quinta-feira, setembro 18, 2008

Coisas Apaneleiradas Que Sou Obrigado A Usar Por Causa Da Minha Gaja (3)

Creminho larilas de aloé vera para besuntar na tromba




De todas as coisas apaneleiradas que fui levado a usar por culpa da minha gaja, esta que vêem acima na foto é, sem dúvida, a pior. Que homem, no seu perfeito juízo, usaria uma coisa destas?! "O Elton John", dirão algumas, mas esse não vale, porque é gay. "O David Beckham", dirão outras, mas esse também não vale, porque é metrossexual. "O Nuno Gomes, o Paulo Pires, o Reynaldo Giannecchini e muitos outros homens", dirão outras ainda, mas eles também não valem, porque é tudo gente parva!


Homem mesmo homem, com H grande, não usa creminho larilas para tornar o seu rosto mais macio. Homem mesmo homem, como é o meu caso, deseja possuir um rosto assim tipo o daqueles mexicanos másculos que vemos em certos filmes, esses sim, gajos à séria e capazes de acender um fósforo com a cara. Isto é que é um rosto masculino, áspero e rugoso, não aquelas mariquices suaves que as mulheres andam a propagandear.


"Ah, mas uma pele suave é muito melhor, e machuca menos", diz-me a minha gaja. "Por isso é que deves usar esse creme, pois é benéfico para ti e para mim", continua ela! Ao que respondo: cala-te e põe a burqa! O uso de creminhos maricas para a cara não beneficia ninguém. Se beneficiasse, o José Mourinho já tinha feito um anúncio do género "Io sono speziale, questa crema è speziale, va bene!" Mas ninguém viu ainda o Mourinho pronunciar-se sobre cremes faciais, pois não?! Então, pronto! E as gajas que insinuam sequer ser mais agradável o acto de beijar, lamber e roçar numa cara suave de homem devem é ser lésbicas! Gaja que é gaja anseia é sim por um rosto rijo, de preferência acompanhado por outras partes do corpo também elas rijas. Que interesse pode uma gaja ter num gajo amaciado? Se querem pele macia, vão dar beijos no rabo de um bebé! (Paulo Pedroso, se me estás a ler, isto não é nada contigo! Volta para o Parlamento e está caladinho, ok?)


É por isto que, sempre que posso, procuro escapar-me ao creme. Mas nem sempre sou bem sucedido, porque a minha gaja deve ter genes de inquisidor espanhol, e está sempre de guarda, rolo da massa em punho, à porta dos lavabos enquanto eu me lavo e visto. "Mete o creme", atira ela ameaçadoramente, enquanto brande o rolo da massa. E eu, cuja única arma é precisamente a porcaria do frasco de creme, não tenho outra possibilidade senão obedecer. E levar aquela pasta às mãos para posteriormente esfregar no meu ameaçado rosto de macho. E depois, pimba, lá saio para a rua com aquele ar de José Castelo Branco, e fico cheio de vergonha... É triste, não é?!

quarta-feira, setembro 17, 2008

Para quem não se sente incomodado com o cheiro...

...aqui fica um joguito mesmo fixe:

http://puzzlefarter.com/

Não consegui passar do nível 29... acabou-se-me o "gás". Tentem fazer melhor!

Uma catrefada de assuntos parvos!

Primeiro assunto parvo: Hoje não estou bem! É que ontem o meu Sporting perdeu. Sim, eu sei, já deveria estar habituado - e de certa forma estou - mas a derrota de ontem frente ao Barça não me caiu bem, pronto! É que eu ontem estava mesmo com a fézada de que os lagartos iriam dar bailarico de bola aos catalães. Isto porque o Sporting, pensava eu, tem melhores jogadores (pois, 'tá bem, abelha...), mais jovens e portanto com mais sangue na guelra, e, por acréscimo, estavam em melhor forma (comprovo isto pelos resultados: o Barcelona ainda não tinha vencido nenhum jogo oficial na presente época). Afinal, o jogo revelou-me o quanto sou ingénuo: os lagartitos mais pareciam umas lagartixas, correndo doidas atrás e à frente de uma bola sem saber que raio fazer com aquilo! Resultado: 3-1 para o Barça, e mais ficaram por marcar, e o Sporting voltou para Lisboa envergonhado e derrotado. E eu, que estava com tanta fézada, fiquei desiludido, tão desiludido quanto o Brad Pitt ficaria se, por hipótese, as mamas da Angelina Jolie não passassem de wonderbra.

Segundo assunto parvo: as aulas nas faculdades estão quase a começar, e visto eu frequentar o mundo universitário, posso proceder a uma análise estética cujas conclusões interessarão a todos. Ora, então é assim: apraz-me comprovar que, de ano para ano, a qualidade física das alunas tem vindo a revelar-se inversamente proporcional à sua qualidade intelectual. Ou seja, muito se tem falado da decomposição do ensino, do baixo nível cultural dos alunos, da crescente e elementar ignorância que assola até os cursos superiores, blábláblá e o caraças. Isto é verdade: as gajas, nomeadamente, estão cada vez mais burras! (Digo "as gajas" porque só elas é que são objecto da minha análise; não sei como é com os gajos - nem quero saber!). Porém, em compensação, estão cada vez mais boas! É impressionante a quantidade de bom pito caloiro que irrompe pelas nossas faculdades hoje em dia! Até eu, que sempre fui anti-praxe, fico com vontade de mandar uma pranxada (ahahah, que lindo trocadilho...) em algumas mocinhas... nham, nham! Os eternos profetas da desgraça reclamarão "O tempora! O mores", mas eu quero lá saber... por mim, as pitinhas podem até ser analfabetas, com corpinhos daqueles terão sempre lugar na Universidade!

Terceiro assunto parvo: amanhã retomarei os posts dedicados ao tema "Coisas apaneleiradas que sou obrigado a usar por causa da minha gaja". Não percam!

terça-feira, setembro 16, 2008

Coisas Apaneleiradas Que Sou Obrigado A Usar Por Causa Da Minha Gaja (2)

Telélé rabeta
Há alguns meses atrás, noticiei aqui, num post adequadamente intitulado A Queda do Mito, que tinha começado a andar de telemóvel. Durante largos anos, resisti a tal praga, e continuaria a resistir se a minha gaja não impusesse a sua vontade. Pois foi ela quem me obrigou - e obriga - a levar sempre a bichice do telemóvel comigo!


A simples alegação de que o telemóvel é um objecto apaneleirado pode gerar polémica. Muitos tentarão fugir com o rabo à seringa e negarão este facto. Mas não vale a pena, é o que vos digo! O telemóvel é, incontestavelmente, um objecto gayoso. Sobretudo aqueles modelos que, como o meu, possuem uma tampa vermelha que se abre e deixa ver um ecrãzinho todo pipi às corzinhas e o caraças! E nem sequer falo nos também amaricados sonzinhos que aquela porcaria emite!


No entanto, a coisa mais mariquinhas do telemóvel é esta: a menos que desliguemos o raio do aparelho, estamos sempre contactáveis, quer queiramos quer não. E o pior, estamo-lo para as duas pessoas que mais gostam de nos moer a cabeça e nos expor ao ridículo. Falo, já decerto adivinharam, da progenitora e da esposa/namorada/companheira. Porque já todos tivemos conversas como esta:


(O telélé toca)
Eu: Estou?
Mãe: Olá, filhinho!
Eu: Olá, mãe!
Mãe: Está tudo bem contigo?
Eu: Sim! Olha, não posso falar agora, estou no comboio.
Mãe: Deixa estar, eu não me importo. Olha lá, estás a alimentar-te bem?
Eu: Sim, mas agora não posso falar, vem ali o pica.
Mãe: Mas estás mesmo bem, não estás constipado nem nada?
Eu: Sim, mas tenho de desligar!
Mãe: O teu pai manda cumprimentos, e olha, encontrei no outro dia a dona Sara, lembras-te, a tua professora primária, manda-te beijinhos e diz para teres juízo, ela ainda se lembra daquele dia em que apareceste na escola com as cuecas enfiadas na cabeça, lembras-te filho?
Eu: Não me lembro de nada disso, mas tenho de desligar, está bem?
Mãe: E lembras-te também daquele dia em que fomos ao Jardim Zoológico e veio um macaco e tirou-te as calças e...
Eu: Mãe, estou a ficar sem bateria... pipipipipi... olha, foi-se! (e desligo!)


Ou esta:


(O telélé toca)
Eu: Estou?
Gaja: Olá, amor.
Eu: Olá.
Gaja: Onde estás?
Eu: Estou no restaurante a almoçar.
Gaja: Estás a comer o quê?
Eu: Salmão grelhado.
Gaja: Está bom?
Eu: Delicioso.
Gaja (com um tom estranho na voz): Melhor do que aquele que eu faço em casa?
Eu:... (a pensar)... (a pensar)... Hmmm... é diferente.
Gaja: Diferente, como?!
Eu: Assim tipo... diferente.
Gaja: Acho que tu não gostas dos meus cozinhados...
Eu: Mas o que é isso, amor? Claro que gosto.
Gaja: Então diz isso alto, para toda a gente ouvir!
Eu: Mas eu estou num restaurante!
Gaja: Por isso mesmo!
Eu: Não vou fazer isso!
Gaja: DIZ! DIZ QUE GOSTAS DOS MEUS COZINHADOS! DIZ QUE O MEU SALMÃO É MELHOR DO QUE ESSE QUE ESTÁS A COMER! CHAMA-ME BEBÉ E GRITA O TEU AMOR POR MIM, SENÃO NUNCA MAIS ACREDITO EM TI!
Eu: Cof, cof... (engasgo-me com a posta de salmão, não há ninguém no restaurante capaz de fazer a manobra de Heimlich e vou parar ao hospital. Ufa, safei-me mesmo à justa...)


E agora, ainda duvidam de que o telélé seja um objecto mariconço? Conversas destas retiram p'rái uns 90% de masculinidade a um gajo. E isto não é tudo, porque os telélés ainda se fazem a nós, obrigam-nos a cuidar deles, com bolsinhas e não sei o quê, eu olho para alguns e vejo-os todos artilhados, aquilo parece telemóvel tuning e o caraças... Mas felizmente eu disto consigo escapar. O meu telemóvel estava impecável quando veio parar às minhas mãos, só que agora já não se encontra assim. Na fotografia não se vê, mas o bicho já tem vários riscos, amolgadelas e marcas de sujidade, prova de que o seu dono ainda não perdeu toda a virilidade! E o mais importante: lá dentro, só há números de gajas! Penso que isto funciona como atenuante de ter um telélé rabeta!

segunda-feira, setembro 15, 2008

Coisas Apaneleiradas Que Sou Obrigado A Usar Por Causa Da Minha Gaja (1)

Bolsinha Mariconça





Esta bolsinha que vêem acima é minha. Sinto-me bastante envergonhado por dizê-lo, mas a verdade é a verdade, e a verdade é que é minha, sim, e uso-a praticamente todos os dias, embora não o queira.

O problema é que as mulheres são sibilinas e agem insidiosa e enganosamente, procurando sempre transportar a água ao seu moinho. E acontece que a minha gaja é muito mulher, e soube convencer-me a experimentar o raio do objecto, apesar da minha óbvia e compreensível oposição. O fio do diálogo - ou melhor, discussão, porque é impossível dialogar com uma gaja! - foi mais ou menos este (vejam lá se as gajas não não diabólicas!):

Eu: Bom dia, amorzinho, minha luz, meu raio de Sol. Amo-te tanto...
Ela (indiferente): Pois. Olha, o que podias fazer era experimentar esta bolsinha que comprei para ti.
(Mostra-me a bolsinha mariconça)
Eu: O que é isto?! Uma bolsa rabeta? Eu é que não vou usar isso!
Ela: Por que é que chamas a isto "bolsa rabeta"?
Eu: Porque é!!! Esse tipo de bolsas é o mais usado pelos gays. Aliás, é tão certo associar bolsinhas destas a gays quanto associar Nuno Gomes a "jogador perneta"!
Ela: Lá estás tu! Esta bolsinha é tão gira, e não é nada maricas, nem sei por que te foste lembrar disso, e comprei-a de propósito para ti, com tanto amor e carinho...
(Começa a lacrimejar e a fazer beicinho. E eu não resisto a que me façam beicinho... derreto-me todo, prontos... malditas gajas, sabem sempre como proceder a chantagens emocionais!)
Eu: Devias ter-me perguntado antes, não é?
Ela (já aos berros): MAS EU FIZ ISTO POR TI! QUAL É O TEU PROBLEMA? EXPERIMENTA-A HOJE, PELO MENOS! OU AS COISAS QUE TE OFEREÇO NÃO SÃO SUFICIENTEMENTE BOAS? OU EU NÃO SOU SUFICIENTEMENTE BOA PARA TI? É ISSO, É?!
(Estão a ver? As gajas são mesmo manipuladoras... Eu devia era levar este caso ao Conselho de Segurança da ONU!)
Eu: Não é isso, é que esta bolsa faz-me parecer maric...
Ela: BUÁÁÁÁÁÁÁ! (E faz mais beicinho)
Eu (já farto do "diálogo"): Pronto, eu vou usá-la hoje. Depois logo se vê.
Ela (acalmando-se): J-j-juras?! Chuif...
Eu (contrariado, mas sem hipótese de reacção): Sim.

