Esta manhã, pego no carro e ponho a gaja no pendura. Pé no acelerador e vrummmmmmmm, embora lá que já estamos atrasados! Cinquenta ou sessenta metros adiante, está um carro quase quase parado. Eu a querer andar e o tipo nada. De repente, já estou eu quase colado à traseira, o tipo guina à direita, sem fazer pisca nem nada, e estaciona, feliz da vida, como se não tivesse feito uma transgressão daquelas que eu considero mesmo graves (para mim, malta que não faz pisca aquando de mudança de direcção deveria ter o mesmo destino dos pedófilos e dos violadores - era castrá-los quimicamente e enfiar-lhes os sete volumes do Em busca do tempo perdido, um a um ou todos ao mesmo tempo, conforme desse mais jeito, pelo cuzinho!)
Coordenados como se fôssemos dois bailarinos a apresentar uma performance no teatro Bolshoi, eu atiro um "filho-da-puta!" bem atirado, e a gaja que, como ia no pendura, estava mais próxima daquele arraçado de morsa, baixa o vidro e exclama um "palhaço!" bem exclamado.
Surpreendido por aquela atitude, vim o resto do caminho a barafustar com a minha gaja por ter sido tão mal educada... Hipocrisia é isto! Vejam se aprendem...
...ah, e um bom 25 de Abril para todos.
quinta-feira, dezembro 23, 2010
terça-feira, dezembro 21, 2010
Hoje...
... já perdi mais um chapéu de chuva e pisei um cagalhão antes de entrar ao serviço.
A partir daqui, o dia só pode ser a subir!
A partir daqui, o dia só pode ser a subir!
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quarta-feira, dezembro 15, 2010
Como escrever cenas de sexo - um guia Peter of Pan
Imaginem que são escritores. Imaginem que, nos vossos contos ou romances, têm de descrever cenas assim daquelas mais tórridas. E imaginem que não sabem ainda qual será o vosso público-alvo: homens, mulheres, homens que têm tempo para ler, homens que não têm tempo para ler, mulheres que têm tempo para ler, mulheres que não têm tempo para ler. O post de hoje é uma espécie de manual de resposta a isto. Então tomem lá:
Cena de sexo descrita para mulheres que têm tempo para ler:
"Ele olhou-a nos olhos, fixou-se naquelas íris que espelhavam a paixão de Susana, há muito ansiosa por este encontro. Pegou nela, com um gesto ao mesmo tempo firme e suave, e Susana sentiu o seu coração bater mais forte. Ele, com suavidade, aproximou o rosto do pescoço de Susana. Beijou, como se o tempo fosse uma maré no crepúsculo, aquela pele líquida e Susana, cada vez mais abandonada, ofegava a cada novo beijo. Com movimentos que só pôde ter aprendido naqueles anos em que se retirou do mundo e foi viver junto de um grupo de tartarugas das Galápagos, Ricardo começou a desabotoar a alva camisa de Susana, deixando ver, aos poucos, o soutien e a pele daquele peito que lhe era oferecido. Susana era já toda fogo, escaldando de antecipação. Ricardo, esse, passou devagar a mão direita pelas costas de Susana e, num gesto rápido que a surpreendeu, e que ele deve ter aprendido quando esteve refugiado na casa de um prestidigitador nos seus anos de exílio no Nagorno-Karabakh, desapertou-lhe o soutien, colocando-o sobre a camisa que já jazia no chão. Beijou os seios de Susana, primeiro o esquerdo, num claro reflexo das suas preferências políticas, depois o direito. Ela sentia-se explodir. Como se fosse um dançarino de tango, que aliás aprendeu nos meses em que esteve perdido no La Bombonera após assistir a um Boca Juniors X River Plate que deu molho, Ricardo tomou Susana nos braços e deitou-a na cama. Tirou-lhe os sapatos. Susana já só aguardava o momento de consumação daquele amor que ardia como o magma prestes a ser expelido de um vulcão. Ricardo, contudo, não tinha pressas, mostrando que nada aprendera durante aqueles anos em que estivera infiltrado num grupo de investidores de risco de Wall Street. Começou a tirar, devagar, a sua gravata, de seguida a camisa. Enquanto cada botão dançava naqueles dedos que já tanto mataram e tanto amaram, Susana só pensava "despacha-te lá com isso e salta-me já para cima". Ricardo, contudo, permanecia impassível. Descalçou os sapatos, pé contra pé, desapertou as calças, deixando que a gravidade as atraísse para o chão e tirou os slips, revelando a Susana um sexo majestoso, efeitos talvez do facto de Ricardo ter sido criado dos 5 aos 17 anos com a tribo africana que o adoptara depois de os seus pais o terem abandonado no Pingo Doce da Damaia. Ricardo baixou-se e tirou as calças de Susana. Com pequenos ósculos, foi caminhando desde o pé esquerdo de Susana até ao ventre. Retirou-lhe as cuecas húmidas e osculou também aquela superfície rosada que tanto o aguardava. Susana gemia, convulsava, espasmava, espumava. Ricardo voltou a beijar os seios e posicionou-se por cima de Susana, que aguardava, quase em desespero, por aquele momento. Começou a sentir o garboso falo de Ricardo junto das suas coxas e a aproximar-se mais e mais e mais e mais... Susana não pensava que uma tal sensação seria possível, nem mesmo naquele ano em que esteve encerrada num convento de freiras lésbicas se comparava ao prazer que, aqui e agora, tinha. Quando o órgão de Ricardo, por fim, se resolveu a invadir o seu jardim de rosas, Susana julgou-se no paraíso, aquele lugar onde tudo é bom, tudo é belo e o José Sócrates está suspenso no ar e a ser chibatado. Os vai-vens de Ricardo, sempre lentos, intensificavam mais ainda o momento. Susana gritava, sorria, chorava, suplicava. Ricardo, em silêncio, aumentava agora o ritmo. Susana sentia-o, no mais fundo de si. Estava quase. Ela sabia-o, ele também. Apertaram-se mutuamente, num abraço que parecia conter em si todo o mundo, todo o universo, e explodiram os dois em simultâneo, ali, naquela mesma cama que acabara de suportar um acto de comunhão entre amantes como nunca antes se vira, nem mesmo nos livros da Barbara Cartland. No dia seguinte, Ricardo despediu-se, deixando um anel de rubis na mesa-de-cabeceira, para que Susana nunca, jamais, se esquecesse aquele encontro."
