinho suportado na derrota de ontem frente à Alemanha. Mas só um bocadinho...)
(está bem, está bem: o sucesso do meu vaticínio é um bocadinho suportado na derrota de ontem frente à Alemanha. Mas só um bocadinho...)
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quinta-feira, junho 19, 2008
Acerca do Portugal-Alemanha de hoje, uma dúvida
Por quem torcerão os nossos caros neo-nazis?! É que, hoje, eles estão perante um dilema de proporções gravíssimas, pior do que o exército alemão quando se viu a enfrentar, simultaneamente, os Aliados na frente ocidental e os soviéticos na frente oriental. Um neo-nazi digno desse nome apoiará Portugal, estou certo, porque a sua veia ultra-nacionalista e patriótica assim o exige. Porém, o mesmo neo-nazi apoiará a Alemanha, uma vez que é do país dos teutões que retira não só a sua inspiração ideológica, como ainda todo e qualquer motivo estético-artístico, por exemplo, as tatuagens com suásticas, os pins com o logótipo das SS, e por aí.
Bem sei que, no nosso país, os neo-nazis não abundam, mas como sou alguém preocupado com as minorias (1), não consegui evitar que esta dúvida irrompesse no meu espírito. Como descalçará um neo-nazi aquela bota tão habituada a pontapear cabeças de angolanos? Já estou mesmo a ver o filme: se Portugal perder, o neo-nazi ficará inconsolável, culpará o treinador brasileiro inferior e os estrangeiros miscigenados que actuam na selecção (Bosingwa, Pepe, Deco, Nani...), colocará a bandeira portuguesa sobre o corpo, cantará a Portuguesa e dará um tiro nos cornos; se a Alemanha perder, o neo-nazi ficará inconsolável, culpará Israel e os estrangeiros miscigenados que actuam na selecção (Kuranyi, Klose, Podolsky, Odonkor...), colocará a bandeira alemã sobre o corpo, cantará a Deutschland über Alles e dará um tiro nos cornos.
Pobres tipos... compadeço-me neste dia que lhes será tão doloroso!
__________________
(1) Este pormenor levanta outra questão não menos importante: de que lado se situam os bloquistas em relação aos neo-nazis? Se os bloquistas estão politicamente nos antípodas do nacional-socialismo, não é menos verdade que a extrema-direita continua a ser uma ideologia minoritária em Portugal, e o Bloco sempre se mostrou apoiante das minorias... Como é, então? (Há pouco, perguntei isto na rua a um bloquista; ele olhou para mim, disse "não sei, porra", sacou de um charro e foi-se embora. Alguém, por favor, faz chegar esta minha dúvida ao Francisco Louçã?)
Bem sei que, no nosso país, os neo-nazis não abundam, mas como sou alguém preocupado com as minorias (1), não consegui evitar que esta dúvida irrompesse no meu espírito. Como descalçará um neo-nazi aquela bota tão habituada a pontapear cabeças de angolanos? Já estou mesmo a ver o filme: se Portugal perder, o neo-nazi ficará inconsolável, culpará o treinador brasileiro inferior e os estrangeiros miscigenados que actuam na selecção (Bosingwa, Pepe, Deco, Nani...), colocará a bandeira portuguesa sobre o corpo, cantará a Portuguesa e dará um tiro nos cornos; se a Alemanha perder, o neo-nazi ficará inconsolável, culpará Israel e os estrangeiros miscigenados que actuam na selecção (Kuranyi, Klose, Podolsky, Odonkor...), colocará a bandeira alemã sobre o corpo, cantará a Deutschland über Alles e dará um tiro nos cornos.
Pobres tipos... compadeço-me neste dia que lhes será tão doloroso!
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(1) Este pormenor levanta outra questão não menos importante: de que lado se situam os bloquistas em relação aos neo-nazis? Se os bloquistas estão politicamente nos antípodas do nacional-socialismo, não é menos verdade que a extrema-direita continua a ser uma ideologia minoritária em Portugal, e o Bloco sempre se mostrou apoiante das minorias... Como é, então? (Há pouco, perguntei isto na rua a um bloquista; ele olhou para mim, disse "não sei, porra", sacou de um charro e foi-se embora. Alguém, por favor, faz chegar esta minha dúvida ao Francisco Louçã?)
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quarta-feira, junho 18, 2008
Isto não é normal!...
Mandaram-me aqui há uns dias, via e-mail, a imagem que se segue:

e ainda não consegui parar de rir! Sim, bem sei, não se deve gozar com as figuras tristes dos outros, até porque eu próprio possuo uma figura bastante triste, mas é mais forte do que eu! Esta imagem provocou-me mais gargalhadas do que o célebre estatelanço do Fidel num comício em Cuba! Do que o Santana Lopes armado em ofendidinho quando se viu relegado para segundo plano à conta do José Mourinho! Do que a defesa do Benfica aquando dos 5-3 na meia-final da Taça de Portugal deste ano!
Por isso a pergunta: vocês têm a mesma reacção, ou isto é só de mim? Tenho de consultar um psiquiatra? Pensar 30 minutos seguintes na crise, para que esta avalanche de risota me abandone? Observem atentamente a imagem e digam qualquer coisa nos comentários, é que preciso mesmo de saber se a piada está na figura ou nos olhos de quem a contempla...

e ainda não consegui parar de rir! Sim, bem sei, não se deve gozar com as figuras tristes dos outros, até porque eu próprio possuo uma figura bastante triste, mas é mais forte do que eu! Esta imagem provocou-me mais gargalhadas do que o célebre estatelanço do Fidel num comício em Cuba! Do que o Santana Lopes armado em ofendidinho quando se viu relegado para segundo plano à conta do José Mourinho! Do que a defesa do Benfica aquando dos 5-3 na meia-final da Taça de Portugal deste ano!
Por isso a pergunta: vocês têm a mesma reacção, ou isto é só de mim? Tenho de consultar um psiquiatra? Pensar 30 minutos seguintes na crise, para que esta avalanche de risota me abandone? Observem atentamente a imagem e digam qualquer coisa nos comentários, é que preciso mesmo de saber se a piada está na figura ou nos olhos de quem a contempla...
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terça-feira, junho 17, 2008
Sexo e Futebol (2)
Tal como tinha prometido neste post, volto àquele assunto nunca antes resolvido: é aconselhável, a um futebolista, fazer sexo antes de um jogo? Comprometi-me, eu próprio, a investigar a fundo este tema, e portanto investiguei a fundo uma gaja que apanhei na rua meia hora antes de um jogo de futebol lá com a malta do bairro, o qual já tinha sido previamente marcado.
Em que ficamos, então? Bom, não sei quanto aos outros jogadores, também não sei se há aqui cenas internas ou externas, como o biorritmo ou a constelação de Júpiter aos saltinhos na casa de Oríon, a interferirem com o desempenho futebolístico de uma pessoa após o desempenho sexual da mesma, MAS cabe-me dizer, honestamente, que é má política dar numa futebolada imediatamente a seguir a dar uma pinocada. A minha experiência foi má, é o que tenho a dizer. O sexo foi bom, ao menos isso, mas a partida que se lhe seguiu deixou bastante a desejar. Primeiro, porque não conseguia ter com a bola uma relação íntima, ou, pelo menos, um desejo de tal forma forte que me levasse a procurá-la. Isto tem a ver com ter estado, minutos antes, a mexer numas belas mamocas; ora, para quem mexe numas tetas, a bola não passa de um fraco sucedâneo!... Segundo, porque as minhas forças estavam minadas a tal ponto que, quando me passavam a redondinha, eu nem sequer era capaz de esticar o pézinho para a receber, e então ela corria de encontro a um adversário. Terceiro, porque após várias bocas dos meus colegas ("Estiveste a f*der, meu cabrão", ou "Joga à bola, seu maricas de merda", ou ainda "Estamos a levar 15 a 0 na peida por tua culpa, ó palhaço"), desisti da jogatana e fui para casa dormir, que era aquilo que devia ter feito logo após ter comido a gaja.
Fica, pois, aqui uma máxima, em jeito de remate (e vice-versa):
“Gajo que acaba de descarregar a pistola não está em condições de jogar à bola”
Tomem juízo e sigam os meus conselhos…
Em que ficamos, então? Bom, não sei quanto aos outros jogadores, também não sei se há aqui cenas internas ou externas, como o biorritmo ou a constelação de Júpiter aos saltinhos na casa de Oríon, a interferirem com o desempenho futebolístico de uma pessoa após o desempenho sexual da mesma, MAS cabe-me dizer, honestamente, que é má política dar numa futebolada imediatamente a seguir a dar uma pinocada. A minha experiência foi má, é o que tenho a dizer. O sexo foi bom, ao menos isso, mas a partida que se lhe seguiu deixou bastante a desejar. Primeiro, porque não conseguia ter com a bola uma relação íntima, ou, pelo menos, um desejo de tal forma forte que me levasse a procurá-la. Isto tem a ver com ter estado, minutos antes, a mexer numas belas mamocas; ora, para quem mexe numas tetas, a bola não passa de um fraco sucedâneo!... Segundo, porque as minhas forças estavam minadas a tal ponto que, quando me passavam a redondinha, eu nem sequer era capaz de esticar o pézinho para a receber, e então ela corria de encontro a um adversário. Terceiro, porque após várias bocas dos meus colegas ("Estiveste a f*der, meu cabrão", ou "Joga à bola, seu maricas de merda", ou ainda "Estamos a levar 15 a 0 na peida por tua culpa, ó palhaço"), desisti da jogatana e fui para casa dormir, que era aquilo que devia ter feito logo após ter comido a gaja.
Fica, pois, aqui uma máxima, em jeito de remate (e vice-versa):
“Gajo que acaba de descarregar a pistola não está em condições de jogar à bola”
Tomem juízo e sigam os meus conselhos…
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segunda-feira, junho 16, 2008
Metrossexualidades
Este post vai já começar por uma declaração-choque: hoje meteram-me algo que nunca ninguém antes me havia metido! Calma, calma, não é isso que vocês estão a pensar. Ninguém me furou a anilha, a qual continua tão virgem e inviolável como sempre. Aquilo que me meteram hoje tratou-se, simplesmente, de um creme hidratante para o rosto. Pronto, é verdade, isto é algo quase tão bicha quanto levar no rabinho, mas lá fui convencido (ou melhor, forçado) a fazê-lo.
Soube-me mal? Não, não soube, mas continuo a achar que há qualquer coisa de estranho no meio de tudo isto. Não sei se será de mim, mas - sei lá - tenho assim como que a impressão de que "homens" e "creme hidratante para o rosto" são duas coisas não conciliáveis. Que raio de homem (e tomo "homem" num sentido bastante restrito, sinónimo de "macho", que é para não incluir seres estranhos do tipo José Castelo Branco e afins) é que, no seu perfeito juízo, desata a besuntar a face com aquela porcaria? Eu não, obviamente, por isso é que foi preciso uma mulher chatear-me à brava para que me decidisse, contrariado, a fazê-lo.
E aqui reside o problema, digamos, metafísico da questão. Eu sou homem (sim, sou-o, não é a porcaria de um creme hidratante que vai alterar esta condição) e gosto de mulheres, ENQUANTO MULHERES, o que é dizer que não tenho o mínimo interesse em masculinizá-las. Nunca ninguém me vai ouvir dizer, para uma rapariga, "Ouve lá, e que tal deixares crescer esses pêlos dos sovacos?", ou "Bem, ficaria muito feliz se arrotasses na cozinha e ficasses 90 dias sem tomar banho!", ou ainda "Adoro o teu rosto quando não te barbeias..." Nunca, porque não quero que elas se pareçam comigo; para isso, já basto eu, certo?! Então, por que raios é que as mulheres querem que nós nos pareçamos com elas?!?!? Hummmmm?!?!? Porquê, raios parta?! As mulheres, que são fofinhas, e suaves, e delicadas, e bonitas, e limpinhas, e essas coisas todas que já me fazem ficar com meia erecção enquanto escrevo isto, têm algum interesse em fazer com que os homens - duros, árduos, ásperos, feios, porcos, e etc - se efeminizem? Ora, se eu gosto que uma mulher pareça uma mulher, porque é que uma mulher não há-de gostar que um homem pareça um homem? Que pérfido objectivo se esconde por detrás desta mania recente de querer metrossexualizar o mundo? É que há qualquer coisa de revolta político-sexual e de imperialismo feminino no meio disto tudo...
E os efeitos já se fazem sentir! Duas horas depois da administração do dito creme hidratante, o meu outrora rugoso rosto ainda se ressentia, e eu ainda mais! Enquanto caminhava pela rua, dois ou três homens olharam-me de soslaio, e outro perguntou-me se eu não era o Cláudio Ramos. Mais tarde, encontrei uma amiga, daquelas amigas verdadeiras, que, cumprimentando-me com os habituais dois beijos na cara, soltou um humilhante "Mas o que é isto?! Que rosto tão macio e cheiroso! Olha lá, por acaso deste em gay?!". É triste andar exposto a este género de comentários, e mais triste ainda é saber que há por aí homens em pior situação, pois se é verdade que hoje experimentei pôr creme hidratante no trombil, é ainda mais verdade que não pretendo repetir a façanha, ao contrário de muitos indivíduos, coitados, que, seduzidos por falinhas mansas femininas, já não podem passar sem o cremezinho, a loçãozinha, o perfumezinho, a depilaçãozinha, o banhinho com cheirinhos, o aloé com ph neutro-positivo e sei lá mais o quê!
Isto é que é ocasião para dizer que já não se fazem homens como antigamente...
Soube-me mal? Não, não soube, mas continuo a achar que há qualquer coisa de estranho no meio de tudo isto. Não sei se será de mim, mas - sei lá - tenho assim como que a impressão de que "homens" e "creme hidratante para o rosto" são duas coisas não conciliáveis. Que raio de homem (e tomo "homem" num sentido bastante restrito, sinónimo de "macho", que é para não incluir seres estranhos do tipo José Castelo Branco e afins) é que, no seu perfeito juízo, desata a besuntar a face com aquela porcaria? Eu não, obviamente, por isso é que foi preciso uma mulher chatear-me à brava para que me decidisse, contrariado, a fazê-lo.
E aqui reside o problema, digamos, metafísico da questão. Eu sou homem (sim, sou-o, não é a porcaria de um creme hidratante que vai alterar esta condição) e gosto de mulheres, ENQUANTO MULHERES, o que é dizer que não tenho o mínimo interesse em masculinizá-las. Nunca ninguém me vai ouvir dizer, para uma rapariga, "Ouve lá, e que tal deixares crescer esses pêlos dos sovacos?", ou "Bem, ficaria muito feliz se arrotasses na cozinha e ficasses 90 dias sem tomar banho!", ou ainda "Adoro o teu rosto quando não te barbeias..." Nunca, porque não quero que elas se pareçam comigo; para isso, já basto eu, certo?! Então, por que raios é que as mulheres querem que nós nos pareçamos com elas?!?!? Hummmmm?!?!? Porquê, raios parta?! As mulheres, que são fofinhas, e suaves, e delicadas, e bonitas, e limpinhas, e essas coisas todas que já me fazem ficar com meia erecção enquanto escrevo isto, têm algum interesse em fazer com que os homens - duros, árduos, ásperos, feios, porcos, e etc - se efeminizem? Ora, se eu gosto que uma mulher pareça uma mulher, porque é que uma mulher não há-de gostar que um homem pareça um homem? Que pérfido objectivo se esconde por detrás desta mania recente de querer metrossexualizar o mundo? É que há qualquer coisa de revolta político-sexual e de imperialismo feminino no meio disto tudo...
E os efeitos já se fazem sentir! Duas horas depois da administração do dito creme hidratante, o meu outrora rugoso rosto ainda se ressentia, e eu ainda mais! Enquanto caminhava pela rua, dois ou três homens olharam-me de soslaio, e outro perguntou-me se eu não era o Cláudio Ramos. Mais tarde, encontrei uma amiga, daquelas amigas verdadeiras, que, cumprimentando-me com os habituais dois beijos na cara, soltou um humilhante "Mas o que é isto?! Que rosto tão macio e cheiroso! Olha lá, por acaso deste em gay?!". É triste andar exposto a este género de comentários, e mais triste ainda é saber que há por aí homens em pior situação, pois se é verdade que hoje experimentei pôr creme hidratante no trombil, é ainda mais verdade que não pretendo repetir a façanha, ao contrário de muitos indivíduos, coitados, que, seduzidos por falinhas mansas femininas, já não podem passar sem o cremezinho, a loçãozinha, o perfumezinho, a depilaçãozinha, o banhinho com cheirinhos, o aloé com ph neutro-positivo e sei lá mais o quê!
Isto é que é ocasião para dizer que já não se fazem homens como antigamente...
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domingo, junho 15, 2008
Notícia cultural
Polícia do Panamá detecta cocaína em livros infantis destinados a Portugal
A Polícia Nacional do Panamá detectou mais de dez quilos de cocaína que teriam como destino Portugal e Espanha. A droga estava escondida entre mais de vinte livros de contos infantis e de educação sexual.