Foi assim que fui levado! Não tive alternativa senão experimentar o raio da bolsinha! E não é que, apesar de constantemente assediado na rua por homens, gostei? (Atenção: gostei de andar com a bolsa, não de ser assediado! E quem me assediou também não deve ter gostado lá muito, visto levar com uma cabeçada na cana do nariz, um pontapé no nalguedo e, para completar, um golpe rotativo com a bolsinha) Afinal, aquila porcaria até dá um certo jeito! Revela-se útil e prática, nomeadamente para guardar o leitor de mp3, o telélé (brevemente, falarei sobre este objecto), lápis e/ou canetas, um cadáver (desde que pequenininho) e, no fundo, qualquer coisa que me apeteça e que caiba dentro daquele fundo mariconço.

E à pergunta, que devem estar todos(as) mortinhos(as) por fazer, que é "Mas não te sentes gay ao usar a bolsa que, convenhamos, pelo menos a avaliar pela fotografia que aqui colocaste, tem mesmo um aspecto eltonjohnesco?", eu limito-me a responder: Sim, um bocado! Mas compenso isso não tomando banho!

sexta-feira, setembro 12, 2008

E quem fala assim não é gago, caralho!!!

Hugo Chavez, o comuna-demagogo-populista-mas-antidemocrático-e-amigo-do-Sócrates:

"¡Váyanse al carajo, yanquis de mierda, que aquí hay un pueblo digno! ¡Yanquis de mierda, váyanse al carajo cien veces, aquí estamos los hijos de Bolívar!"

Não é preciso traduzir, pois não?! Nem é necessário chamar atenção para a contradição entre o linguajar e o "povo digno", certo?!

Não sou chavista (fónix! Antes cagar um pé todo...), mas até que achei piada às declarações (eu, na minha intimidade, digo coisas piores!)... Até me apetece dizer "Vale, coño!".

O mais engraçado - ou não - é que, há 3 anos, tivemos o Berlusconi a chamar "cogliones" aos apoiantes de Prodi, já este ano os deputados da nossa assembleia andaram a tratar-se por animais, agora é o Chavez a mandar os americanos para o caralho... É a política "estilo Fernando Rocha" a dar cartas! Que nos reserva o futuro? Aguardo com expectativa o momento em que um discurso político se tornará, linguisticamente, mais rico do que os cânticos das claques de futebol.

O Ataque das Formigas-Totós

Acho que não há ninguém que não goste de formigas. As formigas são bichos que nos fascinam, seja pela sua incessante diligência, seja pela sua ímpar e invejável organização. As formigas são até bichos que nos ensinam algo: que criança não se sentiu tocada pela fábula da cigarra e da formiga?!

Porém, as formigas também podem revelar-se incomodativas. Não só quando nos picam, mas também quando nos assaltam a despensa. Ou nos impedem de realizar um piquenique. Isto porque as formigas são umas vorazes recolectoras de comida, que transportam custe o que custar para a base, ou seja, o formigueiro onde estão instaladas as larvas da futura geração. Quem já teve formigas em casa, sabe do que estou a falar: em poucos minutos, um exército de 53948936830 milhões de insectos pode dar cabo dos nossos mantimentos para um mês.

Mas isto se forem formigas normais, é claro. E as formigas que tenho presentemente em casa são tudo menos normais! Quer dizer, quase todo o comportamento delas é o comportamento de formigas normais, à excepção de um pequeníssimo pormenor: elas não atacam a comida!

Ora, é isto que não percebo. E é por essa razão que classifico estas formigas de totós. Porque, afinal, elas não fazem rigorosamente nada. Nadinha! Apenas passeiam lá por casa, de um lado para o outro, e do outro lado para o um. Não pegam na comida. Não roubam o açúcar. Não se fazem aos chocolates. Mas que raio de formigas são estas?!?!?!

Procurei até tentá-las. Barrei uma torrada com mel e deixei-a no chão, ao alcance do exército. Mas nada: elas fugiram daquilo mais depressa do que o José Castelo Branco foge de mulheres. Se eu fosse formiga, aquele pedaço de pão não me escapava; todavia, não é isso que interessa às formigas-totós. E o que lhes interessa, então? Não faço a porra da mínima ideia... Afinal, que querem elas de mim? E da minha casa? Pode um formigueiro governar-se sem alimentos? Que ordens dá a rainha às suas operárias? Estarão elas em protesto? Em greve? Equivale toda aquela passeata sem caça a uma espécie de Maio de 68 no mundo das formigas? E porquê? Terão elas visto o AntZ? E o Call Girl, já agora?

São questões que me atormentam. Já alguma vez passaram por algo semelhante? Já tiveram formigas destas em vossa casa? Partilhem as vossas experiências, é um assunto que me intriga sobremaneira...

Grato!

quinta-feira, setembro 11, 2008

Hoje é dia de contraditório!

Caso ainda não tenham dado conta, hoje é dia 11 de Setembro. Ou, se preferirem, à anglo-saxónico, 9/11. E como vem sendo habitual desde há 7 anos, quem ligar o televisor ou observar os jornais deparará inevitavelmente com imagens do atentado terrorista perpetrado pela Al-Qaeda em solo norte-americano (que Stockhausen, esse "ganda maluco" - faz falta, o gajo -, classificou de plasticamente belo).

Claro que este blog não alinha pelo mesmo diapasão. Não vou apresentar fotografias dos destroços do WTC, ou do Pentágono. Vou, isso sim, apelar ao contraditório: já que hoje é dia de propaganda norte-americana, deixo aqui uma das mais violentas diatribes lançadas contra o american way of life. Trata-se de uma música composta pela banda punk The Exploited, simpaticamente intitulada (Fuck the) USA. A letra segue abaixo...




Fuck the USA
There really is nothing nice about USA
You go to the hospital you have to pay
The dollar is the language that they all speak
they don't really bother about the radiation leak

FUCK THE USA

They keep their secrets undercover
the rich don't bother about those that suffer
this ain't the land of milk and honey
cause all they want is money money money

FUCK THE USA

Nuclear bombs are fuck all new
you'd better start running when they drop on you
run into a shelter, play hide and seek
cause when you die your body reeks

FUCK THE USA

There really is nothing nice about USA
You go to the hospital you have to pay
The dollar is the language that they all speak
they don't really bother about the radiation leak

FUCK THE USA

E agora, a punchline:

My name is Osama and I approve this message!

quarta-feira, setembro 10, 2008

A Salsa, Esse Flagelo das Sociedades Modernas!

Não percebo o fascínio de algumas pessoas por essa dança latina estúpida, a salsa. E não são apenas as gajas que se deixam fascinar, há também gajos - eu conheço pessoalmente alguns - totalmente viciados nessa coisa. Já me aconteceu combinar partidas de futebol com amigos e estes responderem, para minha surpresa, "ai não, amanhã tenho salsa e não quero faltar".

É espantoso, não é? Não compreendo como é que homens de insuspeita masculinidade podem preferir uma dança ridícula e efeminada a uma viril futebolada, mas é o que está a acontecer. Aqui! Nas nossas cidades! Agora!!!! Por isso é que eu apelido a salsa de "flagelo"! Porque é precisamente o que a salsa é!

Não é que eu abomine todo o género de dança, não é isso. Por exemplo, há um tipo de que sou particularmente adepto: a chamada slam dance, também conhecida por mosh. Isso sim, é uma dança à maneira, plasticamente irrepreensível, e que alia a virilidade a uma interessante sensação de risco.

Ora, a salsa nada tem disto! É plasticamente interessante? Não é! Trata-se de duas pessoas, habitualmente um homem e uma mulher, a fazer movimentos parvos que, ainda por cima, foram inventados por espanhóis (ok, não exactamente, parece que foram cubanos, mas os cubanos falam espanhol). É viril? Claro que não! Trata-se de uma dança delicada (uuuuuiiiiii), servida por uma banda sonora também ela delicada e, ainda por cima, e mais uma vez, de sabor espanhol. E oferece alguma sensação de risco? Quer dizer, sim, mas só se estivermos a dançar/roçar com a mulher de algum amigo nosso que, por acaso, tem 100 quilos e uma queda natural para as artes marciais. Fora isso, dançar salsa é tão perigoso quanto adormecer a ouvir os discursos da Manuela Ferreira Leite.

Por tudo o que argumentei acima, sou contra a salsa. A salsa não presta! A salsa destrói os nossos jovens! A salsa corrói a nossa sociedade. A salsa é imbecil! Acabemos com a salsa antes que a salsa acabe connosco! Make love, war, peace, lasagna, tudo o que quiserem, but not salsa, está bem? Confio em vós...

terça-feira, setembro 09, 2008

Se as personagens falassem...

O que aconteceria se as personagens dos grandes livros pudessem ter voz própria em vez de só pronunciarem aquilo que os seus autores/criadores desejaram? Que desabafos soltariam?

Aquiles: “Eu não quero matar o Heitor. Quero ir para a cama com ele. É muito mais giro que o Pátroclo. Que homem!”

Dom Quixote: “Não sei por que raios é que o Cervantes me meteu a andar com este gordo estúpido! F*da-se, gordo por gordo e estúpido por estúpido, antes o Alberto João Jardim!”

Hans Castorp: “Detesto o ar da montanha. Se eu entrar em mais algum livro deste gajo, espero que a acção se passe numa zona balnear, assim tipo em Veneza e arredores, e que eu me apaixone por um menino imberbe em vez da chata da Chauchat. Até poderia chamar-se, sei lá, Morte em Veneza.”

Jesus Cristo: “Iá, este Saramago é bué fixe. Muito mais divertido do que aqueles palhaços que se diziam meus discípulos e desataram a escrever umas cenas sem nexo... e sem sexo.”

Doutor Jivago: “Ó Boris, não me arranjas aí mais umas tipas? Só duas, num país tão grande como este, é muito pouco…”

Deus: “Raios partam estes judeus… metem-me em cada situação… depois queixam-se de que houve um Holocausto.”

Sherlock Holmes: “Mais ópio! Mais ópio!”

Carlos da Maia: “Quero lá saber que esta Maria Eduarda seja minha irmã! É tão jeitosa, salto-lhe para o pipo de qualquer maneira.”

Guilherme de Baskerville: “Hum, este Adso é mesmo um borrachinho. Deixa-me pousar estes livros e já te digo como é, meu pequeno franciscano. Vais ficar uma ou duas semanas sem poder sentar esse magnífico traseiro tão temente a Deus.”

Emma Bovary: “Quando será que inventam os vibradores a três velocidades?”

segunda-feira, setembro 08, 2008

Já levavas era com uma burqa nessa fuça, não?!

Uma loira (epá, tinha de ser loira! Eu até gosto de algumas loiras, assim tipo a Scarlet Johansson, mas outras, por vezes, só desanimam...), no comboio, para uma amiga:

"Ai, o que eu gostava era de um dia fazer uma viagem ao Médio Oriente, e ver aqueles países islâmicos, assim como a Jordânia, o Dubai, a Arábia Saudita, a Al-Qaeda..."

Porra, Al-Qaeda?!!? É nestas alturas que dou razão aos muçulmanos: as mulheres têm de ser tratadas abaixo de cão! Ó se têm!!!

Al-Qaeda?!!?... Valha-nos São Bin Laden...

sábado, setembro 06, 2008

Avante, camaradas da ASAE, Avante!