Cena de sexo descrita para homens que têm tempo para ler:
"Ricardo agarrou-a com força, à homem, como quem agarra uma bilha de gás só com uma mão e a levanta para pôr ao ombro, mesmo à macho, e espetou-lhe um beijo na boca. Arrancou-lhe a camisa e o soutien à bruta e apertou-lhe as mamas, grandes e redondas, desatando logo em seguida a chuchá-las. Susana pedia que fosse mais devagar, mas Ricardo era um homem sem tempo a perder, lição retirada daquele tempo que viveu em Nova Iorque quando andou, mais uns amigos de bebedeira da faculdade, a desmantelar empresas. Espetou um estalo em Susana, como que a dizer quem é que mandava ali, e ela, sem dizer uma palavra sequer, ajoelhou-se. Desapertou-lhe o botão das calças, enfiou a mão e tirou para fora o gigantesco pénis de Ricardo, enorme como uma montanha, como é aliás o pénis de todos os homens, sobretudo dos narradores de contos porno-kitsch, porque é assim que elas gostam, as malucas. Susana, quase sem saber como, lá enfiou todo aquele material na boca e foi sorvendo, ajudada por Ricardo que, com as duas mãos, lhe empurrava a cabeça e puxava os cabelos. Ricardo mal via o rosto de Susana mas tinha a certeza de que ela estava a gostar. Ele, afinal, sabia muito bem identificar tais sinais porque, naqueles anos em que viveu junto de um grupo de tartarugas das Galápagos, várias foram as noites em que as gigantes mas dóceis répteis lhe fizeram sexo oral. Ricardo, porém, não estava de todo satisfeito. Pediu a Susana que parasse, pegou nela e pô-la de cócoras. Abordou-a naquela posição e acometeu-a com força, e depois com mais força. Com a mão direita agarrou, por trás, a teta que estava mais à mão, e que, coisa curiosa, era também a direita e, com a outra mão, puxou com firmeza os cabelos de Susana, que gemia como uma profissional. Saciada a mão que estava na mama, passou-a para o nalguedo, afinfando-lhe uns valentes tautaus. Susana parecia adorar, pois só gritava "Mais, mais!", e Ricardo não se fez rogado; afiambrou-se àquele pedaço de cu e mandou-lhe tanta palmada que o rabo de Susana mais ficou a parecer o rescaldo de um atentado terrorista. Em vez de cansar, estes actos só atiçavam mais ainda a libidinagem do escaldante Ricardo: sem o tirar de dentro, agarrou Susana pela cintura, levantou-a, deu-lhe a volta de modo a que ficassem rosto contra rosto e atirou-se, com ela por baixo, para cima da cama. Ali, penetrou-a com mais força do que a força com que vinha penetrando até então, e depois com mais força ainda. A respiração acelerava-se-lhe, Susana gemia que nem uma valente, até parecia que a esventravam, e se calhar até era, a glande de Ricardo preenchia o útero, como se fosse um balão de ar a encher, e encheu mesmo porque Ricardo atingiu o clímax e jorrou uma tal torrente das suas profundezas que o interior de Susana era como se estivesse a apanhar com a chuva da época das monções. Ricardo, com um enorme sorriso nos lábios, levantou-se. Procurou a roupa, que ficara espalhada pelo quarto, acumulou-a num monte que carregou nos braços e, quando se encaminhava para a casa-de-banho, finalmente dirigiu-se a Susana. "Então, gostaste, minha vaca? Foi tão bom para ti como para mim, hehehe?!", perguntou, ao que levou como resposta "Sim, meu garanhão, adorei, agora quero é que me faças o mesmo ao ânus".
Cena de sexo descrita para mulheres que não têm tempo para ler:
"Ele olhou-a nos olhos e, por meio de beijos e abraços, arrebatou-a de paixão, uma paixão de tal maneira forte e intensa que Susana ainda hoje se recorda daquele breve encontro quando está sozinha a brincar com o novo modelo Vibra-T5000."
Cena de sexo descrita para homens que não têm tempo para ler:
"Ricardo montou-se em Susana e espetou-lhe uma ganda queca."
E pronto, por hoje é isto, espero que tenham aprendido alguma coisa.
