Em recente entrevista à RTP, Carlos Silvino, o Bibi, disse ter o sonho de, um dia, trabalhar no mundo da música.
Com a experiência toda que adquiriu nos últimos anos, não me admiraria que fizesse carreira a compor canções infantis...
terça-feira, agosto 31, 2010
segunda-feira, agosto 30, 2010
Anjinhos
Não percebi a intenção do Papa Bento XVI em condecorar o Cavaco Silva e o José Sócrates quando nós, os outros portugueses, é que somos os anjinhos...
quinta-feira, agosto 12, 2010
As crianças são o melhor do mundo, o tanas!
Ontem, fui a uma festa de aniversário. Na mesma, estavam presentes várias crianças. Corriam de um lado para o outro, brincavam, gritavam, espalhavam-se no chão, esbarravam nas mesas, cadeiras e paredes, batiam umas nas outras, mordiam-se, levantavam-se, corriam, choravam, babavam-se. E davam puns.
Ao fim de meia hora disto, cheguei a uma conclusão: já não quero ter filhos! Contento-me se a minha gaja me oferecer uma bola de futebol!...
Ao fim de meia hora disto, cheguei a uma conclusão: já não quero ter filhos! Contento-me se a minha gaja me oferecer uma bola de futebol!...
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segunda-feira, agosto 09, 2010
Fotojornalismo do bom: o Peter of Pan vai à aldeia mais portuguesa de Portugal!
Pois é, pá, um dos benefícios de estar de férias é poder ir dar voltinhas que, nos dias normais, são impossíveis. Assim, se num dia normal eu acordaria cedinho para ir trabalhar, no passado sábado acordei cedinho para ir até Monsanto, povoação pitoresca edificada em pedra. E posso dizer que andar por aquelas terras secas e quentes quando faz um calor de 40º à sombra é toda uma experiência! Fazer caminhadas com temperatura amena é para meninos: os homens verdadeiramente machos sobem encostas de 800 metros com o Sol a bater de chapa e ainda batem no peito como quem diz "é só isto que tens para dar, é?!". Depois, e este é mais um ponto bastante positivo de visitar terreolas quando a temperatura do ar se assemelha ao interior de um forno de cozer pão, é que não só há menos pessoas a fazer o mesmo percurso como as que o fazem não resistem muito tempo, sobretudo se forem de etnia não-mediterrânica, o que significa que, após meros 5 minutos de exposição ao solinho, têm a pelezinha a apresentar belíssimas erupções, tudo acompanhado de uma ruborização que nos faz pensar se eles não terão genes de lagosta.
Antes ainda de vos mostrar algumas imagens que valem a pena, ou não tivessem sido elas tiradas por mim, um comentário significativo: os autóctones são verdadeiros clones do Diácono Remédios! Aqui, não me refiro, claro está, ao bigode, embora tivesse visto muitas pessoas cujos bigodes eram muito mais farfalhudos do que o daquela personagem interpretada pelo Herman José, e por pessoas refiro-me naturalmente a mulheres, porque não tenho por hábito olhar para homens, daí não saber se os bigodes destes fazem ou não jus aos das suas companheiras.
Refiro-me, isso sim, à oralidade: aquelas gentes falam "mejmo ashim", o que torna mais difícil do que os 12 trabalhos de Hércules tentar dialogar com essas pessoas sem me rir à gargalhada. A sério, é muito complicado engolir o riso quanto uma senhora de 80 anos se chega junto a mim e me diz "Ó menino, não shabe que não pode ujar echa iágua?! Isho faj mali!..." Acho giro, pronto...Bom, fiquem então com as iconografias, legendadas por moi-même, em português de Lisboa.
Ora, parece-me que este pessoal de Monsanto é um bocado armado ao pingarelho. Ele é "a aldeia mais portuguesa de Portugal", ele é o "Café mais português"... alguém diga a esta gente que ser português não é propriamente motivo de orgulho. Pode ser que assim eles percam a mania. E o que é, exactamente, o ser mais português?! É ter mais bigode, mais pança, mais unhas grandes no mindinho, e mais garrafões de tintol que os outros portugueses?!?! É isso?!
A entrada para uma gruta. Enchi-me de coragem e fui lá dentro. Curiosamente, aquilo não cheirava muito a mijo, e isso faz-me duvidar de Monsanto ser realmente "a aldeia mais portuguesa de Portugal". Se Monsanto fosse mesmo mesmo portuguesa, este espaço tresandaria a ácido úrico. É tudo marketing, pá!...

Isto é aquilo que eu chamo de um grande calhau. Gosto muito destes calhaus que, pela sua dimensão e estilo, se distinguem dos demais. Aliás, este calhau emite tanta individualidade que seria até adequado dar-lhe um nome. Proponho desde já que se abra uma votação para decidir que nome se há-de atribuir a este grandioso calhau. Eu tenho já uma simpática sugestão: José Sócrates. Não sei, parece-me um nome que assenta tão bem ao calhau quanto o calhau assenta bem ao nome. Que tal?
Aqui está a prova de que a construção civil portuguesa era, noutros tempos, muito criativa. Antigamente, faziam-se casas com calhaus, e em cima de calhaus, para as pessoas irem lá morar. Hoje, são calhaus que fazem casas para que outros calhaus lá possam residir.

Dentro do castelo de Monsanto. A aldeia, em boa verdade, foi erigida como posto fronteiriço, no propósito de defender estas terras das ameaças de castelhanos, mouros e benfiquistas. Já no século XIX, serviria igualmente como tentativa de estancar as invasões francesas. Enfim, como se sabe essa missão não foi exactamente bem sucedida: os franceses invadiram Portugal, castelhanos e mouros é o que se sabe, pois basta caminharmos por Lisboa em Agosto para sentirmos o cheiro dessas duas comunidades, e penso que não é preciso falar muito dessa autêntica praga que é a lampiã, que supostamente atinge números da ordem dos 6 milhões de pessoas (e aqui uso "pessoas" num sentido muito lato) no nosso país.

Monsanto vista de cima, mais propriamente do seu altaneiro castelo. Trata-se, de facto, de uma povoação muito bonita. Aliás, eu até sou da opinião de que, no seu todo, Portugal é belíssimo quando visto de cima. O problema é quando a nossa perspectiva se torna mais próxima...
Para o olhar mais destreinado, isto é apenas um amontoado de calhaus. Uma observação mais atenta e avisada, contudo, destrinça o que está nesta imagem: trata-se, afinal, da homenagem de Monsanto ao acto de mostragem de um cartão amarelo. Note-se o desenho do rectângulo e, no canto inferior esquerdo, calhaus como dedos que seguram o dito rectângulo. É como se Monsanto estivesse a dizer aos inimigos castelhanos: "Vocês são feios. E espanhóis. Tomem lá um cartão amarelo, voltem para trás e, por favor, não tenham filhos". Infelizmente, os espanhóis não fizeram caso deste conselho. E o universo só ficou a perder com isso...
Por aqui passaram portugueses. Mas não foram muitos, porque o lixo no chão não era assim tanto. Mais uma vez: "a aldeia mais portuguesa de Portugal"?!?! Yeah, right...
E pronto, cheguei ao fim daquilo que vos queria mostrar. Havia mais, mas não tenho tempo, pois afinal estou de férias e daqui a pouco tenho de ir dormir. Amanhã, se me apetecer, faço uma reportagem igual para Penha Garcia. E nunca se esqueçam: Monsanto é um espanto!
Antes ainda de vos mostrar algumas imagens que valem a pena, ou não tivessem sido elas tiradas por mim, um comentário significativo: os autóctones são verdadeiros clones do Diácono Remédios! Aqui, não me refiro, claro está, ao bigode, embora tivesse visto muitas pessoas cujos bigodes eram muito mais farfalhudos do que o daquela personagem interpretada pelo Herman José, e por pessoas refiro-me naturalmente a mulheres, porque não tenho por hábito olhar para homens, daí não saber se os bigodes destes fazem ou não jus aos das suas companheiras.
Refiro-me, isso sim, à oralidade: aquelas gentes falam "mejmo ashim", o que torna mais difícil do que os 12 trabalhos de Hércules tentar dialogar com essas pessoas sem me rir à gargalhada. A sério, é muito complicado engolir o riso quanto uma senhora de 80 anos se chega junto a mim e me diz "Ó menino, não shabe que não pode ujar echa iágua?! Isho faj mali!..." Acho giro, pronto...Bom, fiquem então com as iconografias, legendadas por moi-même, em português de Lisboa.