O semanário Sol noticia: ASAE vigia Festa do Avante! Um dia tinha de dar nisto: os inspectores revolucionários, inimigos da tradição e dos costumes portugueses (segundo o CDS/PP), combatem os outros revolucionários, inimigos do patronato e dos costumes capitalistas. Não é preciso realizar um grande esforço de imaginação para ver o confronto entre as duas ideologias. Vai ser algo mais ou menos assim:

Camarada Jerónimo (discursando na Festa): ...E o proletariado, através da dialéctica proporcionada pela luta de classes, sairá vencedor!
Inspector da ASAE (saindo por entre a multidão): Ora vamos lá a parar com isto! Essa ideologia está fora do prazo!
Camarada Jerónimo: Ó seu burguês, o que está para aí a dizer? Nunca ouviu falar do materialismo histórico?!
Inspector da ASAE: Eh lá!!! Cá para mim, esse material está é todo podre. Isto vai dar uma bela multa...
Camarada Jerónimo: Multa?! Seu fascista, estamos aqui a celebrar a herança de Abril!
Inspector da ASAE: Abril?!?! Ó meu amigo, nós já estamos em Setembro! Parece-me que você está metido num belo sarilho, ora pois está! Mostre-me cá o prazo de validade da coisa!
Camarada Jerónimo: Marx, Engels, Trotski e Lenine não têm prazo de validade!
Inspector da ASAE: Bom, estou a ver então que se trata de material contrafeito. Vá, tudo embora, já. Acabou-se a festarola!

E assim lá vai mais uma tradição e um costume português para o caraças...

sexta-feira, setembro 05, 2008

Vamos lá a ver se nos entendemos!

Ultimamente, amigos(as) e conhecidos(as), quando me encontram na rua ou vêem fotos minhas (normalmente, através do Hi5), lançam logo a atoarda: "Olá, estás mais gordinho!" Até, pasme-se, quem nunca me viu em lado nenhum diz o mesmo. Não entendo esta insana afirmação. Sempre fui um trinca-espinhas, um pau de espeto, um lingrinhas; em suma, um magricelas! E continuo a sê-lo! O que se passa é que a idade não tem sido generosa comigo, e vá de dotar-me de uma pronunciada pançazinha. E esta ridícula protuberância, que me deixa semelhante a uma etíope grávida, é o que causa a ilusão de eu estar mais gordo. Mas, na realidade, não estou! Portanto, minha gente, e pela última vez, aqui fica o recado:

EU NÃO ESTOU MAIS GORDO! ESTOU SIM LIGEIRAMENTE MAIS PANÇUDO! NÃO ME LIXEM MAIS O JUÍZO! PORRA! CARAÇAS! VOCÊS SABEM QUE NÃO CONSIGO ENGORDAR PORQUE OS MEUS INTESTINOS FUNCIONAM DEMASIADO BEM, E TUDO AQUILO QUE CONSUMO É RAPIDAMENTE EXPELIDO! SENDO ASSIM, DEIXEM-SE DE LÉRIAS! A PRÓXIMA PESSOA A ALEGAR QUE ESTOU "MAIS GORDINHO" LEVA NAS TROMBAS, OK? ESTAMOS CONVERSADOS?! ESPERO BEM QUE SIM, PORQUE ESTA HISTORIETA JÁ ME ANDA A CHATEAR...

P.S.: Se, por acaso, alguma leitora deste blog, sei lá, possuir uma tara por homens escanzelados, e quiser ter uma incrível aventura amorosa, é favor contactar-me para o seguinte e-mail: eunaoestoumaisgordinho@gmail.com. Vão ver como é divertido andar no pimba-pimba com um monte de ossinhos! E uma pancinha redondinha!

quinta-feira, setembro 04, 2008

SMS saúde? Vai ser lindo, vai...

A partir de agora, vai começar a ser possível marcar consultas via SMS. Cá para mim, é desta vez que o Sistema Nacional de Saúde entra mesmo em colapso, pois não tenho dúvidas que é isto que vai acontecer:

Oi, doc. Keria mrcar 1 cnsulta p/amanha. A tua enfrmeira das mamas grndes é bué fixe.

Ola, xou a Gina e kero 1 cnsulta, axunto urgent. Bigada, bjos.

Ya, xamome Anselmo e amnha n poxo ir a cnsulta. Tokyo Hotel rulam bués!

Ppl do consltorio, tásse? Vcs rulam! Markem 1 cnsulta p hoje. Fikem bem!

Kero ser vista pelo dr. Louro 5ª da prte da tarde. Nuno Gomes, és o meu idolo, amo-te mt!

quarta-feira, setembro 03, 2008

Post bom como o milho, inspirado por uma pipoca

Este simpático, divertido e muito bem escrito blog anda a propor um desafio aos seus leitores: escrever um texto que inclua, necessariamente, as seguintes expressões:

- Rissóis de camarão
- Lontra
- Comia o Quique Flores à colherzinha
- Cão de loiça
- Ratazana deprimida
- Sapatinhos Louboutin

E eu, apesar de ter dúvidas relativamente à terceira, lá resolvi perder três segundos da minha vida e compus um pequenino texto, que divulgo também aqui, no meu estaminé. Ajo assim porque um "erro grosseiro" (ena, já pareço o Paulo Pedroso a falar! Agora só me falta sodomizar criancinhas e receber 100 mil euros do Estado!) fez com que eu enviasse este texto para o blog pipocante não na minha identidade secreta de peterofpan e sim na minha identidade secreta da pessoa real que também sou, o que é uma gaita, porque não gosto que me descubram a careca, ela que está a ficar cada vez maior! Bom, mas fiquem lá com o textozinho, e se vos apetecer, passem por apipocamaisdoce.blogspot.com e respondam vocês também ao desafio.

"Hoje acordei que nem uma ratazana deprimida. Não sabia o que fazer, só ouvia uma voz dentro de mim dizer "já comias o Quique Flores à colherzinha, não?!" Dirigi-me então ao centro de estágios do SLB no Seixal e, feito lontra, entrei nos balneários e agarrei-me ao Quique como se não houvesse amanhã. Soube-me a rissóis de camarão, estava mesmo bom! À saída, ainda tive a lata de roubar um cão de loiça e uns sapatinhos Louboutin que se encontravam no cacifo do Nuno Gomes. Enfim, que dia este!" FIM

P.S.: Alguém pode, por favor, explicar-me uma coisa? Por que razão as gajas (este itálico serve para lerem "gajas" num tom depreciativo...) ultimamente só falam do Quique Flores?!?! Não é só a Pipoca que nutre uma paixão pelo entrenador lampión... Já a minha senhora dona gaja também diz achar-lhe piada, e este "piada" não deve ser entendido como se o Quique fosse mais um membro dos Gato Fedorento e sim ao nível sexual/atractivo.
É que eu não percebo, muito honestamente não percebo... um tipo que se chama Quique Flores? E que é meio cigano? E espanhol? E do Benfica? Como é que alguém pode achar isto interessante? Enfim...

terça-feira, setembro 02, 2008

Duas singelas coisinhas

Primeira singela coisinha:

Quando acordo, a última coisa que me apetece fazer é ligar o televisor e apanhar um daqueles típicos programas matinais, mas às vezes esqueço-me e acendo mesmo o aparelho... e pimba!, é como se me fizessem uma lobotomia! Hoje foi assim: nem tive tempo para mudar de canal, apareceram-me logo a Sónia Araújo, a Serepimpinella Andrade, a Isabel Angelino e mais não sei quem a gritar "BOM DIA", e depois entrou o Emanuel a cantar qualquer coisa como "Sr. Guarda". Entrei em catatonia, babando-me pelos cantos da boca, e já me preparava para passar o resto dos meus dias em estado de coma, até que o realizador mudou a câmara e passou para um repórter que realizava entrevistas em directo. E ver isto provocou-me um choque, mas um choque de tal maneira chocante que, citando outro Emanuel, o Kant, vi-me despertar do meu sono dogmático.
A coisa passou-se deste modo: o dito repórter chegava junto das pessoas e perguntava-lhes o que achavam da festa que estavam a ver. Uma pessoa normal, confrontada com a pergunta "Então, está a gostar?", responderia "Sim", "Não", "Mais ou Menos". Se quisesse ser um pouco mais arrojada, poderia mesmo afirmar Sim, está giro", "Não, está uma porcaria", "Mais ou Menos, já vi melhor". Isto seriam as possíveis respostas de uma pessoa normal... e pelos vistos o repórter não encontrou nenhuma, pois à pergunta da praxe, recebia sempre enormes testamentos sem sentido, como esta:

Repórter: Então, minha senhora, o que está a achar deste espectáculo?
Velhota nº 1: Ai, que coisa tãããão linda, já tenho 60 anos e estou casada há 38 e nunca tinha visto nada assim. O meu marido, que está ali à frente, está a ver?, é aquele senhor de boné cinzento aos quadrados, também está a gostar muito, e eu também e o meu marido também, é aquele senhor lá à frente de boné cinzento, ai que coisa tão linda, disto é que devia haver todos os dias, porque eu já tenho 60 anos mas também gosto de me divertir, porque estou casada há 38 e o meu marido está ali à frente, de boné cinzento, quer que eu o chame?, ó António, anda cá, isto é para os senhores da televisão!

Ou esta:

Repórter: Então, minha senhora, e esta festa, hein, está a gostar?
Velhota nº 2: Olhe, meu jovem, assim-assim, sabe? O meu reumático já não me deixa apreciar as coisas como antigamente, oh, antigamente é que eram tempos, eu chegava a ir a todos os bailes aqui dos arredores no mesmo dia e não me queixava, agora é que são elas! Ainda por cima, com esta reforma de miséria, como posso eu gozar a vida? E olhe, aqui entre nós, o senhor Emanuel já não canta como noutros tempos, sabe? Coitado, ele bem tenta, mas já não consegue. Giros giros eram os tempos do "Pimba, Pimba", agora as cantigas são outras, é pena. Lembro-me de uma vez ter ido a uma festa ali para os lados de Sernancelhe e aquilo é que foi! Idosas de 90 anos invadiam o palco só para dar um beijinho no Emanuel! Uns 3 ou 4 senhores em cadeiras de rodas abriram uma roda no meio do público e vá de se divertirem a atirar as cadeiras para cima uns dos outros. Veja lá, até tiveram de chamar a GNR para interromper o concerto! E agora, pronto, é só isto... tenho pena...

É por estas e por outras que eu tenho medo dos programas da manhã...

Segunda singela coisinha:

Encontrei uma pena no cabelo da minha cara-metade. Ou muito me engano, ou ela anda a trair-me com um pato! Se o apanho, meto-o no forno com rodelas de laranja, ai pois meto!

segunda-feira, setembro 01, 2008

Viagem ao Centro da Tera


EM VERSÃO NORMAL E EM 3D!

Não perca, num cinema perto de si

domingo, agosto 31, 2008

"A mãe de todas as tempestades"

Foi assim que o governador de Nova Orleães designou o furacão Gustavo, à medida que este se aproxima da costa norte-americana, pronto para devastá-la, destruí-la, arrasá-la, mandá-la para o raio que a parta...

(desculpem o entusiasmo, é a minha costela al-qaedesca a falar...)

Especialistas consideram o Gustavo como a tempestade do século. Parece que nunca se viu nada assim. E eu sei porquê! O Gustavo obteve tanta força e velocidade (ventos superiores a 220km/h) porque passou pela Jamaica, e nesta época tudo o que passe pela Jamaica fica assim, speedado!

Dá-lhe, Gustavo!!!

sexta-feira, agosto 29, 2008

Isto é que foi uma boa ideia!

Estive hoje de visita ao Hospital da Luz. Achei bonito, espaçoso e isso tudo, mas o que mais me fascinou foi a sua localização. Considero excelente terem construído o Hospital da Luz bem perto do Manicómio da Luz. E não, não estou a referir-me ao C.C. Colombo... estou a referir-me a este antro de doidivanas aqui:

"Quantos malucos são precisos para marcar um golo neste estádio?"

P.S.: Apesar do nítido anti-benfiquismo deste post, amanhã estarei a torcer pelo clube encarnado. Primeiro, porque tenho o hábito de, aquando de um desafio entre dois clubes, torcer sempre pelo mais fraco (é por isso que sou sportinguista!!!), segundo, porque sou mais anti-portista do que anti-benfiquista, terceiro, porque a minha cara-metade é lampiona, e se o Benfica perde, quem se f*de - ou melhor, quem NÃO f*de - sou eu!!!!


quinta-feira, agosto 28, 2008

Afinal, não se passou nada na linha do Tua...

Dias atrás, os canais abriram os telejornais com a notícia de um descarrilamento na linha do Tua, que provocou um morto e vários feridos. Na altura, fiz como de costume uma piada sem piada e disse a uns amigos meus que tal “acidente” não passava de uma manipulação, destinada a colocar Portugal no mesmo patamar que a Espanha. É que, um dia antes, os espanhóis viveram a tragédia do aeroporto de Barajas; os portuguesitos, não querendo ficar atrás, lá trataram também de arranjar algo do género.

E agora os resultados do inquérito vêm comprovar essa minha ideia: diz-se que “não há causas para acidente do Tua”.

