De todas as coisas apaneleiradas que fui levado a usar por culpa da minha gaja, esta que vêem acima na foto é, sem dúvida, a pior. Que homem, no seu perfeito juízo, usaria uma coisa destas?! "O Elton John", dirão algumas, mas esse não vale, porque é gay. "O David Beckham", dirão outras, mas esse também não vale, porque é metrossexual. "O Nuno Gomes, o Paulo Pires, o Reynaldo Giannecchini e muitos outros homens", dirão outras ainda, mas eles também não valem, porque é tudo gente parva!
Homem mesmo homem, com H grande, não usa creminho larilas para tornar o seu rosto mais macio. Homem mesmo homem, como é o meu caso, deseja possuir um rosto assim tipo o daqueles mexicanos másculos que vemos em certos filmes, esses sim, gajos à séria e capazes de acender um fósforo com a cara. Isto é que é um rosto masculino, áspero e rugoso, não aquelas mariquices suaves que as mulheres andam a propagandear.
"Ah, mas uma pele suave é muito melhor, e machuca menos", diz-me a minha gaja. "Por isso é que deves usar esse creme, pois é benéfico para ti e para mim", continua ela! Ao que respondo: cala-te e põe a burqa! O uso de creminhos maricas para a cara não beneficia ninguém. Se beneficiasse, o José Mourinho já tinha feito um anúncio do género "Io sono speziale, questa crema è speziale, va bene!" Mas ninguém viu ainda o Mourinho pronunciar-se sobre cremes faciais, pois não?! Então, pronto! E as gajas que insinuam sequer ser mais agradável o acto de beijar, lamber e roçar numa cara suave de homem devem é ser lésbicas! Gaja que é gaja anseia é sim por um rosto rijo, de preferência acompanhado por outras partes do corpo também elas rijas. Que interesse pode uma gaja ter num gajo amaciado? Se querem pele macia, vão dar beijos no rabo de um bebé! (Paulo Pedroso, se me estás a ler, isto não é nada contigo! Volta para o Parlamento e está caladinho, ok?)
É por isto que, sempre que posso, procuro escapar-me ao creme. Mas nem sempre sou bem sucedido, porque a minha gaja deve ter genes de inquisidor espanhol, e está sempre de guarda, rolo da massa em punho, à porta dos lavabos enquanto eu me lavo e visto. "Mete o creme", atira ela ameaçadoramente, enquanto brande o rolo da massa. E eu, cuja única arma é precisamente a porcaria do frasco de creme, não tenho outra possibilidade senão obedecer. E levar aquela pasta às mãos para posteriormente esfregar no meu ameaçado rosto de macho. E depois, pimba, lá saio para a rua com aquele ar de José Castelo Branco, e fico cheio de vergonha... É triste, não é?!