(Fonte: RTP1)
Dois comentários:
1) Estas novas políticas de apoio ao livro e à leitura são surpreendentes! Pelos vistos, é assim que se pretende viciar as novas gerações na literatura. Literalmente!... Quando tomarão os nossos Ministério da Cultura, da Educação e do Ensino Superior a mesma atitude? E o Instituto Português do Livro e das Bibliotecas está à espera do quê? Ideias peregrinas como esta são de aproveitar!!!
2) Da próxima vez que alguém vier ter comigo para dizer "ontem estive a ler o livro do não-sei-quantos e senti-me como que a viajar por paisagens longínquas e belíssimas", já sei ao que se está a referir...
A Polícia Nacional do Panamá detectou mais de dez quilos de cocaína que teriam como destino Portugal e Espanha. A droga estava escondida entre mais de vinte livros de contos infantis e de educação sexual.
(Fonte: RTP1)
Dois comentários:
1) Estas novas políticas de apoio ao livro e à leitura são surpreendentes! Pelos vistos, é assim que se pretende viciar as novas gerações na literatura. Literalmente!... Quando tomarão os nossos Ministério da Cultura, da Educação e do Ensino Superior a mesma atitude? E o Instituto Português do Livro e das Bibliotecas está à espera do quê? Ideias peregrinas como esta são de aproveitar!!!
2) Da próxima vez que alguém vier ter comigo para dizer "ontem estive a ler o livro do não-sei-quantos e senti-me como que a viajar por paisagens longínquas e belíssimas", já sei ao que se está a referir...
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quinta-feira, junho 12, 2008
Sexo e Futebol
Agora que o Euro 2008 está aí, urge recuperar um assunto já por diversas vezes debatido, mas sobre o qual ainda não há uma conclusão satisfatória: afinal, deve-se ou não fazer sexo antes de um desafio de futebol?
Se formos meros adeptos, a resposta é SIM! Antes, depois e até mesmo durante; não há nada melhor do que ejacular ao mesmo tempo que a nossa equipa marca um golo! É este o verdadeiro orgasmo simultâneo, e não essa palhaçada de nos virmos ao mesmo tempo que a gaja. (Na verdade, isto não passa de um artifício feminista, destinado a minorizar os homens no acto sexual; sempre ciosas de domínio, as mulheres vêem no sincronismo do clímax sexual uma vitória sobre a libido masculina, pois os homens, no seu habitat natural - é dizer, na selva - pouco ou nada estão preocupados com aquela simultaneidade: para o homem, desde que um dos parceiros goze, e que esse parceiro seja aquele que detém o pirilau, está tudo bem!)
Eu, por exemplo, recordo-me perfeitamente da ocasião em que estava a papar a Alexandra Lencastre e de ter jorrado uma verdadeira mangueirada de sémen no preciso momento em que o André Cruz apontava o primeiro golo da vitória do Sporting sobre o Salgueiros por 4 a 0, e que deu ao clube de Alvalade o título de campeão em 2000. Aquilo é que foi um orgasmo e pêras, seguido de outro orgasmo e pêras! (Pronto, está bem, confesso: não estava a papar a Alexandra Lencastre. Era a Margarida Marinho! Pronto, está bem, também não era a Margarida Marinho: era uma boneca insuflável com a fotografia da Sofia Alves colada no cimo! Pronto, está bem, também não era a boneca insuflável: era a Crítica da Razão Pura, numa edição alemã! Satisfeitos?!?)
Todavia, não é em relação aos adeptos que aquela pergunta se torna fracturante. O que é fundamental é saber se os futebolistas eles próprios podem, ou devem, fazer sexo antes de uma partida. E nisto os especialistas dividem-se! Ex-jogadores, como Paulo Futre, alegam que sim. Presidentes de clubes, como Pinto da Costa, alegam que os jogadores não podem, mas os árbitros podem. Alguns treinadores defendem que não, outros, como o saudoso António Oliveira, que pôs meia selecção portuguesa a comer uma prostituta brasileira nas vésperas de um jogo de qualificação para o Mundial 2002, consideram que sim. E do Cristiano Ronaldo desconhece-se a opinião, pois quando lhe perguntaram, limitou-se a responder "Não me chateiem, c*ralho, não vêem que estou a f*der esta espanhola?"
Portanto, em que ficamos? Nenhum agente ligado ao futebol é eminente q.b. para nos oferecer a posição definitiva. Não há nenhum estudo avalizado sobre o assunto. Nem o Marcelo Rebelo de Sousa tem qualquer comentário a fazer, e o Mourinho, essa suma autoridade em tudo o que diz respeito ao futebol, só lhe dá para afirmar: "Futebol? Sou o maior! Sexo? Sou o maior! Bacalhau à lagareiro? Sou o maior!"
Deste modo, só resta uma alternativa: a auto-investigação. EU vou marcar uma futebolada. EU vou marcar uma sessão de sexo para até, no máximo, 40 minutos e, no mínimo, 5 minutos antes da futebolada. EU irei jogar à bola após o sexo, e depois contar-vos-ei tudo. Aguardem!
Se formos meros adeptos, a resposta é SIM! Antes, depois e até mesmo durante; não há nada melhor do que ejacular ao mesmo tempo que a nossa equipa marca um golo! É este o verdadeiro orgasmo simultâneo, e não essa palhaçada de nos virmos ao mesmo tempo que a gaja. (Na verdade, isto não passa de um artifício feminista, destinado a minorizar os homens no acto sexual; sempre ciosas de domínio, as mulheres vêem no sincronismo do clímax sexual uma vitória sobre a libido masculina, pois os homens, no seu habitat natural - é dizer, na selva - pouco ou nada estão preocupados com aquela simultaneidade: para o homem, desde que um dos parceiros goze, e que esse parceiro seja aquele que detém o pirilau, está tudo bem!)
Eu, por exemplo, recordo-me perfeitamente da ocasião em que estava a papar a Alexandra Lencastre e de ter jorrado uma verdadeira mangueirada de sémen no preciso momento em que o André Cruz apontava o primeiro golo da vitória do Sporting sobre o Salgueiros por 4 a 0, e que deu ao clube de Alvalade o título de campeão em 2000. Aquilo é que foi um orgasmo e pêras, seguido de outro orgasmo e pêras! (Pronto, está bem, confesso: não estava a papar a Alexandra Lencastre. Era a Margarida Marinho! Pronto, está bem, também não era a Margarida Marinho: era uma boneca insuflável com a fotografia da Sofia Alves colada no cimo! Pronto, está bem, também não era a boneca insuflável: era a Crítica da Razão Pura, numa edição alemã! Satisfeitos?!?)
Todavia, não é em relação aos adeptos que aquela pergunta se torna fracturante. O que é fundamental é saber se os futebolistas eles próprios podem, ou devem, fazer sexo antes de uma partida. E nisto os especialistas dividem-se! Ex-jogadores, como Paulo Futre, alegam que sim. Presidentes de clubes, como Pinto da Costa, alegam que os jogadores não podem, mas os árbitros podem. Alguns treinadores defendem que não, outros, como o saudoso António Oliveira, que pôs meia selecção portuguesa a comer uma prostituta brasileira nas vésperas de um jogo de qualificação para o Mundial 2002, consideram que sim. E do Cristiano Ronaldo desconhece-se a opinião, pois quando lhe perguntaram, limitou-se a responder "Não me chateiem, c*ralho, não vêem que estou a f*der esta espanhola?"
Portanto, em que ficamos? Nenhum agente ligado ao futebol é eminente q.b. para nos oferecer a posição definitiva. Não há nenhum estudo avalizado sobre o assunto. Nem o Marcelo Rebelo de Sousa tem qualquer comentário a fazer, e o Mourinho, essa suma autoridade em tudo o que diz respeito ao futebol, só lhe dá para afirmar: "Futebol? Sou o maior! Sexo? Sou o maior! Bacalhau à lagareiro? Sou o maior!"
Deste modo, só resta uma alternativa: a auto-investigação. EU vou marcar uma futebolada. EU vou marcar uma sessão de sexo para até, no máximo, 40 minutos e, no mínimo, 5 minutos antes da futebolada. EU irei jogar à bola após o sexo, e depois contar-vos-ei tudo. Aguardem!
quarta-feira, junho 11, 2008
Queimada Olímpica
Hoje, 11 de Junho, passam 45 anos desde que o senhor da imagem acima, Thich Quang Du’c, resolveu regar o corpo com gasolina em plena Saigão. O sr. Duc era um budista vietnamita e cometeu aquele acto como protesto contra a discriminação e perseguição sofrida pelos budistas às mãos do governo do Vietname do Sul. Um fotógrafo captou o momento da auto-imolação e a imagem correu tempo e mundo, tornando-se um ícone do século XX (os Rage Against the Machine chegaram, inclusive, a colocar como capa do seu primeiro e auto-intitulado álbum um close up do monge a ser consumido pelas chamas).
Não vou discutir aqui se este acto de sedição merece ser admirado ou repudiado; apenas acho piada às ironias a que a História, por vezes, se presta. É que neste ano de 2008 também assistimos aos protestos levados a cabo pela comunidade budista, neste caso tibetana, contra a ocupação chinesa. Todos nós vimos, através das televisões, o espancamento e a prisão de vários monges e simpatizantes do budismo e da causa tibetana, os quais, numa atitude não lá muito budista, aproveitaram o hype dado à China por causa dos Jogos Olímpicos e resolveram atirar-se, literalmente, à tocha. E é por isso que falo de ironia: Thich Quang Du’c, a quem foi dado postumamente o título de bodhisattva (1), insurgiu-se contra o governo sul-vietnamita transformando-se numa tocha humana; os tibetanos, por sua vez, insurgem-se contra o governo chinês tentando, por todos os meios, apagar a tocha olímpica.
Ora, visto que as manifestações e as acções dos monges tibetanos, bem como de todos aqueles que comungam da causa Free Tibet, poucos ou nenhuns resultados têm tido, não será altura, pergunto eu, de se enveredar por uma nova estratégia, a saber, aquela que tão bons dividendos trouxe a Thich Quang Du’c, mesmo depois de morto? (Além de ser “promovido” a bodhisattva, o sr. Du’c lá conseguiu, com o seu acto e depois de escaramuças várias, fazer com que o governo fosse deposto). Se todos aqueles que lutam pela autonomia do Tibete forem tão determinados e incisivos como Thich Quang Du’c, não demorará muito até que a China se veja obrigada a retirar daquele território. O passo é pois, e seguindo o exemplo daquele bodhisattva, essa malta toda pró-Tibete auto-imolar-se em plena pista do Estádio Olímpico de Pequim (2). Esta constituir-se-á como uma iniciativa forte e sem precedentes, e duvido que Hu Jintao e o partido comunista chinês permaneçam impávidos face à imagem de centenas ou até mesmo milhares de pessoas em chamas na capital do império amarelo. E – e esta é a grande vantagem do gesto – mesmo que a auto-imolação colectiva em favor do Tibete não funcione politicamente, pelo menos originará uma bela coreografia, digna dos Jogos Olímpicos da era moderna.
______________________________________
(1) Um dos sentidos de bodhisattva é, curiosamente, iluminado. Não deixa de ser outra ironia: apelidar de iluminado um indivíduo que morreu todo esturricadinho…
(2) Eu também faço parte dos que criticam a ocupação chinesa do Tibete, e estou a favor da luta do povo tibetano. Só não alinho em protestos auto-imolatórios porque, bem, porque a gasolina está tão cara e eu tão pobretanas que não tenho sequer guito para mandar regar o meu corpo.
(1) Um dos sentidos de bodhisattva é, curiosamente, iluminado. Não deixa de ser outra ironia: apelidar de iluminado um indivíduo que morreu todo esturricadinho…
(2) Eu também faço parte dos que criticam a ocupação chinesa do Tibete, e estou a favor da luta do povo tibetano. Só não alinho em protestos auto-imolatórios porque, bem, porque a gasolina está tão cara e eu tão pobretanas que não tenho sequer guito para mandar regar o meu corpo.
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terça-feira, junho 10, 2008
segunda-feira, junho 09, 2008
Hoje é dia de anos... que gaita!
Descobri que estava a ficar irremediavelmente velho quando, aqui há uns anos, dei conta de, no Natal, andar a oferecer mais prendas do que aquelas que recebia. É esta uma característica ineludível da velhice: a balança entre o deve e o haver pende dramaticamente a nosso desfavor. Ora, tal constatação torna-se mais grave aquando do aniversário: dantes, era eu puto, levava prendas porreiras de todos os membros da família, amigos, professores, vizinhos, etc. (por "prendas porreiras", quero dizer coisas realmente fixes, como bolas de futebol, conjuntos lego ou playmobil, carrinhos, posters da Samantha Fox, cenas assim); agora, sou eu adulto, já tenho sorte se me calhar um par de meias ou de cuecas, cortesia dos meus pais.
O que quero eu dizer com isto? Que é mesmo verdade aquilo que o povo por aí alvitra: a partir de uma certa idade, ninguém nos respeita! Quando eu era petiz, era prendinhas, votos de parabéns, tudo e mais alguma coisa; agora que sou crescido, nicles! Ninguém me liga, ninguém me oferece prendas fixes, a própria Samantha Fox já está toda descaída e cheia de celulite... enfim, este não é o mundo em que fui criança!
É esta a situação deprimente que se me apresenta hoje, dia do meu aniversário. Há 15 anos atrás, salivava de antecipação pela chegada de tal data; hoje em dia só quero é que ela passe rapidamente, para que seja mais fácil de olvidar. Isto é uma gaita, uma grande gaita (curiosamente, a "gaita" é das poucas coisas que estão melhores agora, que sou velho, do que quando era criança), e desanima uma pessoa que até merecia passar um dia agradável, rodeado de momentos bons e felizes. Mas não, até isso me foi vedado, porque se antigamente um gajo podia ficar em casa a curtir o dia de anos, agora vejo-me obrigado a ter de bulir, para ganhar o dinheiro que, infelizmente, NÃO vai servir para comprar prendas a mim próprio! :(
Cena janada do caraças...
P.S.: Para as pessoas simpáticas que se compadeceram ao ler este dramático texto, aqui está uma pequena lista das prendas que me podem oferecer, antes do dia acabar:
1 - Visita Guiada à Mansão da Playboy
2 - Visita Guiada à Mansão da Monica Bellucci
3 - Destruição do Estádio do Dragão e do Estádio da Luz
4 - Mordaça no Alberto João Jardim
5 - Filmografias Completas de: Jenna Jameson, Tera Patrick, Jasmin St. Claire, Nikki Dial, Sylvia Saint, Sandra Shine
6 - Outra Mordaça no Alberto João Jardim (não vá ele ser capaz de roer a primeira)
7 - Ferrari F40, em cor verde
8 - Caixa com 340690369132686 garrafas contendo Pisang Ambon, Vodka, Porto, Moscatel, Blue Curaçao, Bailey's, Sheridans, Amêndoa Amarga, Rum, Absinto, e, para desenjoar, Sumo de Pêssego
9 - Mamas da Pamela Anderson
10 - Paz no Mundo
Obrigado.
O que quero eu dizer com isto? Que é mesmo verdade aquilo que o povo por aí alvitra: a partir de uma certa idade, ninguém nos respeita! Quando eu era petiz, era prendinhas, votos de parabéns, tudo e mais alguma coisa; agora que sou crescido, nicles! Ninguém me liga, ninguém me oferece prendas fixes, a própria Samantha Fox já está toda descaída e cheia de celulite... enfim, este não é o mundo em que fui criança!
É esta a situação deprimente que se me apresenta hoje, dia do meu aniversário. Há 15 anos atrás, salivava de antecipação pela chegada de tal data; hoje em dia só quero é que ela passe rapidamente, para que seja mais fácil de olvidar. Isto é uma gaita, uma grande gaita (curiosamente, a "gaita" é das poucas coisas que estão melhores agora, que sou velho, do que quando era criança), e desanima uma pessoa que até merecia passar um dia agradável, rodeado de momentos bons e felizes. Mas não, até isso me foi vedado, porque se antigamente um gajo podia ficar em casa a curtir o dia de anos, agora vejo-me obrigado a ter de bulir, para ganhar o dinheiro que, infelizmente, NÃO vai servir para comprar prendas a mim próprio! :(
Cena janada do caraças...
P.S.: Para as pessoas simpáticas que se compadeceram ao ler este dramático texto, aqui está uma pequena lista das prendas que me podem oferecer, antes do dia acabar:
1 - Visita Guiada à Mansão da Playboy
2 - Visita Guiada à Mansão da Monica Bellucci
3 - Destruição do Estádio do Dragão e do Estádio da Luz
4 - Mordaça no Alberto João Jardim
5 - Filmografias Completas de: Jenna Jameson, Tera Patrick, Jasmin St. Claire, Nikki Dial, Sylvia Saint, Sandra Shine
6 - Outra Mordaça no Alberto João Jardim (não vá ele ser capaz de roer a primeira)
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10 - Paz no Mundo
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domingo, junho 08, 2008
Declaração Pós-Jogo de Nuno Gomes
O avançado do Benfica e da selecção nacional, interpelado pelos jornalistas sobre a sua prestação no jogo de ontem frente à Turquia, saiu-se com estas palavras:
"Ficamos sempre muito tristes quando as bolas não entram!"