Cena de sexo descrita para mulheres que têm tempo para ler:
"Ele olhou-a nos olhos, fixou-se naquelas íris que espelhavam a paixão de Susana, há muito ansiosa por este encontro. Pegou nela, com um gesto ao mesmo tempo firme e suave, e Susana sentiu o seu coração bater mais forte. Ele, com suavidade, aproximou o rosto do pescoço de Susana. Beijou, como se o tempo fosse uma maré no crepúsculo, aquela pele líquida e Susana, cada vez mais abandonada, ofegava a cada novo beijo. Com movimentos que só pôde ter aprendido naqueles anos em que se retirou do mundo e foi viver junto de um grupo de tartarugas das Galápagos, Ricardo começou a desabotoar a alva camisa de Susana, deixando ver, aos poucos, o soutien e a pele daquele peito que lhe era oferecido. Susana era já toda fogo, escaldando de antecipação. Ricardo, esse, passou devagar a mão direita pelas costas de Susana e, num gesto rápido que a surpreendeu, e que ele deve ter aprendido quando esteve refugiado na casa de um prestidigitador nos seus anos de exílio no Nagorno-Karabakh, desapertou-lhe o soutien, colocando-o sobre a camisa que já jazia no chão. Beijou os seios de Susana, primeiro o esquerdo, num claro reflexo das suas preferências políticas, depois o direito. Ela sentia-se explodir. Como se fosse um dançarino de tango, que aliás aprendeu nos meses em que esteve perdido no La Bombonera após assistir a um Boca Juniors X River Plate que deu molho, Ricardo tomou Susana nos braços e deitou-a na cama. Tirou-lhe os sapatos. Susana já só aguardava o momento de consumação daquele amor que ardia como o magma prestes a ser expelido de um vulcão. Ricardo, contudo, não tinha pressas, mostrando que nada aprendera durante aqueles anos em que estivera infiltrado num grupo de investidores de risco de Wall Street. Começou a tirar, devagar, a sua gravata, de seguida a camisa. Enquanto cada botão dançava naqueles dedos que já tanto mataram e tanto amaram, Susana só pensava "despacha-te lá com isso e salta-me já para cima". Ricardo, contudo, permanecia impassível. Descalçou os sapatos, pé contra pé, desapertou as calças, deixando que a gravidade as atraísse para o chão e tirou os slips, revelando a Susana um sexo majestoso, efeitos talvez do facto de Ricardo ter sido criado dos 5 aos 17 anos com a tribo africana que o adoptara depois de os seus pais o terem abandonado no Pingo Doce da Damaia. Ricardo baixou-se e tirou as calças de Susana. Com pequenos ósculos, foi caminhando desde o pé esquerdo de Susana até ao ventre. Retirou-lhe as cuecas húmidas e osculou também aquela superfície rosada que tanto o aguardava. Susana gemia, convulsava, espasmava, espumava. Ricardo voltou a beijar os seios e posicionou-se por cima de Susana, que aguardava, quase em desespero, por aquele momento. Começou a sentir o garboso falo de Ricardo junto das suas coxas e a aproximar-se mais e mais e mais e mais... Susana não pensava que uma tal sensação seria possível, nem mesmo naquele ano em que esteve encerrada num convento de freiras lésbicas se comparava ao prazer que, aqui e agora, tinha. Quando o órgão de Ricardo, por fim, se resolveu a invadir o seu jardim de rosas, Susana julgou-se no paraíso, aquele lugar onde tudo é bom, tudo é belo e o José Sócrates está suspenso no ar e a ser chibatado. Os vai-vens de Ricardo, sempre lentos, intensificavam mais ainda o momento. Susana gritava, sorria, chorava, suplicava. Ricardo, em silêncio, aumentava agora o ritmo. Susana sentia-o, no mais fundo de si. Estava quase. Ela sabia-o, ele também. Apertaram-se mutuamente, num abraço que parecia conter em si todo o mundo, todo o universo, e explodiram os dois em simultâneo, ali, naquela mesma cama que acabara de suportar um acto de comunhão entre amantes como nunca antes se vira, nem mesmo nos livros da Barbara Cartland. No dia seguinte, Ricardo despediu-se, deixando um anel de rubis na mesa-de-cabeceira, para que Susana nunca, jamais, se esquecesse aquele encontro."
Cena de sexo descrita para homens que têm tempo para ler:
"Ricardo agarrou-a com força, à homem, como quem agarra uma bilha de gás só com uma mão e a levanta para pôr ao ombro, mesmo à macho, e espetou-lhe um beijo na boca. Arrancou-lhe a camisa e o soutien à bruta e apertou-lhe as mamas, grandes e redondas, desatando logo em seguida a chuchá-las. Susana pedia que fosse mais devagar, mas Ricardo era um homem sem tempo a perder, lição retirada daquele tempo que viveu em Nova Iorque quando andou, mais uns amigos de bebedeira da faculdade, a desmantelar empresas. Espetou um estalo em Susana, como que a dizer quem é que mandava ali, e ela, sem dizer uma palavra sequer, ajoelhou-se. Desapertou-lhe o botão das calças, enfiou a mão e tirou para fora o gigantesco pénis de Ricardo, enorme como uma montanha, como é aliás o pénis de todos os homens, sobretudo dos narradores de contos porno-kitsch, porque é assim que elas gostam, as malucas. Susana, quase sem saber como, lá enfiou todo aquele material na boca e foi sorvendo, ajudada por Ricardo que, com as duas mãos, lhe empurrava a cabeça e puxava os cabelos. Ricardo mal via o rosto de Susana mas tinha a certeza de que ela estava a gostar. Ele, afinal, sabia muito bem identificar tais sinais porque, naqueles anos em que viveu junto de um grupo de tartarugas das Galápagos, várias foram as noites em que as gigantes mas dóceis répteis lhe fizeram sexo oral. Ricardo, porém, não estava de todo satisfeito. Pediu a Susana que parasse, pegou nela e pô-la de cócoras. Abordou-a naquela posição e acometeu-a com força, e depois com mais força. Com a mão direita agarrou, por trás, a teta que estava mais à mão, e que, coisa curiosa, era também a direita e, com a outra mão, puxou com firmeza os cabelos de Susana, que gemia como uma profissional. Saciada a mão que estava na mama, passou-a para o nalguedo, afinfando-lhe uns valentes tautaus. Susana parecia adorar, pois só gritava "Mais, mais!", e Ricardo não se fez rogado; afiambrou-se àquele pedaço de cu e mandou-lhe tanta palmada que o rabo de Susana mais ficou a parecer o rescaldo de um atentado terrorista. Em vez de cansar, estes actos só atiçavam mais ainda a libidinagem do escaldante Ricardo: sem o tirar de dentro, agarrou Susana pela cintura, levantou-a, deu-lhe a volta de modo a que ficassem rosto contra rosto e atirou-se, com ela por baixo, para cima da cama. Ali, penetrou-a com mais força do que a força com que vinha penetrando até então, e depois com mais força ainda. A respiração acelerava-se-lhe, Susana gemia que nem uma valente, até parecia que a esventravam, e se calhar até era, a glande de Ricardo preenchia o útero, como se fosse um balão de ar a encher, e encheu mesmo porque Ricardo atingiu o clímax e jorrou uma tal torrente das suas profundezas que o interior de Susana era como se estivesse a apanhar com a chuva da época das monções. Ricardo, com um enorme sorriso nos lábios, levantou-se. Procurou a roupa, que ficara espalhada pelo quarto, acumulou-a num monte que carregou nos braços e, quando se encaminhava para a casa-de-banho, finalmente dirigiu-se a Susana. "Então, gostaste, minha vaca? Foi tão bom para ti como para mim, hehehe?!", perguntou, ao que levou como resposta "Sim, meu garanhão, adorei, agora quero é que me faças o mesmo ao ânus".