Isto é aquilo que eu chamo de um grande calhau. Gosto muito destes calhaus que, pela sua dimensão e estilo, se distinguem dos demais. Aliás, este calhau emite tanta individualidade que seria até adequado dar-lhe um nome. Proponho desde já que se abra uma votação para decidir que nome se há-de atribuir a este grandioso calhau. Eu tenho já uma simpática sugestão: José Sócrates. Não sei, parece-me um nome que assenta tão bem ao calhau quanto o calhau assenta bem ao nome. Que tal?
Dentro do castelo de Monsanto. A aldeia, em boa verdade, foi erigida como posto fronteiriço, no propósito de defender estas terras das ameaças de castelhanos, mouros e benfiquistas. Já no século XIX, serviria igualmente como tentativa de estancar as invasões francesas. Enfim, como se sabe essa missão não foi exactamente bem sucedida: os franceses invadiram Portugal, castelhanos e mouros é o que se sabe, pois basta caminharmos por Lisboa em Agosto para sentirmos o cheiro dessas duas comunidades, e penso que não é preciso falar muito dessa autêntica praga que é a lampiã, que supostamente atinge números da ordem dos 6 milhões de pessoas (e aqui uso "pessoas" num sentido muito lato) no nosso país.
Monsanto vista de cima, mais propriamente do seu altaneiro castelo. Trata-se, de facto, de uma povoação muito bonita. Aliás, eu até sou da opinião de que, no seu todo, Portugal é belíssimo quando visto de cima. O problema é quando a nossa perspectiva se torna mais próxima...
E pronto, cheguei ao fim daquilo que vos queria mostrar. Havia mais, mas não tenho tempo, pois afinal estou de férias e daqui a pouco tenho de ir dormir. Amanhã, se me apetecer, faço uma reportagem igual para Penha Garcia. E nunca se esqueçam: Monsanto é um espanto!
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quinta-feira, agosto 05, 2010
Tremei, mundo
Daqui a mais ou menos uma hora, vou cozinhar.
Não sei por que é que há tanta preocupação com o Irão ou a Coreia do Norte. Se a comunidade internacional soubesse daquilo que sou capaz no exíguo espaço de uma cozinha, teria em pouco tempo o exército norte-americano, a força aérea alemã, a marinha russa e os dois submarinos portugueses aqui à porta.
E claro, recebê-los-ia todos com a minha versão muito original de esparguete (trata-se da verdadeira arma de destruição em... massa!), que os inspectores das Nações Unidas já classificaram como "a maior ameaça à integridade física dos seres humanos desde que alguém se lembrou de colocar na televisão o Rui Santos para falar sobre futebol".
Desejem-me, ao menos, um bom almoço. Tchau.
Não sei por que é que há tanta preocupação com o Irão ou a Coreia do Norte. Se a comunidade internacional soubesse daquilo que sou capaz no exíguo espaço de uma cozinha, teria em pouco tempo o exército norte-americano, a força aérea alemã, a marinha russa e os dois submarinos portugueses aqui à porta.
E claro, recebê-los-ia todos com a minha versão muito original de esparguete (trata-se da verdadeira arma de destruição em... massa!), que os inspectores das Nações Unidas já classificaram como "a maior ameaça à integridade física dos seres humanos desde que alguém se lembrou de colocar na televisão o Rui Santos para falar sobre futebol".
Desejem-me, ao menos, um bom almoço. Tchau.
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segunda-feira, agosto 02, 2010
BLEAURGHBRUMMMZMPREANF
Olá, bom dia, como é que está a ser o vosso início de semana? O meu está a ser bom, muito obrigado.
Não obstante, esta madrugada foi uma coisa assim para o surreal. Então não é que acordo, sobressaltado, por volta das 3 e meia da matina, tudo por causa de um barulho ensurdecedor? Imaginem um espectáculo dos Stomp, mas em bom, ou seja, com mais ritmo: era mais ou menos isso que me chegava aos ouvidos. Fiquei quieto no leito, a tentar perceber de onde viria aquele ruído, e descobri: vinha da minha barriga! Eram barulhos de fome, meus caros e minhas caras! Fome! O meu organismo avisava-me da única maneira que pode avisar-me, que é fazendo um cagaçal do caraças! Duvido que as barrigas de mil etíopes subnutridos pudessem fazer tanto barulho como a minha barriguinha apenas.
(peço desculpa pelo humor negro. Da próxima vez, utilizarei como exemplo mil crianças suecas, pode ser?)
Mas fome porquê?, pensei eu. Afinal, ao jantar tinha ingerido o equivalente vegetariano a um boi, uma vaca, e a sua descendência composta por três vitelinhos. Tinha enchido o bucho, portanto. Como é que, num universo marcado pela obediência estrita às leis físicas (tudo o que sobe há-de cair, é impossível prever o comportamento de partículas minúsculas, o Sporting é o clube mais lindo da Via Láctea) um gajo que manda para dentro quilos e quilos de massa alimentar pode, pouquíssimas horas depois, ter o estômago a roncar de fome?! Sempre soube que o meu metabolismo era acelerado, ele é tipo o Usain Bolt dos metabolismos, se o pusessem à frente do processo Casa Pia, podem ter a certeza que já teria sido tudo julgado e condenado 2 segundos depois do caso ter entrado em tribunal, mas isto é ridículo!
O pior é que o barulho foi tão extremo e intenso que hoje de manhã não se fala de outra coisa no bairro. Quando fui despejar o lixo, deparei-me com o seguinte:
Vizinho 1: Ó vizinha, ouviu aqueles barulhos horríveis esta madrugada? Aquilo foi um terramoto, não foi?
Vizinha 1: Ó vizinho, terramoto não foi, não senti o chão tremer. Eu acho que foram vários trovões, seguidinhos.
Vizinho 2: Minha gente, cá para mim aquilo foi uma explosão. Ouviu-se bem: CATRAPUM, BUM, BAM! O que acha, Peter of Pan?
Eu: Ahhhn, não sei. Só sei que, se a cara da Joana Amaral Dias fosse música, era uma sinfonia do Beethoven.
Vizinho 1, Vizinha 1 e Vizinho 2, em uníssono: Hã?!
Eu: Já aquele barulho de ontem à noite, se fosse o rosto de uma figura pública, era assim como que a mistura de uma Manuela Moura Guedes com a Odete Santos.
Vizinho 2: Boa, bem visto.
Vizinho 1: Tem toda a razão!
Vizinha 1: Ó Peter of Pan, você tem mesmo jeito para as comparações idiotas.
E foi isto. Aquela coisa foi escutada num raio de vários quilómetros. Não se surpreendam se o caso passar hoje na CNN.
(agora, contudo, já estou bem. Acabei de enfardar 5 pães de leite, 4 caixas de queijo A Vaca Que Ri, 2 pacotes de 1,5L de Ice-Tea e 3 melões, só para desenjoar. Espero que isto acalme as minhas entranhas aí por 20 minutos)
Não obstante, esta madrugada foi uma coisa assim para o surreal. Então não é que acordo, sobressaltado, por volta das 3 e meia da matina, tudo por causa de um barulho ensurdecedor? Imaginem um espectáculo dos Stomp, mas em bom, ou seja, com mais ritmo: era mais ou menos isso que me chegava aos ouvidos. Fiquei quieto no leito, a tentar perceber de onde viria aquele ruído, e descobri: vinha da minha barriga! Eram barulhos de fome, meus caros e minhas caras! Fome! O meu organismo avisava-me da única maneira que pode avisar-me, que é fazendo um cagaçal do caraças! Duvido que as barrigas de mil etíopes subnutridos pudessem fazer tanto barulho como a minha barriguinha apenas.
(peço desculpa pelo humor negro. Da próxima vez, utilizarei como exemplo mil crianças suecas, pode ser?)
Mas fome porquê?, pensei eu. Afinal, ao jantar tinha ingerido o equivalente vegetariano a um boi, uma vaca, e a sua descendência composta por três vitelinhos. Tinha enchido o bucho, portanto. Como é que, num universo marcado pela obediência estrita às leis físicas (tudo o que sobe há-de cair, é impossível prever o comportamento de partículas minúsculas, o Sporting é o clube mais lindo da Via Láctea) um gajo que manda para dentro quilos e quilos de massa alimentar pode, pouquíssimas horas depois, ter o estômago a roncar de fome?! Sempre soube que o meu metabolismo era acelerado, ele é tipo o Usain Bolt dos metabolismos, se o pusessem à frente do processo Casa Pia, podem ter a certeza que já teria sido tudo julgado e condenado 2 segundos depois do caso ter entrado em tribunal, mas isto é ridículo!