Não se sentem convencidos? Então vou explicar, através de um brilhante raciocínio lógico. Tudo o que existe tem uma causa, não é verdade? Então, por conseguinte, algo que não tem uma causa pura e simplesmente não pode existir. Ora, se "não há causas para o acidente do Tua", isso implica - como é óbvio - que o acidente nunca existiu, porque se existisse, teria tido uma causa que o fizesse existir (duh!).

A conclusão a que chegamos, portanto, é que não houve acidente, não houve descarrilamento, não houve mortes, não houve feridos, e tudo o que vimos e escutámos nas televisões não passou, afinal, de uma ilusão. E isto vai de encontro à minha intuição inicial! Tudo não passou realmente de manipulação! Eu bem que havia desconfiado, e fico imensamente satisfeito por o Ministério Público estar do meu lado. E ainda dizem que, neste país, os inquéritos nunca levam a conclusão alguma...

terça-feira, agosto 26, 2008

Nunca ponham uma adolescente a fazer o trabalho de um adulto

No Iraque, os atentados bombistas continuam... mas nem sempre! Ontem, um foi abortado porque a ex-suicida (hmmm, pode-se ser "ex-suicida"?!?!) resolveu arrepender-se:

Terá entre 13 e 15 anos a iraquiana que ontem se apresentou à polícia em Baquba, a volátil cidade a norte de Bagdad, afirmando não querer fazer uso da carga mortal que tinha presa ao corpo, revelou o diário espanhol El País. Segundo o jornal, os polícias pensaram inicialmente que ela iria perpetrar um atentado e chegaram a algemá-la. Depois ouviram-lhe as explicações, mas não antes de lhe terem retirado o cinto mortal.

A Al-Qaeda tem de começar a rever os seus critérios de selecção. Então mas o que vem a ser isto?! Tudo preparado para o grande boom e depois paf, é pólvora seca? E o que dirá a família da mocita, agora caída em desgraça? Já estou a ver o cenário:

A bombista chega a casa, abre a porta e entra.
Mãe: Ai, que horror, que estás aqui a fazer?
Bombista: Mamã, vim-me embora, tive medo e não fui capaz de rebentar a bomba.
Mãe: Ai, por amor de Alá, quando o teu pai souber... que desgraça!
Bombista: Não fiz por querer, mamã. Eu queria rebentar-me, mas à última hora... prontos, não consegui.
Pai: Ó m'lher, que gritaria é esta? [Olha para a filha]Mas... ora o que é que se passa aqui? Não devias ter ido pelos ares?
Bombista: Perdoa-me, paizinho. Voltei para trás.
Pai: Alá me ajude! A minha filha é uma cobarde. A vergonha acaba de cobrir toda a nossa família. Alá vai punir-nos como se fôssemos infiéis!
Bombista: Papá, papá, não digas isso.
Pai: E a culpa é toda tua, minha "#$%#$ de merda! [Vira-se para a esposa] Ó m'lher, larga a porcaria da burqa e vai ao quarto buscar-me o cinto, aqui a cachopa vai aprender o que significa ser um discípulo de Alá.
Mãe: Ai que desgraça, Alá nos abençoe.

É triste ser uma cobarde teenager muçulmana...

segunda-feira, agosto 25, 2008

A Liga Portuguesa ainda mal começou...

...e o Benfica já perdeu dois pontos. Começam cedo a atirar a toalha ao chão, estes lampiões. Algo me diz que a carne espanhola que eles têm vindo a importar se encontra estragada...

domingo, agosto 24, 2008

Peter of Pan, o último macho man português

O grande acontecimento literário do ano, todos sabemos, é o lançamento de Zezé Camarinha, o último macho man português, livro em que o conhecido engatatolas descreve as suas aventuras em terras de Allgarve. Não o comprei (mas pensam que sou estúpido?!?!?), mas aqui há uns dias folheei-o no supermercado, juntamente com um grupo de putos de 11-12 anos. E fiquei extremamente decepcionado. Zezé Camarinha narra meros engatezecos, e não era isso que eu esperava. Pretendia eu histórias épicas, relações fogosas, paixões e cenas de sexo ardente capazes de fazer corar de inveja um John Holmes. Pensei isto em voz alta e até os putos concordaram comigo: "Iá, ó cota, este Zezé Camarinha é um coninhas. Se nós fossemos contar as cenas que temos todos os dias com as freiras ali do convento, não publicávamos um livro e sim uma enciclopédia."

Foi aqui que tive a ideia: e se eu decidisse publicar as minhas aventuras sexuais? Além de escrever melhor que o Zezé, tenho um pénis bem maior (sim, já os comparámos!) e os meus engates também são muito superiores aos do gigolo algarvio!

Ainda estou em fase de recolha (são tantas histórias, vai demorar um bocado a lembrar-me de tudo), mas já posso adiantar um excerto daquele que vai ser o segundo capítulo do livro que estou a preparar: Peter of Pan - É Melhor Fecharem as Vossas Filhas À Chave, Porque Se Eu As Apanho Na Rua, Enfio-lhes Umas Pranchadas Que Até Ficam Sem Saber o Nome. Aqui deixo esse delicioso pedacito, quase tão delicioso quanto a minha glande (é o que elas dizem!):

Eu já a havia papado várias vezes, assim por alto umas 126. Mas quando a vi na rua, com aquele seu andar bamboleante, não resisti: tinha de a possuir novamente. Abordei-a, extraí um "Olá" da minha mais profunda sensualidade e sorri. Ela olhou-me de cima a baixo e continuou a andar, mas virando a cabeça para mim, assim como quem diz "segue-me, seu garanhão". Assim o fiz. Segui-a ao ritmo que ela vinha impondo, ao mesmo tempo que pensava nos actos lascivos que viríamos a cometer dali a pouco. Nisto, vejo-a dobrar uma esquina e entrar num beco, local em que, aliás, já havíamos tido vários momentos bem passados, isto é, inefáveis sessões de sexo (assim por alto, umas 73). Deixei escapar um sorriso de orelha a orelha, e cometi inclusivamente o desplante de me virar para um transeunte, que caminhava no sentido contrário e a quem eu não conhecia de lado nenhum, e sussurar-lhe: "Está a ver aquela boazona ali, a entrar naquele beco? Vou comê-la já de seguida". O otário esbugalhou os olhos, abriu a boca e correu dali para fora. Devia ser virgem, digo eu...
Entrei também no beco, onde ela já se encontrava, de costas viradas para mim. Aproximei-me, deixei-a sentir a minha respiração na sua nuca, enfiei a mão direita por entre as suas coxas, percorri-lhe o ventre, os seios, o rosto e virei-a para mim. De boca aberta, já em ponto de rebuçado, e enquanto eu desapertava ofegantemente os meus jeans, ela exclamou: "Ão!Ão!Ão!". E eu: "Ó Laika, cala-te e lambe!"

Gostaram? Espero que sim. Vai ser um sucesso, este livro. Vemo-nos numa sessão de autógrafos por aí. Prometo que vos mostro fotografias da Laika!!!

sábado, agosto 23, 2008

Mas afinal o que é que os jamaicanos põem nos charros?!?!?

"Jamaica, man"

As prestações de Usain Bolt em Pequim não deixam dúvidas: a erva jamaicana é a melhor do mundo e também a que dá mais speed.

(já eu, como é óbvio, não consumo disso... é por essa razão que esta piada surge com alguns dias de atraso)

segunda-feira, agosto 18, 2008

A pop tuga e o José Castelo Branco: alguns subsídios de investigação que culminam numa conspiração intergalática (não, não estão a delirar!!)

Há exactamente um mês, mandei para o ar neste blog a ideia de que a canção "Fon Fon Fon", interpretada pelos Deolinda, era a melhor música pop tuga de todos os tempos. Afirmação arrojada, bem sei, e foi por me ter recordado dela que resolvi armar-me em Nick Hornby no Alta Fidelidade e elaborar um top 5 das melhores canções pop criadas por artistas portugueses. A lista saiu-me assim:

nº5: Anzol (Rádio Macau)
nº4: GTI (Clã)
nº3: Candy Girl (Supernova)
nº2: Fon Fon Fon (Deolinda)
nº1: Voltas (Entre Aspas)

Portanto, retracto-me. Os Deolinda são batidos pelos Entre Aspas. "Voltas" é que é, a meu ver, a melhor música pop feita em terras lusas, superando por muito pouco a deliciosa "Fon Fon Fon".

Todavia, a elaboração desta lista revela outras curiosidades. Exceptuando a nº3, todas são cantadas na língua de Camões, pré-acordo ortográfico. E todas, sem excepção, são obras de bandas que têm como frontman uma frontwoman. Que conclusões se retiram? Retira-se, por exemplo, que as únicas bandas pop com tomates e talento para compor músicas de jeito são as que possuem mulheres como vocalistas. Isto é algo que não merece sequer discussão, e quem já teve o desprazer de escutar coisas como Pólo Norte, Delfins, GNR ou Pedro Abrunhosa vê-se na obrigação de concordar comigo. Quem não concordar, que vá ouvir a discografia do Zé Cabra durante 48 horas seguidas, ok?

Sem querer estar para aqui com grandes estudos, digo apenas que é provável que a razão da qualidade das músicas pop tugas esteja precisamente na doçura das vozes femininas, que tão bem casa com aquele estilo musical, fresco e leve. Ora, esse casamento está ausente quando a voz de cavalo do Rui Reininho ou o tom de quem está a ser sodomizado por uma tribo africana (e a gostar!) do Pedro Abrunhosa massacram os nossos tímpanos. Comparadas com isto, Ana Bacalhau ou Viviane soam como um bálsamo, e isso ajuda a fazer a diferença.

Porém, agora surge a pergunta: então e o José Castelo Branco, pá? Não merecia ele figurar na lista acima?

Pois, e o José Castelo Branco?

Bom, o que se passa é que o José Castelo Branco não é, claramente, um gajo, portanto não o coloco no grupo dos Miguéis Ângelos, Abrunhosas, Reininhos e afins, os quais, embora de sexualidade duvidosa, não são tão bichas loucas quanto o enfant terrible do jet set. Contudo, o José Castelo Branco não pode nunca situar-se ao lado das divas da pop portuguesa, e isto por duas razões muito simples.

Primeira: José Castelo Branco não faz pop (a não ser quando tira o vibrador da regueifa). Aliás, aquilo que ele "canta" não é sequer rotulável e muito menos pode ser considerado música. O recital de flatulência que executo cada vez que me falam no ministro Manuel Pinho é mais música e arte do que qualquer coisa que saia da boca do Castelo Branco, incluindo o pénis do Diogo Infante.

Segunda: José Castelo Branco não é gaja, embora desejasse muito sê-lo. A verdade é que o género e espécie de Castelo Branco são, até hoje, desconhecidos. Esse larilóide é a prova provada de que os extra-terrestres vivem de facto entre nós, tal como o agente do FBI, Fox Mulder, vinha apregoando há muito. E o que é pior é que eles estão a corromper-nos através dos seus disquinhos da treta. Tudo começou com o Alex e o seu "Mr. Gay", agora é o José Castelo Branco, e muitos outros seguir-se-lhe-ão, acreditem!!!!

(eu, aliás, ando cá desconfiado do Joe Berardo. Ninguém me tira da cabeça que ele é um alien e que as obras de arte (?!?!) do Museu Berardo não passam, na realidade, de artefactos deitados ao lixo por várias civilizações espaciais. Cá para mim, ele está a preparar o lançamento de um álbum produzido pelo Jardim Gonçalves, que é outro E.T., pertencente a uma raça de usurários (uma espécie de judeus do espaço, portanto) cujo objectivo de dominação universal passa pelo controlo de Bancos terrestres)

quinta-feira, agosto 14, 2008

Assim também eu, ó meu!

Jeff Abbott, escritor de best-sellers, tem livro novo no mercado. Intitula-se Medo, e segue-se a outro que já havia lançado anteriormente, Pânico. Cá para mim, este escritor encontrou foi um filão potencialmente inesgotável. Ninguém se espante se, depois de Pânico, e de Medo, o autor decidir publicar, nos próximos tempos, romances como Arrepiozinho pela Espinha e Cagaço do Caraças! Eu fico à espera...

terça-feira, agosto 12, 2008

Medo!

Medalha de prata em Atenas 2004, Francis Obikwelu mostra-se convicto de uma vitória em Pequim 2008. O atleta sente-se melhor do que estava nos últimos Jogos Olímpicos e garante que "só tem medo de Deus".

Sempre gostei do Obikwelu, até porque ele é atleta do meu clube, mas considero estranho ele confessar assim, à parva, o seu maior medo. E que esse medo seja Deus.

