Freira é expulsa do convento por causa do Facebook
Isto tem de levar necessariamente a um upgrade de alguns ensinamentos bíblicos:
Quem nunca pecou que atire o primeiro post.
Deus escreve direito por posts tortos.
Deus sabe por onde andas e vê tudo o que fazes, sobretudo se o adicionares como amigo no Facebook.
Será mais fácil a um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que alguém com perfil no Facebook entrar no reino dos Céus.
Bem aventurados os info-excluídos, pois deles será o reino do Senhor...
De que serve ao homem conquistar o Facebook se perder a alma?
Bom fim-de-semana e facebooquem muito.
sexta-feira, fevereiro 18, 2011
quinta-feira, fevereiro 17, 2011
Ideias para super-heróis
Quem me conhece, sabe que eu gosto à brava de histórias com super-heróis. E quem não me conhece, também sabe porque acabei de dizê-lo. Sou da opinião - e esta era uma tese que gostaria de desenvolver no futuro, se não estivesse demasiado ocupado com outras coisas, tipo tentar descortinar o que se passa no Sporting - que os super-heróis fantasiosos de hoje, como o Homem-Aranha, o Batman, o Wolverine ou o Super-Homem, são o equivalente aos heróis homéricos da Grécia clássica e desempenham precisamente a mesma função: um farol, um ideal moral pelo qual os indivíduos comuns podem nortear-se e inspirar-se.
Há várias décadas que acompanho os comics de super-heróis, sobretudo os da Marvel. Há personagens para todos os gostos: heróis nobres e eticamente irrepreensíveis (Homem-Aranha), anti-heróis (Wolverine), capachos do governo (Capitão América), deficientes (Demolidor, que é cego), pertencentes a minorias étnicas (Luke Cage, Shang Chi) ou por outra qualquer razão descriminados (todos os X-Men), deuses pagãos (Thor), enfim, a variedade é imensa. Aprecio, sobretudo, as histórias em equipe, onde vários destes heróis se unem em torno de uma causa comum. Os X-Men são o melhor e, quanto a mim, mais eficaz exemplo disso mesmo: homens e mulheres párias que lutam por um mundo melhor, apesar de - e este é um pormenor trágico que, novamente, reenvia para a mitologia grega clássica - esse mundo odiá-los.
Imbuído desse espírito, trago aqui ideias para uns quantos super-heróis, capazes de formar o primeiro colectivo português de super-heróis, Os Tugas, e também alguns vilões, esperançado que alguém pegue nisto, até mesmo, porque não?, para um filme, tal é o potencial cinematográfico das personagens que ora apresento:
Os super-heróis: Os Tugas
Lesmas - mordido por uma lesma radioactiva durante um jogo de futebol, Ricardo cedo se apercebeu de que tinha ficado com os poderes de uma lesma: arrastar-se com lentidão pelas superfícies e babar-se todo (facto que leva os seus amigos a tratarem-no também por "O Velhadas"). Está secretamente apaixonado pela sua colega Bilhas.
Afonso VII - monárquico convicto, Marco tem o estranho poder de fazer adormecer suínos só com o olhar. Adoptou o petit nom de Afonso VII porque sonha um dia chegar ao trono português. O seu arqui-inimigo é o mega-vilão republicano Carbonário. Dizem as más línguas que também não vai muito à bola com o seu colega Lesmas desde que este confessou que os reis eram todos uns palhaços.
Bilhas - em adolescente, a esbelta Sara começou a sentir profundas mudanças no seu traseiro. De pequeno e redondinho, começou lentamente a transformar-se numa superfície imensa e de destruidor potencial. Reza quem já foi subjugado por esta heroína que ficar debaixo da bilha da Bilhas é um suplício digno do Inferno de Dante. É a némesis do vilão sodomizador Parte-Bilhas.
Tesourinhas - o nerd do grupo. Chamado de Tesourinhas porque adorava, quando mais jovem, fazer trabalhos manuais em papel e cartão, possui o talento, inestimável e invejável, de conseguir ligar-se à Internet sem precisar de um ISP. Este pormenor torna-o adorado pelos seus colegas Afonso VII e Lesmas, sempre interessados em ver pornografia quando não estão a combater os vilões.
Samuel - antigo ginasta, Samuel resolveu adoptar o seu próprio nome como identidade secreta para assim enganar os inimigos, que pensam sempre que a identidade secreta serve para esconder o nome verdadeiro. Samuel não tem super-poderes, mas a sua experiência de ginasta, associada à aprendizagem de Parkour nas montanhas do Tibete, faz dele um elemento importante para Os Tugas, nomeadamente em missões que exijam uma presença mais física.
Os vilões:
Parte-Bilhas - o Parte-Bilhas era um assaltante de segunda categoria até descobrir o seu talento para a sodomia. Famoso por assaltar e sodomizar grandes bancos (os buracos no BPN e no BCP devem-se-lhe), foi detido durante uma tentativa de assalto à CGD pela super-heroína Bilhas. Fugiu poucos dias depois, tendo sodomizado 15 guardas e 2 carros blindados durante a fuga, e desde então jurou um dia partir a bilha à Bilhas.
Carbonário - antigo contabilista, o Carbonário decidiu dedicar a sua vida ao crime enquanto fazia um POC. Não se lhe conhecem super-poderes, mas possui uma enorme capacidade para convencer outros meliantes a seguir as suas ordens. O seu objectivo primordial passa por acabar com o presente regime republicano para introduzir no país um regime ultra-mega-republicano, mas ninguém, nem os seus colaboradores mais próximos, sabem o que isso significa.
Bigodes - Toni descobriu que tinha poderes quando, aos 16 anos, decidiu crescer o bigode. Ao terceiro dia sem ser aparado, o bigode começou a roubar carteiras. Vencedor de várias edições do Concurso Barba e Bigode, o Bigodes é famosíssimo por furtar, sempre com o seu bigode, sandes de coirato e garrafas de tintol aquando de jogos do Benfica no Estádio da Luz, servindo-se do facto de haver nessas ocasiões uma elevada percentagem de bigodudos para passar despercebido.
Stripa - De seu nome verdadeiro Irene, Stripa é uma stripper estripadora que, qual viúva-negra, atrai os clientes do bar onde trabalha para uma dança privada e aí acaba por estripá-los. Foi detida pela primeira vez graças à intervenção do Tesourinhas, que viu um vídeo das suas façanhas na Internet. Stripa, contudo, nutre sentimentos pelo super-herói nerd e sonha um dia desvirginá-lo.
Que tal, hã?! Só personagens de categoria!!!! As maravilhas de histórias que podem daqui sair! Rói-te de inveja, Frank Miller!!!!
Há várias décadas que acompanho os comics de super-heróis, sobretudo os da Marvel. Há personagens para todos os gostos: heróis nobres e eticamente irrepreensíveis (Homem-Aranha), anti-heróis (Wolverine), capachos do governo (Capitão América), deficientes (Demolidor, que é cego), pertencentes a minorias étnicas (Luke Cage, Shang Chi) ou por outra qualquer razão descriminados (todos os X-Men), deuses pagãos (Thor), enfim, a variedade é imensa. Aprecio, sobretudo, as histórias em equipe, onde vários destes heróis se unem em torno de uma causa comum. Os X-Men são o melhor e, quanto a mim, mais eficaz exemplo disso mesmo: homens e mulheres párias que lutam por um mundo melhor, apesar de - e este é um pormenor trágico que, novamente, reenvia para a mitologia grega clássica - esse mundo odiá-los.
Imbuído desse espírito, trago aqui ideias para uns quantos super-heróis, capazes de formar o primeiro colectivo português de super-heróis, Os Tugas, e também alguns vilões, esperançado que alguém pegue nisto, até mesmo, porque não?, para um filme, tal é o potencial cinematográfico das personagens que ora apresento:
Os super-heróis: Os Tugas
Lesmas - mordido por uma lesma radioactiva durante um jogo de futebol, Ricardo cedo se apercebeu de que tinha ficado com os poderes de uma lesma: arrastar-se com lentidão pelas superfícies e babar-se todo (facto que leva os seus amigos a tratarem-no também por "O Velhadas"). Está secretamente apaixonado pela sua colega Bilhas.
Afonso VII - monárquico convicto, Marco tem o estranho poder de fazer adormecer suínos só com o olhar. Adoptou o petit nom de Afonso VII porque sonha um dia chegar ao trono português. O seu arqui-inimigo é o mega-vilão republicano Carbonário. Dizem as más línguas que também não vai muito à bola com o seu colega Lesmas desde que este confessou que os reis eram todos uns palhaços.
Bilhas - em adolescente, a esbelta Sara começou a sentir profundas mudanças no seu traseiro. De pequeno e redondinho, começou lentamente a transformar-se numa superfície imensa e de destruidor potencial. Reza quem já foi subjugado por esta heroína que ficar debaixo da bilha da Bilhas é um suplício digno do Inferno de Dante. É a némesis do vilão sodomizador Parte-Bilhas.
Tesourinhas - o nerd do grupo. Chamado de Tesourinhas porque adorava, quando mais jovem, fazer trabalhos manuais em papel e cartão, possui o talento, inestimável e invejável, de conseguir ligar-se à Internet sem precisar de um ISP. Este pormenor torna-o adorado pelos seus colegas Afonso VII e Lesmas, sempre interessados em ver pornografia quando não estão a combater os vilões.
Samuel - antigo ginasta, Samuel resolveu adoptar o seu próprio nome como identidade secreta para assim enganar os inimigos, que pensam sempre que a identidade secreta serve para esconder o nome verdadeiro. Samuel não tem super-poderes, mas a sua experiência de ginasta, associada à aprendizagem de Parkour nas montanhas do Tibete, faz dele um elemento importante para Os Tugas, nomeadamente em missões que exijam uma presença mais física.
Os vilões:
Parte-Bilhas - o Parte-Bilhas era um assaltante de segunda categoria até descobrir o seu talento para a sodomia. Famoso por assaltar e sodomizar grandes bancos (os buracos no BPN e no BCP devem-se-lhe), foi detido durante uma tentativa de assalto à CGD pela super-heroína Bilhas. Fugiu poucos dias depois, tendo sodomizado 15 guardas e 2 carros blindados durante a fuga, e desde então jurou um dia partir a bilha à Bilhas.
Carbonário - antigo contabilista, o Carbonário decidiu dedicar a sua vida ao crime enquanto fazia um POC. Não se lhe conhecem super-poderes, mas possui uma enorme capacidade para convencer outros meliantes a seguir as suas ordens. O seu objectivo primordial passa por acabar com o presente regime republicano para introduzir no país um regime ultra-mega-republicano, mas ninguém, nem os seus colaboradores mais próximos, sabem o que isso significa.