O pior é que o barulho foi tão extremo e intenso que hoje de manhã não se fala de outra coisa no bairro. Quando fui despejar o lixo, deparei-me com o seguinte:
Vizinho 1: Ó vizinha, ouviu aqueles barulhos horríveis esta madrugada? Aquilo foi um terramoto, não foi?
Vizinha 1: Ó vizinho, terramoto não foi, não senti o chão tremer. Eu acho que foram vários trovões, seguidinhos.
Vizinho 2: Minha gente, cá para mim aquilo foi uma explosão. Ouviu-se bem: CATRAPUM, BUM, BAM! O que acha, Peter of Pan?
Eu: Ahhhn, não sei. Só sei que, se a cara da Joana Amaral Dias fosse música, era uma sinfonia do Beethoven.
Vizinho 1, Vizinha 1 e Vizinho 2, em uníssono: Hã?!
Eu: Já aquele barulho de ontem à noite, se fosse o rosto de uma figura pública, era assim como que a mistura de uma Manuela Moura Guedes com a Odete Santos.
Vizinho 2: Boa, bem visto.
Vizinho 1: Tem toda a razão!
Vizinha 1: Ó Peter of Pan, você tem mesmo jeito para as comparações idiotas.
E foi isto. Aquela coisa foi escutada num raio de vários quilómetros. Não se surpreendam se o caso passar hoje na CNN.
(agora, contudo, já estou bem. Acabei de enfardar 5 pães de leite, 4 caixas de queijo A Vaca Que Ri, 2 pacotes de 1,5L de Ice-Tea e 3 melões, só para desenjoar. Espero que isto acalme as minhas entranhas aí por 20 minutos)
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sexta-feira, julho 30, 2010
Os meus planos para as férias
Ahhhh, estou já a saborear os últimos momentos de labuta. Preparo-me para ir de férias, bem merecidas, aliás, e tenho tanta coisa para fazer que decidi separar tudo por semanas.
Assim, durante a primeira semana de férias, penso:
- Dormir
- Não fazer nenhum
- Dormir
- Comer que nem um bruto
- Dormir
- Fazer amor apaixonado com a gaja
- Dormir
- Ver os Dvds que para lá tenho acumulados
- Dormir
- Não fazer a ponta d'um corno.
Já ao longo da segunda semana, proponho-me a:
- Dormir
- Ouvir música até adormecer
- Dormir
- Comer que nem um alarve
- Dormir
-Ver pornografia na internet Procurar artigos relevantes para uma futura tese
- Dormir
- Fazer amor tresloucado com a gaja
- Dormir
- Descansar.
Na terceira semana, porém, é capaz de me dar uma coisa esquisita que me leve a:
- Dormir
- Ler um ou outro livrito
- Dormir
- Comer até cair para o lado
- Dormir
- Fazer amor amalucado com a gaja
- Dormir
- Sair cinco minutos à rua, se não estiver muito calor
- Dormir
- Relaxar.
Por fim, na quarta semana andarei atarefadíssimo com:
- Dormir
- Passear o cão, se não estiver muito calor
- Dormir
- Fazer amor mais ou menos calmo com a gaja, porque afinal as férias estarão perto do fim e não convém um tipo cansar-se muito nesta altura, caso contrário volta às funções laborais e académicas mais esgotado do que quando as deixou, o que é chato!
- Dormir
- Comer até não conseguir levantar-me da cadeira
- Dormir
- Ir até uma Fnac comprar um bilhete para um concertozorro em Setembro
- Dormir
- Ficar na boa.
Como podem confirmar, trata-se de uma agenda preenchidíssima. E bastante variada, que é como eu gosto...
Umas boas férias para todos, mas sobretudo para mim.
Assim, durante a primeira semana de férias, penso:
- Dormir
- Não fazer nenhum
- Dormir
- Comer que nem um bruto
- Dormir
- Fazer amor apaixonado com a gaja
- Dormir
- Ver os Dvds que para lá tenho acumulados
- Dormir
- Não fazer a ponta d'um corno.
Já ao longo da segunda semana, proponho-me a:
- Dormir
- Ouvir música até adormecer
- Dormir
- Comer que nem um alarve
- Dormir
-
- Dormir
- Fazer amor tresloucado com a gaja
- Dormir
- Descansar.
Na terceira semana, porém, é capaz de me dar uma coisa esquisita que me leve a:
- Dormir
- Ler um ou outro livrito
- Dormir
- Comer até cair para o lado
- Dormir
- Fazer amor amalucado com a gaja
- Dormir
- Sair cinco minutos à rua, se não estiver muito calor
- Dormir
- Relaxar.
Por fim, na quarta semana andarei atarefadíssimo com:
- Dormir
- Passear o cão, se não estiver muito calor
- Dormir
- Fazer amor mais ou menos calmo com a gaja, porque afinal as férias estarão perto do fim e não convém um tipo cansar-se muito nesta altura, caso contrário volta às funções laborais e académicas mais esgotado do que quando as deixou, o que é chato!
- Dormir
- Comer até não conseguir levantar-me da cadeira
- Dormir
- Ir até uma Fnac comprar um bilhete para um concertozorro em Setembro
- Dormir
- Ficar na boa.
Como podem confirmar, trata-se de uma agenda preenchidíssima. E bastante variada, que é como eu gosto...
Umas boas férias para todos, mas sobretudo para mim.
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quinta-feira, julho 29, 2010
Catalunya
Na Catalunha, o Gaudí edificou algumas das obras arquitectónicas mais impressionantes e belas da humanidade. Na Catalunha, chegou a jogar o melhor futebolista de todos os tempos. Na Catalunha, joga o melhor futebolista da actualidade. Na Catalunha, odeia-se os espanhóis. Na Catalunha há uma cidade chamada Tarragona, que se presta a óptimas rimas envolvendo uma conhecida parte da anatomia feminina. E agora, na Catalunha prepara-se a proibição das touradas, esse "espectáculo" que só é cultura para os idiotas e as pessoas do CDS/PP (hmmm, esperem lá, porquê a distinção? Acaso as pessoas do CDS/PP não são idiotas?!? Não me parece...).
Tudo coisas boas. Quando é que abandonamos de vez a ideia de uma aliança com Espanha (livra!!! deixem-me cá bater três vezes na secretária) e nos encostamos mais à Catalunha?! (Acabei de bater três vezes na secretária e ela agora prometeu queixar-se à polícia. Deixem-me cá dar um tiro na secretária) Aliás, por que é que não negociamos com os espanhóis? Eles dão-nos a Catalunha, e nós em troca cedemos a Madeira. Que tal?! Eles dão-nos o Xavi, o Iniesta, o Puyol, nós oferecemos o Cristiano Ronaldo. Ah não, bolas, este já está em Espanha! Pronto, damos o João Moutinho, pode ser?! Um gajo que é simultaneamente um jogador e uma maçã, para os espanhóis não ficarem a julgar que estamos a aldrabá-los. Pensem nisto...
Catalunya: més que una regió!
Tudo coisas boas. Quando é que abandonamos de vez a ideia de uma aliança com Espanha (livra!!! deixem-me cá bater três vezes na secretária) e nos encostamos mais à Catalunha?! (Acabei de bater três vezes na secretária e ela agora prometeu queixar-se à polícia. Deixem-me cá dar um tiro na secretária) Aliás, por que é que não negociamos com os espanhóis? Eles dão-nos a Catalunha, e nós em troca cedemos a Madeira. Que tal?! Eles dão-nos o Xavi, o Iniesta, o Puyol, nós oferecemos o Cristiano Ronaldo. Ah não, bolas, este já está em Espanha! Pronto, damos o João Moutinho, pode ser?! Um gajo que é simultaneamente um jogador e uma maçã, para os espanhóis não ficarem a julgar que estamos a aldrabá-los. Pensem nisto...
Catalunya: més que una regió!
quarta-feira, julho 28, 2010
Fábula haiku javarda
Sempre gostei muito de fábulas, aqueles pequenos contos que, utilizando animais como personagens, procuravam ensinar ou explicar algo aos seres humanos. Também gosto muito de haiku, forma japonesa de criar poesia, caracterizada por poucas mas eficazes palavras. E, por fim, sempre apreciei bastante a javardice.
Por isso, e em jeito de homenagem a estas três produções, deixo-vos, aqui no Peter of Pan, a primeira fábula haiku javarda.