Também acho. Ando há anos a tentar que as bolas entrem, mas não dá, embatem sempre nos postes. Não importa que técnica utilize, as bolas nunca, mas nunca chegam ao destino que pretendo dar-lhes. Em jeito? Não dá! Com força? Debalde! Em jeito e com força? Nicles! Pela esquerda? Impossível! Pela direita? Inconsequente! Pelo meio? Inexequível! Resultado: fico muito triste, sim, pois é algo deveras frustrante: andar ali a rematar durante meia hora, uma hora, duas horas, o tempo que for, e não conseguir sequer meter uma bola é coisa de bradar aos céus! Ainda bem que o Nuno Gomes - ao menos ele - me compreende...
"Ficamos sempre muito tristes quando as bolas não entram!"
Também acho. Ando há anos a tentar que as bolas entrem, mas não dá, embatem sempre nos postes. Não importa que técnica utilize, as bolas nunca, mas nunca chegam ao destino que pretendo dar-lhes. Em jeito? Não dá! Com força? Debalde! Em jeito e com força? Nicles! Pela esquerda? Impossível! Pela direita? Inconsequente! Pelo meio? Inexequível! Resultado: fico muito triste, sim, pois é algo deveras frustrante: andar ali a rematar durante meia hora, uma hora, duas horas, o tempo que for, e não conseguir sequer meter uma bola é coisa de bradar aos céus! Ainda bem que o Nuno Gomes - ao menos ele - me compreende...
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sábado, junho 07, 2008
Para as mulheres que lêem o Peter of Pan
Por ocasião da estreia do filme O Sexo e a Cidade, uma gaja qualquer lembrou-se de congeminar o seguinte quiz, que podem fazer neste link.
Até está engraçado. Eu próprio, apesar de não ser gaja, deu-me para responder. No fim das dez perguntinhas, o teste apresentou a sua conclusão e vai de dizer que eu sou como a Miranda e que gosto de homens ambiciosos, bem instalados e protectores. Fiquei surpreendido! Acho que vou escrever para a Maria: "Querida Maria, sou um homem mas no outro dia pus-me a fazer um inquérito feminino. O resultado foi inesperado, pois obtive a revelação de que gostava de homens ambiciosos, bem instalados e protectores. O que eu agora quero perguntar é: aonde é que arranjo um?! Obrigado."
Até está engraçado. Eu próprio, apesar de não ser gaja, deu-me para responder. No fim das dez perguntinhas, o teste apresentou a sua conclusão e vai de dizer que eu sou como a Miranda e que gosto de homens ambiciosos, bem instalados e protectores. Fiquei surpreendido! Acho que vou escrever para a Maria: "Querida Maria, sou um homem mas no outro dia pus-me a fazer um inquérito feminino. O resultado foi inesperado, pois obtive a revelação de que gostava de homens ambiciosos, bem instalados e protectores. O que eu agora quero perguntar é: aonde é que arranjo um?! Obrigado."
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sexta-feira, junho 06, 2008
Quando dizem que na internet há de tudo, é porque é mesmo verdade...
Andava eu todo contente por aí a surfar nas ondas do ciberespaço quando dei com isto:

Não sei se hei-de parabenizar os publicitários/criativos que tiveram a ideia de pegar num acontecimento tão fracturante e transformá-lo num anúncio ou se, pelo contrário, o melhor é mandá-los à gaita... ou até fazer-lhes aquilo que a aluna, agora transformada em boneco publicitário, fez à professora!
(mas confesso que a coisa até teve piada... não tanto quanto as declarações da ministra Maria de Lurdes Rodrigues na sequência do caso do telemóvel, mas ainda assim deu para rir um bocadinho)

Não sei se hei-de parabenizar os publicitários/criativos que tiveram a ideia de pegar num acontecimento tão fracturante e transformá-lo num anúncio ou se, pelo contrário, o melhor é mandá-los à gaita... ou até fazer-lhes aquilo que a aluna, agora transformada em boneco publicitário, fez à professora!
(mas confesso que a coisa até teve piada... não tanto quanto as declarações da ministra Maria de Lurdes Rodrigues na sequência do caso do telemóvel, mas ainda assim deu para rir um bocadinho)
quinta-feira, junho 05, 2008
Qual é a vossa filosofia?
Na sequência do post de ontem, em que disse mal - merecidamente - do José Gil, desafio os leitores desde blog, o mais filosófico de toda a internet (e quem opina o contrário devia levar com toda a Suma Teológica do São Tomás de Aquino no meio dos cornos!...), a fazer o seguinte teste:
A mim, deu-me isto:

Não está mal, não senhor. Até fico muito contente e, por uma vez que seja, acho que os resultados correspondem de certa forma à realidade. Enfim, depois de tantos anos a fazer os testes da Maria, da Men's Health, da Maxmen, da Cosmopolitan, da Happy e de outras tantas revistas, quer masculinas quer femininas, um dia algum tinha de dar certo...
A mim, deu-me isto:
| You scored as Existentialism Your life is guided by the concept of Existentialism: You choose the meaning and purpose of your life.
|
Não está mal, não senhor. Até fico muito contente e, por uma vez que seja, acho que os resultados correspondem de certa forma à realidade. Enfim, depois de tantos anos a fazer os testes da Maria, da Men's Health, da Maxmen, da Cosmopolitan, da Happy e de outras tantas revistas, quer masculinas quer femininas, um dia algum tinha de dar certo...
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quarta-feira, junho 04, 2008
É o devir, é o devir...
Passei há coisa de minutos pela montra de uma livraria e deparei-me, assombrado, com o título do mais recente livro de José Gil: O Imperceptível Devir da Imanência - sobre a filosofia de Deleuze. Tenho algumas observações a fazer relativamente a isto:
1ª observação: não dava para encontrar um título mais rebuscado?! Por que é que, em vez de O Imperceptível Devir da Imanência, não se baptizou a obra com um A Meta-Ontologia Dianóica do Logos Apofântico, ou com um O Inimaginável Fulgor da Crise da Aletheia, ou até mesmo com um A Abertura Fenomenológica do Ser em Questionamento do Sentido Tanatológico da Existência Por Via de uma Impossibilidade Ôntico-Holística? Para mim, estes são títulos tão bons quanto o escolhido por José Gil, e até se percebem melhor!
2ª observação: e porquê uma obra sobre a filosofia de Deleuze? Deleuze?!?! Um tipo que já estava morto ainda antes de morrer? Ou seja, como quer José Gil falar de imanência acerca de um tipo que sempre andou do lado da transcendência? Está José Gil senil? Ébrio? Drogado? Ou anos e anos a lidar com filosofia marada subiram-lhe finalmente à cabeça e deram cabo do resto do seu cérebro?!
3ª observação: juntando as observações 1 e 2, apetece-me dizer o seguinte: ainda bem que José Gil teve coragem para colocar na capa, imediatamente abaixo do seu nome, o título O Imperceptível Devir da Imanência - sobre a filosofia de Deleuze. Fico satisfeito, porque assim o público leitor já sabe ao que vai. Se as pessoas forem minimamente providas de bom senso, ficarão - como eu fiquei - assustadas com o livro e passarão ao lado dele. Talvez até, na sequência do movimento de fuga, se espetem contra uma boa obra de filosofia. É que também há disto por aí, basta ter sorte ou saber onde procurar.
4ª observação: e não, não li o livro (estão parvos?!?!) nem tenho curiosidade em ler (brincamos, ou quê? Tenho mais o que fazer com o meu tempo livre, tipo navegar em sites porno, que no fim de contas sempre me ensinam mais sobre o devir e sobre a imanência do que o José Gil ou o Gilles Deleuze).
5ª observação: a filosofia em Portugal vai mal, mal e mal. Sugiro, à maneira do que se fez com as gasolineiras, um boicote. Nem mais um cêntimo para esses livros da treta! Quem está comigo?
1ª observação: não dava para encontrar um título mais rebuscado?! Por que é que, em vez de O Imperceptível Devir da Imanência, não se baptizou a obra com um A Meta-Ontologia Dianóica do Logos Apofântico, ou com um O Inimaginável Fulgor da Crise da Aletheia, ou até mesmo com um A Abertura Fenomenológica do Ser em Questionamento do Sentido Tanatológico da Existência Por Via de uma Impossibilidade Ôntico-Holística? Para mim, estes são títulos tão bons quanto o escolhido por José Gil, e até se percebem melhor!
2ª observação: e porquê uma obra sobre a filosofia de Deleuze? Deleuze?!?! Um tipo que já estava morto ainda antes de morrer? Ou seja, como quer José Gil falar de imanência acerca de um tipo que sempre andou do lado da transcendência? Está José Gil senil? Ébrio? Drogado? Ou anos e anos a lidar com filosofia marada subiram-lhe finalmente à cabeça e deram cabo do resto do seu cérebro?!
3ª observação: juntando as observações 1 e 2, apetece-me dizer o seguinte: ainda bem que José Gil teve coragem para colocar na capa, imediatamente abaixo do seu nome, o título O Imperceptível Devir da Imanência - sobre a filosofia de Deleuze. Fico satisfeito, porque assim o público leitor já sabe ao que vai. Se as pessoas forem minimamente providas de bom senso, ficarão - como eu fiquei - assustadas com o livro e passarão ao lado dele. Talvez até, na sequência do movimento de fuga, se espetem contra uma boa obra de filosofia. É que também há disto por aí, basta ter sorte ou saber onde procurar.
4ª observação: e não, não li o livro (estão parvos?!?!) nem tenho curiosidade em ler (brincamos, ou quê? Tenho mais o que fazer com o meu tempo livre, tipo navegar em sites porno, que no fim de contas sempre me ensinam mais sobre o devir e sobre a imanência do que o José Gil ou o Gilles Deleuze).
5ª observação: a filosofia em Portugal vai mal, mal e mal. Sugiro, à maneira do que se fez com as gasolineiras, um boicote. Nem mais um cêntimo para esses livros da treta! Quem está comigo?
terça-feira, junho 03, 2008
Luís quê?
Hoje, no parlamento, discutiu-se se as gasolineiras têm agido em cartel de forma a inflaccionar os preços dos combustíveis. Manuel Sebastião, presidente da Autoridade da Concorrência, garantiu que não, nem mesmo quando foi questionado por Luís Fazenda, deputado do BE.
Ora, foi ao ver as interpelações do bloquista que pensei: ensandeceu?! É que, confesso, não sei se a Galp, a BP, a Repsol e outras estão a concertar os preços (a minha costela de esquerda diz "Sim"), também não sei se o problema está no ISP ou noutra coisa qualquer (a minha costela de esquerda diz "Está"), mas de uma coisa eu sei: o Luís Fazenda NÃO consegue articular decentemente um raciocínio (é o que me diz a minha meia costela de direita. Tenho de mandar arrancá-la...). O gajo a meio de uma frase já está a começar outra que nada tem a ver com a primeira, não é capaz de construir um discurso com princípio, meio e fim, aquilo é tudo desconexo, quase como se estivéssemos a ouvir flamenco durante 10 segundos, que depois descamba num brutal death metal, e logo a seguir dá origem a uma experimentação trip-hop.
Daí a pergunta: o Luís Fazenda sempre foi assim, ou os charros começam finalmente a fazer efeito?
Ora, foi ao ver as interpelações do bloquista que pensei: ensandeceu?! É que, confesso, não sei se a Galp, a BP, a Repsol e outras estão a concertar os preços (a minha costela de esquerda diz "Sim"), também não sei se o problema está no ISP ou noutra coisa qualquer (a minha costela de esquerda diz "Está"), mas de uma coisa eu sei: o Luís Fazenda NÃO consegue articular decentemente um raciocínio (é o que me diz a minha meia costela de direita. Tenho de mandar arrancá-la...). O gajo a meio de uma frase já está a começar outra que nada tem a ver com a primeira, não é capaz de construir um discurso com princípio, meio e fim, aquilo é tudo desconexo, quase como se estivéssemos a ouvir flamenco durante 10 segundos, que depois descamba num brutal death metal, e logo a seguir dá origem a uma experimentação trip-hop.
Daí a pergunta: o Luís Fazenda sempre foi assim, ou os charros começam finalmente a fazer efeito?
À margem
José Sócrates, todo contente e inchado graças à possibilidade de se avançar definitivamente com o TGV, declarou que
"(...) não podemos ficar à margem da alta velocidade na Europa!"
Esta frase de efeito supostamente serve de justificação à política do governo, assim como quem diz "é bom termos o TGV, assim não ficamos a parecer um país atrasadito, pois andamos à mesma velocidade que os outros lá fora andam, temos transportes e comunicações do melhor e tal, por isso somos fixes, viva Portugal, viva o governo!". Se o primeiro-ministro fica satisfeito com isto (contenta-se com pouco, é o que é), parabéns para ele. Também acho que Portugal não deve ficar à margem da alta velocidade, só que, ao contrário do otário do primeiro-ministro, acho que seria melhor para o país se não ficasse à margem da educação, da saúde, dos níveis de emprego, da ciência, dos valores dos salários, e por aí adiante, que se vivem e praticam na Europa. E vem ficando, infelizmente. E vai continuar a ficar, de novo infelizmente, cada vez mais à margem. Não é o TGV que vem resolver isto. Portugal com o TGV vai dar ares de um sem-abrigo que, por sorte, se põe a fazer um test drive num Ferrari: aquilo é giro e tal, dá bom aspecto, anda rápido como o caraças e até serve para engatar umas miúdas, mas quando se sai do popó e se verifica que não se tem para onde ir é que é a merda!...
O Sócrates é que, quando aquilo estiver pronto, devia apanhar o primeiro comboio para Madrid... e ficar por lá!
"(...) não podemos ficar à margem da alta velocidade na Europa!"
Esta frase de efeito supostamente serve de justificação à política do governo, assim como quem diz "é bom termos o TGV, assim não ficamos a parecer um país atrasadito, pois andamos à mesma velocidade que os outros lá fora andam, temos transportes e comunicações do melhor e tal, por isso somos fixes, viva Portugal, viva o governo!". Se o primeiro-ministro fica satisfeito com isto (contenta-se com pouco, é o que é), parabéns para ele. Também acho que Portugal não deve ficar à margem da alta velocidade, só que, ao contrário do otário do primeiro-ministro, acho que seria melhor para o país se não ficasse à margem da educação, da saúde, dos níveis de emprego, da ciência, dos valores dos salários, e por aí adiante, que se vivem e praticam na Europa. E vem ficando, infelizmente. E vai continuar a ficar, de novo infelizmente, cada vez mais à margem. Não é o TGV que vem resolver isto. Portugal com o TGV vai dar ares de um sem-abrigo que, por sorte, se põe a fazer um test drive num Ferrari: aquilo é giro e tal, dá bom aspecto, anda rápido como o caraças e até serve para engatar umas miúdas, mas quando se sai do popó e se verifica que não se tem para onde ir é que é a merda!...
O Sócrates é que, quando aquilo estiver pronto, devia apanhar o primeiro comboio para Madrid... e ficar por lá!
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segunda-feira, junho 02, 2008
Há videntes... e depois há o mestre Bambo!
Este blog questionava-se na passada semana, em sequência das notícias do interrogatório da polícia ao mestre Bambo, sobre as reais capacidades clarividentes do reputadíssimo senhor: afinal, como pôde ele não prever que a polícia viria interrogá-lo? A resposta, essa, parece-me óbvia: mestre Bambo tinha conhecimento da investigação policial, mestre Bambo QUERIA ser interrogado, mestre Bambo sabe que as viciosas acusações à sua pessoa e ao seu trabalho são tão fáceis de refutar quanto adivinhar o futuro através das vísceras de uma galinha.
Quanto à acusação de violação, mestre Bambo vai alegar que isso nunca aconteceu. Mestre Bambo, por meio de consultas à sua bola de cristal africana, sabe perfeitamente que as mulheres, no fundo, não só acabam por ceder como desejam ardentemente que isso aconteça. Por mais difíceis que elas se façam, não são rival para um vidente africano dotado de força na verga africana. E se cedem, não é violação.
Quanto à acusação de burla, mestre Bambo terá a dizer que qualquer pessoa suficientemente anjinha para perder tempo em consultar o mestre Bambo é uma pessoa que merece ser burlada.
Temos todos muito a aprender com mestre Bambo…
Quanto à acusação de violação, mestre Bambo vai alegar que isso nunca aconteceu. Mestre Bambo, por meio de consultas à sua bola de cristal africana, sabe perfeitamente que as mulheres, no fundo, não só acabam por ceder como desejam ardentemente que isso aconteça. Por mais difíceis que elas se façam, não são rival para um vidente africano dotado de força na verga africana. E se cedem, não é violação.