Bigodes - Toni descobriu que tinha poderes quando, aos 16 anos, decidiu crescer o bigode. Ao terceiro dia sem ser aparado, o bigode começou a roubar carteiras. Vencedor de várias edições do Concurso Barba e Bigode, o Bigodes é famosíssimo por furtar, sempre com o seu bigode, sandes de coirato e garrafas de tintol aquando de jogos do Benfica no Estádio da Luz, servindo-se do facto de haver nessas ocasiões uma elevada percentagem de bigodudos para passar despercebido.
Stripa - De seu nome verdadeiro Irene, Stripa é uma stripper estripadora que, qual viúva-negra, atrai os clientes do bar onde trabalha para uma dança privada e aí acaba por estripá-los. Foi detida pela primeira vez graças à intervenção do Tesourinhas, que viu um vídeo das suas façanhas na Internet. Stripa, contudo, nutre sentimentos pelo super-herói nerd e sonha um dia desvirginá-lo.
Que tal, hã?! Só personagens de categoria!!!! As maravilhas de histórias que podem daqui sair! Rói-te de inveja, Frank Miller!!!!
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quarta-feira, fevereiro 16, 2011
Não há nada tão animador para começar o dia como ir parar ao posto médico!
É isso mesmo, meus caros. É fascinante. Uma pessoa acaba de tomar o piccolo almoço, prepara-se para sair de casa e quando menos espera, TUNGAS, bate com a cachimónia no ferro do varal de estender a roupa, começando a sangrar. Próxima paragem: posto médico. E é aqui que as coisas pioram: é certo que o sangue chateia, o inchaço incomoda, e as dores tiram um tipo habitualmente fleumático como eu do sério, mas mau, mesmo mau é aguentar todo o zeitgeist que envolve um posto médico.
Primeiro, é a saga das senhas. Esperei que três velhotas, dois coxos e meia dúzia de pret..., hããã, de pessoas de etnia africana, finalmente dessem com o sistema de senhas e retirassem os respectivos papeluchos. Quando chegou a minha vez, o cabrão do sistema não aceitava o meu número de utente. Precisou de levar uns quantos pontapés e uns "fod@-ses" mandados na altura certa para finalmente ser convencido.
A seguir, vem a odisseia do balcão. Chegada a minha vez, fui atendido por uma assistente. E é aqui que a coisa começa a ficar mais surrealista do que um quadro do Salvador Dali com relógios que se derretem. Foi mais ou menos assim:
Ela: Então, o senhor, o que precisa?
Eu: Senhor não, rapaz, se faz favor.
Ela: (para si) Olha outro com a mania que não envelhece... (para mim) Então o que foi?
Eu: Fiz um golpe na cabeça e preciso de um curativo.
Ela: Ah, vou já falar à sua médica de família.
Eu: Então mas eu para pôr um penso preciso de que falem com a médica?
Ela: Sim. Perdeu sangue, perdeu os sentidos?
Eu: Perdi um bocadinho de sangue, sim, mas permaneci sempre consciente. O que perdi mesmo muito foi a paciência.
Ela: Ahahahahahahaha, que engraçado, vou já chamar a médica, ahahahahaha, aguarde no corredor, ahahahahahahaha.
Eu: Então eu estou aqui com dores e a senhora está a rir?
Ela: Senhora não, rapariga, se faz favor.
Eu: Olhe, chup... hããã, obrigado!
Depois de algum tempo à espera, lá fui chamado pela médica de família. Entrei no gabinete e
Médica: Então, o que aconteceu?
Eu: Fiz um golpe na cabeça no varal do quintal da casa. Acho que não está partida, mas dói-me.
Médica: Deixe-me cá ver isso. Hmmmm... não, partida não está, mas... isto não é bem um golpe, é mais uma escoriação.
Eu: Mau! Então mas que raio de preciosismo linguístico é este?! Para quê esse rigor técnico?
Médica: Vá, não seja assim. Não é nada de grave, nem sequer precisava de ter vindo ao posto médico, isso é uma coisa que se trata bem em casa.
Eu: Como é que eu trataria disto em casa se o golpe, não, a "escoriação" ou lá o que é esta porcaria, está localizada na parte de trás da cabeça? Eu não tenho olhos nos dedos, pois não?
Médica: Ahahahahaha, você é tão cómico quando se irrita, ahahahaha
Eu: Mau, outra vez? Eu com dores e você ri-se?!
Médica: Ihihihihhi, eu já lhe ponho Betadine aí na ferida.
Eu: Pensava que era uma escoriação.
Médica: Não seja parvo. Chegue-se aqui. (pega na porcaria da Betadine, num esparadrapo e manda com aquilo na minha cabeça).
Eu: Au, isso dói.
Médica: Vá, já está. Depois tome um Ben-U-Ron que isso passa. Adeus e olhe por onde anda com a cabeça, ahahahaha.
Eu:...
Por fim, a pièce de résistance dá-se quando, já em casa, telefono à gaja a avisar do sucedido.
Gaja: 'Tou?!
Eu: Olá, amor. Olha, onde é que guardamos o Ben-U-Ron?
Gaja: Porquê?!
Eu: Porque a médica de família mandou-me tomar um, já!
Gaja: Porquê, o que aconteceu?
Eu: Fiz um golp... uma escoriação na cabeça!
Gaja: O quê?!?! Mas estás bem?!
Eu: Sim, sim, só deitou um bocadinho de sangue. Tenho esta parte inchada e dói-me, mas não é nada de mais, já fui ao posto médico e tudo.
Gaja: Mas como é que fizeste isso?
Eu: Então, vinha a sair de casa e bati com a cabeça no varal do quintal.
Gaja: Tu... ahahahahahaha! O quê?! Ahahahahahahahahahaah!
Eu: Olha, obrigadinhos, está bem?! Diz-me onde está o raio do Ben-U-Ron, mas é!
Gaja: Ahahahahaha, nós já não temos Ben-U-Ron, ahahahahahaha, tira antes uma saqueta de ihihihihih Paracetamol e ahahahahahaha, parece que estou mesmo a ver tu ires de encontro ao varal, ahahahahahahah, e prontos, bebes aquilo.
Eu: Sim, mas está onde, caraças?!
Gaja: Ahahahahahha, e tu foste ao posto médico por causa disso, ahahahahahaha, que mariquinhas, está na gaveta do armário, do lado esquerdo, ahahahahahahah, aposto que toda a gente se riu de ti e...
Eu: (desligo o telefone e vou à procura das saquetas)
Lá encontrei as saquetas, tomei uma e pronto, lá saí definitivamente de casa, passando a 50 metros do cabrão do varal que me escoriou a mona. Agora, o que eu não percebo é PORQUE É QUE ISTO É MOTIVO DE RISOTA GENERALIZADA, CARAÇAS!!!! ESTA MERDA DÓI, ESTÁ BEM?!?!?!?!?
Primeiro, é a saga das senhas. Esperei que três velhotas, dois coxos e meia dúzia de pret..., hããã, de pessoas de etnia africana, finalmente dessem com o sistema de senhas e retirassem os respectivos papeluchos. Quando chegou a minha vez, o cabrão do sistema não aceitava o meu número de utente. Precisou de levar uns quantos pontapés e uns "fod@-ses" mandados na altura certa para finalmente ser convencido.
A seguir, vem a odisseia do balcão. Chegada a minha vez, fui atendido por uma assistente. E é aqui que a coisa começa a ficar mais surrealista do que um quadro do Salvador Dali com relógios que se derretem. Foi mais ou menos assim:
Ela: Então, o senhor, o que precisa?
Eu: Senhor não, rapaz, se faz favor.
Ela: (para si) Olha outro com a mania que não envelhece... (para mim) Então o que foi?
Eu: Fiz um golpe na cabeça e preciso de um curativo.
Ela: Ah, vou já falar à sua médica de família.
Eu: Então mas eu para pôr um penso preciso de que falem com a médica?
Ela: Sim. Perdeu sangue, perdeu os sentidos?
Eu: Perdi um bocadinho de sangue, sim, mas permaneci sempre consciente. O que perdi mesmo muito foi a paciência.
Ela: Ahahahahahahaha, que engraçado, vou já chamar a médica, ahahahahaha, aguarde no corredor, ahahahahahahaha.
Eu: Então eu estou aqui com dores e a senhora está a rir?
Ela: Senhora não, rapariga, se faz favor.
Eu: Olhe, chup... hããã, obrigado!
Depois de algum tempo à espera, lá fui chamado pela médica de família. Entrei no gabinete e
Médica: Então, o que aconteceu?
Eu: Fiz um golpe na cabeça no varal do quintal da casa. Acho que não está partida, mas dói-me.
Médica: Deixe-me cá ver isso. Hmmmm... não, partida não está, mas... isto não é bem um golpe, é mais uma escoriação.
Eu: Mau! Então mas que raio de preciosismo linguístico é este?! Para quê esse rigor técnico?
Médica: Vá, não seja assim. Não é nada de grave, nem sequer precisava de ter vindo ao posto médico, isso é uma coisa que se trata bem em casa.
Eu: Como é que eu trataria disto em casa se o golpe, não, a "escoriação" ou lá o que é esta porcaria, está localizada na parte de trás da cabeça? Eu não tenho olhos nos dedos, pois não?
Médica: Ahahahahaha, você é tão cómico quando se irrita, ahahahaha
Eu: Mau, outra vez? Eu com dores e você ri-se?!
Médica: Ihihihihhi, eu já lhe ponho Betadine aí na ferida.
Eu: Pensava que era uma escoriação.
Médica: Não seja parvo. Chegue-se aqui. (pega na porcaria da Betadine, num esparadrapo e manda com aquilo na minha cabeça).
Eu: Au, isso dói.
Médica: Vá, já está. Depois tome um Ben-U-Ron que isso passa. Adeus e olhe por onde anda com a cabeça, ahahahaha.
Eu:...
Por fim, a pièce de résistance dá-se quando, já em casa, telefono à gaja a avisar do sucedido.
Gaja: 'Tou?!
Eu: Olá, amor. Olha, onde é que guardamos o Ben-U-Ron?
Gaja: Porquê?!
Eu: Porque a médica de família mandou-me tomar um, já!
Gaja: Porquê, o que aconteceu?
Eu: Fiz um golp... uma escoriação na cabeça!
Gaja: O quê?!?! Mas estás bem?!
Eu: Sim, sim, só deitou um bocadinho de sangue. Tenho esta parte inchada e dói-me, mas não é nada de mais, já fui ao posto médico e tudo.
Gaja: Mas como é que fizeste isso?
Eu: Então, vinha a sair de casa e bati com a cabeça no varal do quintal.
Gaja: Tu... ahahahahahaha! O quê?! Ahahahahahahahahahaah!
Eu: Olha, obrigadinhos, está bem?! Diz-me onde está o raio do Ben-U-Ron, mas é!