Cena de sexo descrita para mulheres que não têm tempo para ler:
"Ele olhou-a nos olhos e, por meio de beijos e abraços, arrebatou-a de paixão, uma paixão de tal maneira forte e intensa que Susana ainda hoje se recorda daquele breve encontro quando está sozinha a brincar com o novo modelo Vibra-T5000."
Cena de sexo descrita para homens que não têm tempo para ler:
"Ricardo montou-se em Susana e espetou-lhe uma ganda queca."
E pronto, por hoje é isto, espero que tenham aprendido alguma coisa.
terça-feira, dezembro 14, 2010
Um loop muito simples que vai deixar-vos entretidos durante horas e horas
Vejam a frase abaixo.
Vejam a frase acima.
Vejam a frase acima.
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sábado, dezembro 11, 2010
Manoel de Oliveira

Parabéns ao realizador, que completa 102 anos. E isto é interessante: começou a fazer filmes na época do preto e branco, depois passou para a cor, se quiser já pode filmar em 3D e, pelo andar da carruagem, tenho a impressão que quando surgir uma nova tecnologia toda maluca, ele ainda por cá andará com uma câmara atrás...
...a fazer filmes que ninguém vê!
É obra!
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sexta-feira, dezembro 10, 2010
O post de hoje parece auto-referencial, mas na verdade não é
Quando vejo pessoas a confundir "'à" com "há", só me apetece mandá-las há merda!... À pessoas mesmo parvas!
Já agora, e uma vez que um dos motivos para o novo acordo ortográfico é a aproximação da escrita à oralidade (sim, "à", e não "há"), e sendo que "à" e "há" sofrem de homofonia, isso quer dizer que deixará de ser um erro trocar a contracção da preposição "a" com o artigo definido "a" com a terceira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo "haver", e vice-versa?
Podem fazer chegar esta minha dúvida ao Carlos Reis, por favor?!? E aproveitem para dizer que ele não percebe nada de Eça de Queirós, ok?
Já agora, e uma vez que um dos motivos para o novo acordo ortográfico é a aproximação da escrita à oralidade (sim, "à", e não "há"), e sendo que "à" e "há" sofrem de homofonia, isso quer dizer que deixará de ser um erro trocar a contracção da preposição "a" com o artigo definido "a" com a terceira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo "haver", e vice-versa?
Podem fazer chegar esta minha dúvida ao Carlos Reis, por favor?!? E aproveitem para dizer que ele não percebe nada de Eça de Queirós, ok?
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quinta-feira, dezembro 09, 2010
Cortei-me a fazer a barba
À primeira vista, nada de especial há nesta situação. Afinal, muitas outras pessoas, na sua grande maioria homens, já se cortaram enquanto faziam a barba.
MAS cortar-se a fazer a barba COM UMA MÁQUINA DE BARBEAR é, creio eu, algo que só vi acontecer-me a mim.
Sou muito original às vezes, eu... tenho a sensação que, caso me barbeasse com uma gilete, era capaz de ficar sem a cabeça!
MAS cortar-se a fazer a barba COM UMA MÁQUINA DE BARBEAR é, creio eu, algo que só vi acontecer-me a mim.
Sou muito original às vezes, eu... tenho a sensação que, caso me barbeasse com uma gilete, era capaz de ficar sem a cabeça!
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quarta-feira, dezembro 08, 2010
Foi para isto que se fez a revolução informática, digital, informacional, tecnológica, e mais não sei o quê?!?!?
O meu widget de previsão meteorológica está para ali a dizer que chove lá fora. Yap, precisamos mesmo de computadores que nos digam isto...
terça-feira, dezembro 07, 2010
Mal habituados
Então parece que amanhã é de novo feriado... com isto, sobe para três o número de quartas-feiras seguidas em que um gajo não pode trabalhar. Este ciclo que, recorde-se, teve o seu início na greve de 24 de Novembro, agora vai custar a passar. Com que cara entraremos nós, trabalhadores, ao serviço no dia 15 de Dezembro, quando passámos as últimas três semanas a descansar à quarta-feira? Já alguém parou para pensar nos distúrbios psicológicos que este choque vai causar? Quer dizer, habituámo-nos tão bem a isto, e agora na semana que vem tiram-nos o tapete? 'Tá mal!...