Quanto à acusação de burla, mestre Bambo terá a dizer que qualquer pessoa suficientemente anjinha para perder tempo em consultar o mestre Bambo é uma pessoa que merece ser burlada.
Temos todos muito a aprender com mestre Bambo…
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sexta-feira, maio 30, 2008
Variações avulsas sobre a cegueira de José Sócrates
Paulo Portas: "Você está cego no que toca aos combustíveis!"
José Sócrates: "Isso é uma mentira pegada, ó Miguel!"
Paulo Portas acusou José Sócrates de estar cego. O primeiro-ministro ficou surpreendido, mas não preocupado, e já mandou marcar um voo para Cuba.
Paulo Portas: "Você está cego no que toca aos combustíveis!"
José Sócrates: "Não estou nada!" (para Teixeira dos Santos): "Quem é que disse aquilo?"
Paulo Portas acusou José Sócrates de estar cego. Satisfeito, o primeiro-ministro confessou que, quando sair do governo, já pode ir pedir esmola para o metro.
Paulo Portas: "Você está cego no que toca aos combustíveis!"
José Sócrates: "Tem razão! Os preços subiram tanto que já nem os vejo!"
José Sócrates: "Isso é uma mentira pegada, ó Miguel!"
*
Paulo Portas acusou José Sócrates de estar cego. O primeiro-ministro ficou surpreendido, mas não preocupado, e já mandou marcar um voo para Cuba.
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Paulo Portas: "Você está cego no que toca aos combustíveis!"
José Sócrates: "Não estou nada!" (para Teixeira dos Santos): "Quem é que disse aquilo?"
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Paulo Portas acusou José Sócrates de estar cego. Satisfeito, o primeiro-ministro confessou que, quando sair do governo, já pode ir pedir esmola para o metro.
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Paulo Portas: "Você está cego no que toca aos combustíveis!"
José Sócrates: "Tem razão! Os preços subiram tanto que já nem os vejo!"
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É uma Assembleia da República portuguesa, com certeza...
... já faltou mais para os confrontos no hemiciclo se tornarem iguais aos de Taiwan, onde vale tudo, até arrancar olhos.
Olhos que, curiosamente, foram um dos pontos em foco no inflamado - influências do preço dos combustíveis, digo eu - debate parlamentar de ontem. É que Paulo Portas resolveu abrir as hostilidades e acusou José Sócrates de "estar cego"; Francisco Louçã não quis ficar atrás da direita e, enquanto interpelava o primeiro-ministro (isto é, enquanto tentava ir-lhe ao "olho"), queixou-se dos "uivos" provenientes da bancada socialista; na sequência, Alberto Martins, indignado, procurou defender a honra do grupo parlamentar do PS e insurgiu-se contra a "imagética animalesca" utilizada pelo deputado do BE. Tudo coisas bonitas...
Eu sei que já chego atrasado, pois perdi-me no calor da refrega, mas quero também dar a minha singela contribuiçãozinha para que o nível da política portuguesa continue assim, elevado. Cá vai ela:
Senhor primeiro-ministro,
Senhores e senhoras membros do governo,
Senhores e senhoras deputados(as) do PS,
Senhores e senhoras deputados(as) do PSD,
Senhores e senhoras deputados(as) do PCP,
Senhores e senhoras deputados(as) do CDS/PP,
Senhores e senhoras deputados(as) do BE,
Senhores e senhoras deputados(as) do PEV,
Vós sois todos umas enormíssimas bestas, cegas e surdas. Infelizmente, não sois mudas. Por favor, tratai disso. Ou serei obrigado a tomar providências, espetando em vossas excelências vigorosos murros em vossas digníssimas bocarras até ficardes com os dentes todos partidos e as línguas todas cortadas.
Já está! Obrigado!
Olhos que, curiosamente, foram um dos pontos em foco no inflamado - influências do preço dos combustíveis, digo eu - debate parlamentar de ontem. É que Paulo Portas resolveu abrir as hostilidades e acusou José Sócrates de "estar cego"; Francisco Louçã não quis ficar atrás da direita e, enquanto interpelava o primeiro-ministro (isto é, enquanto tentava ir-lhe ao "olho"), queixou-se dos "uivos" provenientes da bancada socialista; na sequência, Alberto Martins, indignado, procurou defender a honra do grupo parlamentar do PS e insurgiu-se contra a "imagética animalesca" utilizada pelo deputado do BE. Tudo coisas bonitas...
Eu sei que já chego atrasado, pois perdi-me no calor da refrega, mas quero também dar a minha singela contribuiçãozinha para que o nível da política portuguesa continue assim, elevado. Cá vai ela:
Senhor primeiro-ministro,
Senhores e senhoras membros do governo,
Senhores e senhoras deputados(as) do PS,
Senhores e senhoras deputados(as) do PSD,
Senhores e senhoras deputados(as) do PCP,
Senhores e senhoras deputados(as) do CDS/PP,
Senhores e senhoras deputados(as) do BE,
Senhores e senhoras deputados(as) do PEV,
Vós sois todos umas enormíssimas bestas, cegas e surdas. Infelizmente, não sois mudas. Por favor, tratai disso. Ou serei obrigado a tomar providências, espetando em vossas excelências vigorosos murros em vossas digníssimas bocarras até ficardes com os dentes todos partidos e as línguas todas cortadas.
Já está! Obrigado!
quinta-feira, maio 29, 2008
Notícias do Peter of Pan
Nereida deixa Cristiano Ronaldo! "Quando estamos na cama, só lhe dá para brincar com as bolas", confessou, desiludida, a put... - aham - a modelo espanhola.
José Sócrates deixou mesmo de fumar... e agora gasta o dinheiro todo em gasolina.
Rei Harald V da Noruega mostrou-se muito satisfeito com os bacalhaus do C.C. Colombo. "Têm melhor cheiro do que as reais partes íntimas da minha esposa", disse, à saída, aos jornalistas.
Jovens estudantes portugueses de Engenharia testam a construção de pontes com esparguete. O problema, alegou o supervisor da iniciativa, é que, com a escalada do preço dos alimentos, o risco já não é o de a ponte cair mas sim de ser comida.
*
José Sócrates deixou mesmo de fumar... e agora gasta o dinheiro todo em gasolina.
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Rei Harald V da Noruega mostrou-se muito satisfeito com os bacalhaus do C.C. Colombo. "Têm melhor cheiro do que as reais partes íntimas da minha esposa", disse, à saída, aos jornalistas.
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Jovens estudantes portugueses de Engenharia testam a construção de pontes com esparguete. O problema, alegou o supervisor da iniciativa, é que, com a escalada do preço dos alimentos, o risco já não é o de a ponte cair mas sim de ser comida.
quarta-feira, maio 28, 2008
Como isto agora é só futebol, e ainda nem começou o Euro, vou também contribuir um bocadinho...
Diário da Selecção Nacional - Viseu - 28/05/2008
9h00 - Os 23 jogadores dormem profundamente.
9h30 - Scolari telefona para a família no Brasil, onde ainda é madrugada, e manda todo mundo tomar no cu.
10h00 - Os 23 jogadores continuam a dormir profundamente.
10h30 - Ronaldo acorda para ir à casa-de-banho. Na volta, vê uma empregada no corredor e leva-a para a cama. Adormece depois do acto.
10h45 - Os restantes jogadores acordam e descem para tomar o pequeno-almoço. Miguel Veloso e Nuno Gomes comparam os penteados.
11h30 - Scolari dá início ao primeiro treino do dia e manda todo mundo tomar no cu. Corridas. Alongamentos. Ricardo dá um pum.
11h45 - Os atletas iniciam uma peladinha sem Ronaldo, que ainda não apareceu no treino.
12h00 - Ronaldo acorda, toma o pequeno-almoço e dirige-se para o campo de treinos. Porém, depara-se com uma fã que veio pedir autógrafos e retira-se com ela para uma moita ali próxima.
12h15 - Scolari dá por terminado o treino e manda todo mundo tomar no cu e depois tomar duche.
12h16 - Ronaldo chega ao treino mas já não vê ninguém. Diverte-se a mandar sms porcos à Merche Romero.
12h30 - Scolari pede aos cozinheiros para prepararem uma picanha e manda todo mundo tomar no cu.
13h30 - Hora do almoço. Ronaldo viola a picanha e depois come a picanha.
14h20 - Jogadores e equipa técnica sobem aos quartos para uma sesta. Scolari avisa para não ser incomodado, caso contrário manda todo mundo tomar no cu.
15h00 - Acordam todos. Petit dá uma sarrafada no gerente do hotel, só para não perder o hábito. Quaresma impinge roupa contrafeita ao João Moutinho. Ronaldo telefona a uma call girl.
15h15 - João Moutinho descobre que a roupa comprada ao Quaresma não é de marca. Quaresma diz nada ter a ver com o assunto e queixa-se ao Scolari, afirmando que o Moutinho mete sempre a culpa no cigano. Scolari manda todo mundo tomar no cu.
15h21 - A call girl chega ao quarto de Ronaldo. Vão para a cama.
15h23 - Hélder Postiga, Nuno Gomes e Hugo Almeida fazem uma aposta sobre qual deles falhará mais golos de baliza aberta no Euro 2008.
15h30 - Scolari avisa os jogadores que vai haver treino às 16h e manda todo mundo tomar no cu.
15h35 - Ronaldo pede à call girl para chamar uma amiga.
16h00 - Scolari dá início ao treino da tarde e manda todo mundo tomar no cu. Corridas. Alongamentos. Bosingwa caga-se todo.
16h05 - A amiga da call girl chega ao quarto de Ronaldo. Os três vão para a cama.
16h30 - Treino de penaltis. Nenhum jogador consegue marcar e nenhum guarda-redes consegue defender (estranho...). Gilberto Madaíl, a observar o treino junto de Scolari, vira a cabeça para o lado e solta um sonoro "foda-se".
16h42 - Ronaldo paga as duas moças e dirige-se para o treino.
17h00 - Scolari manda todo mundo tomar no cu, acaba com o treino e manda todo mundo tomar no cu.
17h05 - Ronaldo chega ao campo e não vê ninguém. Manda uma mms erótica à Merche Romero.
17h15 - No hotel, Simão, João Moutinho e Jorge Ribeiro medem-se para ver qual, dos três, é o mais pequeno. Ganha Moutinho, que fica todo contente. Quim, Ricardo e Rui Patrício medem-se para ver qual, dos três, tem o pirilau mais pequeno. Ganha Ricardo, que fica todo contente.
17h40 - Ronaldo regressa ao hotel e vai para a piscina, onde está a acontecer uma exibição de pilates feminino na água. Ronaldo avia as gajas todas (umas 10, contas feitas por alto).
17h50 - É servido o lanche. Petit dá uma sarrafada no caterer, só para não perder o hábito. Nani e Quaresma comparam anéis, Raul Meireles compara tatuagens consigo próprio.
18h30 - Scolari manda todos para a piscina, para exercícios de descontração. E manda todo mundo tomar no cu.
18h40 - Os jogadores juntam-se a Ronaldo na piscina, onde já não estão as miúdas. Ronaldo apanha o Paulo Ferreira distraído e sodomiza-o.
19h00 - Pepe e Deco confessam um ao outro já estarem arrependidos de se terem naturalizado portugueses. Bruno Alves admite querer ser guatemalteco.
19h40 - Regresso ao hotel para uma curta sesta antes do jantar. Antes de ir para o quarto, Petit dá uma sarrafada no Ricardo Carvalho, só para não perder o hábito. Scolari chega-se junto de Murtosa e manda todo mundo tomar no cu.
20h10 - As televisões fazem um directo e os repórteres designados elogiam o desempenho dos jogadores portugueses nos treinos. Miguel Sousa Tavares promete que, se Portugal vencer o Euro 2008, tentará finalmente escrever um livro de jeito.
20h50 - Os jogadores acordam e descem ao salão para jantar. Scolari pede para dizer umas breves palavras e manda todo mundo tomar no cu.
21h10 - Simão Sabrosa engasga-se e Bruno Alves faz uma variante da manobra de Heimlich, mandando uma cabeçada no peito do jogador do Atlético de Madrid. Todos os outros jogadores riem e Petit dá uma sarrafada no Nuno Gomes, só para não perder o hábito.
21h20 - Giberto Madaíl pergunta a Scolari quais são as hipóteses de Portugal vencer o Euro 2008. Scolari manda todo mundo tomar no cu.
22h00 - Terminada a refeição, os jogadores espalham-se por várias divisões do hotel. Ronaldo sai do hotel em busca das prostitutas de Viseu.
22h10 - Nuno Gomes e Miguel Veloso discutem por causa do cabelo. Quaresma e Nani discutem por causa dos anéis. Raul Meireles discute consigo próprio por causa das tatuagens. Bruno Alves manda nova cabeçada no peito do Simão, só porque sim, e Petit dá uma sarrafada no Madaíl, só para não perder o hábito.
22h50 - Scolari manda todo mundo tomar no cu e retira-se para o seu quarto.
23h00 - Os jogadores, na ausência do seleccionador, decidem ir para a night. Encaminham-se todos para o Pachá de Ofir, menos Ronaldo, que continua à procura de prostitutas pelas avenidas de Viseu.
23h20 - Ronaldo finalmente encontra uma menina da vida e fá-la entrar no carro.
23h30 - No Pachá de Ofir, os jogadores descontraem, divertem-se e metem-se nos copos.
0h00 - Scolari sonha que está mandando todo mundo tomar no cu. Ronaldo faz um telefonema pornográfico à Merche Romero.
0h15 - Ronaldo chega ao hotel e não vê nenhum jogador. Telefona ao Nani, que diz estarem todos no Pachá. Ronaldo sai do hotel e dirige-se, alta velocidade, para o Pachá.
0h25 às 3h00 - Finalmente juntos com Ronaldo, os jogadores convocados para o Euro exibem as suas qualidades dançarinas.
3h30 - Chegam ao hotel, sobem aos quartos e adormecem. Foi um dia duro. Amanhã há mais...
9h00 - Os 23 jogadores dormem profundamente.
9h30 - Scolari telefona para a família no Brasil, onde ainda é madrugada, e manda todo mundo tomar no cu.
10h00 - Os 23 jogadores continuam a dormir profundamente.
10h30 - Ronaldo acorda para ir à casa-de-banho. Na volta, vê uma empregada no corredor e leva-a para a cama. Adormece depois do acto.
10h45 - Os restantes jogadores acordam e descem para tomar o pequeno-almoço. Miguel Veloso e Nuno Gomes comparam os penteados.
11h30 - Scolari dá início ao primeiro treino do dia e manda todo mundo tomar no cu. Corridas. Alongamentos. Ricardo dá um pum.
11h45 - Os atletas iniciam uma peladinha sem Ronaldo, que ainda não apareceu no treino.
12h00 - Ronaldo acorda, toma o pequeno-almoço e dirige-se para o campo de treinos. Porém, depara-se com uma fã que veio pedir autógrafos e retira-se com ela para uma moita ali próxima.
12h15 - Scolari dá por terminado o treino e manda todo mundo tomar no cu e depois tomar duche.
12h16 - Ronaldo chega ao treino mas já não vê ninguém. Diverte-se a mandar sms porcos à Merche Romero.
12h30 - Scolari pede aos cozinheiros para prepararem uma picanha e manda todo mundo tomar no cu.
13h30 - Hora do almoço. Ronaldo viola a picanha e depois come a picanha.
14h20 - Jogadores e equipa técnica sobem aos quartos para uma sesta. Scolari avisa para não ser incomodado, caso contrário manda todo mundo tomar no cu.
15h00 - Acordam todos. Petit dá uma sarrafada no gerente do hotel, só para não perder o hábito. Quaresma impinge roupa contrafeita ao João Moutinho. Ronaldo telefona a uma call girl.
15h15 - João Moutinho descobre que a roupa comprada ao Quaresma não é de marca. Quaresma diz nada ter a ver com o assunto e queixa-se ao Scolari, afirmando que o Moutinho mete sempre a culpa no cigano. Scolari manda todo mundo tomar no cu.
15h21 - A call girl chega ao quarto de Ronaldo. Vão para a cama.
15h23 - Hélder Postiga, Nuno Gomes e Hugo Almeida fazem uma aposta sobre qual deles falhará mais golos de baliza aberta no Euro 2008.
15h30 - Scolari avisa os jogadores que vai haver treino às 16h e manda todo mundo tomar no cu.
15h35 - Ronaldo pede à call girl para chamar uma amiga.
16h00 - Scolari dá início ao treino da tarde e manda todo mundo tomar no cu. Corridas. Alongamentos. Bosingwa caga-se todo.
16h05 - A amiga da call girl chega ao quarto de Ronaldo. Os três vão para a cama.