Gaja: Ahahahahaha, nós já não temos Ben-U-Ron, ahahahahahaha, tira antes uma saqueta de ihihihihih Paracetamol e ahahahahahaha, parece que estou mesmo a ver tu ires de encontro ao varal, ahahahahahahah, e prontos, bebes aquilo.
Eu: Sim, mas está onde, caraças?!
Gaja: Ahahahahahha, e tu foste ao posto médico por causa disso, ahahahahahaha, que mariquinhas, está na gaveta do armário, do lado esquerdo, ahahahahahahah, aposto que toda a gente se riu de ti e...
Eu: (desligo o telefone e vou à procura das saquetas)
Lá encontrei as saquetas, tomei uma e pronto, lá saí definitivamente de casa, passando a 50 metros do cabrão do varal que me escoriou a mona. Agora, o que eu não percebo é PORQUE É QUE ISTO É MOTIVO DE RISOTA GENERALIZADA, CARAÇAS!!!! ESTA MERDA DÓI, ESTÁ BEM?!?!?!?!?
terça-feira, fevereiro 15, 2011
A revolução de jasmim chega à casa do Peter of Pan
E o vírus da autonomia e do anti-totalitarismo continua a espalhar-se. Os recentes protestos no Médio Oriente e na África magrebina inspiraram aqui este escriba a seguir o exemplo dessas corajosas populações. Presentemente, ando a manifestar-me pelo hall lá de casa, com cartazes a exigir a democracia e cânticos que pedem o fim do regime da tirana minha gaja, cujo autoritarismo faz o Mubarak parecer o Gandhi. Para que o mundo fique a conhecer a terrível condição a que estou sujeito dentro daquelas quatro paredes, fui entrevistar-me a mim próprio:
Entrevistador (eu, pois claro): Bom dia, Peter of Pan, então parece que está a querer uma revolução?
Peter of Pan (eu também, pois então): Olá, bom dia, sim, é verdade, estou a promover uma revolução que deite abaixo anos e anos de desrespeito pelos direitos humanos, anos e anos de ditadura violenta, anos e anos de desprezo pela vontade alheia.
Entrevistador: Bem, isso parece ser mesmo grave. Pode dar-nos alguns exemplos da situação em que tem vivido?
Peter of Pan: Posso, pá! Então admite-se que um gajo chegue cansado a casa, vá para sentar-se no sofá, ligue o televisor para ver o Family Guy e venha logo a gaja esbaforida dizer que aqueles desenhos animados não têm qualidade, me desligue o televisor e me puxe pela orelha até à cozinha para ajudá-la a fazer o jantar? Mas o que é isto?! Vivemos no tempo da escravatura, ou quê? Ainda por cima, obriga-me a trabalhar com a Bimby! Eu não percebo nada da Bimby!!!
Entrevistador: Ui, realmente, que condições horríveis.
Peter of Pan: Já para não falar, e desculpe interrompê-lo...
Entrevistador: Não faz mal, caso não tenha reparado, nós somos a mesma pessoa.
Peter of Pan: Pois, é verdade. Bom, como ia dizendo, já para não falar na violência a que sou sujeito quando exprimo a minha vontade em ver um filme europeu. A gaja rouba-me o comando do dvd e muda para o Portugal Sem Talento.
Entrevistador: Refere-se ao Portugal Tem Talento, não é?!
Peter of Pan: Não, é mesmo Sem Talento. Eheheheh.
Entrevistador: Boa piada. Olhe, e quais são as suas exigências?
Peter of Pan: As minhas exigências são as exigências de uma pessoa de bem. Quero ver o Family Guy sem estar a ouvir constantemente "muda de canal, estes bonecos são mesmo estúpidos". Quero todos os gelados que possa comer. Quero que a minha voz seja escutada. Quero, no fundo, a passagem de um regime autocrático para um democrático. E quero, por fim, que o Sporting seja respeitado por aquela lampiona de meia tigela!
Entrevistador: Bom, ó Peter of Pan, parece-me que já está a exagerar, não?! Já nem os próprios sportinguistas respeitam o Sporting!
Peter of Pan: Ouve lá, ó meu caramelo, mas tu estás de que lado, afinal?!
Entrevistador: Eu estou sempre do mesmo lado, pá!
Peter of Pan: Do lado dos fracos, dos oprimidos, dos que querem rebelar-se face à ordem vigente?!
Entrevistador: Não! Do lado das gajas boas!
Peter of Pan:... recuso-me a prestar mais declarações...
Depois deste esclarecedor depoimento, fui tentar chegar à fala com a minha gaja, para ouvir a sua versão dos acontecimentos. Assim que me coloquei a menos de três metros de distância, fui puxado por um braço e forçado a lavar a louça que se acumulava, ameaçadora, na bancada da cozinha. Cerca de 2 pratos partidos, 3 copos rachados, um tacho sodomizado por um garfo e 45 minutos depois, lá consegui retirar as primeiras impressões da tirana:
Entevistador: Bom dia, gaja do Peter of Pan, podemos então começar a nossa entrevista?
Gaja: Não sei. A louça ficou bem lavada?!
Entrevistador: Acho que sim...
Gaja: "Acho que sim" não chega. Ficou ou não ficou, caraças?!
Entrevistador: Ficou, ficou!...
Gaja: Bom, então comece lá essa m&rda!
Entrevistador: Está bem. Senhora dona gaja do Peter of Pan, que comentários faz aos protestos levados a cabo pelo Peter of Pan ali no hall da casa?!
Gaja: É um totó!
Entrevistador: Mas algumas das reivindicações por ele feitas têm todo o sentido...
Gaja: O c@r@lhinho é que têm!!!!
Entrevistador: Ele acusa-a de ser uma tirana, uma déspota!
Gaja: Puta é a gaja daquele filme francês que ele viu no outro dia!
Entrevistador: Não, não, entendeu-me mal, não é puta, é déspota. E a Anna Karina não é nada puta, ela vai muito bem no Bande à Part e...
Gaja: Cale-se! Não sou nada disso e quem diz o contrário merece ser espancado!
Entrevistador: Essa parece-me ser uma atitude típica de uma déspota!
Gaja: Puta é a Monica Bellucci!
Entrevistador: Não, voltou a entender-me mal, eu não disse puta, disse dés...
Gaja: Cale-se. Eu entendi muito bem. Aquela italiana é puta e acabou-se.
Entrevistador: Bom, passemos à frente. E quanto às acusações de não deixar o Peter of Pan ver o Family Guy?!
Gaja: Aqueles bonequinhos da treta?! Estou a fazer-lhe um favor. Só lhe faz mal ver aquilo.
Entrevistador: Sabe que quando o Estado se põe a decidir sobre o que é melhor para as pessoas está-se perante uma situação de autoritarismo, não sabe?
Gaja: Olhe, o c@r@lhinho é que é autoritário, está bem?!
Entrevistador: Hehehe, pois é! É um autoritário enorme e grosso, não é, hehehehe?!?
Gaja: Nos teus sonhos.
Entrevistador: Hãããã, pois. Continuemos. Então e...
Gaja: Schut, cale-se, ainda não acabei o meu argumento. Além daquela bonecada fazer mal à sua já de si pobre mente, o Family Guy dá à mesma hora em que se deve estar a fazer o jantar, e eu não acho nada bem que seja aqui a moira a dar ao cabedal enquanto o senhor Peter of Pan refastela o cu no sofá a ver aquela porcaria. Quem é que é o tirano e quem é que é a escrava, afinal, hmmm?
Entrevistador: Bom, esta parte da entrevista vai ser cortada no momento da sua exibição ao público...
Gaja: Vai ser cortada, uma m&rda! Então agora temos censuras, é?! Então e a democracia e essas patacoadas? Publique isso, senão chateio-me a sério.
Entrevistador: Então e o que tem a dizer acerca da Bimby?
Gaja: O que é que há para dizer acerca da minha maravilhosa, fantástica, espectacular e fascinante Bimby?!
Entrevistador: O Peter of Pan queixa-se de falta de adaptação a esse aparelho.
Gaja: É mesmo um totó!
Entrevistador: Não, mas olhe, aquilo não é fácil!
Gaja: Não é fácil?! É do mais facílimo que há!
Entrevistador: Olhe que não está a ser justa. Uma pessoa, para saber cozinhar na Bimby, quase precisa de estagiar por seis meses na NASA ou no CERN. Tanto botãozinho para quê?! E que diachos é aquilo de Col. Inv. e Temp. Varoma e mais não sei o quê? Não é muito mais fácil enfiar os legumes para dentro de um tacho com água e ligar o fogão?!
Gaja: Cale-se. Você parece mesmo ele a falar!
Entrevistador: Bom, isso é porque eu e ele somos a mesma pessoa.
Gaja: Ah, pois é. Então olhe, já que está aqui, vá ali ao frigorífico, tire a abóbora, duas courgettes, uma beringela, corte tudo e meta na Bimby que vamos começar a fazer uma sopa!
Entrevistador:...e não tendo mais perguntas, ficamos por aqui...
Mais desenvolvimentos desta revolução nos próximos tempos!
Entrevistador (eu, pois claro): Bom dia, Peter of Pan, então parece que está a querer uma revolução?
Peter of Pan (eu também, pois então): Olá, bom dia, sim, é verdade, estou a promover uma revolução que deite abaixo anos e anos de desrespeito pelos direitos humanos, anos e anos de ditadura violenta, anos e anos de desprezo pela vontade alheia.
Entrevistador: Bem, isso parece ser mesmo grave. Pode dar-nos alguns exemplos da situação em que tem vivido?
Peter of Pan: Posso, pá! Então admite-se que um gajo chegue cansado a casa, vá para sentar-se no sofá, ligue o televisor para ver o Family Guy e venha logo a gaja esbaforida dizer que aqueles desenhos animados não têm qualidade, me desligue o televisor e me puxe pela orelha até à cozinha para ajudá-la a fazer o jantar? Mas o que é isto?! Vivemos no tempo da escravatura, ou quê? Ainda por cima, obriga-me a trabalhar com a Bimby! Eu não percebo nada da Bimby!!!
Entrevistador: Ui, realmente, que condições horríveis.
Peter of Pan: Já para não falar, e desculpe interrompê-lo...
Entrevistador: Não faz mal, caso não tenha reparado, nós somos a mesma pessoa.
Peter of Pan: Pois, é verdade. Bom, como ia dizendo, já para não falar na violência a que sou sujeito quando exprimo a minha vontade em ver um filme europeu. A gaja rouba-me o comando do dvd e muda para o Portugal Sem Talento.
Entrevistador: Refere-se ao Portugal Tem Talento, não é?!
Peter of Pan: Não, é mesmo Sem Talento. Eheheheh.
Entrevistador: Boa piada. Olhe, e quais são as suas exigências?