Ninguém consegue arranjar uma grevezita ou um feriadozito para dia 15, não?! Qualquer pretexto serve! Tipo:
Ninguém consegue arranjar uma grevezita ou um feriadozito para dia 15, não?! Qualquer pretexto serve! Tipo:
- O Sporting só está em 3º lugar do campeonato. O país não pode continuar assim. Marque-se greve para dia 15.
- O periquito do meu vizinho tropeçou na gaiola, aleijou-se numa asa e perdeu várias penas. Faça-se um feriado no dia 15 em honra aos periquitos que se magoam. Pode ficar "Dia de São Periquito" (já vi coisas piores...)
- A SIC não teve nenhuma telenovela galardoada nos Emmys e a Diana Chaves não mostrou o decote. A comunicação social neste país vai de mal a pior. Haja greve. Dia 15!
- Ouvi dizer que em Sernancelhe uma velhota rezou ao Paulo Bento e curou-se de uma unha encravada. Beatifique-se o Bentinho (olha, uma semi-redundância...) e legisle-se que dia 15 de Dezembro passa a ser feriado.
Vá, andem lá com isto para a frente que eu dia 15 não quero trabalhar...
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segunda-feira, dezembro 06, 2010
A minha vida dava uma curta-metragem do Buster Keaton
Enquanto tomava o pequeno almoço e tentava ir buscar a minha pasta, tropecei em mim mesmo, mordi o meu lábio inferior, derramei leite por cima de papéis e engoli uma mistura de torrada, manteiga e sangue. Isto está bonito, está!
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domingo, dezembro 05, 2010
Creio que estou a perder qualidades
A gaja está ali na sala a ver* um filme com o Hugh Jackman mais o Christian Bale e eu ainda não tentei desligar o televisor, a box ou, para ter um efeito mais potente, o quadro eléctrico!
Passa-se algo de errado comigo...
*"Ver" é como quem diz... na realidade, ela está mais a babar-se. Ainda há pouco, quase escorreguei no chão da casa!
Passa-se algo de errado comigo...
*"Ver" é como quem diz... na realidade, ela está mais a babar-se. Ainda há pouco, quase escorreguei no chão da casa!
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quinta-feira, dezembro 02, 2010
Ódios de estimação X Amores de perdição: Gustav Klimt e Mark Rothko
Introdução
Embora seja heterossexual e pobre, gosto muito de arte. A arte é, juntamente com os filmes pornográficos com lésbicas e os golos do Liédson, uma das mais nobres e fantásticas actividades que a humanidade inventou não apenas para escapar à realidade mas, também, para melhor a compreender. Sim, defendo a tese de que a arte produz simultaneamente evasão e conhecimento. Não me perguntem porquê, mas defendo. Até porque esta tese me faz parecer mais inteligente...
Ódio de estimação: Gustav Klimt

Gostando muito de arte, há coisas que, na arte, não gosto. Sempre detestei o Gustav Klimt. Sempre! Tinha eu aí uns 5 anos e já dizia "Mamã, mamã, a Catarina do 3º andar tem umas gandas mamas!". E dizia também: "Mamã, mamã, os quadros do Klimt são mais feios que o cu de um boi". O grande motivo para o meu ódio ao Klimt é este quadro que acima se reproduz, O Beijo. Podem vir com as conversas que quiserem, que é um quadro muito expressivo, que rompeu barreiras com a sua utilização dos dourados, blá blá blá, nhã nhã nhã, rebéubéubéu pardais ao ninho. Podem dizer o que vos apetecer, para mim este quadro não é senão uma coisa: PIROSO! É uma piroseira. Na história da arte, só perde em pirosice para O Nascimento de Vénus do Botticelli... e mesmo assim tenho algumas dúvidas. Se o Toy ou o Tony Carreira pintassem, haveria de sair uma coisa mais ou menos parecida a O Beijo do Klimt. Eu odeio tanto, mas tanto este quadro que quase jurei nunca pisar o solo de Viena, cidade que alberga a obra, no Belvedere. Acabei por ir à cidade (a propósito: jogadores, treinadores e adeptos do Porto que por hoje lá estão: ide-vos f*der e ref*der), mas passei longe, bem longe do sítio onde o quadro se encontra, não me fosse dar uma coisa má.
Amor de perdição: Mark Rothko

Pá, o que eu adoro o Rothko... [hmmm... esta frase soa-me um tanto ou quanto, digamos, estranha... eu dizer que adoro um gajo cujo apelido se assemelha demasiado a "Roto" é coisa que pode não acabar bem. Bom, avancemos] O Rothko é excepcional. Está bem que nasceu na Rússia (por esta altura, os leitores anti-russos estarão a espumar pela boca), tornou-se cidadão norte-americano (por esta altura, os leitores anti-americanos estarão a espumar pela boca) e era judeu (por esta altura, os leitores
Conclusão
Rothko >>>>>>> Klimt
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quarta-feira, dezembro 01, 2010
Pschiu, estejam lá quietos, ó cientistas da NASA
...senão ainda sou descoberto!
NASA PREPARA REVELAÇÕES SOBRE A VIDA EXTRATERRESTRE
Não me digam que vou ser obrigado a voltar para Neptuno...
NASA PREPARA REVELAÇÕES SOBRE A VIDA EXTRATERRESTRE
Não me digam que vou ser obrigado a voltar para Neptuno...
terça-feira, novembro 30, 2010
Adeus, Shirley
Pois é, parece que o Leslie Nielsen Morreu. Tenho pena, pois dei muita gargalhada à conta de coisas em que este gajo entrou, como o Police Squad, o primeiro Aeroplano e o primeiro Aonde é que pára a polícia. Eu sei que isto pode parecer muito estranho para alguns de vocês, mas eu não gosto só de olhar para mamas: também gosto de me rir! (e, vá, gosto bastante de me rir enquanto olho para mamas).