A Portugal chegou um urso
vindo do frio russo
e exclamou: "F*da-se, 'tá um calor do c*ralho"
Obrigado a mim por partilhar este momentozinho convosco. Até amanhã.
Por isso, e em jeito de homenagem a estas três produções, deixo-vos, aqui no Peter of Pan, a primeira fábula haiku javarda.
A Portugal chegou um urso
vindo do frio russo
e exclamou: "F*da-se, 'tá um calor do c*ralho"
Obrigado a mim por partilhar este momentozinho convosco. Até amanhã.
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terça-feira, julho 27, 2010
Noite de Verão
Quando a temperatura sobe, é no mínimo complicado encontrar actividades adequadas para realizar na companhia da amada. Ficar na sala a ver televisão?! Não há canal algum a passar programação de jeito! Optar por ver um dvd? Ela não gosta dos filmes que gosto, e vice-versa! Sexo?! Com o calor que faz, mesmo durante a noite, só se tivermos o ar condicionado ligado. O que, admitamos, provoca superiores gastos de energia, com as consequências que isso tem na factura da luz no final do mês e, também, na pegada ecológica, e eu cá sou uma pessoa muito consciente das alterações climáticas, mesmo que isso custe uma ou outra queca.
Mas ontem tive uma ideia que não só nos permite estar ao fresquinho como também nos distrai. Fomos para a rua! Sim, para a rua. E não, suas mentes depravadas, não fomos para a rua ter sexo (embora, confesso, seja uma ideia que desde há muito povoa os meus neurónios...). O que eu fiz foi puxar de duas cadeiras, uma para mim e outra para a gaja, caso haja alguém daí desse lado que não sabe fazer contas, trazer o portátil comigo e pronto, ficámos os dois a ver trailers de filmes na rua. E enquanto apanhava com o vento suave e refrescante na cara, ao mesmo tempo que o ecrã mostrava o trailer do Survival of the Dead, o novo épico (por acaso, pela amostra, parecia ser uma bela porcaria) do George Romero com zombies, percebi que são estes pequenos e singelos momentos que fazem as maravilhas de uma relação. Há poucas coisas tão agradáveis quanto estar na rua, em pleno Verão, junto da pessoa amada, partilhando a vida longe dos problemas, perto do lar mas longe do calor que lá faz. E, claro, com esse valor acrescentado que é o portátil debitar gritos horríveis de pessoas sendo atacadas por zombies sujos e feios.
Enfim, que mais pode um homem querer?!
Mas ontem tive uma ideia que não só nos permite estar ao fresquinho como também nos distrai. Fomos para a rua! Sim, para a rua. E não, suas mentes depravadas, não fomos para a rua ter sexo (embora, confesso, seja uma ideia que desde há muito povoa os meus neurónios...). O que eu fiz foi puxar de duas cadeiras, uma para mim e outra para a gaja, caso haja alguém daí desse lado que não sabe fazer contas, trazer o portátil comigo e pronto, ficámos os dois a ver trailers de filmes na rua. E enquanto apanhava com o vento suave e refrescante na cara, ao mesmo tempo que o ecrã mostrava o trailer do Survival of the Dead, o novo épico (por acaso, pela amostra, parecia ser uma bela porcaria) do George Romero com zombies, percebi que são estes pequenos e singelos momentos que fazem as maravilhas de uma relação. Há poucas coisas tão agradáveis quanto estar na rua, em pleno Verão, junto da pessoa amada, partilhando a vida longe dos problemas, perto do lar mas longe do calor que lá faz. E, claro, com esse valor acrescentado que é o portátil debitar gritos horríveis de pessoas sendo atacadas por zombies sujos e feios.
Enfim, que mais pode um homem querer?!
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segunda-feira, julho 26, 2010
Lúcidos comentários acerca de Inception, o filme

Pois é, no passado Sábado eu e a gaja fomos ao cinema ver esta película. E que película!!!! De longe, o melhor filme que vi nas salas de cinema este ano. É absolutamente obrigatório!
Não querendo cometer actos de spoiling, furtar-me-ei a tecer grandes considerações sobre a história. Digo apenas que, a um nível global, torna-se nítido que Inception, enquanto filme, beneficia de dois factores: o primeiro é o desenvolvimento tecnológico. Um filme como Inception seria impossível há 20-30 anos atrás. Os efeitos especiais são de ponta, e sem eles a história ficaria menos credível. O segundo factor é a história em si. Inception é um daqueles filmes herdeiros de Matrix, nomeadamente do primeiro, a obra que provou ser possível ter um enredo complexo e mind boggling e ainda assim chegar ao grande público. Inception é, no fundo, pura ficção científica e filosófica, exigindo ao espectador atenção, obrigando-o a pensar, mesmo que - e à semelhança de Matrix - aqui e ali o distraia com cenas de tiros e porrada. É claro que Inception não possui uma Monica Bellucci, perdendo aqui claramente para a trilogia Matrix, mas em boa verdade o primeiro filme desta série também não contava com a bomba italiana, portanto esperemos que as eventuais futuras sequelas corrijam esta falha!
Mas por que é o enredo tão atraente?! Porque joga com as nossas dúvidas enquanto seres humanos. A premissa de Inception, que era também a premissa de Matrix, é esta: conhecemos nós realmente o mundo em que vivemos, ou tudo não passa de um sonho? E se não passa de um sonho, o que me impede, a mim, de acreditar que o Sporting é o melhor clube do mundo e que as mulheres, em lugar de dois, possuem 40 seios?! Estas são reflexões, profundíssimas aliás, que filmes como Matrix e Inception nos despertam - mesmo que, paradoxalmente, estejamos a dormir. Mas estes filmes ainda nos conduzem mais além. Levam-nos mesmo a equacionar se nós somos reais, ou apenas projecções de uma qualquer mente tresloucada! E, se nós somos meras projecções, isso significa que os seios da Rita Pereira também o são! Nesse caso, eu faço mesmo questão de querer saber quem foi a mente tresloucada que os projectou, nem que seja só para lhe agradecer. E, já agora, perguntar-lhe por que é que todas as minhas questionações se prendem, em última análise, com mamas...
Em suma, espero que este texto - sobretudo aquelas partes em que falo de seios femininos - vos convença a assistir ao Inception. Vão dar o dinheiro por bem empregue, a não ser, claro, que sejam pitas de 15 anos cujo único interesse no filme é a fuça do DiCaprio. Nesse caso, lamento dizer-vos que sairão desapontadas.
sexta-feira, julho 23, 2010
O mistério dos rabanetes desaparecidos

Mas será que tenho de fazer um bico a alguém para poder arranjar rabanetes?!?!
Recordo-me com alguma dificuldade da última vez em que terei provado os deliciosos e picantes rabanetes, que eu tanto aprecio. Foi há seis meses, num almoço em casa dos pais?! Ou terá sido há três anos, numa orgia com toupeiras passada numa horta?! (Bem, se há algo que posso dizer em abono das toupeiras, é que elas têm faro para encontrar os melhores rabanetes do mundo. Ademais, têm uns belos seios, ólarilas!...)
Nos últimos tempos, tenho andado a desejar rabanetes, mas debalde, pois não consigo encontrá-los em lugar algum. Percorri várias casas de legumes, e nada, mesmo tendo espreitado debaixo das couves, entre os espinafres e os aipos, até mesmo no meio dos tomates! Nada! Nos super e hipermercados, a história é a mesma: não se vê um rabanetezinho que seja! Perguntei, a uma empregada do Pingo Doce, onde poderia encontrar rabanetes e levei como resposta "Naum seeeeei, mêu beim. Qui dróga éh um rábánêtchi, cára?!". Desisti, fui à Fnac, fiz a mesma pergunta e deram-me para as mãos um cd da Ana Malhoa. Não percebi a associação...
Já mandei até uma carta ao Marcelo Rebelo de Sousa. Ele, que tem a mania de perceber de tudo, pode ser que me elucide acerca do paradeiro dos rabanetes. Mas continuo sem obter resposta (acho que ele anda muito ocupado a tentar encontrar coisas positivas na proposta de revisão constitucional do PSD. Enfim, é um trabalho que lhe vai tomar eras...). O que é uma pena, pois anda mesmo a apetecer-me rabanetes. Algum de vós, por acaso, consegue encontrá-los na vossa área de residência? Se sim, expliquem-me como e onde!!!
Bom fim-de-semana. Eu vou passar os próximos dois dias a olhar para fotografias de rabanetes...