Peter of Pan: As minhas exigências são as exigências de uma pessoa de bem. Quero ver o Family Guy sem estar a ouvir constantemente "muda de canal, estes bonecos são mesmo estúpidos". Quero todos os gelados que possa comer. Quero que a minha voz seja escutada. Quero, no fundo, a passagem de um regime autocrático para um democrático. E quero, por fim, que o Sporting seja respeitado por aquela lampiona de meia tigela!
Entrevistador: Bom, ó Peter of Pan, parece-me que já está a exagerar, não?! Já nem os próprios sportinguistas respeitam o Sporting!
Peter of Pan: Ouve lá, ó meu caramelo, mas tu estás de que lado, afinal?!
Entrevistador: Eu estou sempre do mesmo lado, pá!
Peter of Pan: Do lado dos fracos, dos oprimidos, dos que querem rebelar-se face à ordem vigente?!
Entrevistador: Não! Do lado das gajas boas!
Peter of Pan:... recuso-me a prestar mais declarações...
Depois deste esclarecedor depoimento, fui tentar chegar à fala com a minha gaja, para ouvir a sua versão dos acontecimentos. Assim que me coloquei a menos de três metros de distância, fui puxado por um braço e forçado a lavar a louça que se acumulava, ameaçadora, na bancada da cozinha. Cerca de 2 pratos partidos, 3 copos rachados, um tacho sodomizado por um garfo e 45 minutos depois, lá consegui retirar as primeiras impressões da tirana:
Entevistador: Bom dia, gaja do Peter of Pan, podemos então começar a nossa entrevista?
Gaja: Não sei. A louça ficou bem lavada?!
Entrevistador: Acho que sim...
Gaja: "Acho que sim" não chega. Ficou ou não ficou, caraças?!
Entrevistador: Ficou, ficou!...
Gaja: Bom, então comece lá essa m&rda!
Entrevistador: Está bem. Senhora dona gaja do Peter of Pan, que comentários faz aos protestos levados a cabo pelo Peter of Pan ali no hall da casa?!
Gaja: É um totó!
Entrevistador: Mas algumas das reivindicações por ele feitas têm todo o sentido...
Gaja: O c@r@lhinho é que têm!!!!
Entrevistador: Ele acusa-a de ser uma tirana, uma déspota!
Gaja: Puta é a gaja daquele filme francês que ele viu no outro dia!
Entrevistador: Não, não, entendeu-me mal, não é puta, é déspota. E a Anna Karina não é nada puta, ela vai muito bem no Bande à Part e...
Gaja: Cale-se! Não sou nada disso e quem diz o contrário merece ser espancado!
Entrevistador: Essa parece-me ser uma atitude típica de uma déspota!
Gaja: Puta é a Monica Bellucci!
Entrevistador: Não, voltou a entender-me mal, eu não disse puta, disse dés...
Gaja: Cale-se. Eu entendi muito bem. Aquela italiana é puta e acabou-se.
Entrevistador: Bom, passemos à frente. E quanto às acusações de não deixar o Peter of Pan ver o Family Guy?!
Gaja: Aqueles bonequinhos da treta?! Estou a fazer-lhe um favor. Só lhe faz mal ver aquilo.
Entrevistador: Sabe que quando o Estado se põe a decidir sobre o que é melhor para as pessoas está-se perante uma situação de autoritarismo, não sabe?
Gaja: Olhe, o c@r@lhinho é que é autoritário, está bem?!
Entrevistador: Hehehe, pois é! É um autoritário enorme e grosso, não é, hehehehe?!?
Gaja: Nos teus sonhos.
Entrevistador: Hãããã, pois. Continuemos. Então e...
Gaja: Schut, cale-se, ainda não acabei o meu argumento. Além daquela bonecada fazer mal à sua já de si pobre mente, o Family Guy dá à mesma hora em que se deve estar a fazer o jantar, e eu não acho nada bem que seja aqui a moira a dar ao cabedal enquanto o senhor Peter of Pan refastela o cu no sofá a ver aquela porcaria. Quem é que é o tirano e quem é que é a escrava, afinal, hmmm?
Entrevistador: Bom, esta parte da entrevista vai ser cortada no momento da sua exibição ao público...
Gaja: Vai ser cortada, uma m&rda! Então agora temos censuras, é?! Então e a democracia e essas patacoadas? Publique isso, senão chateio-me a sério.
Entrevistador: Então e o que tem a dizer acerca da Bimby?
Gaja: O que é que há para dizer acerca da minha maravilhosa, fantástica, espectacular e fascinante Bimby?!
Entrevistador: O Peter of Pan queixa-se de falta de adaptação a esse aparelho.
Gaja: É mesmo um totó!
Entrevistador: Não, mas olhe, aquilo não é fácil!
Gaja: Não é fácil?! É do mais facílimo que há!
Entrevistador: Olhe que não está a ser justa. Uma pessoa, para saber cozinhar na Bimby, quase precisa de estagiar por seis meses na NASA ou no CERN. Tanto botãozinho para quê?! E que diachos é aquilo de Col. Inv. e Temp. Varoma e mais não sei o quê? Não é muito mais fácil enfiar os legumes para dentro de um tacho com água e ligar o fogão?!
Gaja: Cale-se. Você parece mesmo ele a falar!
Entrevistador: Bom, isso é porque eu e ele somos a mesma pessoa.
Gaja: Ah, pois é. Então olhe, já que está aqui, vá ali ao frigorífico, tire a abóbora, duas courgettes, uma beringela, corte tudo e meta na Bimby que vamos começar a fazer uma sopa!
Entrevistador:...e não tendo mais perguntas, ficamos por aqui...
Mais desenvolvimentos desta revolução nos próximos tempos!
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segunda-feira, fevereiro 14, 2011
E para quando um Dia dos Encalhados?
que é para os nerds, os feios, as gordas, os tímidos, as beatas, os misantropos - no fundo, os encalhados e encalhadas de todo o mundo, sim, ó rapaz de 42 anos que ainda vive com a mãe, passa o tempo a ver filmes da saga Star Wars e confunde uma erecção com um sabre de luz, sim, ó rapariga de 36 anos que passa o dia na biblioteca da cidade a ler livros da Corín Tellado e pensa que o Ricky Martin é hetero, é a vocês que me dirijo! - não se sentirem discriminad@s? Sei lá, até poderiam inventar, à semelhança do Dia dos Namorados, presentes para se oferecer aos encalhados preferidos. Bombons dos encalhados, florzinhas dos encalhados, postalinhos dos encalhados... Seria bonito, não seria?!?
Disclaimer deste post: se me estás a ler e ainda és um encalhado ou encalhada, e detestas o ambiente que se gera à volta deste dia 14 de Fevereiro, não desesperes, por duas simples razões:
1 - eu, que não sou encalhado, também não gosto deste dia, e tenho a certeza de que muitos não-encalhados e não-encalhadas estão comigo.
2 - eu, que não sou encalhado, estive muito tempo encalhado, portanto, sim, tu, ó gajo de 42 anos que está a ver, pela 234346ª vez, o Han Solo a ser congelado na carbonite, sim, tu, ó gaja de 36 anos que está a suspirar, pela 734222ª vez, com o romance dos protagonistas desse livro que tens em mãos, é novamente a vós que me dirijo, também vocês podem desencalhar, basta terem um pouco de paciência e
a) no caso do gajo, encontrar um emprego bem remunerado, vestir roupa cara, trocar os óculos por lentes de contacto, arranjar os dentes, comprar uma mansão e um carro desportivo, fazer musculação, tomar banho todos os dias;
b) no caso da gaja, sair para a rua com um decote que revele o mais possível das mamas.
Disclaimer deste post: se me estás a ler e ainda és um encalhado ou encalhada, e detestas o ambiente que se gera à volta deste dia 14 de Fevereiro, não desesperes, por duas simples razões:
1 - eu, que não sou encalhado, também não gosto deste dia, e tenho a certeza de que muitos não-encalhados e não-encalhadas estão comigo.
2 - eu, que não sou encalhado, estive muito tempo encalhado, portanto, sim, tu, ó gajo de 42 anos que está a ver, pela 234346ª vez, o Han Solo a ser congelado na carbonite, sim, tu, ó gaja de 36 anos que está a suspirar, pela 734222ª vez, com o romance dos protagonistas desse livro que tens em mãos, é novamente a vós que me dirijo, também vocês podem desencalhar, basta terem um pouco de paciência e
a) no caso do gajo, encontrar um emprego bem remunerado, vestir roupa cara, trocar os óculos por lentes de contacto, arranjar os dentes, comprar uma mansão e um carro desportivo, fazer musculação, tomar banho todos os dias;
b) no caso da gaja, sair para a rua com um decote que revele o mais possível das mamas.
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sexta-feira, fevereiro 11, 2011
Parece que
o Mubarak foi posto a andar like an egyptian...
(tão inteligente, esta!)
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quarta-feira, fevereiro 09, 2011
Mind the gap

Todo o santo dia ouço, como se ficasse tatuada no meu cérebro, a mesma mensagem gravada: "Senhores passageiros, pedimos que se afastem do limite da plataforma". Sempre a mesma lenga-lenga. O pedido, contudo, padece de alguma estranheza. Primeiro, não avisa por que é que querem que os passageiros se afastem. Pronto, está bem, qualquer pessoa com dois meios dedos de testa sabe: se nos aproximarmos demasiado da plataforma, corremos o risco de apanhar com um comboio mesmo no meio da tromba. De qualquer forma, a mensagem é omissa nesse sentido.
Essa omissão liga-se ao outro aspecto estranho do apelo: por vezes, é proferido com algum anacronismo. Especifico: há alturas em que uma pessoa está na estação, aguardando pelo seu comboio que só chega dali a 10 minutos, e sabe que não vai chegar mais nenhum comboio entretanto, e então põe-se a ocupar o cérebro com coisas irrisórias, só para passar o tempo até que o comboio chegue, e pensa então nos calções de banho rasgados que o primo Paulito levou para a praia no ano de 1983, e na congestão que a tia-avó Miquelina apanhou após um jantar de família em Montemor-o-Novo na noite de Natal de 1979, e no arroto que a vizinha Teresa deu no velório do Sr. Julião em 1996, no preciso momento em que o Figo marcava um golo à Croácia no Euro-96, e caramba, este período está a ficar mesmo longo, além de abusar da cópula "e" até à exaustão, parece um texto do Cormac McCarthy, não sei se já leram o Este País Não É Para Velhos, bem, aquilo é só "e" atrás de "e", do género, "E Chigurgh [é aquele assassino com cabelo esquisito interpretado pelo Javier Bardem no filme dos manos Coen] pega na pistola pneumática e levanta-a acima da cabeça e rebenta o canhão da fechadura e entra no quarto e apanha o canhão e coiso e tal", é mais ou menos isto, não me lembro exactamente de nenhuma frase do livro e não o tenho à mão para reproduzir ipsis verbis. E com tudo isto, perdi-me...