16h30 - Treino de penaltis. Nenhum jogador consegue marcar e nenhum guarda-redes consegue defender (estranho...). Gilberto Madaíl, a observar o treino junto de Scolari, vira a cabeça para o lado e solta um sonoro "foda-se".
16h42 - Ronaldo paga as duas moças e dirige-se para o treino.
17h00 - Scolari manda todo mundo tomar no cu, acaba com o treino e manda todo mundo tomar no cu.
17h05 - Ronaldo chega ao campo e não vê ninguém. Manda uma mms erótica à Merche Romero.
17h15 - No hotel, Simão, João Moutinho e Jorge Ribeiro medem-se para ver qual, dos três, é o mais pequeno. Ganha Moutinho, que fica todo contente. Quim, Ricardo e Rui Patrício medem-se para ver qual, dos três, tem o pirilau mais pequeno. Ganha Ricardo, que fica todo contente.
17h40 - Ronaldo regressa ao hotel e vai para a piscina, onde está a acontecer uma exibição de pilates feminino na água. Ronaldo avia as gajas todas (umas 10, contas feitas por alto).
17h50 - É servido o lanche. Petit dá uma sarrafada no caterer, só para não perder o hábito. Nani e Quaresma comparam anéis, Raul Meireles compara tatuagens consigo próprio.
18h30 - Scolari manda todos para a piscina, para exercícios de descontração. E manda todo mundo tomar no cu.
18h40 - Os jogadores juntam-se a Ronaldo na piscina, onde já não estão as miúdas. Ronaldo apanha o Paulo Ferreira distraído e sodomiza-o.
19h00 - Pepe e Deco confessam um ao outro já estarem arrependidos de se terem naturalizado portugueses. Bruno Alves admite querer ser guatemalteco.
19h40 - Regresso ao hotel para uma curta sesta antes do jantar. Antes de ir para o quarto, Petit dá uma sarrafada no Ricardo Carvalho, só para não perder o hábito. Scolari chega-se junto de Murtosa e manda todo mundo tomar no cu.
20h10 - As televisões fazem um directo e os repórteres designados elogiam o desempenho dos jogadores portugueses nos treinos. Miguel Sousa Tavares promete que, se Portugal vencer o Euro 2008, tentará finalmente escrever um livro de jeito.
20h50 - Os jogadores acordam e descem ao salão para jantar. Scolari pede para dizer umas breves palavras e manda todo mundo tomar no cu.
21h10 - Simão Sabrosa engasga-se e Bruno Alves faz uma variante da manobra de Heimlich, mandando uma cabeçada no peito do jogador do Atlético de Madrid. Todos os outros jogadores riem e Petit dá uma sarrafada no Nuno Gomes, só para não perder o hábito.
21h20 - Giberto Madaíl pergunta a Scolari quais são as hipóteses de Portugal vencer o Euro 2008. Scolari manda todo mundo tomar no cu.
22h00 - Terminada a refeição, os jogadores espalham-se por várias divisões do hotel. Ronaldo sai do hotel em busca das prostitutas de Viseu.
22h10 - Nuno Gomes e Miguel Veloso discutem por causa do cabelo. Quaresma e Nani discutem por causa dos anéis. Raul Meireles discute consigo próprio por causa das tatuagens. Bruno Alves manda nova cabeçada no peito do Simão, só porque sim, e Petit dá uma sarrafada no Madaíl, só para não perder o hábito.
22h50 - Scolari manda todo mundo tomar no cu e retira-se para o seu quarto.
23h00 - Os jogadores, na ausência do seleccionador, decidem ir para a night. Encaminham-se todos para o Pachá de Ofir, menos Ronaldo, que continua à procura de prostitutas pelas avenidas de Viseu.
23h20 - Ronaldo finalmente encontra uma menina da vida e fá-la entrar no carro.
23h30 - No Pachá de Ofir, os jogadores descontraem, divertem-se e metem-se nos copos.
0h00 - Scolari sonha que está mandando todo mundo tomar no cu. Ronaldo faz um telefonema pornográfico à Merche Romero.
0h15 - Ronaldo chega ao hotel e não vê nenhum jogador. Telefona ao Nani, que diz estarem todos no Pachá. Ronaldo sai do hotel e dirige-se, alta velocidade, para o Pachá.
0h25 às 3h00 - Finalmente juntos com Ronaldo, os jogadores convocados para o Euro exibem as suas qualidades dançarinas.
3h30 - Chegam ao hotel, sobem aos quartos e adormecem. Foi um dia duro. Amanhã há mais...
terça-feira, maio 27, 2008
Viva o Benfica!
1 - Viva o Benfica
2 - Viva o Benfica
3 - Viva o Benfica
4 - Viva o Benfica
5 - Viva o Benfica
6 - Viva o Benfica
7 - Viva o Benfica
8 - Viva o Benfica
9 - Viva o Benfica
10 - Viva o Benfica
11 - Viva o Benfica
P.S.: Uma justificação: não, não fiquei doido. O que se passa é o seguinte: perdi uma aposta, e o "castigo" foi este, ou seja, colocar 11 linhas, tantas quantos os jogadores titulares de uma equipa de futebol, com a frase "Viva o Benfica". O que, para uma pessoa como eu, um sportinguista vívido e apaixonado, é algo indecente e que roça mesmo a crueldade mais bárbara. Mesmo assim, como sou um homem de palavra, cumpri com o castigo. Um dia, será a minha vez... Muahahahahaha!!!!!
2 - Viva o Benfica
3 - Viva o Benfica
4 - Viva o Benfica
5 - Viva o Benfica
6 - Viva o Benfica
7 - Viva o Benfica
8 - Viva o Benfica
9 - Viva o Benfica
10 - Viva o Benfica
11 - Viva o Benfica
P.S.: Uma justificação: não, não fiquei doido. O que se passa é o seguinte: perdi uma aposta, e o "castigo" foi este, ou seja, colocar 11 linhas, tantas quantos os jogadores titulares de uma equipa de futebol, com a frase "Viva o Benfica". O que, para uma pessoa como eu, um sportinguista vívido e apaixonado, é algo indecente e que roça mesmo a crueldade mais bárbara. Mesmo assim, como sou um homem de palavra, cumpri com o castigo. Um dia, será a minha vez... Muahahahahaha!!!!!
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Benfica quê?,
SLB é fiasco
segunda-feira, maio 26, 2008
É a anarquia, estúpidos!
No último sábado, apeteceu-me voltar à militância política e fui até à feira do livro anarquista, que decorreu ali para os lados do Martim Moniz. Quando se fala em anarquismo, há uma antena em mim que desperta e me leva a dizer, alto e bom som, "ISSO, ISSO, Anarquia, Revolução, Abaixo o Estado" e coisas parvas do género (ao pé de mim, os otários socialistas das FARC não passam de miúdos a brincar aos soldadinhos). Sou assim, pronto, e tenho sorte de não estar internado no Júlio de Matos... ainda!
O espaço em que decorria a feira era exíguo, e à hora em que fui, não estava cheio. O que foi bom, pois se estivesse a abarrotar, ver-me-ia obrigado a tomar providências e a ter de expulsar gente lá do sítio. A anarquia é muito bonita e tal e coiso, mas gosto muito de ter espaço para me poder mexer; quinhentos anarcas em pouco mais de meio metro quadrado não me parece propriamente um quadro assaz agradável, e além do mais esta malta cheira mal!
Assim que entrei na feira, exclamei para mim mesmo "Ih, tanto bloquista" e comecei a percorrer as cerca de meia-dúzia de bancas lá instaladas. Tudo muito porreiro, sem dúvida, os livrecos tratavam temas que me são muito caros, como o movimento de libertação animal, o feminismo e os direitos das mulheres (atenção, eu defendo isto mas não sou gay, está bem? Acho que as mulheres são iguais aos homens e essa tanga toda, mas, no fundo no fundo, eu quero é que elas venham aqui ao paizinho - de uma forma anárquica, de preferência!), o anti-imperialismo, o anti-totalitarismo, o anti-fascismo, o anti-americanismo, o anti-racismo, enfim, todos os antis de que se possam lembrar, havia pins, autocolantes e flyers distribuídos por caixas e pelas paredes com palavras de ordem, só que o factor humano... bem, o factor humano revelou-se algo decepcionante.
Passo a explicar. Um dos problemas dos anarcas, ou pelo menos daqueles e daquelas, é a velha história do practice what you preach. Os tipos são libertários, criticam o Estado, a economia de mercado, a plutocracia, o capitalismo e afins, mas uma pessoa vai olhar para os preços dos livros e é uma exorbitância que só visto; mesmo no que toca àquelas pequeníssimas brochuras xerocadas, os preços não são apelativos, bem pelo contrário (4€ por uma treta com 36 páginas acerca dos distúrbios sociais em Paris?! Ahhhh, vão mas é charrar-se!). Já os cds, esses eram todos uma treta, esta malta devia era consultar a minha colecção para saberem o que é música cacofónica, anárquica, revolucionária, barulhenta e destruidora das classes opressores. Fucking eco-punk-hard-grindcore, porra!!!!!!
Ademais, aquela gente das bancas era tudo menos anarca. Parecia anarca, mas não era anarca. Para além dos livros a preços nada anarquistas, algumas pessoas que estavam a vendê-los mostravam-se mais preocupadas com o capital que era dado em troca do que com os livros propriamente ditos. Eu ouvi, por exemplo, um vendedor perguntar ao seu colega "Vendemos o livro x, não vendemos? É que não está aqui. Mas e o dinheiro? Onde está o dinheiro? Se vendemos o livro, o dinheiro está aonde?" com uma agressividade tal que faria inveja a um Belmiro de Azevedo. Depois, acho engraçado esta malta ser supostamente anti-globalização, mas a verdade é que estavam ali portugueses, franceses, espanhóis, ingleses e sei lá mais o quê a publicitar os seus artigos - e a cobrar euros por isso. Globalização é isto, meus amigos!
Enfim, depois de tanta fantochada, incoerência, dreadlocks sebosos e excesso de tabaco (uma pergunta: por que será que a maioria dos anarquistas está contra os alimentos transgénicos, argumentando tratarem-se sobretudo de um problema de saúde, e no entanto continuam a debitar tabaco - já nem falo sequer do haxe - como se fossem comboios da época do vapor?), fiz o que tinha a fazer: pirei-me anarquicamente dali para fora e fui até à feira do livro de Lisboa, a autêntica. Se o anarquismo é aquilo que estava representado ali, quero ser um déspota totalitário.
P.S.: Pela primeira vez na minha vida, incluindo concertos de heavy metal, fui a um sítio e era a pessoa mais bem vestida e apresentável. Sintomático... ao ponto que a anarquia chegou: até eu já posso dar conselhos de moda àquela gente!!!!
P.S.2: À conta de ter poupado guito na feira pseudo-anarquista, comprei um livro do George Orwell, esse sim, um anti-totalitarista de respeito, na feira do livro de Lisboa. E ainda cuspi nas bancas da Leya. Aprendam, anarcas da treta!
P.S.3: Amanhã, o autor deste blog vai ser publicamente humilhado. À semelhança do que acontecia antigamente com os putos que se portavam mal e eram obrigados a escrever, no quadro e à vista de todos, coisas como "Não volto a despir as cuecas à senhora professora", no post de amanhã a criança que escreve estas linhas ver-se-á obrigada a cumprir um castigo que é do mais reles, do mais baixo que se possa imaginar. Portanto, se quiserem passar por outro blog em vez de clicarem neste, o autor agradece.
P.S.4: Já chega de PS's, não?!
P.S.5: Sim, já chega.
O espaço em que decorria a feira era exíguo, e à hora em que fui, não estava cheio. O que foi bom, pois se estivesse a abarrotar, ver-me-ia obrigado a tomar providências e a ter de expulsar gente lá do sítio. A anarquia é muito bonita e tal e coiso, mas gosto muito de ter espaço para me poder mexer; quinhentos anarcas em pouco mais de meio metro quadrado não me parece propriamente um quadro assaz agradável, e além do mais esta malta cheira mal!
Assim que entrei na feira, exclamei para mim mesmo "Ih, tanto bloquista" e comecei a percorrer as cerca de meia-dúzia de bancas lá instaladas. Tudo muito porreiro, sem dúvida, os livrecos tratavam temas que me são muito caros, como o movimento de libertação animal, o feminismo e os direitos das mulheres (atenção, eu defendo isto mas não sou gay, está bem? Acho que as mulheres são iguais aos homens e essa tanga toda, mas, no fundo no fundo, eu quero é que elas venham aqui ao paizinho - de uma forma anárquica, de preferência!), o anti-imperialismo, o anti-totalitarismo, o anti-fascismo, o anti-americanismo, o anti-racismo, enfim, todos os antis de que se possam lembrar, havia pins, autocolantes e flyers distribuídos por caixas e pelas paredes com palavras de ordem, só que o factor humano... bem, o factor humano revelou-se algo decepcionante.
Passo a explicar. Um dos problemas dos anarcas, ou pelo menos daqueles e daquelas, é a velha história do practice what you preach. Os tipos são libertários, criticam o Estado, a economia de mercado, a plutocracia, o capitalismo e afins, mas uma pessoa vai olhar para os preços dos livros e é uma exorbitância que só visto; mesmo no que toca àquelas pequeníssimas brochuras xerocadas, os preços não são apelativos, bem pelo contrário (4€ por uma treta com 36 páginas acerca dos distúrbios sociais em Paris?! Ahhhh, vão mas é charrar-se!). Já os cds, esses eram todos uma treta, esta malta devia era consultar a minha colecção para saberem o que é música cacofónica, anárquica, revolucionária, barulhenta e destruidora das classes opressores. Fucking eco-punk-hard-grindcore, porra!!!!!!
Ademais, aquela gente das bancas era tudo menos anarca. Parecia anarca, mas não era anarca. Para além dos livros a preços nada anarquistas, algumas pessoas que estavam a vendê-los mostravam-se mais preocupadas com o capital que era dado em troca do que com os livros propriamente ditos. Eu ouvi, por exemplo, um vendedor perguntar ao seu colega "Vendemos o livro x, não vendemos? É que não está aqui. Mas e o dinheiro? Onde está o dinheiro? Se vendemos o livro, o dinheiro está aonde?" com uma agressividade tal que faria inveja a um Belmiro de Azevedo. Depois, acho engraçado esta malta ser supostamente anti-globalização, mas a verdade é que estavam ali portugueses, franceses, espanhóis, ingleses e sei lá mais o quê a publicitar os seus artigos - e a cobrar euros por isso. Globalização é isto, meus amigos!
Enfim, depois de tanta fantochada, incoerência, dreadlocks sebosos e excesso de tabaco (uma pergunta: por que será que a maioria dos anarquistas está contra os alimentos transgénicos, argumentando tratarem-se sobretudo de um problema de saúde, e no entanto continuam a debitar tabaco - já nem falo sequer do haxe - como se fossem comboios da época do vapor?), fiz o que tinha a fazer: pirei-me anarquicamente dali para fora e fui até à feira do livro de Lisboa, a autêntica. Se o anarquismo é aquilo que estava representado ali, quero ser um déspota totalitário.
P.S.: Pela primeira vez na minha vida, incluindo concertos de heavy metal, fui a um sítio e era a pessoa mais bem vestida e apresentável. Sintomático... ao ponto que a anarquia chegou: até eu já posso dar conselhos de moda àquela gente!!!!
P.S.2: À conta de ter poupado guito na feira pseudo-anarquista, comprei um livro do George Orwell, esse sim, um anti-totalitarista de respeito, na feira do livro de Lisboa. E ainda cuspi nas bancas da Leya. Aprendam, anarcas da treta!
P.S.3: Amanhã, o autor deste blog vai ser publicamente humilhado. À semelhança do que acontecia antigamente com os putos que se portavam mal e eram obrigados a escrever, no quadro e à vista de todos, coisas como "Não volto a despir as cuecas à senhora professora", no post de amanhã a criança que escreve estas linhas ver-se-á obrigada a cumprir um castigo que é do mais reles, do mais baixo que se possa imaginar. Portanto, se quiserem passar por outro blog em vez de clicarem neste, o autor agradece.
P.S.4: Já chega de PS's, não?!
P.S.5: Sim, já chega.
sexta-feira, maio 23, 2008
Desabafo Nerd
O Bill Gates que vá apanhar na anilha mais a porcaria do Windows Vista, que tantas dores de cabeça me anda a dar. Coisa mais chata, estúpida, lenta, inútil, problemática, idiota, benfiquista, picuinhas, improdutiva, parva, reles, e por aí fora. Que o Bill Gates seja obrigado a passar uma semana inteira a ouvir pedidos de desculpa do José Sócrates, que lhe ofereçam a biografia do Tony Carreira em tradução inglesa, que ele faça uma viagem até Fátima na companhia da bancada parlamentar do CDS/PP, que o metam a ser entrevistado pela Constança Cunha e Sá, para depois a mesma entrevista ser comentada pelo Vasco Pulido Valente, e que lhe dê um ataque de gagueira tão grande que o ponha incapaz de proferir a palavra "Microsoft".