Gostando eu de rir, é natural que tenha enorme respeito por quem me provoca o riso. Leslie Nielsen, nos seus melhores dias, fê-lo com imensa qualidade. Daí que nada mais adequado senão prestar-lhe a minha homenagem. Fiquem, pois, com algumas cenas seleccionadas do actor que, se tivesse vivido mais tempo, seria decerto um dia convidado para representar a personagem principal na biografia cómica de José Eduardo Bettencourt, o presidente do Sporting.
Adeus, Shirley (para saberem por que é que me despeço assim, vejam o segundo clipe).
Gostando eu de rir, é natural que tenha enorme respeito por quem me provoca o riso. Leslie Nielsen, nos seus melhores dias, fê-lo com imensa qualidade. Daí que nada mais adequado senão prestar-lhe a minha homenagem. Fiquem, pois, com algumas cenas seleccionadas do actor que, se tivesse vivido mais tempo, seria decerto um dia convidado para representar a personagem principal na biografia cómica de José Eduardo Bettencourt, o presidente do Sporting.
Adeus, Shirley (para saberem por que é que me despeço assim, vejam o segundo clipe).
P.S.: Já agora, aproveito para dizer que o Aeroplano é dos filmes mais hilariantes de sempre. Só perde para as películas montypythonianas.
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segunda-feira, novembro 29, 2010
Problemas do frio (post algo bué escatológico)
O frio, quando é mesmo frio, torna-se chato, mesmo chato. Temos de andar agasalhados, não nos apetece sair da cama, e para quem está a ficar careca, como é o meu caso, só tem duas opções: ou sai para a rua de (pouco) cabelo ao vento, mostrando que é macho mas rapando um frio do caraças; ou sai com um gorro enfiado na cachola, protegendo-se do griso, é certo, mas revelando ao mundo que é um mariquinhas do caraças (só gente sem eles no sítio é que usa gorro, pá!).
Mas o frio traz uma consequência ainda mais danosa. É esta: o que fazer quando se tem vontade de ir visitar o grande camião de porcelana, a.k.a. sanita?! É que, quando o tempo arrefece, a superfície do vaso de loiça que temos lá pela casa de banho torna-se mais gelada do que uma frígida a ter sexo no pólo norte! Este problema, na minha perspectiva, não tem uma solução à vista. Aqueles palhaços do CERN, em vez de andarem à procura do Bosão de Higgins, mais o raio que os parta, deviam era andar a pensar nisto.
Porque a verdade é que a superfície fria da sanita é incómoda, é agressora, é insuportável. Quem é que tem vontade de largar o tijolo sabendo que, ao sentar-se no trono, vai levar com uma temperatura de -40º no cagueiro? Quando está frio, até a merda se assusta! Nos últimos dias, tenho vivido autênticos duelos na casa de banho: eu a rapar um frio desgraçado com o nalguedo e as coxas encostadas no gelo da sanita, esforçando-me por defecar e sair dali o mais rapidamente possível para depois poder encostar o cu à lareira, e aquela coisa castanha recusa-se a sair dos intestinos quentinhos para o exterior gélido sem dar luta! "Ai, agora não, está frio", parece dizer o cagalhão. "Vou voltar lá para dentro, chama-me quando estiverem pelo menos uns 27º", parece continuar. Até que eu faço um pouco mais de força e, pimba, quer queira quer não, lá vai ele por ali abaixo. Depois é só puxar o autoclismo e dizer-lhe adeus, esperando que ele encontre um esgoto quentinho onde possa passar o resto da sua vida de merda.
Como atrás referi, não creio que, dado o estado actual da ciência, haja uma solução para este flagelo. Colocar pano ou alcatifa no rebordo da sanita não me parece bem, estetica e profilaticamente. Fica feio e corre o risco de apodrecer por causa dos inevitáveis pinguinhos de urina que por lá caiam. Outra hipótese seria fazer como o Saddam e outros tiranos que manifestavam a sua excentricidade através de sanitas em ouro. Mesmo que o ouro seja mais imune ao frio - o que eu, por nunca ter sentado o cu num desses tronos, não posso corroborar -, corre-se o risco de dar um outro sentido à expressão "chuva dourada", e acho que ninguém quer isso. Aquela expressão é para ser usada no contexto em que foi criada, contexto esse deveras rico, se me é permitido acrescentar. Não é, portanto, para ser aplicada a um gajo que está a mictar para uma sanita feita em ouro.
Se alguém, contudo, tiver sugestões com provas dadas para evitar que eu rape um briacho do caraças quando vou à casa de banho, é favor deixar essa informação na caixa de comentários.
Obrigado e defequem muito.
Mas o frio traz uma consequência ainda mais danosa. É esta: o que fazer quando se tem vontade de ir visitar o grande camião de porcelana, a.k.a. sanita?! É que, quando o tempo arrefece, a superfície do vaso de loiça que temos lá pela casa de banho torna-se mais gelada do que uma frígida a ter sexo no pólo norte! Este problema, na minha perspectiva, não tem uma solução à vista. Aqueles palhaços do CERN, em vez de andarem à procura do Bosão de Higgins, mais o raio que os parta, deviam era andar a pensar nisto.