Ah, já sei, pois: está uma pessoa à espera do comboio, que só chega dali a outros quinhentos, e no entanto ouve os altifalantes da estação a perorar aquela mensagem: "Senhores passageiros, pedimos que se afastem do limite da plataforma". A pessoa fica então a pensar: "mas que raios? Se o comboio só passa daqui a 10 minutos, para que raio eles estão a avisar isto?!" E é aqui que a omissão acerca do que é que pode acontecer se as pessoas não arredarem pé do limite da plataforma se torna perigosa. Se não vem lá nenhum comboio, que terror se esconde junto do limite da plataforma, terror esse que justifica o aviso por parte da estação mas que não pode ser nomeado, como se fosse o Voldemort que estivesse a irromper por entre os carris? Já sabemos que "Senhores passageiros, pedimos que se afastem do limite da plataforma, caso contrário levará com um comboio nos cornos" é falsa porque não vem lá comboio nenhum, mas a coisa intriga. O que pode acontecer se não nos afastarmos da plataforma quando o comboio ainda dista cerca de 50km?!
O IVA aumenta para 25%?
A Rita Pereira cessa de aparecer com decotes generosos?
O Pinto da Costa promove um golpe de Estado e os ministérios são todos ocupados por raparigas da má vida?
Deixa de passar futebol nas televisões?
O Renato Seabra é libertado e monta uma empresa de fabrico de saca-rolhas?
O Sporting vende o seu melhor jogador?
Estão espalhadas pelos carris fotos do Alberto João Jardim nu, visíveis a qualquer pessoa que se aproxime da plataforma?
A Manuela Moura Guedes inventa de tentar saber até onde consegue abrir a boca e acaba por engolir o planeta inteiro?
O Cavaco é eleito para um segundo mandato?
É aprovado um novo Acordo Ortográfico que proíbe os indivíduos de escreverem insultos a deputados?
Gostava que me explicassem o que pode acontecer, ai isso gostava...
Essa omissão liga-se ao outro aspecto estranho do apelo: por vezes, é proferido com algum anacronismo. Especifico: há alturas em que uma pessoa está na estação, aguardando pelo seu comboio que só chega dali a 10 minutos, e sabe que não vai chegar mais nenhum comboio entretanto, e então põe-se a ocupar o cérebro com coisas irrisórias, só para passar o tempo até que o comboio chegue, e pensa então nos calções de banho rasgados que o primo Paulito levou para a praia no ano de 1983, e na congestão que a tia-avó Miquelina apanhou após um jantar de família em Montemor-o-Novo na noite de Natal de 1979, e no arroto que a vizinha Teresa deu no velório do Sr. Julião em 1996, no preciso momento em que o Figo marcava um golo à Croácia no Euro-96, e caramba, este período está a ficar mesmo longo, além de abusar da cópula "e" até à exaustão, parece um texto do Cormac McCarthy, não sei se já leram o Este País Não É Para Velhos, bem, aquilo é só "e" atrás de "e", do género, "E Chigurgh [é aquele assassino com cabelo esquisito interpretado pelo Javier Bardem no filme dos manos Coen] pega na pistola pneumática e levanta-a acima da cabeça e rebenta o canhão da fechadura e entra no quarto e apanha o canhão e coiso e tal", é mais ou menos isto, não me lembro exactamente de nenhuma frase do livro e não o tenho à mão para reproduzir ipsis verbis. E com tudo isto, perdi-me...
Ah, já sei, pois: está uma pessoa à espera do comboio, que só chega dali a outros quinhentos, e no entanto ouve os altifalantes da estação a perorar aquela mensagem: "Senhores passageiros, pedimos que se afastem do limite da plataforma". A pessoa fica então a pensar: "mas que raios? Se o comboio só passa daqui a 10 minutos, para que raio eles estão a avisar isto?!" E é aqui que a omissão acerca do que é que pode acontecer se as pessoas não arredarem pé do limite da plataforma se torna perigosa. Se não vem lá nenhum comboio, que terror se esconde junto do limite da plataforma, terror esse que justifica o aviso por parte da estação mas que não pode ser nomeado, como se fosse o Voldemort que estivesse a irromper por entre os carris? Já sabemos que "Senhores passageiros, pedimos que se afastem do limite da plataforma, caso contrário levará com um comboio nos cornos" é falsa porque não vem lá comboio nenhum, mas a coisa intriga. O que pode acontecer se não nos afastarmos da plataforma quando o comboio ainda dista cerca de 50km?!
O IVA aumenta para 25%?
A Rita Pereira cessa de aparecer com decotes generosos?
O Pinto da Costa promove um golpe de Estado e os ministérios são todos ocupados por raparigas da má vida?
Deixa de passar futebol nas televisões?
O Renato Seabra é libertado e monta uma empresa de fabrico de saca-rolhas?
Estão espalhadas pelos carris fotos do Alberto João Jardim nu, visíveis a qualquer pessoa que se aproxime da plataforma?
A Manuela Moura Guedes inventa de tentar saber até onde consegue abrir a boca e acaba por engolir o planeta inteiro?
É aprovado um novo Acordo Ortográfico que proíbe os indivíduos de escreverem insultos a deputados?
Gostava que me explicassem o que pode acontecer, ai isso gostava...
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terça-feira, fevereiro 08, 2011
Saco de pancada: cinema 3D
Vamos lá a ver uma coisa: quem acha piada a esta tendência dos filmes estrearem em 3D, é favor levantar o braço. E deixar o nome, morada, estado civil e último desejo, que é para eu poder fuzilar-vos sem ter muito trabalho.
O cinema 3D é das coisas mais estúpidas que já deram à terra. Quase tão estúpida quanto, por exemplo, a direcção de um clube com uma história interessante e que procura todos os anos conquistar títulos resolver vender o seu maior símbolo e melhor jogador por tuta e meia. Desde logo, uma pessoa, para ver essas películas a três dimensões, tem de colocar uns óculinhos ridículos, tão ridículos que o Yves Saint Laurent já apareceu àquela medium inglesa que apresentava um programa na TVI, comunicando-lhe que achava aquelas coisinhas de plástico "une très grande merde". A Iva Domingues, depois, traduziu o comentário como "gosto muito dos teus cabelos louros", levando a que o YSL jurasse nunca mais aparecer aos vivos senão através de uma tábua Ouija, desde que desenhada pelo Giorgio Armani.
[Atenção: estas últimas referências, embora suspeitas, não fazem de mim um Carlos Castro em potência, está bem?!?! Eu cá sou muito homem, no sentido heterossexual do termo. Vá, avancemos, que se faz tarde e eu ainda não fui pôr base no rosto]
O que mais me revolta nesta moda do cinema 3D, contudo, é a justificação que lhe querem dar. Segundo ospalhaços defensores desta tendência, a maior qualidade do cinema em 3D é conferir, ao espectador, uma sensação próxima da realidade. Sim, estes parvos inventaram essa história. Sou só eu que acho que "cinema" e "próxima da realidade" são ideias quase inversas?! Eu quando vou a uma sala de cinema ou quando me sento num sofá a ver um filme, não estou à espera que aquilo esteja próximo da realidade. Se eu quero realidade, venho para a rua! Se eu quero ver pessoas a três dimensões, a falar alto e a envolverem-se em confrontos físicos, vou à feira dos ciganos. Eu vejo filmes para fugir a este género de merdas realistas, de preferência sem precisar de colocar nos olhos aqueles óculos parvos (já vos disse que aqueles óculos têm um aspecto para lá de ridículo, e que o Yves Saint Laurent apar... - não, esperem, já disse, sim!).
É claro que agora surge a pergunta de um milhão de euros: "Sim, Peter of Pan, tu estás coberto de razão, como sempre, a tua retórica é impecável e qualquer pessoa favorável ao cinema 3D ficará contra depois de te ler, mas esqueces-te de um pequeno detalhe: os filmes porno! Não adorarias tu que os filmes porno pudessem ser vistos em três dimensões?!"
Admito que é uma pergunta pertinente. É uma pergunta tão inteligente que só poderia ter sido feita por mim a mim próprio (vão-me dizer que já se tinham lembrado disto, não?!? Seus aldrabões!) Sim, a pornografia parece encaixar muito bem, e sem recorrer a vaselina ou precisar de enfiar o preservativo, no conceito de cinema 3D. E até aqui se percebe a utilidade dos óculos ridículos: servem para proteger a vista ao espectador no momento do cumshot, não vá o diabo tecê-las.
Face a esta objecção - que, recordo, foi feita por mim próprio -, julgo que temos aqui a oportunidade perfeita para um compromisso. Que é: o cinema 3D é uma merda e deve ser retirado das nossas salas, PORÉM pode haver um nicho de mercado para esta tecnologia caso ela seja aplicada APENAS à maravilhosa indústria pornográfica. Continuaremos a experienciar os filmes mainstream em grandiosas telas a duas dimensões, mas as mamas da Tera Patrick, o rabo da Silvia Saint e o centro da praça municipal de Mondim de Basto da Jenna Haze, esses só terão a ganhar se exibidos no esplendor do 3D.
É ou não é?! É, pois claro!...
O cinema 3D é das coisas mais estúpidas que já deram à terra. Quase tão estúpida quanto, por exemplo, a direcção de um clube com uma história interessante e que procura todos os anos conquistar títulos resolver vender o seu maior símbolo e melhor jogador por tuta e meia. Desde logo, uma pessoa, para ver essas películas a três dimensões, tem de colocar uns óculinhos ridículos, tão ridículos que o Yves Saint Laurent já apareceu àquela medium inglesa que apresentava um programa na TVI, comunicando-lhe que achava aquelas coisinhas de plástico "une très grande merde". A Iva Domingues, depois, traduziu o comentário como "gosto muito dos teus cabelos louros", levando a que o YSL jurasse nunca mais aparecer aos vivos senão através de uma tábua Ouija, desde que desenhada pelo Giorgio Armani.
[Atenção: estas últimas referências, embora suspeitas, não fazem de mim um Carlos Castro em potência, está bem?!?! Eu cá sou muito homem, no sentido heterossexual do termo. Vá, avancemos, que se faz tarde e eu ainda não fui pôr base no rosto]
O que mais me revolta nesta moda do cinema 3D, contudo, é a justificação que lhe querem dar. Segundo os
É claro que agora surge a pergunta de um milhão de euros: "Sim, Peter of Pan, tu estás coberto de razão, como sempre, a tua retórica é impecável e qualquer pessoa favorável ao cinema 3D ficará contra depois de te ler, mas esqueces-te de um pequeno detalhe: os filmes porno! Não adorarias tu que os filmes porno pudessem ser vistos em três dimensões?!"