Primeiro, não percebo a razão de tal medo. Obikwelu é pecador? Duvido. Obikwelu é satânico? Não me parece. E Deus, tem algum interesse na final dos 100 metros? Não sei, afinal quem sou eu para questionar Deus acerca dos seus hobbys? Mas, sei lá, parece-me moralmente mais edificante que Deus intervenha na guerra da Geórgia do que na porcaria de uma prova dos Jogos Olímpicos. Todavia, mesmo dando de barato que Deus efectivamente tem interesse nessa competição em particular, por que é que haveria de desfavorecer o Obikwelu? Por sacanice? Por não gostar de pretos? Mas todos os outros competidores dos 100 metros são negros!...

Segundo, porque ter medo de Deus é ridículo. Que mal é que Deus pode fazer a um tipo? Espetar-lhe um raio no meio dos cornos? Ó pá, disso até os snipers portugas são capazes! Além disso, Deus já não é a entidade que era antigamente. Em tempos antigos, era um indivíduo dotado de omnipotência, omnisciência e outras omnias que tais. Actualmente, se quisermos olhar para alguém omnipotente, devemos levantar a vista não para uma sarça ardente ou para o céu e sim para o camarote do Pinto da Costa no estádio do Dragão; e se quisermos alguém omnisciente, nada melhor do que fazer uma viagem até Milão, onde se encontra "lo speziale", José Mourinho. Portanto, Deus há muito que se encontra ultrapassado. Só os coninhas é que O temem, e tenho pena de ver o Obikwelu, um atleta que eu tinha por macho, pois veio da Nigéria para Portugal e trabalhou nas obras antes de se lembrar de competir em provas de atletismo, armado em coninhas.

Homens à séria não têm medo de Deus. Homens à séria têm medo de coisas a sério. Eu, por exemplo, tenho medo de uma coisa bastante séria. Chama-se "defesa do Sporting". Só de pensar nela, fico cheio de arrepios... Brrrrr...

segunda-feira, agosto 11, 2008

A verdadeira - e definitiva - arma de destruição em massa

Ora esta é que é uma época de incêndios como deve ser...

Num clube de karaoke em Hong Kong, teve lugar um incêndio, que resultou em três mortos.

Muitos argumentam que isto se trata de uma tragédia. Mas eu não! Um incêndio que faz três mortos num clube de karaoke não é tragédia, é justiça!!!!!! Para quando o mesmo no Chamar a Música, do Herman José?!

domingo, agosto 10, 2008

Seca de domingo

Um náufrago à deriva pelo oceano decide fumar um charro. Que livro é este?
- Jangada de pedra...

sábado, agosto 09, 2008

Dúvida futebolística

Com tanto espanhol na equipa do Benfica, será que os clubes adversários vão abandonar a táctica do 4x4x2 em favor da do quadrado?!?!

sexta-feira, agosto 08, 2008

African Experience

Está a decorrer, no Parque das Nações, mais exactamente junto do Pavilhão Atlântico, uma Polar Experience. Localizada numa tenda insuflavel a fazer lembrar um gigantesco iglo, a exposição tem por objectivo, no dizer dos organizadores, "remeter os visitantes para o ambiente gelado dos pólos, ao experimentarem temperaturas idênticas às sentidas nestes locais". (mais detalhes aqui)

Este tipo de iniciativas não é inédito no nosso país. Aqui há algumas décadas, um grupo de cientistas lembrou-se de conduzir uma African Experience, desenhando um local com temperaturas elevadas, animais selvagens e tribos negras prontas a atacar qualquer intruso sem dó nem piedade, tudo no intuito de mimetizar o dia a dia em África, nomeadamente nas regiões subsarianas. Ao projecto, os cientistas resolveram dar o nome de... Amadora!

segunda-feira, agosto 04, 2008

Comunicações Cavaquistas (2)

Em sequência do post anterior, proponho uma pequena reflexão. É provável que a última comunicação do P.R. ao país não tenha sido bem sucedida porque, como bem sabemos, Cavaco é um político antiquado, e preocupa-se muito com o conteúdo e pouco ou nada com a forma. Por outras palavras, falta-lhe o apelo oratório, o carisma santanista; e estas lacunas, num mundo em que o marketing e o soundbyte dão cartas, fazem toda a diferença entre um discurso extasiante e um discurso ao qual não se dá o mínimo cavaco.

Já eu, bom, eu compreendo perfeitamente a importância do slogan e da frase de efeito. E por isso, combato o discurso centralista de Cavaco com pequenas máximas autonomistas a favor dos Açores. Vejam a diferença!

"Libertem os Açores/Free Azores"

"Carlos César, amigo, o Pauleta está contigo"

"Nem mais um português no vulcão dos Capelinhos"

"Açores: Cachalotes sim, Cavaco não!"

"Lá lá lá lá lá lá lá, Só eu sei porque fico na lagoa das Sete Cidades!"

"Deixem jogar o Mantorras nos Açores"

domingo, agosto 03, 2008

Comunicações Cavaquistas

Cavaco Silva deixou meio mundo em suspense por ocasião da sua comunicação ao povo português na última quinta-feira. E para quê?! Muitos tentaram antecipar o tema: eleições antecipadas! a crise! a relação com o primeiro ministro! Mas não, Cavaco foi à tv só para falar umas banalidades sobre os Açores e tal. E a verdade é que o mestre do anti-clímax não se quer ficar por aqui. Até ao final do ano, o P.R. já tem alinhavada uma série de outras comunicações, todas no mesmo tom cavaquista de deitar abaixo quaisquer expectativas elevadas. O Peter of Pan, que tem contactos e espiões até no palácio de Belém, conseguiu espreitar excertos de algumas delas... Aqui ficam.

Projecto de comunicação de Sua Exª, o P.R., ao país (Outubro 2008)

Caros portugueses:
Atravessamos um período difícil, e é por essa razão que vos queria comunicar que o meu primeiro nome é Aníbal.

Projecto de comunicação de Sua Exª, o P.R., ao país (Dezembro 2008)

Caros portugueses:
O Natal aproxima-se, e nesta quadra festiva gostaria de partilhar convosco a sensação que tenho desde há muito: o senhor primeiro ministro, o Eng. José Sócrates, é feio!

Projecto de comunicação de Sua Exª, o P.R., ao país (Março 2009)

Caros portugueses:
Estamos em ano de eleições legislativas. Cidadãos bem educados e instruídos compreendem a importância das mesmas. Porém, estamos em Portugal, e é devido a essa singular circunstância que vos exorto a ficarem antes em casa a coçar os ditos.

Projecto de comunicação de Sua Exª, o P.R., ao país (Junho 2009)

Caros portugueses:
Iniciou-se o verão, e com ele a esperança de tempos mais felizes. Por minha parte, aproveito apenas para vos comunicar que amanhã vou à praia.

quinta-feira, julho 31, 2008

Lérias!

O Peter of Pan vai de férias! Isso quer dizer que os posts serão actualizados com menor assiduidade. Mas não deixem de passar por cá, pois aqui e ali haverá novas patacoadas para ler e comentar. Abraços aos meninos, beijos às meninas.

Que Farei Com Estes Livros?

Encontro-me presentemente a braços com uma tarefa assaz complicada: arrumar o meu quarto! Para terem uma ideia do que isto significa, digo apenas que os Doze Trabalhos de Hércules são uma brincadeira de criança ao lado da tentativa de tornar o meu quarto, isto é, o meu santuário, em algo minimamente organizado. Entre aquelas quatro paredes, nem eu próprio sei o que por vezes me espera (juro que uma noite vi por lá o elo perdido por entre duas pilhas de cds, mas ele depois perdeu-se novamente enquanto vagabundeava no meio de roupas, papéis e coisas esquisitas de vária ordem que por lá tenho, e nunca mais voltámos a dar de caras um com o outro), mas pronto, é o meu espaço e eu amo-o de uma maneira cá muito minha!

No meio de toda a tralha, que parece até ter vida própria, algo se destaca pela sua evidente quantidade: livros! E livros. E mais livros. É, tenho livros c'mó c*r*lho, e é nestas alturas de arrumações e tal e coisa que começo a equacionar o porquê de algumas aquisições...

Quer dizer, tenho exemplares dos quais não me livro nem que a Soraia Chaves, só em bikini, mo peça! Obras de Espinosa, Nietzsche, Orwell, Kundera, Vergílio Ferreira ou Zezé Camarinha são-me essenciais como o ar que respiro, e vão comigo para onde quer que eu vá, custe o que custar! E normalmente, custa mesto muito, uma vez que toda aquela merda pesa tanto quanto os c*lhões de um brontossauro cheio de tusa!

O problema é que, ao lado destes livros indispensáveis, convivem outros que me fazem lamentar pelas árvores que foram abatidas, coitadinhas, para fabricar o papel. Há uns tempos atrás, falei aqui de uma dessas obras: Mitologia, por Eudoro de Souza. Mas há mais, infelizmente há mais! Cito só alguns casos: um certo Rumo a Novos Horizontes, escrito por um padreco qualquer cujo nome agora não me vem à memória. A pergunta que me assolou o espírito quando deparei, durante as arrumações, com este título foi - inevitavelmente - a seguinte: "Fosga-se, por que é que tens esta merda?!!?" E não sei dar uma resposta, confesso. Escapa-me a razão por que este livro consta do meu acervo, provavelmente estava bêbado e apeteceu-me mijar para cima de qualquer coisa...

Outro: um tal O Fundamento em Heidegger, da autoria de Mafalda Blanc, que ainda por cima foi minha prof. Por que é que comprei esta fantochada? Eu nem sequer gosto do Heidegger, bem pelo contrário, e interessa-me saber tanto do seu Fundamento como ter uma t-shirt estampada com a cara do Alberto João mascarado em pleno carnaval do Funchal 2002!

Então e este: um Manual de Psicoterapias Breves, de nãoseiquem, publicado pela nãoseiquantas? Eu é que precisava de uma psicoterapia, por ter comprado tal coisa. Onde raios tinha eu a cabeça? Devia estar drogado, não encontro outra explicação! Mas esperem lá, eu não consumo drogas, o que torna toda esta situação ainda mais ridícula, pois significa que comprei o livro na plena posse das minhas faculdades mentais. Ó que grande porra!!!!

Estes livros citados nos anteriores parágrafos são apenas uma demonstração dos erros que tenho vindo a cometer ao longo da minha vida de leitor. Foi dinheiro atirado à rua, dinheiro esse que podia muito bem ter sido aplicado em visitas aos peep-shows da baixa. Mas agora chegou o momento de dizer basta e decidir ( tal como coloquei no título deste post, completamente ripado do Saramago, que se lixe, ele que me faça um bico, agora que já tem uma casa para isso): Que Farei Com Estes Livros?

E é aqui que solicito a vossa colaboração. Várias opções se me apresentam, mas eu não sei o que fazer... Devo deitá-los fora? Rasgar as páginas para fazer barquinhos, chapelinhos e aviõezinhos de papel? Esperar que chegue o inverno e promovê-los ao estatuto de acendalhas? Oferecê-los ao meu maior inimigo? ('Tás a ouvir, Kissinger dum raio?! 'Tás bem f*dido...) Reciclá-los? Meter-lhes capas de livros a sério e tentar impingi-los a um alfarrabista? Enfiá-los pelo befe do José Castelo Branco acima? (nunca mais veriam a luz do dia, isso era garantido)

Que acham? Se fossem vocês, como agiriam? Dêem aqui uma ajudinha... e, já agora, se quiserem também ajudar-me nas arrumações lá pelo quarto, agradeço penhoradíssimo. Prometo que vos encontro o caminho de volta...

quarta-feira, julho 30, 2008

Figuras tristes - Que solução?!

O que fariam vocês caso vissem um casal de trintões a ter um comportamento indecente, digno dos mais lascivos e badalhocos adolescentes, num jardim ou qualquer outro espaço público?

a) Chamavam a polícia
b) Contratavam um gang para encher os trintões de pancada
c) Ficavam a morder-se de inveja
d) Chegavam junto do casal, interrompiam a brincadeira e diriam, alto e bom som: “Já têm os dois idade para ter juízo!”
e) Filmavam a cena e depois metiam as imagens no youtube
d) Filmavam a cena, faziam várias cópias para dvd e iam vender aquilo como filme erótico/pornográfico para a Feira da Ladra

Dêem a vossa resposta. É que eu cá gostava muito de conhecer a vossa opinião…

terça-feira, julho 29, 2008

Faz o que eu digo, não faças o que eu faço - versão Sócrates

Acabei de saber que o Sócrates anda a pedir aos portugueses para regressarem à escola. Isto não deixa de ser irónico, vindo como vem de um primeiro-ministro que não concluiu o curso..