Software de rabo é a pichota... :(
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quarta-feira, maio 21, 2008
Mr. Jones
Amanhã, estreia em Portugal o quarto filme da saga do mais famoso arqueólogo do cinema: Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal. Não é por nada, mas, com a idade do protagonista, Harrison Ford, é melhor que este seja o último e definitivo filme... é que, se continuam a série, é o próprio Indiana que corre o risco de se tornar um achado arqueológico...
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terça-feira, maio 20, 2008
Oa Oirártnoc!
Ontem, deu-me um daqueles desejos malucos... normalmente, tais desejos incluem um fim-de-semana numa ilha paradisíaca com a Cláudia Vieira, ou chegar ao parlamento madeirense e desatar aos tiros com uma semi-automática, ou até urinar no centro de estágios do S.L. e Benfica, enfim, coisas que qualquer pessoa tem vontade de fazer. No entanto o de ontem foi diferente: deu-me apenas para ouvir a Stairway to Heaven, dos Led Zeppelin. Ainda andei à procura dos meus cds de Led Zep, mas debalde: encontrar um cd específico no meio do monte de milhões de cds que fazem parte da minha colecção é tarefa mais complicada que encontrar uma cabana em pé na China pós-terramoto e no Myanmar pós-ciclone Nargis. Meia hora de busca infrutífera levou-me a pensar que, se quisesse aplacar o meu desejo de ouvir a Stairway to Heaven, o melhor seria ir por outro caminho. Foi então que as palavras "you" e "tube" me vieram ao espírito; nem 10 milésimos de segundo depois já estava eu defronte do monitor à espera que a pesquisa pela cançoneta desse resultado. E deu! E lá cliquei no play e pus-me a escutar, enquanto trauteava, para mim mesmo, a melodia.
Aos 3'14'' da música, chega, junto de mim, a minha cara-metade. Quase tão lúcida como quando me apelida de "George Clooney da blogosfera", comentou: "Ah, isso é aquela música que tocada ao contrário dá uma mensagem satânica, não é? As pessoas inventam com cada coisa..." Para ser honesto, eu já não me lembrava desse boato, mas o facto de a cara-metade me ter reavivado a memória despertou em mim outro desejo: o de escutar a Stairway to Heaven ao contrário, coisa que já não fazia há muitos, muitos anos. Da última vez, uns dias antes de entrar para a escola primária, tinha ouvido a música no meu quarto, no centro de um pentagrama desenhado a vermelho, à luz de sete velas negras e enquanto empunhava um cálice contendo o meu próprio sangue. Mas depois cresci e nunca mais me meti em rituais destes.
Chegada a Stairway to Heaven ao fim, fiz uma nova pesquisa, tentando encontrar a mesma canção mas backwards. E não é que encontrei? (o youtube tem mesmo tudo, caraças!) E pronto, pus-me de novo de ouvido atento. E o que escutei eu? "Zghuth iaaaaaahhh kuoshhhhh miaaaiaaaiaaa torschewzzzzzggggaaaahhhhrrrrrrr" e por aí adiante. Não sei se ocultistas experimentados têm a mesma opinião que eu, mas isto, a mim, parece-me tudo menos uma invocação do mafarrico. Eu faço os mesmos sons, ou piores, quando estou nos lavabos, e nunca me apareceu nenhum bicho vermelho dotado de cornos, cauda e pés de cabra (apareceram-me já bichos estranhos a boiar na sanita, mas aquele nunca, garanto!). Portanto, tenho de qualificar o boato que envolve a Stairway to Heaven como, cientificamente falando, "uma ganda treta".
Porém, ainda outro desejo despertou em mim: porquê ficar-me por aqui? Se há gente que vê invocações satânicas numa simples música rock, o que será que se pode ver noutro tipo de mensagens? Chamei a minha miúda e coloquei-a à prova: primeiro, mostrei-lhe, ao contrário, as declarações de José Sócrates na sequência do caso do fumo. "Hmmmm, isto parece-me o primeiro capítulo do I'm in Love With a Popstar, da Rebelo Pinto!". Fiquei deveras surpreendido, pois para mim aquilo não passava de fonemas sem sentido, mas mal reflecti nisto cheguei à conclusão de que a minha mais-que-tudo estava certa. Fiz novo teste: botei-lhe o discurso do Alberto João Jardim na rentrée do Funchal em 2005. "Isto parece-me uma orgia de babuínos dobrada por uma manada de rinocerontes com sinusite", disse-me ela, e eu pedi-lhe desculpa pois esquecera-me de meter aquilo a tocar do avesso. Assim que o fiz, emitiu nova opinião: "Ah, isto assim já faz lembrar a parte final do Titanic, mas com mais mortes". Giro, pensei eu, desta vez também me veio à ideia uma imagem semelhante. Talvez isto das mensagens subliminares seja verídico, afinal de contas. "Vamos a mais uma", sugeri, e pus a tocar ao contrário uma colectânea de intervenções do Pedro Santana Lopes na assembleia da República, à época em que era primeiro-ministro. "Gajo", disse-me, "acho que te enganaste. Isto são as palestras do José Sócrates nos comícios do PS!" Não, não me tinha enganado: este era, isso sim, e sem a mais pequena dúvida, o resultado do Santana Lopes virado do avesso. Finalmente fiquei convencido de que há realmente mensagens escondidas. Continuo a não ver nenhuma no Stairway to Heaven, mas encontrei-as noutros sítios. Tomem pois cuidado, elas andam aí!
Aos 3'14'' da música, chega, junto de mim, a minha cara-metade. Quase tão lúcida como quando me apelida de "George Clooney da blogosfera", comentou: "Ah, isso é aquela música que tocada ao contrário dá uma mensagem satânica, não é? As pessoas inventam com cada coisa..." Para ser honesto, eu já não me lembrava desse boato, mas o facto de a cara-metade me ter reavivado a memória despertou em mim outro desejo: o de escutar a Stairway to Heaven ao contrário, coisa que já não fazia há muitos, muitos anos. Da última vez, uns dias antes de entrar para a escola primária, tinha ouvido a música no meu quarto, no centro de um pentagrama desenhado a vermelho, à luz de sete velas negras e enquanto empunhava um cálice contendo o meu próprio sangue. Mas depois cresci e nunca mais me meti em rituais destes.
Chegada a Stairway to Heaven ao fim, fiz uma nova pesquisa, tentando encontrar a mesma canção mas backwards. E não é que encontrei? (o youtube tem mesmo tudo, caraças!) E pronto, pus-me de novo de ouvido atento. E o que escutei eu? "Zghuth iaaaaaahhh kuoshhhhh miaaaiaaaiaaa torschewzzzzzggggaaaahhhhrrrrrrr" e por aí adiante. Não sei se ocultistas experimentados têm a mesma opinião que eu, mas isto, a mim, parece-me tudo menos uma invocação do mafarrico. Eu faço os mesmos sons, ou piores, quando estou nos lavabos, e nunca me apareceu nenhum bicho vermelho dotado de cornos, cauda e pés de cabra (apareceram-me já bichos estranhos a boiar na sanita, mas aquele nunca, garanto!). Portanto, tenho de qualificar o boato que envolve a Stairway to Heaven como, cientificamente falando, "uma ganda treta".
Porém, ainda outro desejo despertou em mim: porquê ficar-me por aqui? Se há gente que vê invocações satânicas numa simples música rock, o que será que se pode ver noutro tipo de mensagens? Chamei a minha miúda e coloquei-a à prova: primeiro, mostrei-lhe, ao contrário, as declarações de José Sócrates na sequência do caso do fumo. "Hmmmm, isto parece-me o primeiro capítulo do I'm in Love With a Popstar, da Rebelo Pinto!". Fiquei deveras surpreendido, pois para mim aquilo não passava de fonemas sem sentido, mas mal reflecti nisto cheguei à conclusão de que a minha mais-que-tudo estava certa. Fiz novo teste: botei-lhe o discurso do Alberto João Jardim na rentrée do Funchal em 2005. "Isto parece-me uma orgia de babuínos dobrada por uma manada de rinocerontes com sinusite", disse-me ela, e eu pedi-lhe desculpa pois esquecera-me de meter aquilo a tocar do avesso. Assim que o fiz, emitiu nova opinião: "Ah, isto assim já faz lembrar a parte final do Titanic, mas com mais mortes". Giro, pensei eu, desta vez também me veio à ideia uma imagem semelhante. Talvez isto das mensagens subliminares seja verídico, afinal de contas. "Vamos a mais uma", sugeri, e pus a tocar ao contrário uma colectânea de intervenções do Pedro Santana Lopes na assembleia da República, à época em que era primeiro-ministro. "Gajo", disse-me, "acho que te enganaste. Isto são as palestras do José Sócrates nos comícios do PS!" Não, não me tinha enganado: este era, isso sim, e sem a mais pequena dúvida, o resultado do Santana Lopes virado do avesso. Finalmente fiquei convencido de que há realmente mensagens escondidas. Continuo a não ver nenhuma no Stairway to Heaven, mas encontrei-as noutros sítios. Tomem pois cuidado, elas andam aí!
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apetece-me gozar mais os portistas,
dá-lhe Sporting,
toma Porto
segunda-feira, maio 19, 2008
"Tenho de virar/A minha vida/De pernas pró ar"
Um dos jingles que anda agora aí na berra é o do Millenium/BCP. Já o devem ter visto: um jovemzeco com cara de parvo aparece num palco, munido de uma viola, a cantar uma musiquinha catchy, sendo depois acompanhado no refrão por mais jovens, igualmente com caras de parvos; a dada altura, está tudo numa festarola digna de um, sei lá, Rock in Rio.
Irrealismos à parte, o que me causa mais estranheza é precisamente o teor do refrão: a malta está toda a cantar um "Tenho de virar/A minha vida/De pernas pró ar"! E este refrão é estranho porquê? Porque o anúncio diz respeito a um Banco, não é? É! Ora, uma pessoa vira-se de pernas para o ar quando vai, por exemplo, fazer bungee jumping ou outra actividade assim mais ou menos radical; quando vamos contrair um empréstimo, seja no Millenium/BCP ou noutro Banco qualquer, não é bem de pernas para o ar que nos pomos... colocamo-nos, isso sim, de cu para o ar, e ajeitamo-nos à bela da sodomia: qualquer Banco, vendo-nos em tão infeliz posição, apronta um sorriso e lá vai, todo contente, agarrar-nos no nalguedo para enfiar no nosso traseiro a bela da prestação mensal. Trungas, já está! Dói, não dói?!
O que eu quero dizer com isto é que está aqui mais um caso de publicidade enganosa. Os jovenzitos do anúncio deveriam estar a cantar o "Tenho de virar/A minha vida/De cu pró ar", pois é disso precisamente que se trata. Os pulos e as caras de parvos são opcionais, mas ao menos que digam as coisas como elas são, caraças!
Irrealismos à parte, o que me causa mais estranheza é precisamente o teor do refrão: a malta está toda a cantar um "Tenho de virar/A minha vida/De pernas pró ar"! E este refrão é estranho porquê? Porque o anúncio diz respeito a um Banco, não é? É! Ora, uma pessoa vira-se de pernas para o ar quando vai, por exemplo, fazer bungee jumping ou outra actividade assim mais ou menos radical; quando vamos contrair um empréstimo, seja no Millenium/BCP ou noutro Banco qualquer, não é bem de pernas para o ar que nos pomos... colocamo-nos, isso sim, de cu para o ar, e ajeitamo-nos à bela da sodomia: qualquer Banco, vendo-nos em tão infeliz posição, apronta um sorriso e lá vai, todo contente, agarrar-nos no nalguedo para enfiar no nosso traseiro a bela da prestação mensal. Trungas, já está! Dói, não dói?!
O que eu quero dizer com isto é que está aqui mais um caso de publicidade enganosa. Os jovenzitos do anúncio deveriam estar a cantar o "Tenho de virar/A minha vida/De cu pró ar", pois é disso precisamente que se trata. Os pulos e as caras de parvos são opcionais, mas ao menos que digam as coisas como elas são, caraças!
sexta-feira, maio 16, 2008
Notícias à maneira
Durante esta semana, contactei com duas notícias fora-de-série, as quais considero das melhores dos últimos anos. Muito boa gente vai ficar feliz à conta de tal informação:
Notícia 1: Phil Collins afirma que não voltará a gravar mais nenhum álbum.
Notícia 2: Elton John pensa seriamente em não voltar a gravar mais nenhum álbum.
Estou tão emocionado com este mais do que provável abandono das lides musicais por parte destas duas vacas (no caso do Elton John, "vaca" assume duplo sentido...) sagradas da pop parva que meras palavras não conseguem traduzir aquilo que sinto e penso. Portanto, vou recorrer a imagens:



Obrigado a ambos, do fundo do meu coração e, principalmente, dos meus ouvidos.
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quinta-feira, maio 15, 2008
Fumo Rosa
Muito se tem dito e escrito, nos últimos dias, acerca da polémica que envolveu José Sócrates e o ministro Manuel Pinho. Ambos terão fumado durante o voo para a Venezuela, infringindo deste modo a Lei do Tabaco, uma das poucas coisas de jeito que o governo socialista executou (sim, sou a favor. Algum problema?! Se quiserem discutir isto comigo, podem convidar-me para um café... onde não se fume, claro). O primeiro-ministro, envergonhado, parece que já veio a público pedir desculpas e garantiu até que irá deixar de fumar.
Em primeiro lugar, não acredito em tais declarações e vou fazer, portanto, ouvidos moucos. Todos nós já percebemos, desde o início desta legislatura, que José Sócrates não cumpre as suas promessas; se ele garante que vai deixar o tabaco, o mais provável é, daqui a uns meses, estar mais agarrado ao vício do que o Miguel Sousa Tavares e restantes acólitos pró-fumo.
Em segundo lugar, a malta até pode aceitar as desculpas e tal, até pode compreender que o primeiro-ministro tenha violado a lei, inconsciente ou conscientemente: afinal, isso é uma coisa tipicamente portuguesa, como fingir que se tem um diploma, por exemplo. A malta não se importa e não liga se o primeiro-ministro, depois de ter fumado onde não devia, vem desculpar-se pelo acto e promete não repetir a façanha. O que a malta quer, e agradece, é que o senhor primeiro-ministro deixe de o ser! Da mesma maneira que José Sócrates reconheceu o erro que cometeu ao ter posto a boca no cigarro, ou lá o que era, fazendo assim pouco da Lei do Tabaco, deveria, por maioria de razão, reconhecer o erro que anda a cometer ao fazer pouco do país.
Seria óptimo, neste capítulo, um mea culpa por parte de Sócrates, e bem que podia fazer o favor de deixar o país com a mesma facilidade que alega vir a deixar de fumar. Aí é que era mesmo caso para se dizer "Porreiro, pá!".
Em primeiro lugar, não acredito em tais declarações e vou fazer, portanto, ouvidos moucos. Todos nós já percebemos, desde o início desta legislatura, que José Sócrates não cumpre as suas promessas; se ele garante que vai deixar o tabaco, o mais provável é, daqui a uns meses, estar mais agarrado ao vício do que o Miguel Sousa Tavares e restantes acólitos pró-fumo.
Em segundo lugar, a malta até pode aceitar as desculpas e tal, até pode compreender que o primeiro-ministro tenha violado a lei, inconsciente ou conscientemente: afinal, isso é uma coisa tipicamente portuguesa, como fingir que se tem um diploma, por exemplo. A malta não se importa e não liga se o primeiro-ministro, depois de ter fumado onde não devia, vem desculpar-se pelo acto e promete não repetir a façanha. O que a malta quer, e agradece, é que o senhor primeiro-ministro deixe de o ser! Da mesma maneira que José Sócrates reconheceu o erro que cometeu ao ter posto a boca no cigarro, ou lá o que era, fazendo assim pouco da Lei do Tabaco, deveria, por maioria de razão, reconhecer o erro que anda a cometer ao fazer pouco do país.
Seria óptimo, neste capítulo, um mea culpa por parte de Sócrates, e bem que podia fazer o favor de deixar o país com a mesma facilidade que alega vir a deixar de fumar. Aí é que era mesmo caso para se dizer "Porreiro, pá!".
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quarta-feira, maio 14, 2008
A última coisa que há a dizer sobre o escândalo da Casa Pia
Passados alguns anos após o escândalo ter rebentado, comovendo e impressionando o país, verificamos que ficou praticamente tudo na mesma. Não há solução à vista, o processo arrasta-se, Carlos Cruz já aparece de novo nas televisões como se nada tivesse acontecido (quem assistiu aos Globos de Ouro sabe do que estou a falar), os políticos lá conseguiram fugir com o rabo à seringa, os advogados continuam a esgrimir argumentos e a ganhar dinheiro... só mesmo Carlos Silvino é que viu a sua situação alterada. Bibi é, hoje em dia, um homem marginalizado e isolado, e nem sequer pode voltar a trabalhar no local que tantas alegrias lhe proporcionou.