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quinta-feira, julho 22, 2010
As benzocas de Esquerda
Embora seja de extrema-esquerda, uma ideologia política que defende, radicalmente, que não devem existir preconceitos, nem discriminações, nem intolerância na sociedade, entre outras palhaçadas, sou o primeiro a admitir que não tenho pachorra nenhuma para as meninas "bem" que se dizem de Esquerda. Vá lá, quem é que consegue aguentar dez segundos que sejam de uma tiazorra de Cascais a discursar sobre igualdade de direitos e liberdades fundamentais? Aquilo soa falso e artificial, e é tão deslocado quanto um preto-paneleiro-drogado-desempregado-com-intenção-de-adoptar-uma-criança-romena alegar que está inteiramente de acordo com as políticas do CDS/PP.
Sou, portanto, da opinião que as benzocas de Esquerda têm de escolher: ou são benzocas, ou são de Esquerda. As duas coisas em simultâneo é que não podem ser. Por razões de coerência. Ou largam a vontade de construir um mundo melhor e lutar pelos amanhãs que cantam, ou largam as malinhas Chanel feitas à mão por proletários explorados pelo grande capital.
Já me cruzei com muitas benzocas que se diziam de Esquerda. Gente que vestia roupa cara, guiava brutos carros, começava qualquer frase com um "Ouça lá" e passava férias em hotéis de 6 estrelas no Dubai. Mas que não se coibiam de soltar os lugares-comuns da Esquerda, como "os ricos que paguem a crise!", "abaixo o grande capital!", "saúde e educação para todos", e afins. E depois, como é óbvio, deixavam-me sozinho enquanto se dirigiam ao Campo Pequeno para assistir a mais um desses espectáculos tão caros à Esquerda, a tourada!...Enfim, quando apanho gente desta só me dá vontade de fazer isto:

Porque sim, tais atitudes desanimam um gajo verdadeiramente esquerdista. Será que essa gente não tem em casa um escravo para chicotear? Uma empregada cabo-verdiana para encher de trabalho e pagar mal? Uma colecção de sapatos para organizar? Que vão à vida delas e deixem a Esquerda em paz, pá!...
Sou, portanto, da opinião que as benzocas de Esquerda têm de escolher: ou são benzocas, ou são de Esquerda. As duas coisas em simultâneo é que não podem ser. Por razões de coerência. Ou largam a vontade de construir um mundo melhor e lutar pelos amanhãs que cantam, ou largam as malinhas Chanel feitas à mão por proletários explorados pelo grande capital.
Já me cruzei com muitas benzocas que se diziam de Esquerda. Gente que vestia roupa cara, guiava brutos carros, começava qualquer frase com um "Ouça lá" e passava férias em hotéis de 6 estrelas no Dubai. Mas que não se coibiam de soltar os lugares-comuns da Esquerda, como "os ricos que paguem a crise!", "abaixo o grande capital!", "saúde e educação para todos", e afins. E depois, como é óbvio, deixavam-me sozinho enquanto se dirigiam ao Campo Pequeno para assistir a mais um desses espectáculos tão caros à Esquerda, a tourada!...Enfim, quando apanho gente desta só me dá vontade de fazer isto:

Porque sim, tais atitudes desanimam um gajo verdadeiramente esquerdista. Será que essa gente não tem em casa um escravo para chicotear? Uma empregada cabo-verdiana para encher de trabalho e pagar mal? Uma colecção de sapatos para organizar? Que vão à vida delas e deixem a Esquerda em paz, pá!...
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quarta-feira, julho 21, 2010
Eine Kleine Dialog
Eu: Estás a ver aquele cruzeiro ali à beira Tejo, estás?! Já te imaginaste lá dentro, a dar a volta ao mundo?
Ela: Sim... seria tão bonito!...
Eu: E depois vínhamos os dois juntos até à proa, eu abriria os braços e gritaria "I'm the king of the world"!
Ela: Pfff! Quem pensas tu que és, o Leonardo DiCaprio?!
Eu: Não. Eu sou muito mais bonito.
Ela: Pfff.
Eu: E tenho muito mais estilo.
Ela: Pfff. Mas ele tem muito mais dinheiro do que tu.
Eu: Olha, sabes onde é que ele podia meter aquele dinheiro todo, sabes?!
Ela: Onde? Diz lá, onde?! No cu?!
Eu: Não! Na minha conta bancária...
E é assim que nos divertimos no caminho de retorno a casa. Assinale-se que a gaja conseguiu proferir a palavrinha "cu" de forma a que se fizesse ouvir perfeitamente por todas as pessoas presentes no transporte público que apanhámos...
E se estão a perguntar-se por que raio o título deste post vem em alemão, respondo-vos já que não faço a menor ideia.
Ela: Sim... seria tão bonito!...
Eu: E depois vínhamos os dois juntos até à proa, eu abriria os braços e gritaria "I'm the king of the world"!
Ela: Pfff! Quem pensas tu que és, o Leonardo DiCaprio?!
Eu: Não. Eu sou muito mais bonito.
Ela: Pfff.
Eu: E tenho muito mais estilo.
Ela: Pfff. Mas ele tem muito mais dinheiro do que tu.
Eu: Olha, sabes onde é que ele podia meter aquele dinheiro todo, sabes?!
Ela: Onde? Diz lá, onde?! No cu?!
Eu: Não! Na minha conta bancária...
E é assim que nos divertimos no caminho de retorno a casa. Assinale-se que a gaja conseguiu proferir a palavrinha "cu" de forma a que se fizesse ouvir perfeitamente por todas as pessoas presentes no transporte público que apanhámos...
E se estão a perguntar-se por que raio o título deste post vem em alemão, respondo-vos já que não faço a menor ideia.
terça-feira, julho 20, 2010
Revisão constitucional: Peter of Pan way
Agora anda aí uma cegarrega do caraças por causa de uma revisão constitucional proposta pelo PSD. Admito que ainda não meti muito o nariz na coisa (prefiro meter o nariz noutras coisas, não sei se me faço entender...), mas pelo pouco que pude cheirar, aquilo fede. Aliás, se há algo que caracteriza os portugueses, é eles serem capazes de piorar aquilo que já de si é mau: a actual constituição é má, sem dúvida, mas as propostas do PSD conseguem torná-la ainda pior. Eu acho que esta gente faz de propósito. Ou isso, ou são dotados de estupidez congénita.
Bom, se a revisão constitucional à PSD for levada avante, eu tenho na gaveta uma contra-revisão constitucional. E a minha, ao contrário daquela, tem propostas inteligentes, sensatas e susceptíveis de agradar a todos. Querem um cheirinho? Então cá vai:
Proposta nº 1: O Presidente da República pode até ficar com o poder de demitir o governo, tal como o partido da setinha pretende, desde que seja permitido a qualquer cidadão, incluindo o bêbedo do Manuel Vilarinho, demitir o Presidente da República.
Proposta nº 2: A Assembleia da República deixa de ter um presidente e passa a ter uma representante. E essa representante será, por um prazo de 15-20 anos, a Soraia Chaves. A sua substituição verificar-se-á aquando de rugas e peles caídas, sendo o seu lugar ocupado por uma qualquer mamalhuda boazona que, daqui a umas décadas, andar na berra.
Proposta nº 3: Além de se impedir a recandidatura, a cargos políticos, de indivíduos condenados no âmbito do exercício do poder público, tal como quer o PSD, proponho que esses mesmos indivíduos sejam chibatados em praça pública e tenham ananazes enfiados pelo traseiro.
Proposta nº 4: A Constituição da República Portuguesa deverá incluir o seguinte artigo: "Doravante, e para todo o sempre, o Sporting Clube de Portugal é considerado o clube de futebol mais lindo do país e do mundo, sendo-lhe atribuído o título de Campeão Nacional em todas as épocas, mesmo naquelas em que a sua classificação não seja igual ao primeiro lugar." Este artigo incluirá, ainda, as alíneas seguintes:
a) todos os cidadãos portugueses residentes no território nacional deverão, quando abordados por uma autoridade, apresentar o seu cartão do cidadão e o cartão de sócio do Sporting Clube de Portugal. A não apresentação destes dois documentos em simultâneo será punida com coima não inferior a 5000 €.
b) todos os cidadãos portugueses, residentes em Portugal ou no estrangeiro, deverão, a partir do ano de 2011, incluir nos nomes dos seus filhos os nomes "Liédson", caso nasçam meninos, e "Miguel Veloso", caso nasçam meninas.
c) todos os cidadãos portugueses residentes no território nacional passarão a estar obrigados a visitar o Estádio Alvalade XXI pelo menos uma vez por ano. O não cumprimento desta obrigação justificará penas na ordem das cinco conversas diárias com Carlos Queiroz por um período nunca inferior a 20 dias.