Que treta!

Depois de Conversa da Treta, de A Treta Continua e até mesmo do Filme da Treta, a dupla António Feio/José Pedro Gomes prepara-se para apresentar, brevemente, o Regresso da Treta. Acho que já é altura de alguém dizer que isto começa a ser Sempre A Mesma Treta!

segunda-feira, julho 28, 2008

O Benfica é o clube mais gay do mundo!

Ontem, enquanto assistia ao baile que o Sporting mandava ao Benfica no torneio do Guadiana, fui iluminado com a revelação que dá nome ao título deste postito. O Benfica é indisputavelmente o clube mais larilóide do nosso planeta, e até é fácil perceber porquê:

Prova nº 1: Nuno Gomes.
Prova nº 2: Os equipamentos cor-de-rosa que o clube usava na época transacta.
Prova nº 3: O cabelo do Nuno Gomes.
Prova nº 4: O treinador actual é um espanholeco que se chama Flores.
Prova nº 5: O andar do Nuno Gomes.
Prova nº 6: O hino do clube (Ser Benfiquista) é cantado por um gajo cujo apelido era Piçarra.
Prova nº 7: As chuteiras do Nuno Gomes.

Não é preciso dizer mais nada, pois não?

sexta-feira, julho 25, 2008

Mais secas para o Verão

...que curiosamente hoje está muito molhado. Quem diria que hoje caía esta chuva?!

Seca homérica [esta é muito erudita]
- Ó Pátroclo, tenho montes de rebuçados, queres destes?
- Não, dá-me antes daquiles!

Seca televisiva [esta é só para os nerds]
- Qual foi a série mais porca de sempre?
- Foi a Star Trak.

Seca política [esta é um bocadinho prò racista]
- Se o Obama ganhar as eleições, o mundo ficará um lugar melhor?
- Não, porque o futuro afigura-se negro...

Seca política 2 [esta bate em tudo e todos]
- O que é que os políticos de direita, os políticos de esquerda e os homossexuais têm em comum?
- São todos inclinados...

quinta-feira, julho 24, 2008

Lambidelas do Mal

Hoje, e para variar, partilho convosco um estranho episódio. Passou-se comigo. E é verídico! Estava eu todo nu na cama a reler o meu exemplar d'As Flores do Mal, do Baudelaire (versão de Fernando Pinto do Amaral, dada a lume pela Assírio & Alvim), quando de repente a minha cadelita decide-se por me fazer companhia, saltando para os meus pés e desatando a lambê-los.

Bem, a esta hora o pobre Baudelaire deve estar a sofrer um fulminante ataque cardíaco no caixão, pois aposto que ele nunca suspeitou que "As Flores do Mal", "Todo nu na cama" e "Cadela a lamber os pés" fossem conjugadas no mesmo universo, quanto mais na mesma frase! Mas, ó Charles, desculpa lá a afronta, só que foi precisamente isto que se passou. E deixa-me que te diga uma coisa: os teus poemas perdem muito do pessimismo e da negritude que os caracteriza quando uma cadela passa aquela língua molhada pelos teus pés! Só um exemplo: pegava eu na 1ª quadra do teu De Profundis Clamavi, que reza "Peço-Te compaixão, ó meu único amor,/Do fundo deste abismo, horizonte de chumbo/Onde a alma caiu. É um tépido mundo/Onde nadam na treva a blasfémia e o horror;", e em vez de me compadecer pela tristeza do poeta, de lamentar o abandono, a desolação e o tédio de quem sofre por amor, pus-me a rir às gargalhadas! Às gargalhadas, meu caro poeta maldito, pois nesse momento a minha discípula de quatro patas passava o órgão gustativo pelo dedo grande do meu pé direito!

Confesso que, embora imprevista e inaudita, até achei certa piada à ocorrência. Pronto, considero que dá outra intensidade à leitura e permite veicular emoções diferentes das habituais e certamente impensadas pelo próprio autor (duvido que Baudelaire alguma vez tenha achado cómicos os seus escritos). Hoje, soltei uma barrigada de riso à conta das lambidelas durante As Flores do Mal. Amanhã, quem sabe se o meu canário não me faz um bico com o bico enquanto pego no Rimbaud?! Se isso suceder, prometo contar-vos tudo, como fiz hoje. Talvez esteja até aqui um novo rumo para a literatura e para a leitura privada...


P.S.: Ainda um comentário literário: ontem, foi lançado o novo livro do Vasco Graça Moura, de nome O Pequeno-Almoço do Sargento Beauchamp. Como é óbvio, não o vou ler, mas cito este caso porque o apresentador da obra não foi outro senão Sua Majestade Sisuda, Vasco Pulido Valente. E o que disse ele? Que se tinha divertido muito ao ler o romance! O Vasco Pulido Valente divertiu-se, minha gente!!!!! Será que também tinha uma cadela a lamber-lhe os pés?!?!

quarta-feira, julho 23, 2008

Ideias para séries de televisão!

Os acontecimentos da Quinta da Fonte estimularam, de tal modo, a minha imaginação, que fui levado - quase sem querer - a engendrar argumentos para programas televisivos. Considero que a aposta em qualquer uma das séries abaixo seria indubitavelmente ganha, tanto no que toca às audiências quanto no que respeita à crítica, pois a ficção portuguesa pode chegar ao grande público sem ser tolinha como os Morangos Com Açúcar nem irritante como o Prós e Contras! (Ai isto não é um programa de ficção?!?! Hmmm... desculpem lá, então)

Retenção na Fonte - O governo publica um decreto-lei que obriga as comunidades cigana e africana a pagar as rendas e os impostos. Há uma revolta no bairro e as duas comunidades unem-se para invadir a assembleia da República, com o apoio do Bloco de Esquerda, cujos deputados agem como agentes infiltrados. No fim, o parlamento é salvo graças à intervenção de chineses contratados pelo PS, os quais conseguem vender roupa cigana contrafeita (portanto, contrafacção de contrafacção) aos africanos e cachupa africana avariada aos ciganos, destruindo assim a aliança que se estabelecera entre as duas culturas.

Balada da Quinta da Fonte - Rui Pereira, o ministro da Administração Interna, é o chefe de uma equipa especial que tem por objectivo encontrar armas ilegais na Quinta da Fonte. Como os seus esforços se revelam infrutíferos, decide-se por contratar um freelancer, que não é outro senão Mário Machado, líder dos Hammerskins. Mas Machado tem os seus próprios planos: ficar com as armas para si e utilizá-las para exterminar ciganos, africanos, judeus, muçulmanos, ucranianos, indianos, paquistaneses, chineses, romenos, brasileiros, cubanos, tobaguenhos, australianos, australopitecos...

Quinta da Fonte Break - A série acompanha dois irmãos ciganos que se escapam da Quinta da Fonte. Porém, um grupo de seguranças de uma discoteca africana sai-lhes ao encalço, com o único fito de capturar os irmãos e trazê-los de volta ao bairro.

A Quinta dos Animais - Adaptação actualizada da fábula de George Orwell, mas em vez de porcos, burros, patos, bois, galinhas e cães, temos ciganos e africanos. Outras espécies de animais, portanto.

Gente que manda nas televisões: do que estão à espera?! É pegar nisto, e já! Eu prometo que não cobro muito pelos direitos de autor...

terça-feira, julho 22, 2008

Mariquices da Bola

Os jogos de futebol entre amigos já não são como eram dantes. Lembro-me daqueles tempos (bons tempos… oh, que saudades!) em que a vida de um jovem do sexo masculino era feita só e apenas tendo em vista esse objecto redondo que desperta tantas paixões: a bola (ah, atenção: se estavam à espera que eu dissesse “a mama”, é melhor deixarem de ler o que se segue. É que vou mesmo falar de futebol!). Naquela época, um tipo só pensava na bola. Gajas?! Ó pá, as gajas só davam chatices (e ainda dão) e nem sequer rebolavam lá muito bem quando se lhes dava um chute, a não ser que fossem gordinhas. Carros?! A única utilidade que víamos nos carros era demorarmos menos tempo em deslocações para os jogos. Dinheiro?! Só se fosse para comprarmos o maior número possível de bolas, assim como ténis e/ou chuteiras, pois jogávamos tanta vez que um par desse calçado possuía uma vida útil de, no máximo, 3 dias, isto se os encontros se disputassem em relvado; quando eram no meio da rua, quer dizer, no alcatrão, duravam com um bocado de sorte cerca de duas horas e meia.
Não, nada se superiorizava à bola e àquilo que fazíamos com ela. Nós bebíamos, comíamos e respirávamos futebol: era de dia, tarde, e noite, chovesse ou fizesse sol, fosse onde fosse e com quem fosse. Bola era bola.

Mas, e agora? Agora, infelizmente, os tempos são mesmo outros. Já não existe aquela galhardia de antanho. Hoje em dia, os jogos entre amigos são autênticas sessões de insipidez e covardia. Aquela joie-de-vivre que se observava facilmente em qualquer desafio foi-se. A bola deixou de ser, lamentavelmente, uma prioridade. Os interesses do pessoal agora são outros: família (pffff…), mulher e/ou namorada e/ou amante e/ou gaja-que-estamos-a-tentar-engatar-no-bar-de-alterne-lá-do-bairro, emprego, casa, automóvel, etc. Tudo se impõe, no presente, ao pontapé na redondinha.
Cito-vos só um caso, verdadeiramente sintomático. Dantes, a malta ia em grupo para a praia, mas NÃO era para ir ao banho, NÃO era para se bronzear, NÃO era para ficar a galar as gajas em bikini ou topless: era para jogar à bola. Sim, nós íamos, aos magotes, para a praia no intuito de disputar acirrados encontros, arriscando-nos briosamente a ficar com areia nas partes ou mesmo, por vezes, a invadir a nossa região anal (“Ui, tão bom”, diziam alguns amigos meus quando isso sucedia, mas eu não, porque sou muito homem, embora confesse que uma vez caí de cu e enfiou-se-me um búzio pelo ânus acima, e até nem me soube mal…).

Só que hoje já não se fazem compinchas assim. No caso, bastante remoto, de conseguir angariar gente suficiente que se digne a dar uns meros pontapés na bola, o desenvolvimento da coisa revela-se desastroso: passados meros cinco minutos após o início do desafio (e continuo com o exemplo da praia, mas há outros semelhantes em localizações diferentes), há sempre um choninhas que se lembra de dizer “Ai, já chega deste jogo, estou tão cansado… vou antes passar o protector solar pelo corpo e bronzear-me um bocadinho, depois sigo até à água para mandar um mergulho, e aproveito para passar por aquele chapéu-de-sol, porque está lá uma gaja com um par de tetas que até assusta!”.

E pronto, hoje em dia é sempre assim, já ninguém quer saber das futeboladas. Cambada de maricas…

segunda-feira, julho 21, 2008

Isto é um assalto!

Como se distingue um assaltante honesto de um assaltante desonesto?
O primeiro gosta de chamar a atenção com um "mãos ao ar!" antes de perpetrar a ladroagem; o segundo é mais subtil, usa eufemismos, artifícios e manhas, não avisa que vai assaltar, mas depois de executado o vandalismo é que tem a lata de afirmar "vá, agora que está em crise, nada de baixar os braços".

Ah, "assaltante desonesto" é por vezes conhecido por outro nome: "político".

domingo, julho 20, 2008

I Will Survive (Versão Nerd...)

As coisas que se encontram no youtube...

sexta-feira, julho 18, 2008

Sequência de Secas (mas mesmo secas, que é para combinar com este Verão...)

- Um tipo encontra um monhé e trepa por ele acima. Que desporto é este?
- Monhetanismo!

- Quando é que um gajo muita fixe passa a animal e depois a uma rede bancária?
- Quando de bestial passa a besta e de besta passa a BES!

- Qual é o canal mais pró-ressurreição que existe?
- É a Al-Jazia!

- Lance Armstrong só tem um testículo, o esquerdo. Em que partido ele vota?
- No Bollock de Esquerda!