Porque a verdade é que a superfície fria da sanita é incómoda, é agressora, é insuportável. Quem é que tem vontade de largar o tijolo sabendo que, ao sentar-se no trono, vai levar com uma temperatura de -40º no cagueiro? Quando está frio, até a merda se assusta! Nos últimos dias, tenho vivido autênticos duelos na casa de banho: eu a rapar um frio desgraçado com o nalguedo e as coxas encostadas no gelo da sanita, esforçando-me por defecar e sair dali o mais rapidamente possível para depois poder encostar o cu à lareira, e aquela coisa castanha recusa-se a sair dos intestinos quentinhos para o exterior gélido sem dar luta! "Ai, agora não, está frio", parece dizer o cagalhão. "Vou voltar lá para dentro, chama-me quando estiverem pelo menos uns 27º", parece continuar. Até que eu faço um pouco mais de força e, pimba, quer queira quer não, lá vai ele por ali abaixo. Depois é só puxar o autoclismo e dizer-lhe adeus, esperando que ele encontre um esgoto quentinho onde possa passar o resto da sua vida de merda.
Como atrás referi, não creio que, dado o estado actual da ciência, haja uma solução para este flagelo. Colocar pano ou alcatifa no rebordo da sanita não me parece bem, estetica e profilaticamente. Fica feio e corre o risco de apodrecer por causa dos inevitáveis pinguinhos de urina que por lá caiam. Outra hipótese seria fazer como o Saddam e outros tiranos que manifestavam a sua excentricidade através de sanitas em ouro. Mesmo que o ouro seja mais imune ao frio - o que eu, por nunca ter sentado o cu num desses tronos, não posso corroborar -, corre-se o risco de dar um outro sentido à expressão "chuva dourada", e acho que ninguém quer isso. Aquela expressão é para ser usada no contexto em que foi criada, contexto esse deveras rico, se me é permitido acrescentar. Não é, portanto, para ser aplicada a um gajo que está a mictar para uma sanita feita em ouro.
Se alguém, contudo, tiver sugestões com provas dadas para evitar que eu rape um briacho do caraças quando vou à casa de banho, é favor deixar essa informação na caixa de comentários.
Obrigado e defequem muito.
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sexta-feira, novembro 26, 2010
Só um pequeno apontamentozinho
'Tá um frio do c"#%lho! Aquecimento global é mas é o c#"#lhinho! Está tanto mas tanto frio que hoje de manhã quando fui ao frigorífico tirar as coisas para o pequeno-almoço, pensei de mim para mim "Ui, ca bem que se está aqui dentro. Ui, tão quentinho!".
Quem terá sido o urso que encomendou esta vaga de frio polar?!?
Despeço-me com um conselho ao país e às mais altas esferas da nação: estejam quietos com o FMI, mandem é vir um aquecedor...
Quem terá sido o urso que encomendou esta vaga de frio polar?!?
Despeço-me com um conselho ao país e às mais altas esferas da nação: estejam quietos com o FMI, mandem é vir um aquecedor...
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quarta-feira, novembro 24, 2010
O grande tema do dia não é a greve geral mas isto
Não deixa de ser refrescante atestar que a alta política perde, em protagonismo, para uma coisa tão concreta como um par de mamas. É sinal de que, apesar da crise, estamos no bom caminho!
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terça-feira, novembro 23, 2010
Chuva, vento e frio...
...escolhi mesmo a semana ideal para rapar o cabelo!!!!
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segunda-feira, novembro 22, 2010
Os meus amigos malucos
Quando era mais novo, dava-me com gente muito maluca. Enfim, a infância presta-se aos mais bizarros desvarios, bem sabemos, só que os meus amigos eram uns radicais do disparate, uma espécie de Black Bloc da maluqueira.
Por exemplo, o Ruço. O Ruço era um ganda maluco. Enquanto o resto da pandilha ficava na rua a jogar à bola, ou ia para os caniços encher-se de pulgas e de piolhos, o Ruço andava por ribeiras e charcos em busca de sapos. Quando apanhava um, lambia-o de cima a baixo, de um lado e do outro, e depois ia a correr dar linguados nas raparigas. Elas, como se poderia esperar, odiavam: já o Ruço, bom, o Ruço desatava às gargalhadas. Hoje em dia, não sei se ainda se ri - da última vez que tive notícias dele, parece que lhe descobriram girinos nos intestinos. É provável que agora ande por aí a cagar rãs. É isso e o ter mau hálito...
Havia também o Bicas. O Bicas era assim chamado porque o pai tinha como trabalho tirar cafés numa pastelaria do bairro. O Bicas também era um ganda maluco. Jogava à bola connosco, mas às vezes, a meio de um desafio, dava-lhe na cabeça, sentava-se no chão a cantar o Chico Fininho do Rui Veloso, tirava os ténis ou as meias que trazia (a maior parte das vezes, era mesmo só meias. Ténis, naquela altura, eram um luxo...) e punha-se a esfregar os pés no chão. Era indiferente o jogo desenrolar-se na relva, na terra ou mesmo no alcatrão de uma estrada: o Bicas esfregava os pés fosse onde fosse. Não raras vezes, ficava com as solas em carne viva. Mas ele parecia não sentir dor e lá continuava a cantar o Chico Fininho. Depois cansava-se, punha as meias ou os ténis e voltava a jogar como se nada houvesse passado. O Bicas só parou com esta mania lá pelos seus 13, 14 anos, altura em que arranjou a primeira namorada. Ironicamente, passados poucos meses a tipa dava-lhe com os pés... Pobre Bicas!