Proposta nº 5: Passa a estar expressamente proibido qualquer canal televisivo ligado ao Estado. Isto significa a privatização da RTP que, de acordo com a nova Constituição, deve ser vendida por tuta e meia ao Sá Leão, que estabelecerá a programação que bem entender.
Isto, como eu dizia, é só um cheirinho. Tenho milhentas propostas prontas a apresentar no parlamento. Aprendam, sociais-democratas da tanga...
Bom, se a revisão constitucional à PSD for levada avante, eu tenho na gaveta uma contra-revisão constitucional. E a minha, ao contrário daquela, tem propostas inteligentes, sensatas e susceptíveis de agradar a todos. Querem um cheirinho? Então cá vai:
Proposta nº 1: O Presidente da República pode até ficar com o poder de demitir o governo, tal como o partido da setinha pretende, desde que seja permitido a qualquer cidadão, incluindo o bêbedo do Manuel Vilarinho, demitir o Presidente da República.
Proposta nº 2: A Assembleia da República deixa de ter um presidente e passa a ter uma representante. E essa representante será, por um prazo de 15-20 anos, a Soraia Chaves. A sua substituição verificar-se-á aquando de rugas e peles caídas, sendo o seu lugar ocupado por uma qualquer mamalhuda boazona que, daqui a umas décadas, andar na berra.
Proposta nº 3: Além de se impedir a recandidatura, a cargos políticos, de indivíduos condenados no âmbito do exercício do poder público, tal como quer o PSD, proponho que esses mesmos indivíduos sejam chibatados em praça pública e tenham ananazes enfiados pelo traseiro.
Proposta nº 4: A Constituição da República Portuguesa deverá incluir o seguinte artigo: "Doravante, e para todo o sempre, o Sporting Clube de Portugal é considerado o clube de futebol mais lindo do país e do mundo, sendo-lhe atribuído o título de Campeão Nacional em todas as épocas, mesmo naquelas em que a sua classificação não seja igual ao primeiro lugar." Este artigo incluirá, ainda, as alíneas seguintes:
a) todos os cidadãos portugueses residentes no território nacional deverão, quando abordados por uma autoridade, apresentar o seu cartão do cidadão e o cartão de sócio do Sporting Clube de Portugal. A não apresentação destes dois documentos em simultâneo será punida com coima não inferior a 5000 €.
b) todos os cidadãos portugueses, residentes em Portugal ou no estrangeiro, deverão, a partir do ano de 2011, incluir nos nomes dos seus filhos os nomes "Liédson", caso nasçam meninos, e "Miguel Veloso", caso nasçam meninas.
c) todos os cidadãos portugueses residentes no território nacional passarão a estar obrigados a visitar o Estádio Alvalade XXI pelo menos uma vez por ano. O não cumprimento desta obrigação justificará penas na ordem das cinco conversas diárias com Carlos Queiroz por um período nunca inferior a 20 dias.
Proposta nº 5: Passa a estar expressamente proibido qualquer canal televisivo ligado ao Estado. Isto significa a privatização da RTP que, de acordo com a nova Constituição, deve ser vendida por tuta e meia ao Sá Leão, que estabelecerá a programação que bem entender.
Isto, como eu dizia, é só um cheirinho. Tenho milhentas propostas prontas a apresentar no parlamento. Aprendam, sociais-democratas da tanga...
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segunda-feira, julho 19, 2010
Sabemos que estamos a ficar irreversivelmente velhos quando...
...nos almoços de família, os nossos pais, logo após os cumprimentos do costume, nos lançam à cara, sem qualquer tipo de preparação, frases como
"Meu filho, estás tão careca"
e
"Meu querido, tens tantos cabelos brancos"
e ainda
"Oh, o meu rico menino... está a ficar com a pele enrugada"
e a pièce de résistance
"Bem, mas que grande barrigão que o nosso filhinho tem!"
Ninguém aí desse lado conhece a localização exacta da fonte da juventude, não?!?! Mandem-me as coordenadas GPS disso, s.f.f.!
"Meu filho, estás tão careca"
e
"Meu querido, tens tantos cabelos brancos"
e ainda
"Oh, o meu rico menino... está a ficar com a pele enrugada"
e a pièce de résistance
"Bem, mas que grande barrigão que o nosso filhinho tem!"
Ninguém aí desse lado conhece a localização exacta da fonte da juventude, não?!?! Mandem-me as coordenadas GPS disso, s.f.f.!
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sexta-feira, julho 16, 2010
Texto superlativamente idiota
É tal como se encontra que eu gosto de Lisboa: nublada e melancólica, mas sem ser fria e negra. Prefiro-a assim aos mais comuns dias soalheiros, típicos do Verão, com uma luminosidade que até fere. Hoje, a capital está como deve estar. Porém, nem todos os habitantes da cidade a admiram nestas condições; quando Lisboa fica soturna nos seus dias, a população parece endoidecer.
Não me admirei, portanto, no meu trajecto matutino, e enquanto admirava a Lisboa obnubilada por simpáticas nuvens cinzentas, por encontrar gente absolutamente tresloucada cometendo actos irreais. Vi, por exemplo, um jovem universitário encostado a uma paragem de autocarro. A sua figura não se me aparentou desde logo saudável, visto que lia um exemplar do jornal do Benfica, e essa minha primeira impressão depressa se confirmou no momento em que o jovem resolveu espirrar. A convulsão foi de tal ordem forte que metade da cara soltou-se-lhe e foi depositar-se no meio da estrada. Um carro, ao vislumbrar tão inaudito objecto, travou a fundo. Outro, que se lhe seguia na traseira, não teve a mesma sorte e bateu, com estrondo, no primeiro. Uma terceira viatura ainda esboçou uma travagem mas debalde: pespegou-se contra o segundo automóvel, que embateu de novo no primeiro, levando este, pela posição em que se encontrava, a capotar.
Eu, vendo tudo isto confortavelmente do lado do passeio, só me lembrei de lançar "Netherlands, twelve points. Le Pays-Bas, douze points. Holanda, 12 pontos", no melhor estilo Eládio Clímaco. Nenhum dos outros transeuntes percebeu a minha ironia, e muito menos o jovem universitário lampião, que lançava incompreensíveis mas nada impolutos impropérios (que linda aliteração, pá!) na minha direcção enquanto tentava recuperar, do meio do asfalto, a metade do seu rosto.
Reconhecendo que a minha presença naquele local não estava a ser propriamente desejada, continuei a caminhar pela linda Lisboa livre (oh, mais uma aliteraçãozinha tão gira...). Perto de um dos muitos hotéis da capital, estava um funcionário da Câmara a proceder à poda de uma árvore. Executava o seu ofício calma e delicadamente, quando, à entrada do hotel, pára um autocarro com matrícula espanhola. Janelas são abertas e surgem cabeçorras espanholas. Não demora nem meio segundo para que todas aquelas cabeças desatem a cantar, em uníssono, "Y Viva España, La La La La La La La La", com certeza ainda deslumbrados que estão por aquela treta de Mundial. Aproximo-me do autocarro, grito "Hey, cabrones" repetidas vezes, até assegurar que todas aquelas cabeças estão voltadas para mim, levanto a mão esquerda, lentamente, viro as costas da mão, lentamente, para os espanhóis, baixo, lentamente, o polegar, baixo, lentamente, o indicador, baixo, lentamente, o anelar, e por fim baixo, lentamente, o mindinho, revelando aos espanhóis um majestoso manguito. Eles não gostam e, à semelhança do jovem universitário lampião sem meia-tromba, lançam-me, nada lentamente, ofensas verbais. Mas nisto ouve-se um zunido grave, seguido de um TRÁS ensurdecedor: a árvore que estava a ser podada acabara de cair... mesmo em cima do autocarro dos espanhóis. Alguém lá em cima deve gostar muito de mim... e muito pouco de peropomperos!
Abandono o cenário e persigo o meu caminho, nesta Lisboa enevoada. À direita, vislumbro anciãs a debicar pedaços de papo-seco junto dos pombos. À esquerda, observo dois casais homossexuais a dançar O Lago dos Cisnes. Adiante, um lisboeta vestido de Batman passeia o seu cão que enverga a fatiota do Robin. Atrás, um grupo de toxicodependentes diverte-se a tentar enfiar seringas usadas num caixote do lixo, como se fossem jogadores de basquete.