- Se a Catarina Furtado fosse casada com o Tallon, que nome teria o Dança Comigo?
- Lambada Comigo!

quinta-feira, julho 17, 2008

Faça Dieta - O Método Amy Winehouse

"Olá, caras amigas. O meu nome é Amy e devem conhecer-me através de canções como Rehab, Rehab e... hmmm... Rehab... bem, eu tenho muitas canções, mas agora não me lembro de mais, prontos!
Mas hoje venho falar-vos, minhas queridas, do meu revolucionário e absolutamente eficaz método de dieta. Ora comprovem: dantes, eu era assim

Era simpática, boazona e cheiinha, mas não estava satisfeita comigo própria. Por isso, decidi que precisava de uma dieta, e depressa me transformei nisto

ou seja, numa raquítica, esquelética e moribunda cabra! E sou muito, muito mais feliz! Porque o meu método é sem falhas, e vou já revelá-lo depois de mandar um murro no paparazzo que está lá fora com os flashes, esperem só um bocadinho...
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Prontos, já está! Obrigado, minhas amigas. Vou deixar-vos então com a minha receita para a dieta perfeita:

Refeições: o regime deve ser alterado radicalmente. Muitas mulheres obesas são-no porque não mudam os seus hábitos alimentares. Se seguirem os meus conselhos, verão o vosso peso diminuir como a conta bancária de um português da classe média!

Pequeno-almoço - Os nutricionistas afirmam que é a refeição mais importante, e então exigem que tomemos lacticínios, pão, e essas merdas todas. Não podem estar mais errados! O melhor para começar o dia é fumar um cachimbo inteiro com crack!

Almoço - Ao almoço, a opção reside em dois tipos de alimentos. Não, nada de carne ou peixe: os médicos são todos uns filhos-da-puta que nem sequer conseguem tocar no Rock In Rio! Falo, como é óbvio, da cocaína e da heroína. Tudo depende do estado de espírito que se deseja e do tipo de ressaca que se quer apanhar. Se as amigas pretendem um estado de relax, o meu conselho é a heroína; se, pelo contrário, o vosso objectivo é ganhar pica, então nada melhor do que snifar umas linhas de coca.

Jantar - Os especialistas têm por hábito afirmar que ao jantar as refeições devem ser leves. Por esta vez, estão certos! Mas nada dessas mariquices de saladinhas: o repasto perfeito para uma refeição nocturna é o cannabis. Uns 5 ou 6 charros durante a noite fazem mais pelo nosso corpo e pelo nosso espírito do que vitaminas, proteínas, fibras e todas essas coisas manhosas.

Exercício físico: tal como o regime alimentar, o exercício é parte fundamental para quem quer perder peso! Mas cuidado, há para aí muito charlatão! Se querem perder peso, nada de corridas, caminhadas, ginásios... Não! Se tiverem oportunidade, façam como eu: dêem muitos concertos, mesmo que ninguém perceba nada daquilo que vocês cantam, sobretudo se estiverem pedradas (basta seguir o que aconselhei atrás no tópico das refeições). Só o levar o microfone à boca e exercitar os lábios far-vos-á perder calorias que nem putas!
E por falar em putas, as relações sexuais são outro dos elementos necessários ao combate das tão indesejáveis gorduras. Peguem no primeiro gajo giro que encontrarem, droguem-no, atem-no à vossa cama, ponham-lhe uma ou duas linhas de coca sobre o peito, aspirem aquilo e depois é saltar, que nem malucas, em cima dele.
Por último, um exercício que eu aprecio muito e que as amigas podem também seguir é o de dar porrada nos jornalistas. Além de tonificar os músculos, diverte, e isso é importante porque, prontos, a dieta não tem de ser um suplício, pode ser uma actividade lúdica.

Vá, minhas amigas: despeço-me agora, certa de que, com o meu método, conseguirão perder peso rapidamente. E comprem os meus discos, porque esta dieta exige muito guito! Obrigada e adeus!"

quarta-feira, julho 16, 2008

Dantes, a culpa era sempre do cigano...

…agora, é também do preto!

O caso Quinta da Fonte tem suscitado as reacções mais diversas. Algumas vozes insurgiram-se contra as condições sociais vividas no bairro, que praticamente se tornou num gueto cigano/africano, isolado das restantes comunidades.
Concordo com esta visão. O problema da Quinta da Fonte reside nessa distância quase intransponível, que a separa do resto do país, por que não dizer, do mundo! Mas há solução, e ela não passa, como defendem alguns, pelo abandono nem da comunidade cigana nem da comunidade africana! Não! Devem manter-se ambas no bairro…

…e se possível, toca a aproveitar e mande-se para lá os ucranianos, os monhés e os chineses. Pronto, assim fica tudo resolvido. Ao menos, só se estraga um bairro…

terça-feira, julho 15, 2008

Eu queria era uns assim!...

Hoje no Peter of Pan, algumas fotos dos gémeos da Angelina Jolie. As revistas cor-de-rosa pelo mundo fora pagaram uma fortuna pelas imagens exclusivas, mas aqui este blog teve acesso de graça, e partilha agora tudo. Cá vai:

Fotos da Angelina Jolie com os gémeos



São lindos, não são?!?! Também acho...

segunda-feira, julho 14, 2008

Um chip para mim, e outro para ti (seguido de iQuê?)

A moda de colocar chips em tudo o que existe já está a começar a chatear... primeiro foi nos cães e nos gatos, agora já se colocam também em ovelhas, vacas e porcos... depois temos o projecto, em futura discussão na assembleia da República, de meter chips também nos automóveis.

Onde é que isto vai parar? Não demorará muito para andarmos, todos nós, com chips embutidos. E estou mesmo a ver que, um dia, algum espertalhão se lembrará de pôr chips nos... computadores!

(também era só o que faltava...)

Outra moda chatinha, não sei se relacionada com a dos chips, é a do iQualquercoisa. A Apple elaborou o iPod, o iPhone, o iBook, o iTunes, o iKea (esta é só para ver se vocês estão atentos!) e mais não sei o quê... Para quando a invenção de um iChip que dê acesso a um iPorn para a malta se poder divertir com o iPénis? Isto é que seria uma iCoisa útil...

domingo, julho 13, 2008

(Falta de) Orgulho Gay

Mais de 100 pessoas desfilaram este sábado por várias ruas do Porto na 3ª Marcha de Orgulho Lésbico, Gay, Bissexual e Transgénero (LGBT), este ano centrada no tema da educação para uma saúde responsável, noticia a Lusa.

Mais de 100 pessoas?!?! Um gajo vai a marchas em Berlim, e apanha com dezenas de milhares de indivíduos, indivíduas e mistos a desfilar; o mesmo ocorre em São Paulo; Amesterdão; Nova Iorque; até em Telavive as ruas ficam cheias de confettis, lantejoulas e parafernália diversa usada pelas minorias sexuais...

Mas no Porto, pelos vistos, são só mais de 100... isto não é uma marcha gay, isto é uma mariquice! Há mais gays num treino do Benfica ali no Seixal do que nesta marcha do Porto! Parece-me é que os gays nortenhos não têm lá muito orgulho da sua condição, e por isso baldam-se à festarola...

...que paneleirecos!

sábado, julho 12, 2008

Rescaldo

- Então, como foi ontem o concerto do Bob Dylan?
- Ó pá, o som estava uma porcaria! Então não é que se percebia tudo o que o gajo cantava?!?!

sexta-feira, julho 11, 2008

Piada estúpida, seca, ofensiva e politicamente incorrecta

Ouvi dizer que a Apple está a pensar produzir uma série especial do iPhone só para África! Parece que vai chamar-se iFome...

(peço desculpa)

quinta-feira, julho 10, 2008

Soltura!

O post de hoje trata de um tema não muito bonito, e também não muito cheiroso: estou com dores de barriga e já evacuei umas 5 vezes, isto só nos últimos 40 minutos! De quem é a culpa? Bom, uma investigação aprofundada revelou-me que a culpa é de um gang de feijões brancos que tive o desprazer de deglutir ontem; soubesse eu que a história iria acabar assim, em agressões físicas que me deixaram o ânus em carne viva (é nestas alturas que eu tenho pena do José Castelo Branco) e tinha atirado os feijões aos porcos ou, sei lá, aos deputados da assembleia da República que hoje debatem o Estado da Nação.

No entanto, a minha fantástica presença de espírito permite-me tirar partido desta ocorrência: todas as vezes que me vejo necessitado de sentar o rabinho no grande camião de porcelana, aproveito para acompanhar essa evacuação física de uma evacuação mental. Isto quer dizer que, à semelhança dos meus intestinos, que expulsam tudo o que os incomoda na forma de uma substância castanha (bem, mais ou menos...) e sólida (hmmm... mais ou menos...), o meu cérebro obriga-me a debitar, na forma de palavras faladas, tudo o que o chateia. E, assim, gera-se uma espécie de dança psicossomática, na qual a mente acompanha o corpo e o corpo acompanha a mente. O que acontece é nada mais nada menos do que isto (perdoem-me a imagem que se segue, mas tenho de ser preciso e rigoroso na descrição): enquanto se processa o alívio intestinal, desato, entre dentes, a proferir o alívio mental, na forma de "cabrão do Bush", "sacana do Sócrates, da Ferreira Leite, do Jerónimo, do Portas e do Louçã", "e lá vai mais um lampião", "e um dragão", "afoga-te, ó José Mourinho", "snifa isto, Amy Winehouse" e outros impropérios afins.

Eu sei, eu sei: isto é nojento (a parte do alívio intestinal, entenda-se), mas da mesma forma que não há cu que aguente - e o meu já não aguenta muito -, também não sou capaz de suportar certas personalidades, e portanto estas ocasiões servem precisamente para eu poder dar-me a exercícios de catarse, dos quais saio mais leve e mais livre. Além disso, é a única maneira que conheço de tornar divertida a actividade cagatória, isso se exceptuarmos aquelas brincadeiras parvas, que se tinham quando éramos crianças, de meter as fezes dentro de sacos para depois os atirarmos à residência do presidente da junta de freguesia. (O quê, vocês nunca fizeram isto?!!? Shame on you!!!!)

E agora despeço-me, pois tenho de ir de novo ao W.C. Aiiiiiiiiiiiii! :(

quarta-feira, julho 09, 2008

É p'rá amanhã (bem que podia ser hoje)!

O título deste post é sacado de um tema do poeta-compositor-cantor-cabeleireiro-rabicho-visionário-piroso António Variações, mas não é dele que vou falar e sim de outro caso da música pop tuga: os Delfins. Caso não saibam, dou-vos a boa notícia: os Delfins anunciam amanhã, quinta-feira, o final da sua carreira! Eu, pessoalmente, estou em pulgas e mal consigo esconder a satisfação. Só me dá vontade de, sei lá, sair pelas ruas e gritar "os Delfins acabaram". Já nem me interessa se o país está em crise (crise era quando os Delfins lançavam um cd!!!), se o petróleo vai chegar aos 200 dólares/barril, se o BCE aumentou as taxas de juro, se o Sócrates está a preparar uma reedição do Bloco Central com a Ferreira Leite… Não quero saber de tais pormenores. O que interessa é que os Delfins vão acabar!!!!!! Essa decisão vale milhões! Impede a acefalia das novas gerações! Faz até o ministro Manuel Pinho parecer sexy! Aliás, a notícia do fim dos Delfins é tão, mas tão boa que, para ser perfeita, só faltava ser-me sussurrada ao ouvido pela Monica Bellucci!

Bem sei que há gente pessimista, gente que anda há anos, até mesmo séculos, à espera do Dia do Juízo Final, do Armagedão, do Apocalipse, do Fim do Mundo… Ora, eu acho que já não há motivos para tanta má-onda, pois a redenção chegou na forma do fim dos Delfins. Já não é necessária uma segunda vinda de Cristo: o mundo está salvo e os nossos ouvidos também. Aliás, perdoe-se-me a inconfidência, mas os meus tímpanos, quando souberam da notícia, trataram logo de organizar uma orgia na trompa de Eustáquio (eles bem quiseram que tivesse lugar na trompa de Falópio, mas a verdade é que não sou gaja, portanto não possuo uma).

Mas não sou só eu a delirar: os músicos também já não terão vergonha de ser músicos, uma vez que deixarão de ser colegas dos membros dos Delfins. Quanto aos melómanos, já poderão novamente dizer que a música é a mais elevada expressão do espírito humano, algo impossível de argumentar quando se sabia que os Delfins também faziam música, ou pelo menos algo parecido.

A verdade é que, partir de amanhã, dá-se o início de uma nova era, pois há menos uma banda de Cascais a mandar canções da treta para o mercado. É o Jardim do Éden que se nos revela, todo um paraíso que se apresenta para nosso deleite. Ahhh, como a vida é bela...

terça-feira, julho 08, 2008

Injustiça poética na sexualidade masculina!

Aqui há uns dias, foi publicado um estudo que tem tanto de interessante quanto de deprimente. Pois não é que os homens que praticam pouco sexo correm mais riscos de sofrer de disfunção eréctil? Segundo os investigadores (que, não desfazendo, devem ser bichas, porque só cientistas rabilóides fazem pesquisas sobre a disfunção eréctil, em vez de se dedicarem, por exemplo, à análise da humidade vaginal ou qualquer coisa que envolva buracos e não mastros), um indivíduo que pratique sexo com frequência abaixo de uma vez por semana (coitado!) fica desde logo potencialmente exposto a, no futuro, não ser capaz de hastear a bandeira.