E o Nando?! Pá, o Nando era pouco maluco, era... O gajo tinha a pancada por velhas! Sim, aquilo a que agora, mais finamente, se chama gerontofilia. Nós não o chamávamos gerontófilo, até porque a) não sabíamos que essa palavra esquisita existia, b) mesmo que soubéssemos da sua existência, duvido que a conseguíssemos proferir. Dizíamos simplesmente, entre nós, que o Nando era um tarado. E parvo, porque ao invés de responder aos apelos da Sandrinha, a rapariga mais gira do bairro, e que gostava dele, o Nando jurava a pés juntos que haveria um dia de casar com a dona Antonieta, uma viúva de 87 anos que era tia-avó do Ruço e que, curiosamente, tinha cara de sapo... Mas isto se calhar era só eu a achar, pois para a minha mente infantil, todas as velhas pareciam ter cara de sapo. O Nando não via isso. Não, ele via uma coisa completamente diferente. Enquanto nós, por exemplo, no nosso grupinho de amigos, falávamos das experiências por que havíamos passado depois de termos visto o Nove Semanas e Meia pela primeira vez e gabávamos o cu da Kim Basinger, o Nando suspirava pelas rugas da dona Antonieta. Ele via beleza onde nós só víamos verrugas, dentes podres e pêlos no queixo. Quando ela passava diante de nós, onde cheirávamos vinho e queijo rançoso, o Nando cheirava vales floridos. Quando a dona Antonieta faleceu, o Nando chorou por dias a fio. Só recuperou quando viu, no funeral, uma prima afastada da dona Antonieta que contava 92 anos. Era mesmo assim, o Nando!... Há coisa de um par de anos, estive em casa dele. Está solteiro, sem filhos, mas pareceu-me bem, tirando os posters da Amélia Rey Colaço espalhados pela sala de estar... Pode ser que um dia encontre a sua cara metade, coitado.
Tive muitos amigos muito malucos, não tive?!? Chega a ser surpreendente ver como nada disto me afectou e como consegui chegar a adulto revelando um grau de normalidade e lucidez invejável....
Por exemplo, o Ruço. O Ruço era um ganda maluco. Enquanto o resto da pandilha ficava na rua a jogar à bola, ou ia para os caniços encher-se de pulgas e de piolhos, o Ruço andava por ribeiras e charcos em busca de sapos. Quando apanhava um, lambia-o de cima a baixo, de um lado e do outro, e depois ia a correr dar linguados nas raparigas. Elas, como se poderia esperar, odiavam: já o Ruço, bom, o Ruço desatava às gargalhadas. Hoje em dia, não sei se ainda se ri - da última vez que tive notícias dele, parece que lhe descobriram girinos nos intestinos. É provável que agora ande por aí a cagar rãs. É isso e o ter mau hálito...
Havia também o Bicas. O Bicas era assim chamado porque o pai tinha como trabalho tirar cafés numa pastelaria do bairro. O Bicas também era um ganda maluco. Jogava à bola connosco, mas às vezes, a meio de um desafio, dava-lhe na cabeça, sentava-se no chão a cantar o Chico Fininho do Rui Veloso, tirava os ténis ou as meias que trazia (a maior parte das vezes, era mesmo só meias. Ténis, naquela altura, eram um luxo...) e punha-se a esfregar os pés no chão. Era indiferente o jogo desenrolar-se na relva, na terra ou mesmo no alcatrão de uma estrada: o Bicas esfregava os pés fosse onde fosse. Não raras vezes, ficava com as solas em carne viva. Mas ele parecia não sentir dor e lá continuava a cantar o Chico Fininho. Depois cansava-se, punha as meias ou os ténis e voltava a jogar como se nada houvesse passado. O Bicas só parou com esta mania lá pelos seus 13, 14 anos, altura em que arranjou a primeira namorada. Ironicamente, passados poucos meses a tipa dava-lhe com os pés... Pobre Bicas!
E o Nando?! Pá, o Nando era pouco maluco, era... O gajo tinha a pancada por velhas! Sim, aquilo a que agora, mais finamente, se chama gerontofilia. Nós não o chamávamos gerontófilo, até porque a) não sabíamos que essa palavra esquisita existia, b) mesmo que soubéssemos da sua existência, duvido que a conseguíssemos proferir. Dizíamos simplesmente, entre nós, que o Nando era um tarado. E parvo, porque ao invés de responder aos apelos da Sandrinha, a rapariga mais gira do bairro, e que gostava dele, o Nando jurava a pés juntos que haveria um dia de casar com a dona Antonieta, uma viúva de 87 anos que era tia-avó do Ruço e que, curiosamente, tinha cara de sapo... Mas isto se calhar era só eu a achar, pois para a minha mente infantil, todas as velhas pareciam ter cara de sapo. O Nando não via isso. Não, ele via uma coisa completamente diferente. Enquanto nós, por exemplo, no nosso grupinho de amigos, falávamos das experiências por que havíamos passado depois de termos visto o Nove Semanas e Meia pela primeira vez e gabávamos o cu da Kim Basinger, o Nando suspirava pelas rugas da dona Antonieta. Ele via beleza onde nós só víamos verrugas, dentes podres e pêlos no queixo. Quando ela passava diante de nós, onde cheirávamos vinho e queijo rançoso, o Nando cheirava vales floridos. Quando a dona Antonieta faleceu, o Nando chorou por dias a fio. Só recuperou quando viu, no funeral, uma prima afastada da dona Antonieta que contava 92 anos. Era mesmo assim, o Nando!... Há coisa de um par de anos, estive em casa dele. Está solteiro, sem filhos, mas pareceu-me bem, tirando os posters da Amélia Rey Colaço espalhados pela sala de estar... Pode ser que um dia encontre a sua cara metade, coitado.
Tive muitos amigos muito malucos, não tive?!? Chega a ser surpreendente ver como nada disto me afectou e como consegui chegar a adulto revelando um grau de normalidade e lucidez invejável....
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quinta-feira, novembro 18, 2010
Dúvida pertinente
Por que é que a fila para as casas de banho da Biblioteca Pública de Évora chega quase até às ruínas do Templo de Diana?!?!
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