Não há dúvida: Lisboa está completamente ensandecida. A humanidade não se habituará jamais à visão de uma Lisboa coberta de nuvens no Verão. Suspiro fundo, lanço um último olhar a estas ruas inquietas e vou mas é trabalhar.
Bom fim-de-semana
Não me admirei, portanto, no meu trajecto matutino, e enquanto admirava a Lisboa obnubilada por simpáticas nuvens cinzentas, por encontrar gente absolutamente tresloucada cometendo actos irreais. Vi, por exemplo, um jovem universitário encostado a uma paragem de autocarro. A sua figura não se me aparentou desde logo saudável, visto que lia um exemplar do jornal do Benfica, e essa minha primeira impressão depressa se confirmou no momento em que o jovem resolveu espirrar. A convulsão foi de tal ordem forte que metade da cara soltou-se-lhe e foi depositar-se no meio da estrada. Um carro, ao vislumbrar tão inaudito objecto, travou a fundo. Outro, que se lhe seguia na traseira, não teve a mesma sorte e bateu, com estrondo, no primeiro. Uma terceira viatura ainda esboçou uma travagem mas debalde: pespegou-se contra o segundo automóvel, que embateu de novo no primeiro, levando este, pela posição em que se encontrava, a capotar.
Eu, vendo tudo isto confortavelmente do lado do passeio, só me lembrei de lançar "Netherlands, twelve points. Le Pays-Bas, douze points. Holanda, 12 pontos", no melhor estilo Eládio Clímaco. Nenhum dos outros transeuntes percebeu a minha ironia, e muito menos o jovem universitário lampião, que lançava incompreensíveis mas nada impolutos impropérios (que linda aliteração, pá!) na minha direcção enquanto tentava recuperar, do meio do asfalto, a metade do seu rosto.
Reconhecendo que a minha presença naquele local não estava a ser propriamente desejada, continuei a caminhar pela linda Lisboa livre (oh, mais uma aliteraçãozinha tão gira...). Perto de um dos muitos hotéis da capital, estava um funcionário da Câmara a proceder à poda de uma árvore. Executava o seu ofício calma e delicadamente, quando, à entrada do hotel, pára um autocarro com matrícula espanhola. Janelas são abertas e surgem cabeçorras espanholas. Não demora nem meio segundo para que todas aquelas cabeças desatem a cantar, em uníssono, "Y Viva España, La La La La La La La La", com certeza ainda deslumbrados que estão por aquela treta de Mundial. Aproximo-me do autocarro, grito "Hey, cabrones" repetidas vezes, até assegurar que todas aquelas cabeças estão voltadas para mim, levanto a mão esquerda, lentamente, viro as costas da mão, lentamente, para os espanhóis, baixo, lentamente, o polegar, baixo, lentamente, o indicador, baixo, lentamente, o anelar, e por fim baixo, lentamente, o mindinho, revelando aos espanhóis um majestoso manguito. Eles não gostam e, à semelhança do jovem universitário lampião sem meia-tromba, lançam-me, nada lentamente, ofensas verbais. Mas nisto ouve-se um zunido grave, seguido de um TRÁS ensurdecedor: a árvore que estava a ser podada acabara de cair... mesmo em cima do autocarro dos espanhóis. Alguém lá em cima deve gostar muito de mim... e muito pouco de peropomperos!
Abandono o cenário e persigo o meu caminho, nesta Lisboa enevoada. À direita, vislumbro anciãs a debicar pedaços de papo-seco junto dos pombos. À esquerda, observo dois casais homossexuais a dançar O Lago dos Cisnes. Adiante, um lisboeta vestido de Batman passeia o seu cão que enverga a fatiota do Robin. Atrás, um grupo de toxicodependentes diverte-se a tentar enfiar seringas usadas num caixote do lixo, como se fossem jogadores de basquete.
Não há dúvida: Lisboa está completamente ensandecida. A humanidade não se habituará jamais à visão de uma Lisboa coberta de nuvens no Verão. Suspiro fundo, lanço um último olhar a estas ruas inquietas e vou mas é trabalhar.
Bom fim-de-semana
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berraria,
formigueiro,
irreparável
quinta-feira, julho 15, 2010
"O tamanho é o que verdadeiramente importa". Sim, mas qual tamanho, caraças?!
Considero-me uma pessoa extremamente pacata, calma, pacífica e racional. São poucas as cousas (há quanto tempo não viam grafado "cousas" em lugar de "coisas", hum?!) que me levam ao desatino. Agências de rating?! Pfff, elas que venham aqui ratingar-me, a ver se me importo!... Derrotas do Sporting?! Ó pá, elas são tantas que um tipo, a partir de uma certa altura, fica anestesiado!... Não ter o canal Playboy desbloqueado?! Sim, é chato, admito, mas quem precisa de canais eróticos por cabo quando temos essa autêntica arca pessoana do erotismo e da pornografia que é a internet? (e há quanto tempo, se é que alguma vez, viram associados os termos "arca", "pessoana", "erotismo" e "pornografia"? Há coisas que só este blogue faz por vocês, não é?!)
No entanto, tenho de desabafar, aqui, que as tretas dos tamanhos perturbam - e de que maneira - a minha habitual índole fleumática. Fui criado e crescido a escutar duas opiniões em tudo contraditórias: uma, que era o tamanho o que verdadeiramente importava; outra, que não era o tamanho e sim a magia o mais relevante. Ora, pessoalmente não sei o que quer dizer esta coisa de "magia", por isso sempre resvalei para o lado daqueles que afirmam ser o tamanho importante. Afinal, trata-se de um critério mais objectivo e, assim, mais facilmente interpretável, do que "magia". Em princípio, um metro é um metro, um hectare é um hectare, e os meus 25 centímetros são 25 centímetros, certo?!
ERRADO! Há por aí muito bom fabricante de vestuário e calçado que não obedece a estes critérios supostamente objectivos. Para esta gente, um metro tanto pode ser um metro quanto 80 centímetros, um litro pode equivaler a um decímetro e um quilómetro, este, pode ser classificado, muito arbitrariamente, como "uma coisa grande c'mó caraças"! Só estas discrepâncias explicam que eu, quando quero comprar roupa ou calçado, raramente consiga atinar no tamanho! Normalmente, as minhas camisas e t-shirts são L. "L", de large, já se sabe. Portanto, quando vou a uma lojinha, ou, mais amiudemente, aos ciganos, procuro de imediato os tamanhos que à partida sei servirem-me. O mesmo acontece quando me desloco a uma sapataria: 42 é o meu número, e ponto final.
Só que, e não sei por que carga de água, é muito raro, mesmo muito, os fabricantes atinarem à certa com as medidas. Por razões místicas e misteriosas que eu não sou capaz de deslindar, os L nem sempre são L e os 42 são só uma tatuagem colocada na sola do calçado e que nada têm a ver com o tamanho dos meus belos e sensuais pés.
Ainda no último fim de semana, fui comprar duas camisas e um par de chanatos. Supostamente, bastar-me-ia escolher o tamanho L para as primeiras e o 42 para os segundos. Afinal, se há esta uniformidade de medidas, se há um reconhecimento nacional e internacional das mesmas, então é porque em qualquer lado, em qualquer loja, de qualquer marca e modelo, o vestuário e o calçado são os mesmos no que aos diversos tamanhos concerne. Mas na prática não o são. Na prática, eu posso ir à loja X e sair de lá com uma t-shirt L bem assente, e logo de seguida entrar na loja Y e descobrir que, afinal, as t-shirts que me caem bem são as XL. E posso ir depois à loja Z só para verificar que as únicas t-shirts que me servem não são as L nem as XL, as quais me dão aquele aspecto de "saca de batatas" e sim as M. Na prática, eu posso ir à sapataria A à procura de uns ténis 42 e sair de lá efectivamente com uns 42 calçados, e logo de seguida entrar na sapataria B e só conseguir meter o pé nuns 44, e depois ir à sapataria C e dar conta que, olhem que porra, uns 41 até se adaptam bem aos meus tesouros de pontapear bolas de futebol.