Apesar de persistirem certas lacunas no estudo (a masturbação, na impossibilidade do sexo a dois, pode funcionar como antídoto? E se sim, quantos pessegueiros deve um tipo esgalhar por semana? Cinco? Dez? Mais de duzentos e trinta?), o que veio a lume já é muito preocupante. Eu não sabia da existência de uma alegada "quota da queca", em que acima de um dado número - mais de uma vez por semana - está tubo bem e abaixo desse número - menos de uma vez por semana - se fica com a mesma potência masculina de um José Castelo Branco.

Se isto é mesmo assim, tenho apenas a dizer que se trata de algo extremamente injusto! Porquê? Bem, porque, como em tantas áreas da vida, os ricos ficam mais ricos e os pobres ficam mais pobres! Não perceberam? Tudo bem, eu explico: quem é rico, ou seja, quem afinfa no berbigão mais do que uma vez por semana, não corre riscos de perder a capacidade de varejamento. No fundo, é a máxima do "dinheiro chama dinheiro" transportada para a sexualidade: quem dá muitas quecas está em boa posição para continuar a mandar traulitadas ao longo da vida. Porém, quem é pobre, ou seja, quem molha o pincel menos de uma vez por semana, irá muito provavelmente ficar mais pobre ainda e perder as poucas qualidades halteropichísticas (de halteropichismo, isto é, levantamento da picha) que ainda possui. Se isto não é uma injustiça, então não há injustiças!

Soluções para o problema? Pá, tenho algumas, uma vez que as coisas não podem ficar como estão. Defendo a queca bissemanal para todos, que é para uns não se ficarem a rir enquanto outros olham macambúzios para a pequena minhoca que insiste em não levantar a cabeça. Defendo, ainda, um sistema de rotatividade que permita aos mais necessitados terem acesso às mulheres/namoradas/companheiras/amantes dos mais abastados, por um período nunca inferior a três meses. E defendo, por último, subsídios na forma de viagra e outros estimulantes a quem, por infortúnio do destino, esteja já a padecer das agruras da disfunção eréctil.

Penso serem excelentes medidas e julgo poderem potenciar uma maior justiça social e sexual. Afinal, o futuro dos nossos paus encontra-se nas nossas mãos e é bom fazermos algo por eles agora, caso contrário os danos podem revelar-se terríveis. E fico-me por aqui. Reflictam na minha mensagem enquanto vou ali ter com a brasileira da pastelaria, é que esta semana ainda estou em branco! Tchau!!!!

segunda-feira, julho 07, 2008

É nestas pequenas coisas que se vê a verdadeira amizade...

Ontem, uma amiga minha peidou-se à minha frente. E eu ri-me. E ela riu-se. E então eu peidei-me à frente dela. E ela riu-se. E eu ri-me.

Foi um momento tão bonito… e nem cheirou muito mal.

domingo, julho 06, 2008

Amarelos e perigosos

- O que é amarelo e perigoso?
- Um canário com uma metralhadora!

- O que também é amarelo e perigoso?
- Um chinês com uma metralhadora!

- E o que é ainda mais amarelo e perigoso?
- Um chinês com um canário!

(que estupidez, porra...)

sexta-feira, julho 04, 2008

Eu não ouvi isto!...

Alguém, algures, na rua:

“O PS é o partido mais sexy de Portugal. Os lábios grossos do António Guterres excitavam-me porque faziam lembrar uma vagina, o José Sócrates excita-me porque tem cara de cu!”

Ainda estou é para saber se isto foi um comentário de apoio ou, pelo contrário, de oposição ao PS…

quinta-feira, julho 03, 2008

A Época do Defeso

Agora que os campeonatos nacionais, a Liga dos Campeões e até o Euro 2008 acabaram, entrou-se naquilo a que se costuma chamar defeso, ou seja, aquela altura em que os vários clubes se reforçam e reorganizam tendo em vista a próxima temporada futebolística. É verdade que, pelo meio, ainda há os Jogos Olímpicos, mas estes são jogos um bocado abichanados (foram inventados pelos gregos, que os praticavam todos nus! É preciso dizer mais alguma coisa?!) e o futebol aí praticado nada tem a ver com a alta competição a que estamos habituados. Ademais, os futebolistas portugueses falharam a participação nos Jogos, e isso é uma pena, porque assim nem posso gozar com as prestações lusas, nem com as opiniões pós-encontros dos comentadores desportivos, essas agudas inteligências que só descobrem que Portugal não tem pontas-de-lança nem guarda-redes de jeito 5 anos depois de os comuns adeptos afirmarem isso.

Uma das coisas que me atrai na época do defeso é, claro, a dança das contratações. Todos - mas mesmo todos! - os dias sai nos jornais, nas televisões, nos sites, nos blogues e nas rádios uma catadupa variada de notícias que garantem a contratação do jogador a, b ou c por parte de um clube, em particular um dos chamados três grandes do nosso futebol. Por vezes, o número de supostas aquisições pelo mesmo emblema é tal que julgamos ter esse clube contraído a política de formar 3 ou 4 plantéis em simultâneo. Só na última 3ª feira, por exemplo, fiquei a saber por um blogue que o Porto havia contratado 5 laterais-direitos; num jornal, falava-se que 14 jogadores africanos tinham assinado pelo clube das Antas; na rádio, escutei eu o Pinto da Costa afirmar que se havia deslocado ao Brasil no sentido de trazer de lá mais 9 craques e umas 15 a 20 prostitutas brasileiras.

Enfim, o rol de nomes a rodar durante a época do defeso é tal que desconfio do seguinte pormenor: os jornalistas desportivos metem em papelinhos os nomes de todos os jogadores do mundo e enfiam-nos numa tômbola; noutra, colocam 3 bolas de pingue-pongue gravadas com "Sporting", "Benfica" e "Porto"; depois fazem-nas girar, abrem a dos papelinhos, retiram um, lêem-no, abrem a das bolinhas, retiram uma, lêem-na e depois publicam a combinação nos jornais e restantes órgãos de comunicação. E os adeptos ficam contentes ou tristes, isto dependendo da qualidade dos nomes em questão. Por exemplo, se na lotaria calha um "Ronaldinho Gaúcho [papelinho] no Benfica [bolinha]", facto que é depois publicado, os adeptos lampiões ficam excitados e os dirigentes encarnados também; se calha um "Petit [papelinho] no Benfica [bolinha]", os adeptos do clube da luz ficam macambúzios, e os dirigentes também, até descobrirem que afinal o Petit já é benfiquista, altura em que dão um tiro na cabeça (deles próprios, infelizmente não na do Petit...).

E, deste modo, o defeso passa-se de uma maneira agradável e divertida. Até começar o campeonato e se chegar à conclusão que talvez tivesse sido melhor os jornalistas noticiarem qual clube comprou qual árbitro...

quarta-feira, julho 02, 2008

Teste do raio que me parta!

Armado em parvo, resolvi fazer este teste: Que Tipo de Cara-Metade É?

E o teste armou-se ainda mais em parvo e resolveu dar-me a seguinte resposta:

Você é uma cara-metade Distraída:
Ninguém duvida que você goste da pessoa com quem tem uma relação. Porém, você tem tendência para ser uma pessoa desligada e por vezes mesmo distante. Descura os detalhes e não memoriza momentos-chave da relação.


Ora, quem é que este teste pensa que é? Não me conhece de lado nenhum e vai de me chamar distraído?! Devo dizer, em minha defesa, que a distracção é apenas uma das muitas propriedades que possuo enquanto cara-metade! É que também sou desastrado, preguiçoso e desorganizado, e tanto ou mais do que sou distraído! Destarte, por que razão olhou o teste mais para esta do que para aquelas? Descobriu ele algo em mim que eu, por distracção, não encontrei ainda? Ou é o teste que anda distraído?

Bom, distracções à parte, façam também vocês isto e depois digam o que vos dá. Mas vejam lá, não se distraiam...

terça-feira, julho 01, 2008

Gente porca merece medidas porcas

Às vezes, gosto de ser um cabrãozorro para certas pessoas. Porque é o que elas merecem. Quer dizer, eu até sou um tipo bonzinho e pacífico (mas sem ser maricas!) e tal, porém há coisas com as quais não pactuo, e nessas ocasiões transformo-me em alguém truculento ao ponto de engendrar esquemas manhosos capazes de, com sucesso, prejudicar a pessoa sobre quem recai o meu ódio.

Digo isto porque ainda há pouco tive necessidade de inventar um desses esquemas. A coisa passou-se assim: estava num centro comercial quando me deu vontade de ir à casa-de-banho mictar. Procurei os sinais com a indicação dos lavabos e lá fui, certo de ir aliviar-me. Abri a porta, escolhi um dos muitos urinóis desocupados, baixei a braguilha, apalpei por entre os boxers, saquei do instrumento e vá de mudar a água às azeitonas. Cerca de quarenta segundos depois, e soltados os últimos pinguinhos, enfiei o pirilovski para dentro, fechei a braguilha e dirigi-me ao lavatório no sentido de limpar as mãos. Ora, enquanto assim procedia, chegou um indivíduo, também ele aflito. Como não sou gay, e porque continuava a lavar as mãos, não olhei para o senhor, mas pude aperceber que se aliviava com brio (aqueles "ahhhhh" não enganavam...). Todavia, foi quando passei para o secador das mãos que se deu a supresa desagradável. O indivíduo cessou a mictagem (pling, pling!), fechou a braguilha (rrrrrip!) e desatou a correr para fora dos lavabos sem sequer esboçar a mínima vontade de lavar as manápulas!

Fiquei, naturalmente, indignado! Para mostrar essa indignação, peidei-me, mas o tipo já não se encontrava nas imediações, logo não escutou o foguete. Decidi então formular um plano, já que as coisas não podiam ficar assim! Tinha de dar àquele senhor uma tal lição que nunca mais se lembraria de abandonar um W.C. sem limpar as mãos. Saí, pois, dos lavabos, já com as mãos sequinhas (a higiene antes de tudo, caraças!) e pus-me à procura do energúmeno em questão. Não demorei muito a encontrá-lo, visto as minhas capacidades detectivescas serem excepcionais, tão excepcionais ao ponto de me permitirem achar a cabeça de um alfinete no meio de uma pilha de cartazes da Cláudia Vieira em lingerie (e, se não achar, só a diversão já vale a pena).

Segui-o pela superfície do centro comercial a uma distância segura, até que observá-lo a entrar num café. Esperei pacientemente do lado de fora, convicto de que ele aguardava alguém. Não me enganei: passados cerca de cinco minutos, uma vistosa trintona surge a caminhar na direcção da mesa em que o javardo se encontrava. Ele levantou-se, cumprimentou a madame, puxou-lhe uma cadeira e sentaram-se ambos. Era então altura de eu agir! Peguei num papel e numa caneta, escrevi umas coisitas e entrei no café. Cheguei-me junto dos dois, fiz um "psssst" à senhora, entreguei-lhe o papel e pedi-lhe que o lesse em voz alta, suficientemente alta para ser escutada por todos quantos estivessem ali, naquele espaço. Ela ainda olhou para mim com aquele ar de "que raios quer este maluco?", mas lá consentiu. Começou então a ler: "Declaro que o senhor sentado diante de mim é um badalhoco, pois esteve a urinar na casa-de-banho dos homens e saiu de lá sem lavar as mãos. Nem água, nem sabonete, nada! Saiu de lá com as patas a cheirar a piçum e nem o mínimo arrependimento mostrou. E, além disso, parece que é admirador do José Sócrates!"

Não é preciso ser adivinho para saber o que ocorreu a seguir: pandemónio! O gajo enfiou-se, envergonhado, na cadeira; a gaja levantou-se e foi-se embora, não sem antes lhe aplicar um golpe de mala nos cornos; os outros clientes fitavam-no com ar de nojo e abanavam, com desprezo, a cabeça; um dos empregados chegou com um sabonete numa bandeja, entregou-o ao javardo e apontou-lhe a direcção do lavatório; e eu, bom, eu ria-me sardonicamente enquanto tudo isto se dava.

Sou um cabrãozorro? Sim, sou. Mas ao menos lavo as mãos após urinar, e todos deviam fazer o mesmo. Aquele gajo, por exemplo, não mais esquecerá este episódio. E vocês aprendam comigo, pois isto é que é ser um cidadão interventivo.