Admito que é uma pergunta pertinente. É uma pergunta tão inteligente que só poderia ter sido feita por mim a mim próprio (vão-me dizer que já se tinham lembrado disto, não?!? Seus aldrabões!) Sim, a pornografia parece encaixar muito bem, e sem recorrer a vaselina ou precisar de enfiar o preservativo, no conceito de cinema 3D. E até aqui se percebe a utilidade dos óculos ridículos: servem para proteger a vista ao espectador no momento do cumshot, não vá o diabo tecê-las.
Face a esta objecção - que, recordo, foi feita por mim próprio -, julgo que temos aqui a oportunidade perfeita para um compromisso. Que é: o cinema 3D é uma merda e deve ser retirado das nossas salas, PORÉM pode haver um nicho de mercado para esta tecnologia caso ela seja aplicada APENAS à maravilhosa indústria pornográfica. Continuaremos a experienciar os filmes mainstream em grandiosas telas a duas dimensões, mas as mamas da Tera Patrick, o rabo da Silvia Saint e o centro da praça municipal de Mondim de Basto da Jenna Haze, esses só terão a ganhar se exibidos no esplendor do 3D.
É ou não é?! É, pois claro!...
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segunda-feira, fevereiro 07, 2011
Seca de segunda-feira
- Qual é o mais mandão dos animais?
- É o polvo, porque o polvo é quem mais ordena...
- É o polvo, porque o polvo é quem mais ordena...
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pedidos de integração,
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sexta-feira, fevereiro 04, 2011
Sobre a redução dos deputados
Um dos temas do momento, a ombrear com as manifestações no Egipto (sim, meus amigos, Egipto é com "p", por mais que os apóstatas do acordo ortográfico insistam em retirá-lo), com a situação do Sporting e com o julgamento do Renato "Saca-Rolhas" Seabra é, sem qualquer dúvida, a proposta de redução dos deputados à Assembleia da República. O PSD já se mostrou a favor, o PS tem vozes contra e vozes a favor, o PCP é contra, como acontece sempre - um dia, ainda vamos ver os deputados do PCP a votar contra propostas do PCP, só pela força do hábito -, o Bloco também é contra e o CDS/PP, à imagem do seu líder, não sai do armário, isto é, não diz se é uma coisa ou outra.
A minha posição sobre a matéria, essa, já há muito se encontra bem definida. Sou claramente a favor da redução dos deputados. E eis como essa redução deve ser feita: é chegar ao pé deles com uma catana e zás, separar-lhes a cabeça do corpo. Ficarão desde logo reduzidos!
E depois, esta minha solução final tem dois pontos adicionais a seu favor: primeiro, num momento de crise, não nos podemos dar ao luxo de desperdícios. Se os deputados nunca usaram a cabeça, o que é que estão a fazer com ela? É cortá-la e dá-la aos porcos, sempre servirá para alguma coisa. Segundo, esta solução surge em defesa dos próprios deputados, porque com a cabeça separada do corpo, passa a ser a primeira vez que estes altos dignitários da nação passam a justificar, de modo radical, a popular ideia de que os deputados só vão à Assembleia fazer figura de corpo presente. Literalmente.
Os partidos que pensem nisto, se fazem favor...
Bom fim-de-semana e cortem a cabeça a um deputado também.
A minha posição sobre a matéria, essa, já há muito se encontra bem definida. Sou claramente a favor da redução dos deputados. E eis como essa redução deve ser feita: é chegar ao pé deles com uma catana e zás, separar-lhes a cabeça do corpo. Ficarão desde logo reduzidos!
E depois, esta minha solução final tem dois pontos adicionais a seu favor: primeiro, num momento de crise, não nos podemos dar ao luxo de desperdícios. Se os deputados nunca usaram a cabeça, o que é que estão a fazer com ela? É cortá-la e dá-la aos porcos, sempre servirá para alguma coisa. Segundo, esta solução surge em defesa dos próprios deputados, porque com a cabeça separada do corpo, passa a ser a primeira vez que estes altos dignitários da nação passam a justificar, de modo radical, a popular ideia de que os deputados só vão à Assembleia fazer figura de corpo presente. Literalmente.
Os partidos que pensem nisto, se fazem favor...
Bom fim-de-semana e cortem a cabeça a um deputado também.
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
De como uma visita ao veterinário se transforma numa lição de vida
Ontem tivemos de levar esta coisinha fofa ao veterinário, em consequência de cenas más. Ok, ok, vou deixar de ser tão vago: a gatinha anda mal da barriga, pronto. E dá uns puns muito mal cheirosos, e isso são razões mais do que suficientes para levar a bichinha ao médico dos bichos. Bom, e que tenho eu a dizer sobre o seu comportamento? Isto: absoluta e simplesmente IMPECÁVEL! Enquanto esperou pela sua vez, esteve sossegadíssima na caixinha. Quando entrou para a sala, não estranhou. Quando a retirámos da caixinha e a colocámos na mesa para ser examinada, manteve o seu fleumatismo. Não miou, não rosnou, não bufou, nem quando levou uma injecção no lombo. A gatinha estava mansa, mansa... parecia um jogador do Sporting. Nada a incomodou nem a tirou do sério. Fantástico. Nunca tinha visto nada assim!
Esta atitude é, para mim, uma lição de vida porque ensina-me muita coisa. Confesso que não gosto de ir ao médico. Nunca gostei. Já cheguei, por diversas vezes, a fugir. Lembro-me - deveria eu andar pelos meus 8-9 anos - de ter escapado aos meus pais num dia em que era suposto levar uma injecção no rabo. Corri do consultório a toda a brida, sem que ninguém me conseguisse apanhar. É claro que, quando voltei para casa, já de noite, imaginando em toda a minha inocência que nada iria acontecer-me, apanhei os meus pais obviamente tão preocupados quanto irritados e na sequência levei uma tal tareia no rabo que me fez pensar se não teria sido melhor levar a injecção no dito.
Na minha perspectiva, é impressionante que uma gatinha consiga ter mais presença e imponência e, tenho de admiti-lo, mais "tomates", do que um ser humano, partindo do princípio que eu sou mesmo um ser humano, algo que a minha gaja já por diversas vezes argumentou ser, no mínimo, discutível. Mas adiante: a minha gatinha não tem medo dos médicos nem dos consultórios. Nem das picas, nem dos remédios. Já eu, bom, eu não é que tenha propriamente medo, pois não é bem medo aquilo que sinto, mas se puder evitar, evito. Sou assim como aquelas pessoas que não sabem se existem fantasmas a pairar pelo meio de uma floresta escura: pelo sim, pelo não, não entram por esse caminho. É claro que eu sei que não existem fantasmas, mas por outro lado, sei que existem médicos e hospitais e enfermeiros e picas que doem, por isso prefiro estar noutro sítio. Porém, se calhar tenho de começar a agir mais como a minha gatinha agiu: não ligar peva a isto e sair de lá da mesma maneira como se entra, ou seja, como se fosse algo perfeitamente natural. Espero lembrar-me desta lição da próxima vez que tiver de ir ao médico.
[Oxalá seja daqui a muitos, muitos anos...]
Esta atitude é, para mim, uma lição de vida porque ensina-me muita coisa. Confesso que não gosto de ir ao médico. Nunca gostei. Já cheguei, por diversas vezes, a fugir. Lembro-me - deveria eu andar pelos meus 8-9 anos - de ter escapado aos meus pais num dia em que era suposto levar uma injecção no rabo. Corri do consultório a toda a brida, sem que ninguém me conseguisse apanhar. É claro que, quando voltei para casa, já de noite, imaginando em toda a minha inocência que nada iria acontecer-me, apanhei os meus pais obviamente tão preocupados quanto irritados e na sequência levei uma tal tareia no rabo que me fez pensar se não teria sido melhor levar a injecção no dito.
Na minha perspectiva, é impressionante que uma gatinha consiga ter mais presença e imponência e, tenho de admiti-lo, mais "tomates", do que um ser humano, partindo do princípio que eu sou mesmo um ser humano, algo que a minha gaja já por diversas vezes argumentou ser, no mínimo, discutível. Mas adiante: a minha gatinha não tem medo dos médicos nem dos consultórios. Nem das picas, nem dos remédios. Já eu, bom, eu não é que tenha propriamente medo, pois não é bem medo aquilo que sinto, mas se puder evitar, evito. Sou assim como aquelas pessoas que não sabem se existem fantasmas a pairar pelo meio de uma floresta escura: pelo sim, pelo não, não entram por esse caminho. É claro que eu sei que não existem fantasmas, mas por outro lado, sei que existem médicos e hospitais e enfermeiros e picas que doem, por isso prefiro estar noutro sítio. Porém, se calhar tenho de começar a agir mais como a minha gatinha agiu: não ligar peva a isto e sair de lá da mesma maneira como se entra, ou seja, como se fosse algo perfeitamente natural. Espero lembrar-me desta lição da próxima vez que tiver de ir ao médico.
[Oxalá seja daqui a muitos, muitos anos...]
segunda-feira, janeiro 31, 2011
Feito para caminhar
Gosto muito de andar a pé. Eu já era um tracker antes de a palavra sequer ter sido inventada. Os peregrinos que fazem o caminho de Santiago poderiam até ter lições comigo. Palmilhei todos os centímetros da cidade onde vivi até há alguns anos atrás. Percorri Lisboa de ponta a ponta. Subi serras, montes, encostas. Andei para aqui e para ali, para ali e para aqui. E entretive-me ao fazê-lo.
2010, no entanto, foi um ano atípico. Talvez tenha sido o ano em que eu menos tenha andado a penantes. Por razões várias, que agora não interessa enumerar, mas saibam que culpo o governo Sócrates. Porquê? Porque me apetece, mais nada! No entanto, o que mais interessa é fazer de 2011 um regresso às minhas habituais caminhadas, e esse regresso já começou: ontem fui parar à Serra de São Luís, nos arredores de Setúbal, e envolvi-me numa caminhada de cerca de bués quilómetros, óptima para recuperar o hábito. Aproveitei para rever alguns amigos e até para reencontrar uma amiga que já não via há muitos, muitos anos. O balanço foi, portanto, muito positivo. Eis alguns números:
Distância da caminhada: 12 km.
Tempo demorado a percorrer essa distância: cerca de 3 horas e meia.
Número de pessoas que alinhou na caminhada: 230.
Minutos passados a ouvir a minha gaja perguntar-me: "Ouve lá, quem é que é aquela tua amiga?": 127.
Tempo que essa minha amiga demorou a cair de uma ribanceira após ter sido subrepticiamente empurrada pela minha gaja: 37 segundos.
Comida que ingeri durante a caminhada: um bolicao, três sandochas, uma salada de alface, tomate e cenoura, um pacote de batatas fritas, uma maçã. Valores muito abaixo do meu normal, devo dizer. É a crise...