Enfim, não deixa de ser típico desta história da Casa Pia: quem se fode é sempre o pequenino...
Enfim, não deixa de ser típico desta história da Casa Pia: quem se fode é sempre o pequenino...
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terça-feira, maio 13, 2008
Quem Tem Amígdalas, Tem Medo!
Outro dia, assisti a um interessante documentário no qual um neurocientista norte-americano alegava ter descoberto a região do cérebro responsável pela sensação de medo. A esta região, que é dupla, chamou-lhe "amígdalas do cérebro". Sim, o nome é ridículo, mas as suas consequências não. O mesmo cientista advertia que uma das possibilidades abertas por esta descoberta seria, no futuro, inibir as "amígdalas do cérebro" nos soldados norte-americanos; o resultado, está-se mesmo a ver, seria estes deixarem, pura e simplesmente, de sentir medo aquando de operações militares.
A esta hora, os inimigos dos Estados Unidos (e eles são muitos!) já devem estar todos acagaçados - afinal não deve ter graça nenhuma enfrentar um exército que é imune ao terror. Porém, desenganem-se estes inimigos! A situação não é assim tão dramática! Pensem da seguinte maneira: para os neurocirurgiões serem bem sucedidos a inibir as "amígdalas do cérebro", é necessário, por uma razão de precedência lógica, encontrar o cérebro. Ora, e é aí, caros inimigos dos EUA, meus amigos, que está o busílis: encontrar o cérebro em soldados americanos é tarefa mais hercúlea do que localizar armas de destruição maciça no Iraque!
A esta hora, os inimigos dos Estados Unidos (e eles são muitos!) já devem estar todos acagaçados - afinal não deve ter graça nenhuma enfrentar um exército que é imune ao terror. Porém, desenganem-se estes inimigos! A situação não é assim tão dramática! Pensem da seguinte maneira: para os neurocirurgiões serem bem sucedidos a inibir as "amígdalas do cérebro", é necessário, por uma razão de precedência lógica, encontrar o cérebro. Ora, e é aí, caros inimigos dos EUA, meus amigos, que está o busílis: encontrar o cérebro em soldados americanos é tarefa mais hercúlea do que localizar armas de destruição maciça no Iraque!
Tanis
P.S.: Com a minha última afirmação, em particular devido à analogia com as WMD, não estou a insinuar que os soldados norte-americanos não possuem cérebro. É provável que possuam. Só não se sabe é onde!
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segunda-feira, maio 12, 2008
A Barreira de Fumo
Pois, tudo muito bem e coiso e tal, a proibição de fumar em espaços públicos foi uma excelente medida e o caraças, mas infelizmente a Lei do Tabaco está a ter um efeito pernicioso, efeito esse que não foi previsto. É verdade que já se pode respirar condignamente em cafés, centros comerciais e outros recintos fechados, e já não se fica com o cheiro a tabaco entranhado na roupa, nos cabelos e na pele, mas nem tudo funciona bem. E nem tudo funciona bem porque, para entrarmos em qualquer estabelecimento público, temos de atravessar "A Barreira de Fumo".
Do que se trata? Disto: como as pessoas já não podem fumar dentro dos estabelecimentos, reúnem-se à porta destes; ora, a concentração de um grupo elevado de fumadores numa reduzida franja de terreno faz com que essa área se torne mais poluída do que a central de Chernobyl à época do desastre nuclear. Por esta razão, passar para o outro lado da "Barreira de Fumo" (ou seja, entrar no estabelecimento) revela-se uma actividade repleta de perigos: eu, por exemplo, enfrentei no outro dia uma dessas barreiras, tão espessa, densa e rica em alcatrão que poderia retirar-se dela matéria-prima suficiente para a construção dos acessos rodoviários ao futuro aeroporto de Alcochete! Depois de, a custo, ter deixado a "Barreira de Fumo" para trás, constatei que o meu rosto estava mais escuro do que o de um mineiro negro que saísse à rua numa noite de lua nova, e as minhas roupas cheiravam mal, muito mal, tipo um par de cuecas da Elsa Raposo após uma semana de uso ininterrupto (bom, eu nunca cheirei isto, mas não deve ser lá muito agradável. Ou deve?!? Fica a pergunta...).
São estes os perigos que os não fumadores agora enfrentam, passados quase 5 meses após a implementação da Lei do Tabaco. A situação inverteu-se: dantes, os espaços públicos eram intransitáveis e, devido a isso, a malta que abomina o fumo destilado pelos paus de cancro tinha de abancar lá fora; hoje em dia, "abancar lá fora" torna-se impossível por causa da "Barreira de Fumo" e ir lá para dentro só é exequível se formos bem sucedidos na travessia de tão tenebroso obstáculo, autêntico Adamastor edificado em nicotina.
Já sei, já sei, os leitores fumadores devem estar a pensar: "quem me dera agora um cigarro!" E também: "Ó Tanis, tu tens razão, sem dúvida, a tua argumentação é perfeita e insofismável, e usas metáforas tão interessantes quanto eficazes, tipo essa do Adamastor de nicotina, hehehe, que giro, e além disso ouvimos dizer que a Catarina Furtado tem um fraquinho por ti, e alertas muito bem para os problemas que a Lei do Tabaco não é capaz de solucionar, e ainda por cima não fumas, o que te deixa mais dinheiro para adquirires os fantásticos cds que compras todos os meses, oh! como nós gostávamos de ser como tu, mas pensa também em nós, fumadores! Privados dos espaços públicos, onde é que podemos fumar? Tem de ser mesmo à porta desses espaços, não achas?"
E eu respondo: meus caros, compreendo a vossa réplica e agradeço as vossas amáveis palavras, que muito me sensibilizaram, contudo penso que vocês são todos uma bestas! Isto porque podiam muito bem fumar por turnos, ou seja, vinha o Paulo, fumava, ia embora, 5 minutos de intervalo para renovar o ar, vinha a Joana, fumava, ia embora, mais 5 minutinhos de pausa, vinha o Celso e a mesma coisa, e assim por diante. Resultado: impedia-se a fumaceira em grupo e, deste modo, a formação da famigerada "Barreira de Fumo".
Fácil, não é? Eu penso sempre em tudo! Outra solução seria, claro, e bem mais eficaz, os fumadores deixarem de o ser, mas isto se calhar já é pedir demasiado... Afinal, diz-se por aí que eles também têm direitos... Pfffff!!!! Tontice, é o que é!
Do que se trata? Disto: como as pessoas já não podem fumar dentro dos estabelecimentos, reúnem-se à porta destes; ora, a concentração de um grupo elevado de fumadores numa reduzida franja de terreno faz com que essa área se torne mais poluída do que a central de Chernobyl à época do desastre nuclear. Por esta razão, passar para o outro lado da "Barreira de Fumo" (ou seja, entrar no estabelecimento) revela-se uma actividade repleta de perigos: eu, por exemplo, enfrentei no outro dia uma dessas barreiras, tão espessa, densa e rica em alcatrão que poderia retirar-se dela matéria-prima suficiente para a construção dos acessos rodoviários ao futuro aeroporto de Alcochete! Depois de, a custo, ter deixado a "Barreira de Fumo" para trás, constatei que o meu rosto estava mais escuro do que o de um mineiro negro que saísse à rua numa noite de lua nova, e as minhas roupas cheiravam mal, muito mal, tipo um par de cuecas da Elsa Raposo após uma semana de uso ininterrupto (bom, eu nunca cheirei isto, mas não deve ser lá muito agradável. Ou deve?!? Fica a pergunta...).
São estes os perigos que os não fumadores agora enfrentam, passados quase 5 meses após a implementação da Lei do Tabaco. A situação inverteu-se: dantes, os espaços públicos eram intransitáveis e, devido a isso, a malta que abomina o fumo destilado pelos paus de cancro tinha de abancar lá fora; hoje em dia, "abancar lá fora" torna-se impossível por causa da "Barreira de Fumo" e ir lá para dentro só é exequível se formos bem sucedidos na travessia de tão tenebroso obstáculo, autêntico Adamastor edificado em nicotina.
Já sei, já sei, os leitores fumadores devem estar a pensar: "quem me dera agora um cigarro!" E também: "Ó Tanis, tu tens razão, sem dúvida, a tua argumentação é perfeita e insofismável, e usas metáforas tão interessantes quanto eficazes, tipo essa do Adamastor de nicotina, hehehe, que giro, e além disso ouvimos dizer que a Catarina Furtado tem um fraquinho por ti, e alertas muito bem para os problemas que a Lei do Tabaco não é capaz de solucionar, e ainda por cima não fumas, o que te deixa mais dinheiro para adquirires os fantásticos cds que compras todos os meses, oh! como nós gostávamos de ser como tu, mas pensa também em nós, fumadores! Privados dos espaços públicos, onde é que podemos fumar? Tem de ser mesmo à porta desses espaços, não achas?"
E eu respondo: meus caros, compreendo a vossa réplica e agradeço as vossas amáveis palavras, que muito me sensibilizaram, contudo penso que vocês são todos uma bestas! Isto porque podiam muito bem fumar por turnos, ou seja, vinha o Paulo, fumava, ia embora, 5 minutos de intervalo para renovar o ar, vinha a Joana, fumava, ia embora, mais 5 minutinhos de pausa, vinha o Celso e a mesma coisa, e assim por diante. Resultado: impedia-se a fumaceira em grupo e, deste modo, a formação da famigerada "Barreira de Fumo".
Fácil, não é? Eu penso sempre em tudo! Outra solução seria, claro, e bem mais eficaz, os fumadores deixarem de o ser, mas isto se calhar já é pedir demasiado... Afinal, diz-se por aí que eles também têm direitos... Pfffff!!!! Tontice, é o que é!
Tanis
sexta-feira, maio 09, 2008
Má informação
Por vezes, nos programas que passam durante a manhã nos canais generalistas, aparece algo como “Anabela venceu o cancro” ou “Vítor derrotou o tumor”. O problema é que esses mesmos programas ficam-se por aqui, e isso está mal. Depois queixam-se que me rebelo contra a má informação que é dada pelas televisões. É que não chega dizerem-me aquilo! Se a Anabela venceu o cancro e o Vítor derrotou o tumor, eu quero é saber por quantos!
Tanis
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quinta-feira, maio 08, 2008
Também tu, porco capitalista?
Fernando Ulrich, presidente executivo do BPI, deu ontem uma entrevista ao programa Negócios da Semana, da Sic Notícias. Entre várias atoardas, o javardo mandou esta, em jeito de acusação:
Dois avisos do Peter of Pan ao senhor Ulrich: primeiro, cale-se! Segundo, esse seu raciocínio é redundante na primeira insinuação, e errado tout court na segunda. Redundante porque não pertence, nem nunca pertenceu, aos objectivos das centrais sindicais a criação de emprego! Senhor Fernando Ulrich, uma informação grátis: a criação de emprego cabe aos restantes agentes económicos, tipo as empresas que, como o seu próprio nome deixa adivinhar (duh!), empregam - você pensa que as empresas existem só para dar lucro, não?! Às centrais sindicais cabe sim defender os trabalhadores, informando-os dos seus direitos, e lutar para estes tenham melhores condições (isto, pelo menos, é o que acontece nos países civilizados, não sei ainda como é em Portugal). Ora, exigir às centrais sindicais a criação de emprego é pedir-lhes que transgridam e passem para além das suas funções básicas. Aliás, se isto sucedesse, pior seria para as empresas: o que aconteceria se as centrais sindicais gerassem emprego? Algo do género:
Empresário 1: Ó pá, ter uma empresa em Portugal está cada vez mais difícil!
Empresário 2: Pois é, pá!
Empresário 1: Já nem há trabalhadores para explorarmos!
Empresário 2: Pois é, eles vão todos trabalhar para as centrais sindicais, olha que gaita!
Já no que toca à segunda acusação do senhor Ulrich, o senhor está pura e simplesmente enganado, porque os políticos sim transgridem e ultrapassam a sua função elementar, que é fomentar, criar condições para que haja emprego. Por vezes, os políticos armam-se em empresários e geram também eles emprego: o senhor Ulrich nunca ouviu falar nos jobs for the boys? Pois é isso...
Portanto, senhor Ulrich: esteja caladinho e vá trabalhar, malandro! O que, no seu caso, é: vá explorar o proletariado, malandro!
"As centrais sindicais e os políticos não criam emprego"
Dois avisos do Peter of Pan ao senhor Ulrich: primeiro, cale-se! Segundo, esse seu raciocínio é redundante na primeira insinuação, e errado tout court na segunda. Redundante porque não pertence, nem nunca pertenceu, aos objectivos das centrais sindicais a criação de emprego! Senhor Fernando Ulrich, uma informação grátis: a criação de emprego cabe aos restantes agentes económicos, tipo as empresas que, como o seu próprio nome deixa adivinhar (duh!), empregam - você pensa que as empresas existem só para dar lucro, não?! Às centrais sindicais cabe sim defender os trabalhadores, informando-os dos seus direitos, e lutar para estes tenham melhores condições (isto, pelo menos, é o que acontece nos países civilizados, não sei ainda como é em Portugal). Ora, exigir às centrais sindicais a criação de emprego é pedir-lhes que transgridam e passem para além das suas funções básicas. Aliás, se isto sucedesse, pior seria para as empresas: o que aconteceria se as centrais sindicais gerassem emprego? Algo do género:
Empresário 1: Ó pá, ter uma empresa em Portugal está cada vez mais difícil!
Empresário 2: Pois é, pá!
Empresário 1: Já nem há trabalhadores para explorarmos!
Empresário 2: Pois é, eles vão todos trabalhar para as centrais sindicais, olha que gaita!
Já no que toca à segunda acusação do senhor Ulrich, o senhor está pura e simplesmente enganado, porque os políticos sim transgridem e ultrapassam a sua função elementar, que é fomentar, criar condições para que haja emprego. Por vezes, os políticos armam-se em empresários e geram também eles emprego: o senhor Ulrich nunca ouviu falar nos jobs for the boys? Pois é isso...
Portanto, senhor Ulrich: esteja caladinho e vá trabalhar, malandro! O que, no seu caso, é: vá explorar o proletariado, malandro!
Tanis
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quarta-feira, maio 07, 2008
Lúcidos comentários acerca deste tempo maníaco-depressivo
Pá, isto assim não dá! Não pode ser! Alguém tem de fazer algo relativamente ao que está a acontecer! Alguém tem de protestar! Dizer coisas! Mandar vir! Escrever linhas e linhas sem sentido, a ver se um ou outro indíviduo lê! Alguém tem de se insurgir contra esta brincadeira parva que andam a pregar-nos! E esse alguém, como sempre, sou eu!
Não, por "brincadeira parva" não me refiro aos preços dos combustíveis, muito menos à tão propalada crise dos alimentos, nem ao défice ou outras coisas assim, comezinhas. Aquilo a que me refiro é à palhaçada meteorológica que andamos a viver! É que não suporto isto: num dia estão mais de 30 graus e tal, na manhã seguinte chove e faz frio, e na mesma tarde regressa, todo lampeiro, o mesmo calor que andou a atormentar ou deliciar a malta (a opção depende de se estar a trabalhar ou de férias) no dia anterior. Este é, como aleguei no título do post, um tempo maníaco-depressivo, mas quem sofre dissabores somos nós, seres humanos. Primeiro, porque é lixado uma pessoa ter de andar constantemente a escolher o tipo de roupa que vai levar (aqui, por "pessoa" quero dizer "indivíduo normal do sexo masculino", porque nós já sabemos que as gajas, essas malucas, gostam é disso! Para elas, ter de ir ao armário várias vezes ao dia para escolher roupa não é um suplício, é o paraíso sobre a Terra!). Ontem, por exemplo, eu andava de t-shirt; já hoje, levei uma camisola para me abrigar do frio e da chuva que batiam logo de manhã, mas agora, de tarde, já me arrependi e, com o calor que faz, estou com uma vontade de me despir todo que nem queiram saber! Segundo, porque o nosso próprio corpo não aguenta este tempo assim. O nosso corpo precisa de se preparar gradualmente tendo em conta as mudanças climáticas; ora, essa preparação não existe quando num dia está um calor tropical e no outro um frio invernal, e no outro a seguir novamente calor, e depois chove, e depois faz sol, e depois vento, e assim por diante. É daqui que provêm constipações, reumáticos, enxaquecas e demais maleitas estúpidas, que poderiam muito bem ser evitadas caso vivêssemos sob uma temperatura mais ou menos estável.