Devido a estas tretas, uma pessoa tem sempre, e inevitavelmente, de perder tempo na porcaria dos vestiários a experimentar as peças. O que, na minha óptica, era algo perfeitamente escusado. Tenho para mim que os vestiários só servem para aquelas gajas que procuram, à força toda, ver todas as santas peças de roupa, em todas as combinações possíveis ("será que este vestido fica bem com estes sapatos? ou fica melhor com aqueles?"). Os vestiários não deveriam destinar-se a indivíduos mais práticos, como eu, que sabem de antemão aquilo que querem levar. A mim não me interessa se as calças de ganga combinam bem com os téninhos pretos, ou se a camisa azul casa bem com os sapatos tipo vela. A única coisa que eu quero saber é se me servem, e bastaria, num mundo justo e racional, que os tamanhos indicados nas peças dissessem a verdade. O problema é que, quais Josés Sócrates, não dizem! E ao não dizerem, obrigam-me - helás! - a ir à porcaria dos vestiários, onde invariavelmente estão dezenas de focas a experimentar soutiens e vestidinhos justos, e ainda por cima esquecem-se de fechar completamente a cortina, revelando ao mundo em geral, e a mim em particular, que procuro um cubículo, a visão aviltante daquelas banhas a sair para fora da roupa, o que me provoca logo dores de cabeça e me faz perder a esperança na humanidade, se não pensasse imediatamente nos golos que o Liédson marcou ao Benfica desde que veio jogar para Portugal juro que era capaz de desmaiar ali no meio dos vestiários!
E depois, claro, tenho de vestir e despir e despir e vestir, e repetir as operações tantas vezes quanto o número de peças que tenho vontade de levar e o número de tamanhos disponíveis na loja. Se quero duas camisas, tenho de experimentar, pelo menos, os tamanhos M, L e XL de cada uma. Portanto, só aqui, estão múltiplas operações em potência. Operações que poderiam, se os fabricantes fossem pessoas inteligentes, ser evitadas. Se isso não acontece, é porque, de facto, para esta gente o tamanho não é o que mais importa. Se fossem mas era à fava!...
No entanto, tenho de desabafar, aqui, que as tretas dos tamanhos perturbam - e de que maneira - a minha habitual índole fleumática. Fui criado e crescido a escutar duas opiniões em tudo contraditórias: uma, que era o tamanho o que verdadeiramente importava; outra, que não era o tamanho e sim a magia o mais relevante. Ora, pessoalmente não sei o que quer dizer esta coisa de "magia", por isso sempre resvalei para o lado daqueles que afirmam ser o tamanho importante. Afinal, trata-se de um critério mais objectivo e, assim, mais facilmente interpretável, do que "magia". Em princípio, um metro é um metro, um hectare é um hectare, e os meus 25 centímetros são 25 centímetros, certo?!
ERRADO! Há por aí muito bom fabricante de vestuário e calçado que não obedece a estes critérios supostamente objectivos. Para esta gente, um metro tanto pode ser um metro quanto 80 centímetros, um litro pode equivaler a um decímetro e um quilómetro, este, pode ser classificado, muito arbitrariamente, como "uma coisa grande c'mó caraças"! Só estas discrepâncias explicam que eu, quando quero comprar roupa ou calçado, raramente consiga atinar no tamanho! Normalmente, as minhas camisas e t-shirts são L. "L", de large, já se sabe. Portanto, quando vou a uma lojinha, ou, mais amiudemente, aos ciganos, procuro de imediato os tamanhos que à partida sei servirem-me. O mesmo acontece quando me desloco a uma sapataria: 42 é o meu número, e ponto final.
Só que, e não sei por que carga de água, é muito raro, mesmo muito, os fabricantes atinarem à certa com as medidas. Por razões místicas e misteriosas que eu não sou capaz de deslindar, os L nem sempre são L e os 42 são só uma tatuagem colocada na sola do calçado e que nada têm a ver com o tamanho dos meus belos e sensuais pés.
Ainda no último fim de semana, fui comprar duas camisas e um par de chanatos. Supostamente, bastar-me-ia escolher o tamanho L para as primeiras e o 42 para os segundos. Afinal, se há esta uniformidade de medidas, se há um reconhecimento nacional e internacional das mesmas, então é porque em qualquer lado, em qualquer loja, de qualquer marca e modelo, o vestuário e o calçado são os mesmos no que aos diversos tamanhos concerne. Mas na prática não o são. Na prática, eu posso ir à loja X e sair de lá com uma t-shirt L bem assente, e logo de seguida entrar na loja Y e descobrir que, afinal, as t-shirts que me caem bem são as XL. E posso ir depois à loja Z só para verificar que as únicas t-shirts que me servem não são as L nem as XL, as quais me dão aquele aspecto de "saca de batatas" e sim as M. Na prática, eu posso ir à sapataria A à procura de uns ténis 42 e sair de lá efectivamente com uns 42 calçados, e logo de seguida entrar na sapataria B e só conseguir meter o pé nuns 44, e depois ir à sapataria C e dar conta que, olhem que porra, uns 41 até se adaptam bem aos meus tesouros de pontapear bolas de futebol.
Devido a estas tretas, uma pessoa tem sempre, e inevitavelmente, de perder tempo na porcaria dos vestiários a experimentar as peças. O que, na minha óptica, era algo perfeitamente escusado. Tenho para mim que os vestiários só servem para aquelas gajas que procuram, à força toda, ver todas as santas peças de roupa, em todas as combinações possíveis ("será que este vestido fica bem com estes sapatos? ou fica melhor com aqueles?"). Os vestiários não deveriam destinar-se a indivíduos mais práticos, como eu, que sabem de antemão aquilo que querem levar. A mim não me interessa se as calças de ganga combinam bem com os téninhos pretos, ou se a camisa azul casa bem com os sapatos tipo vela. A única coisa que eu quero saber é se me servem, e bastaria, num mundo justo e racional, que os tamanhos indicados nas peças dissessem a verdade. O problema é que, quais Josés Sócrates, não dizem! E ao não dizerem, obrigam-me - helás! - a ir à porcaria dos vestiários, onde invariavelmente estão dezenas de focas a experimentar soutiens e vestidinhos justos, e ainda por cima esquecem-se de fechar completamente a cortina, revelando ao mundo em geral, e a mim em particular, que procuro um cubículo, a visão aviltante daquelas banhas a sair para fora da roupa, o que me provoca logo dores de cabeça e me faz perder a esperança na humanidade, se não pensasse imediatamente nos golos que o Liédson marcou ao Benfica desde que veio jogar para Portugal juro que era capaz de desmaiar ali no meio dos vestiários!
E depois, claro, tenho de vestir e despir e despir e vestir, e repetir as operações tantas vezes quanto o número de peças que tenho vontade de levar e o número de tamanhos disponíveis na loja. Se quero duas camisas, tenho de experimentar, pelo menos, os tamanhos M, L e XL de cada uma. Portanto, só aqui, estão múltiplas operações em potência. Operações que poderiam, se os fabricantes fossem pessoas inteligentes, ser evitadas. Se isso não acontece, é porque, de facto, para esta gente o tamanho não é o que mais importa. Se fossem mas era à fava!...
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quarta-feira, julho 14, 2010
O regresso das piadas estúpidas e secas
Havia um tipo que passava tanto, mas tanto tempo em hotéis, que os seus inimigos só desejavam que ele fosse morrer lounge.
Peço desculpa e encontrar-nos-emos amanhã.
Peço desculpa e encontrar-nos-emos amanhã.
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terça-feira, julho 13, 2010
Previsões do polvo Paul à distância de um clique
Não sabem se devem levar as vossas gajas ao cinema ou ficar em casa?!
Não sabem se seria preferível mandar um pontapé no cu do Sócrates ou, ao invés, enfiar um pontapé nos tomates do Sócrates?!
Têm dúvidas se a Monica Bellucci é mais boa que a Scarlett Johansson?!
E quem será o melhor marcador da Liga 2010/2011? Cinama-Pongolle ou Liédson?!
Não matutem mais. Chegou o site de que todos nós precisávamos: http://especiales.lainformacion.com/polvo-paul/
Aqui, podemos colocar o que quisermos à consideração desse verdadeiro mito do século XXI, o polvo Paul. Ele dará as respostas por nós. Divirtam-se.
Não sabem se seria preferível mandar um pontapé no cu do Sócrates ou, ao invés, enfiar um pontapé nos tomates do Sócrates?!
Têm dúvidas se a Monica Bellucci é mais boa que a Scarlett Johansson?!
E quem será o melhor marcador da Liga 2010/2011? Cinama-Pongolle ou Liédson?!
Não matutem mais. Chegou o site de que todos nós precisávamos: http://especiales.lainformacion.com/polvo-paul/
Aqui, podemos colocar o que quisermos à consideração desse verdadeiro mito do século XXI, o polvo Paul. Ele dará as respostas por nós. Divirtam-se.
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