Minutos passados a pensar no destino do Sporting caso o Liédson seja vendido: muitos!
Vezes que caí no chão durante a caminhada: duas.
Dores nas pernas, ontem e hoje: ZERO! (pá, quem sabe, sabe...)
2010, no entanto, foi um ano atípico. Talvez tenha sido o ano em que eu menos tenha andado a penantes. Por razões várias, que agora não interessa enumerar, mas saibam que culpo o governo Sócrates. Porquê? Porque me apetece, mais nada! No entanto, o que mais interessa é fazer de 2011 um regresso às minhas habituais caminhadas, e esse regresso já começou: ontem fui parar à Serra de São Luís, nos arredores de Setúbal, e envolvi-me numa caminhada de cerca de bués quilómetros, óptima para recuperar o hábito. Aproveitei para rever alguns amigos e até para reencontrar uma amiga que já não via há muitos, muitos anos. O balanço foi, portanto, muito positivo. Eis alguns números:
Distância da caminhada: 12 km.
Tempo demorado a percorrer essa distância: cerca de 3 horas e meia.
Número de pessoas que alinhou na caminhada: 230.
Minutos passados a ouvir a minha gaja perguntar-me: "Ouve lá, quem é que é aquela tua amiga?": 127.
Tempo que essa minha amiga demorou a cair de uma ribanceira após ter sido subrepticiamente empurrada pela minha gaja: 37 segundos.
Comida que ingeri durante a caminhada: um bolicao, três sandochas, uma salada de alface, tomate e cenoura, um pacote de batatas fritas, uma maçã. Valores muito abaixo do meu normal, devo dizer. É a crise...
Minutos passados a pensar no destino do Sporting caso o Liédson seja vendido: muitos!
Vezes que caí no chão durante a caminhada: duas.
Dores nas pernas, ontem e hoje: ZERO! (pá, quem sabe, sabe...)
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sábado, janeiro 29, 2011
sexta-feira, janeiro 28, 2011
Coisas estranhas: o caso do dedo do pé dormente
Não corro o risco de errar se disser que todas as pessoas já experimentaram a sensação de ter os pés dormentes. É algo que pode acontecer, com maior ou menor frequência, a qualquer um. A mim, já me aconteceu por diversas vezes. Agora, aquilo que me aconteceu ontem à noite, nunca antes me acontecera, nem nunca ouvi ninguém falar disso, nem sequer vi qualquer referência ao assunto na Crítica da Razão Pura do Kant ou na República do Platão, e muito menos nas Obras Completas do Peninha e do Morcego Vermelho: ficar não com um pé dormente mas apenas com o dedo grande!
Por mais bizarra, curiosa, e adjectivos sinónimos que eu poderia aqui mandar em barda mas não me apetece, que esta situação se apresente, ela é absolutamente verídica. Sim, fiquei mesmo com um - só unzinho! - dedo do pé dormente. O resto do pé estava normal, só aquele dedo grande é que tinha aquele formigueiro típico da dormência. "Porquê?", perguntei eu, mas não obtive resposta alguma. Talvez porque o meu dedo do pé não fala, talvez porque não lhe apetecesse responder, talvez porque é estúpido fazer uma pergunta destas a um dedo do pé adormecido... Enfim, só sei que não encontrei, e não encontro ainda, explicação para este facto que quase parece sair do domínio do absurdo. Ter um dedo do pé dormente é assim como, sei lá, estar no meio de uma entrevista de emprego e soltar um pum, é como ir a casa dos futuros sogros pedir a mão da amada em casamento e em vez do pedido sair uma declaração do tipo "eu sou gay", é como ter uma filha e baptizá-la como, hmmm... deixa-me cá ver um nome muita estapafúrdio do qual ninguém jamais poderá lembrar-se, ah, já sei, Lyonce Viiktórya.
É claro que depois de umas boas esfregas - e garanto que quase tão estranho quanto ficar com um dedo do pé dormente é passar um par de minutos a esfregá-lo - a dormência lá passou. Mas espero que seja algo que não volte mais a ocorrer. Porque é mesmo estúpido, valha-me Liédson...
Bom fim-de-semana e esfreguem muito os vossos dedinhos dos pés.
Por mais bizarra, curiosa, e adjectivos sinónimos que eu poderia aqui mandar em barda mas não me apetece, que esta situação se apresente, ela é absolutamente verídica. Sim, fiquei mesmo com um - só unzinho! - dedo do pé dormente. O resto do pé estava normal, só aquele dedo grande é que tinha aquele formigueiro típico da dormência. "Porquê?", perguntei eu, mas não obtive resposta alguma. Talvez porque o meu dedo do pé não fala, talvez porque não lhe apetecesse responder, talvez porque é estúpido fazer uma pergunta destas a um dedo do pé adormecido... Enfim, só sei que não encontrei, e não encontro ainda, explicação para este facto que quase parece sair do domínio do absurdo. Ter um dedo do pé dormente é assim como, sei lá, estar no meio de uma entrevista de emprego e soltar um pum, é como ir a casa dos futuros sogros pedir a mão da amada em casamento e em vez do pedido sair uma declaração do tipo "eu sou gay", é como ter uma filha e baptizá-la como, hmmm... deixa-me cá ver um nome muita estapafúrdio do qual ninguém jamais poderá lembrar-se, ah, já sei, Lyonce Viiktórya.
É claro que depois de umas boas esfregas - e garanto que quase tão estranho quanto ficar com um dedo do pé dormente é passar um par de minutos a esfregá-lo - a dormência lá passou. Mas espero que seja algo que não volte mais a ocorrer. Porque é mesmo estúpido, valha-me Liédson...
Bom fim-de-semana e esfreguem muito os vossos dedinhos dos pés.
quinta-feira, janeiro 27, 2011
A trilogia d'O Senhor dos Anéis: notas sobre o seu envelhecimento
Ando a rever toda a saga d'O Senhor dos Anéis, na versão cinematográfica do Peter Jackson. Passados todos estes anos, a ideia com que fico é basicamente a mesma que tive aquando da estreia dos três filmes: dos três, o melhor, de longe, é o segundo As Duas Torres.
E porquê? Bom, porque é, de todos, aquele em que o equilíbrio entre, por um lado, as lamechices da amizade do Frodo e do Sam e, já agora, dos outros dois hobbits de que nunca me lembro do nome, e, por outro lado, as cenas de acção e espadeirada, é desfeito com claro benefício para estas últimas. E isto, minha gente, é fundamental numa obra de ficção. Eu não quero estar numa sala de cinema, ou no sofá de casa, a ver um filme onde os protagonistas machos trocam elogios, carinhos, votos de amizade e sei lá mais o quê! Esse homo-erotismo dissimulado que preenche muitos minutos d'O Senhor dos Anéis é algo que a mim não interessa nada. Pá, a dada altura do terceiro filme, a troca de carinhos é de tal ordem que uma pessoa fica até com a ideia de que o Frodo e o Sam vão casar-se, e até já tinham anel e tudo! Se eu quisesse ver essas coisas, ia alugar o Segredo de Brokeback Mountain, por exemplo. O que eu quero ver num filme é acção, porrada, cabeças separadas do corpo, sangue a jorrar, tripas, corpos despedaçados, enfim, todos os ingredientes (literalmente!) que fazem uma boa história.
Aliás, foi para este tipo de coisas que o próprio cinema foi criado. Poucos sabem disto, mas eu, que gosto de investigar este tipo de coisas, descobri que os irmãos Lumière gostavam muito de hack 'n slash e que o propósito inicial do La Sortie des usines Lumière à Lyon era que os funcionários se pegassem à porrada no pátio e se estraçalhassem uns aos outros. O problema é que, naquela altura, os actores ainda eram muito amadores, e tiveram alguma dificuldade em decorar o guião que lhes fora dado. Só se lembraram da parte que envolvia sair da fábrica, o que muito desagradou aos dois irmãos Lumière, tendo Louis inclusivamente dito a Auguste: "Merde! Esta gente nunca faz nada daquilo que se lhes manda", nascendo assim o primeiro confito entre actores e realizadores.
Concluo, portanto, com a perspectiva de que As Duas Torres foi o filme que melhor envelheceu na saga d'O Senhor dos Anéis. Exibe porrada vintage, o que é um belo conceito e remete desde logo para a ideia original dos irmãos Lumière de que o cinema deveria ser uma sequência de cenas de batatada entre machos alfa. Quem de mim discordar, o melhor é ir ver filmes com a Barbra Streisand...
E porquê? Bom, porque é, de todos, aquele em que o equilíbrio entre, por um lado, as lamechices da amizade do Frodo e do Sam e, já agora, dos outros dois hobbits de que nunca me lembro do nome, e, por outro lado, as cenas de acção e espadeirada, é desfeito com claro benefício para estas últimas. E isto, minha gente, é fundamental numa obra de ficção. Eu não quero estar numa sala de cinema, ou no sofá de casa, a ver um filme onde os protagonistas machos trocam elogios, carinhos, votos de amizade e sei lá mais o quê! Esse homo-erotismo dissimulado que preenche muitos minutos d'O Senhor dos Anéis é algo que a mim não interessa nada. Pá, a dada altura do terceiro filme, a troca de carinhos é de tal ordem que uma pessoa fica até com a ideia de que o Frodo e o Sam vão casar-se, e até já tinham anel e tudo! Se eu quisesse ver essas coisas, ia alugar o Segredo de Brokeback Mountain, por exemplo. O que eu quero ver num filme é acção, porrada, cabeças separadas do corpo, sangue a jorrar, tripas, corpos despedaçados, enfim, todos os ingredientes (literalmente!) que fazem uma boa história.
Aliás, foi para este tipo de coisas que o próprio cinema foi criado. Poucos sabem disto, mas eu, que gosto de investigar este tipo de coisas, descobri que os irmãos Lumière gostavam muito de hack 'n slash e que o propósito inicial do La Sortie des usines Lumière à Lyon era que os funcionários se pegassem à porrada no pátio e se estraçalhassem uns aos outros. O problema é que, naquela altura, os actores ainda eram muito amadores, e tiveram alguma dificuldade em decorar o guião que lhes fora dado. Só se lembraram da parte que envolvia sair da fábrica, o que muito desagradou aos dois irmãos Lumière, tendo Louis inclusivamente dito a Auguste: "Merde! Esta gente nunca faz nada daquilo que se lhes manda", nascendo assim o primeiro confito entre actores e realizadores.
Concluo, portanto, com a perspectiva de que As Duas Torres foi o filme que melhor envelheceu na saga d'O Senhor dos Anéis. Exibe porrada vintage, o que é um belo conceito e remete desde logo para a ideia original dos irmãos Lumière de que o cinema deveria ser uma sequência de cenas de batatada entre machos alfa. Quem de mim discordar, o melhor é ir ver filmes com a Barbra Streisand...