Além dos dois problemas citados (o vestuário e o corpo, recorde-se), há um outro, de natureza moral: se o tempo anda maníaco-depressivo, de quem é a culpa? Da confusão no PSD? Do Paulo Bento? Do governo Sócrates? Do Bush ou da corrida à Casa Branca? Do Dança Comigo que dá aos sábados na RTP1? Dos anúncios em lingerie da Cláudia Vieira (realmente, aquilo dá cá uns caloooores...)? De outra coisa qualquer? É muito difícil, nesta situação, personalizar a culpa ou arranjar um bode expiatório que seja. Por isso, o que dá vontade é botar as culpas "na vida, no universo e em tudo o resto" (copyright Douglas Adams). E é, à falta de melhor, o que vou fazer. O tempo está doido? Então, raios parta o tempo, a vida, o universo e esta porcaria toda que me anda a chatear o esquema! Porque já estou mesmo fartinho disto! Ao menos, avisem (e não estou a falar dos boletins meteorológicos dos canais televisivos), e com alguma antecedência, para um gajo saber à partida aquilo com que tem de contar. E se for possível um solzinho à maneira ali para Agosto, que é quando estou de férias, prometo ficar calado, ok? Pronto, vamos lá a ter mais juízo...
Não, por "brincadeira parva" não me refiro aos preços dos combustíveis, muito menos à tão propalada crise dos alimentos, nem ao défice ou outras coisas assim, comezinhas. Aquilo a que me refiro é à palhaçada meteorológica que andamos a viver! É que não suporto isto: num dia estão mais de 30 graus e tal, na manhã seguinte chove e faz frio, e na mesma tarde regressa, todo lampeiro, o mesmo calor que andou a atormentar ou deliciar a malta (a opção depende de se estar a trabalhar ou de férias) no dia anterior. Este é, como aleguei no título do post, um tempo maníaco-depressivo, mas quem sofre dissabores somos nós, seres humanos. Primeiro, porque é lixado uma pessoa ter de andar constantemente a escolher o tipo de roupa que vai levar (aqui, por "pessoa" quero dizer "indivíduo normal do sexo masculino", porque nós já sabemos que as gajas, essas malucas, gostam é disso! Para elas, ter de ir ao armário várias vezes ao dia para escolher roupa não é um suplício, é o paraíso sobre a Terra!). Ontem, por exemplo, eu andava de t-shirt; já hoje, levei uma camisola para me abrigar do frio e da chuva que batiam logo de manhã, mas agora, de tarde, já me arrependi e, com o calor que faz, estou com uma vontade de me despir todo que nem queiram saber! Segundo, porque o nosso próprio corpo não aguenta este tempo assim. O nosso corpo precisa de se preparar gradualmente tendo em conta as mudanças climáticas; ora, essa preparação não existe quando num dia está um calor tropical e no outro um frio invernal, e no outro a seguir novamente calor, e depois chove, e depois faz sol, e depois vento, e assim por diante. É daqui que provêm constipações, reumáticos, enxaquecas e demais maleitas estúpidas, que poderiam muito bem ser evitadas caso vivêssemos sob uma temperatura mais ou menos estável.
Além dos dois problemas citados (o vestuário e o corpo, recorde-se), há um outro, de natureza moral: se o tempo anda maníaco-depressivo, de quem é a culpa? Da confusão no PSD? Do Paulo Bento? Do governo Sócrates? Do Bush ou da corrida à Casa Branca? Do Dança Comigo que dá aos sábados na RTP1? Dos anúncios em lingerie da Cláudia Vieira (realmente, aquilo dá cá uns caloooores...)? De outra coisa qualquer? É muito difícil, nesta situação, personalizar a culpa ou arranjar um bode expiatório que seja. Por isso, o que dá vontade é botar as culpas "na vida, no universo e em tudo o resto" (copyright Douglas Adams). E é, à falta de melhor, o que vou fazer. O tempo está doido? Então, raios parta o tempo, a vida, o universo e esta porcaria toda que me anda a chatear o esquema! Porque já estou mesmo fartinho disto! Ao menos, avisem (e não estou a falar dos boletins meteorológicos dos canais televisivos), e com alguma antecedência, para um gajo saber à partida aquilo com que tem de contar. E se for possível um solzinho à maneira ali para Agosto, que é quando estou de férias, prometo ficar calado, ok? Pronto, vamos lá a ter mais juízo...
Tanis
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terça-feira, maio 06, 2008
Três notícias que são o espelho do país
Às vezes, gosto de me sentir bem informado, e quando isso sucede, faço logo um zapping dos Morangos Com Açúcar (ou qualquer outra novela que tenha pitas boas) para um canal que esteja a exibir notícias. É certo que nem cinco minutos depois já estou mais do que arrependido, mas paciência, por vezes convém andar a par daquilo que se passa em Portugal. Foi desta maneira que deparei com as seguintes boas novas:
1ª: 6000 gestores de empresas declaram salário mínimo ao fisco.
2ª: O PSD vai pagar a multa relativa ao caso Somague em prestações, pois o partido não dispõe de crédito junto da banca.
3ª (a pièce de résistance): Portugal é dos países europeus cuja democracia apresenta pior qualidade, cifrando-se no 21º lugar entre 25 países analisados.
Não admira que a democracia portuguesa ande pelas ruas da amargura. Nem o contacto, na União Europeia, com países realmente democráticos nos tem valido. Bolas, que país é este, em que até os gestores, coitadinhos, não conseguem auferir mais do que o salário mínimo? Que país é este, em que o maior partido da oposição, coitadinho, não dispõe de uns trocados para pagar uma mera multa? Não é assim, definitivamente, que a nossa democracia avança...
P.S.: Agora fora de brincadeira, uma sugestão: alguém ponha aqueles 6000 gestores a pagar a multa do PSD. E o PSD a pagar a dívida fiscal desses mesmos gestores. Por favor...
1ª: 6000 gestores de empresas declaram salário mínimo ao fisco.
2ª: O PSD vai pagar a multa relativa ao caso Somague em prestações, pois o partido não dispõe de crédito junto da banca.
3ª (a pièce de résistance): Portugal é dos países europeus cuja democracia apresenta pior qualidade, cifrando-se no 21º lugar entre 25 países analisados.
Não admira que a democracia portuguesa ande pelas ruas da amargura. Nem o contacto, na União Europeia, com países realmente democráticos nos tem valido. Bolas, que país é este, em que até os gestores, coitadinhos, não conseguem auferir mais do que o salário mínimo? Que país é este, em que o maior partido da oposição, coitadinho, não dispõe de uns trocados para pagar uma mera multa? Não é assim, definitivamente, que a nossa democracia avança...
Tanis
P.S.: Agora fora de brincadeira, uma sugestão: alguém ponha aqueles 6000 gestores a pagar a multa do PSD. E o PSD a pagar a dívida fiscal desses mesmos gestores. Por favor...
segunda-feira, maio 05, 2008
Também quero ser candidato!
Acho que me vou candidatar à presidência do PSD. Pronto, agora deu-me para isto, que querem?! Mas há boas razões para o fazer. Elas são três:
Primeira, nenhum dos 5 candidatos até agora confirmados oferece confiança. Manuela Ferreira Leite foi ministra, em governos diferentes, da Educação e das Finanças e só fez porcaria em nas duas ocasiões, e além disso é feia como a morte; Pedro Passos Coelho tem um ar tão beto que poderia facilmente passar por militante do CDS/PP; Neto da Silva não é conhecido por ninguém, nem pela própria família; Patinha Antão tem o nome mais ridículo da política portuguesa (um diminutivo seguido de um aumentativo?!?!); já Pedro Santana Lopes... bem, é o Pedro Santana Lopes! Ao contrário destes 5 nomes, eu sim sou de confiança (vá, não se riam!), eu percebo de política, eu sou bonito, eu tenho um nome apelativo e carismático, eu tenho um ar simultaneamente chunga e distinto, sendo por isso capaz de cativar não só os analfabetos como também os intelectuais (duas classes que abundam no PSD, especialmente a primeira...) e eu sou conhecido nas mais variadas esferas da sociedade portuguesa, embora todas me tratem por "Tanis, o Maluco" - ainda tenho de trabalhar nisto...
Segunda, não tenho a mínima vontade nem necessidade de recorrer ao nome da maior vaca sagrada social-democrata: Sá Carneiro. Todos, mas TODOS os candidatos usam-no como argumento de autoridade, e eu pessoalmente acho estúpido andar sempre a convocar um morto só para servir de muleta a aspirações políticas. Às vezes, o PSD mais parece uma sessão espírita do que um partido político: "O Sá Carneiro disse isto", "O Sá Carneiro pediu que se fizesse aquilo", "Temos de honrar o espírito de Sá Carneiro", "Temos de seguir os ditames de Sá Carneiro", "Sá Carneiro estará sempre connosco", etc e tal. Já chega desta semântica, o PSD deve concentrar-se apenas no mundo dos vivos, e eu sou a pessoa ideal para o fazer porque, bom, porque também estou vivo e tenho ideias vivas, embora não saiba aonde se enfiaram elas (é que estão tão vivas que desatam logo a fugir, as malucas!).
Terceira, uma razão estritamente pessoal. Já estou farto de ser anarca, rebelde, revolucionário, sedicioso, defensor dos fracos e oprimidos, paladino dos direitos individuais e sociais, opositor da opressão, do despotismo e do patronato! Estas porcarias não dão tacho nenhum, e assim não pode ser, pois até eu preciso de ganhar a puta da vida! Se me candidatar à presidência do PSD, e ganhar (e sendo os militantes sociais-democratas tão tolos, isso é algo que pode perfeitamente acontecer), abre-se todo um novo caminho diante de mim: sacos azuis, tráfico de influências, peculatos, e muitas outras coisas divertidas que sempre desejei experimentar, mas nunca pude por culpa das minhas convicções político-morais. Quero passar para o outro lado e ver como é estar na linha da frente de um partido liberal. Quero fomentar e estimular o corporativismo ao invés do associativismo. Quero pôr o dinheiro à frente das pessoas, em particular à MINHA frente. Quero um dia ter a possibilidade de ser primeiro-ministro em vez de me limitar à condição de manifestante anónimo na avenida da Liberdade. Quero aparecer na assembleia da República, nos jornais e televisões. E quero, acima de tudo, chatear o Sócrates, e se alguém tem de o fazer, que seja eu, pois possuo enoooooorme experiência enquanto chato!
Portanto, se são militantes do PSD e vão estar no próximo congresso extraordinário, votem na minha moção. Vão ver como coloco a seta do partido a apontar na direcção certa! Obrigado!
Primeira, nenhum dos 5 candidatos até agora confirmados oferece confiança. Manuela Ferreira Leite foi ministra, em governos diferentes, da Educação e das Finanças e só fez porcaria em nas duas ocasiões, e além disso é feia como a morte; Pedro Passos Coelho tem um ar tão beto que poderia facilmente passar por militante do CDS/PP; Neto da Silva não é conhecido por ninguém, nem pela própria família; Patinha Antão tem o nome mais ridículo da política portuguesa (um diminutivo seguido de um aumentativo?!?!); já Pedro Santana Lopes... bem, é o Pedro Santana Lopes! Ao contrário destes 5 nomes, eu sim sou de confiança (vá, não se riam!), eu percebo de política, eu sou bonito, eu tenho um nome apelativo e carismático, eu tenho um ar simultaneamente chunga e distinto, sendo por isso capaz de cativar não só os analfabetos como também os intelectuais (duas classes que abundam no PSD, especialmente a primeira...) e eu sou conhecido nas mais variadas esferas da sociedade portuguesa, embora todas me tratem por "Tanis, o Maluco" - ainda tenho de trabalhar nisto...
Segunda, não tenho a mínima vontade nem necessidade de recorrer ao nome da maior vaca sagrada social-democrata: Sá Carneiro. Todos, mas TODOS os candidatos usam-no como argumento de autoridade, e eu pessoalmente acho estúpido andar sempre a convocar um morto só para servir de muleta a aspirações políticas. Às vezes, o PSD mais parece uma sessão espírita do que um partido político: "O Sá Carneiro disse isto", "O Sá Carneiro pediu que se fizesse aquilo", "Temos de honrar o espírito de Sá Carneiro", "Temos de seguir os ditames de Sá Carneiro", "Sá Carneiro estará sempre connosco", etc e tal. Já chega desta semântica, o PSD deve concentrar-se apenas no mundo dos vivos, e eu sou a pessoa ideal para o fazer porque, bom, porque também estou vivo e tenho ideias vivas, embora não saiba aonde se enfiaram elas (é que estão tão vivas que desatam logo a fugir, as malucas!).
Terceira, uma razão estritamente pessoal. Já estou farto de ser anarca, rebelde, revolucionário, sedicioso, defensor dos fracos e oprimidos, paladino dos direitos individuais e sociais, opositor da opressão, do despotismo e do patronato! Estas porcarias não dão tacho nenhum, e assim não pode ser, pois até eu preciso de ganhar a puta da vida! Se me candidatar à presidência do PSD, e ganhar (e sendo os militantes sociais-democratas tão tolos, isso é algo que pode perfeitamente acontecer), abre-se todo um novo caminho diante de mim: sacos azuis, tráfico de influências, peculatos, e muitas outras coisas divertidas que sempre desejei experimentar, mas nunca pude por culpa das minhas convicções político-morais. Quero passar para o outro lado e ver como é estar na linha da frente de um partido liberal. Quero fomentar e estimular o corporativismo ao invés do associativismo. Quero pôr o dinheiro à frente das pessoas, em particular à MINHA frente. Quero um dia ter a possibilidade de ser primeiro-ministro em vez de me limitar à condição de manifestante anónimo na avenida da Liberdade. Quero aparecer na assembleia da República, nos jornais e televisões. E quero, acima de tudo, chatear o Sócrates, e se alguém tem de o fazer, que seja eu, pois possuo enoooooorme experiência enquanto chato!
Portanto, se são militantes do PSD e vão estar no próximo congresso extraordinário, votem na minha moção. Vão ver como coloco a seta do partido a apontar na direcção certa! Obrigado!
Tanis
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sexta-feira, maio 02, 2008
Preciso de ser internado, e depressa...
Anteontem, uma rapariga veio ter comigo a pedir-me aconselhamento. Queria ela que lhe indicasse quais livros deveria ler sobre o Heidegger. Separei uns quatro e mostrei-lhos. Ela aponta para o primeiro e pergunta do que se trata. Respondo-lhe: “Ah, é uma colectânea que discorre sobre o pensamento político do Heidegger e a sua famosa associação ao nazismo.” Ela colocou, desinteressada, a obra de lado e passou à próxima. “E este?”, solicitou. Disse-lhe que era um conjunto de artigos, da responsabilidade de especialistas portugueses, versando sobre vários assuntos, mas com enfoque especial na ontologia heideggeriana. “Fixe”, lançou ela, “vou levar” e passou ao terceiro do monte. Informei-a que basicamente este terceiro era a mesma coisa que o segundo, mas agora o tema principal era a ligação de Heidegger à poesia e demais fantochadas. A moça também gostou e guardou-o, pedindo-me de seguida que expusesse algo sobre o último volume. Foi aqui que lixei tudo. Eis a resposta que dei (e destaco-a do corpo do texto para uma melhor compreensão):
“Ah, este é uma monografia que percorre toda a filosofia do Heidegger, mas trata sobretudo da ontologia e do problema do ser. É muito bom!”
O que há de errado aqui? Os mais lúcidos e atentos certamente já deram conta: utilizei “Heidegger” e “muito bom” na mesma frase! Ou seja, aconselhei um livro sobre Heidegger e ainda o adjectivei e, pior, adjectivei-o positivamente! Não sei o que me passou pela cabeça (a rapariga era gira, mas isso não serve de desculpa!), pois para mim um livro bom sobre aquele filósofo alemão era, até ao momento, um livro que falasse mal dele e da sua filosofia de trazer por casa (a casa do ser?!?!). O que me terá levado a dizer bem de uma obra que comenta e presta vassalagem à ontologia heideggeriana? Estarei doente? Estarei maluco? Estarei com os pés para a cova? Não sei, não sei mesmo… olhem, se me virem na rua, espetem-me um carolo nos cornos, pode ser que eu tome juízo! Onde é que isto já se viu?!...
“Ah, este é uma monografia que percorre toda a filosofia do Heidegger, mas trata sobretudo da ontologia e do problema do ser. É muito bom!”
O que há de errado aqui? Os mais lúcidos e atentos certamente já deram conta: utilizei “Heidegger” e “muito bom” na mesma frase! Ou seja, aconselhei um livro sobre Heidegger e ainda o adjectivei e, pior, adjectivei-o positivamente! Não sei o que me passou pela cabeça (a rapariga era gira, mas isso não serve de desculpa!), pois para mim um livro bom sobre aquele filósofo alemão era, até ao momento, um livro que falasse mal dele e da sua filosofia de trazer por casa (a casa do ser?!?!). O que me terá levado a dizer bem de uma obra que comenta e presta vassalagem à ontologia heideggeriana? Estarei doente? Estarei maluco? Estarei com os pés para a cova? Não sei, não sei mesmo… olhem, se me virem na rua, espetem-me um carolo nos cornos, pode ser que eu tome juízo! Onde é que isto já se viu?!...
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