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quarta-feira, janeiro 26, 2011
O post de hoje quase poderia ter sido escrito por uma gaja
Perdi cerca de 3 quilos na última semana. Mas o tamanho da minha pança e do meu rabo é que não há meio de diminuir, raios partam!!!!!
Ah, e se alguém na caixa de comentários se lembrar sequer de sugerir que aquilo de que preciso é de concorrer à versão portuguesa do The Biggest Loser, poupem-me, 'tá?! Eu até sou magrinho, excepção feita à tal pança e ao tal rabo e ainda tenho um cérebro, por pior que ele funcione (afinal, sou sportinguista, não é verdade?!?!)
Ah, e se alguém na caixa de comentários se lembrar sequer de sugerir que aquilo de que preciso é de concorrer à versão portuguesa do The Biggest Loser, poupem-me, 'tá?! Eu até sou magrinho, excepção feita à tal pança e ao tal rabo e ainda tenho um cérebro, por pior que ele funcione (afinal, sou sportinguista, não é verdade?!?!)
segunda-feira, janeiro 24, 2011
Apetecia-me falar sobre política, mas não quero. Vou antes falar das presidenciais
Afinal, pela primeira vez na vida, votei nulo (normalmente, voto em branco), por isso também não tenho muito para dizer. Não gosto dos que ganharam e não gosto dos que perderam, não acredito em supostos salvadores da pátria, sobretudo quando esses supostos salvadores têm responsabilidades no estado da pátria que querem salvar, mas também não acredito no fim da democracia só porque se reelegeu um gajo que, bem vistas as coisas, não tem assim tanto poder, para além do de ser capaz de dar um pontapé no rabo do Sócrates (e, se ele o fizer, quem o censurará?!?). Sempre fui anti-Cavaco, desde a minha adolescência - já eu nessa altura galava as mamas da Sónia e dizia mal do, então, primeiro-ministro - e sê-lo-ei sempre, sempre, mesmo que me ponham num lar de idosos, onde ficarei a galar as mamas até ao joelho da dona Antónia e a dizer mal do Cavaco (do qual ninguém no lar se lembrará, até porque terão todos Alzheimer). Mas lá por ser anti-Cavaco, isso não significa que seja pró-Alegre (dass...), pró-Nobre (o senhor até é bonzinho, mas...), pró-Coelho (livra!) ou pró-Defensor de Moura (bolas...). Um candidato, para merecer esse tesouro que é o meu voto, teria de ser competente, honesto, racional, sério, independente, corajoso, conhecedor, humilde, inteligente, simpático, acessível, dialogante, culto e, por que não, ter uma mulher bonita para a qual se pudesse olhar. Porém, sou sincero: nunca, jamais me candidatarei à Presidência da República. É uma coisa que não me interessa, pronto.
Daqui a cinco anos, aposto que estarei a fazer um post semelhante sobre as presidenciais que darão a vitória ao António Guterres. (Não acreditam?!?! Então esperem e verão... ou então fujamos todos do país enquanto é tempo)
Daqui a cinco anos, aposto que estarei a fazer um post semelhante sobre as presidenciais que darão a vitória ao António Guterres. (Não acreditam?!?! Então esperem e verão... ou então fujamos todos do país enquanto é tempo)
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sexta-feira, janeiro 21, 2011
Resumo dos meus últimos dias
Tempo passado a dormir: cerca de 9-10 horas (em dois dias, é muito pouco)
Tempo passado a trabalhar: 14 horas (o normal)
Tempo passado a ler: 3 minutos (ainda assim, acima da média de um jogador de futebol, mas muito abaixo do meu habitual)
Tempo passado a pensar em gajas boas: 15 horas (muito, mas muito, abaixo do normal)
Tempo passado a comer: 3 horas e meia (também muito abaixo do normal)
Tempo passado a reclamar da campanha eleitoral e a fazer manguitos a qualquer um dos candidatos quando aparecem na televisão: 50 minutos (resultado que, de tão abaixo do normal, parece estar a viver numa cave)
Tempo passado na casa de banho, após aquilo que desconfio ter sido a consequência de uma paragem digestiva na passada madrugada de quarta-feira: 25 horas!!!!!!!!
Tempo passado a queixar-me de dores nos intestinos e em toda a zona que envolve o períneo: 38-39 horas.
Tempo passado a trabalhar: 14 horas (o normal)
Tempo passado a ler: 3 minutos (ainda assim, acima da média de um jogador de futebol, mas muito abaixo do meu habitual)
Tempo passado a pensar em gajas boas: 15 horas (muito, mas muito, abaixo do normal)
Tempo passado a comer: 3 horas e meia (também muito abaixo do normal)
Tempo passado a reclamar da campanha eleitoral e a fazer manguitos a qualquer um dos candidatos quando aparecem na televisão: 50 minutos (resultado que, de tão abaixo do normal, parece estar a viver numa cave)
Tempo passado na casa de banho, após aquilo que desconfio ter sido a consequência de uma paragem digestiva na passada madrugada de quarta-feira: 25 horas!!!!!!!!
Tempo passado a queixar-me de dores nos intestinos e em toda a zona que envolve o períneo: 38-39 horas.
Isto está mau, está mesmo mau...
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quinta-feira, janeiro 20, 2011
As mamas e o fim da história
Graças a um amigo, descobri esta mui informativa página: Mamas e mais mamas - 12 coisas que desconhecia acerca das mamas. Só isto faz desse meu amigo o mais sério candidato ao Prémio Nobel da Paz de 2011, e se ele não ganhar, tratar-se-á claramente de uma injustiça e comprovar-se-á que os membros do comité Nobel são uns mariquinhas.
E o que ficamos a saber sobre as mamas, hmmm? Bom, por exemplo, que há uma ONG que defende o direito ao topless. Que os homens também podem amamentar. Que a Universidade Politécnica de Hong Kong oferece um curso em - atenção, isto é mesmo verídico - Estudos do Sutiã. Que a primeira coisa que os homens vêem numa mulher são as mamas e que, tão ou mais importante, "staring at women's breasts for just minutes a day can improve a man's health and add four to five years to his life", algo de que eu já desconfiava há largos anos. Se tudo correr como previsto, e se os meus olhos não me traírem, por este andar sou capaz de chegar a viver cerca de 36000000 anos.
Estes pormenores suscitam-me dois comentários:
1 - É reconfortante e animador saber que há ciência que se dedica à análise das mamas. Sim, não nego a importância de investigar se há vida noutros planetas, ou quais as consequências a longo prazo do aquecimento global, etc. Mas se existe uma matéria que deve merecer, mais do que qualquer outra, a nossa atenção, essa matéria não pode ser outra que não as mamas. A ciência que estuda as mamas é ciência que está no bom caminho.
2 - No bom caminho parecem também estar as sociedades ocidentais. Noutro site, descubro que, e cito, "researchers said breast size has been increasing in the Western world for the past 10-15 years." Ora, isto parece-me espantoso. Ao contrário do que diziam Marx, para quem a História caminhava inevitavelmente para uma sociedade sem classes, e Fukuyama, para quem a História caminhava para as democracias capitalistas do tipo ocidental, o fim da História não é nem uma coisa nem outra mas sim mamas maiores. Mamas maiores, pá! O progresso das sociedades limita-se a seguir a via do aumento dos seios e isto, meus caros e minhas caras, é de uma relevância formidável. Pode haver crise, pois pode, pode haver injustiça, pois pode, pode haver desigualdade, pois pode, mas sabemos que o mundo será um lugar melhor quando dados palpáveis (está boa, esta!) nos indicam que o tamanho das mamocas está a aumentar. Pois, afinal, um mundo em que as mamas são grandes é, como Leibniz poderia ter argumentado, o melhor dos mundos possíveis ou, pelo menos, superior a um mundo em que as mamas são pequeninas. Um mundo com mamas grandes é um mundo em que um indivíduo tem mais para apalpar, para mordiscar, para lamber, para beijar, para colocar a cara entre os dois seios e chafurdar no meio daquilo e...
...peço desculpa. Entusiasmei-me. É melhor ficar por aqui. Preciso de trocar de calças. Até amanhã. Mas reflictam em tudo isto que vos disse, 'tá?!
E o que ficamos a saber sobre as mamas, hmmm? Bom, por exemplo, que há uma ONG que defende o direito ao topless. Que os homens também podem amamentar. Que a Universidade Politécnica de Hong Kong oferece um curso em - atenção, isto é mesmo verídico - Estudos do Sutiã. Que a primeira coisa que os homens vêem numa mulher são as mamas e que, tão ou mais importante, "staring at women's breasts for just minutes a day can improve a man's health and add four to five years to his life", algo de que eu já desconfiava há largos anos. Se tudo correr como previsto, e se os meus olhos não me traírem, por este andar sou capaz de chegar a viver cerca de 36000000 anos.
Estes pormenores suscitam-me dois comentários:
1 - É reconfortante e animador saber que há ciência que se dedica à análise das mamas. Sim, não nego a importância de investigar se há vida noutros planetas, ou quais as consequências a longo prazo do aquecimento global, etc. Mas se existe uma matéria que deve merecer, mais do que qualquer outra, a nossa atenção, essa matéria não pode ser outra que não as mamas. A ciência que estuda as mamas é ciência que está no bom caminho.
2 - No bom caminho parecem também estar as sociedades ocidentais. Noutro site, descubro que, e cito, "researchers said breast size has been increasing in the Western world for the past 10-15 years." Ora, isto parece-me espantoso. Ao contrário do que diziam Marx, para quem a História caminhava inevitavelmente para uma sociedade sem classes, e Fukuyama, para quem a História caminhava para as democracias capitalistas do tipo ocidental, o fim da História não é nem uma coisa nem outra mas sim mamas maiores. Mamas maiores, pá! O progresso das sociedades limita-se a seguir a via do aumento dos seios e isto, meus caros e minhas caras, é de uma relevância formidável. Pode haver crise, pois pode, pode haver injustiça, pois pode, pode haver desigualdade, pois pode, mas sabemos que o mundo será um lugar melhor quando dados palpáveis (está boa, esta!) nos indicam que o tamanho das mamocas está a aumentar. Pois, afinal, um mundo em que as mamas são grandes é, como Leibniz poderia ter argumentado, o melhor dos mundos possíveis ou, pelo menos, superior a um mundo em que as mamas são pequeninas. Um mundo com mamas grandes é um mundo em que um indivíduo tem mais para apalpar, para mordiscar, para lamber, para beijar, para colocar a cara entre os dois seios e chafurdar no meio daquilo e...
...peço desculpa. Entusiasmei-me. É melhor ficar por aqui. Preciso de trocar de calças. Até amanhã. Mas reflictam em tudo isto que vos disse, 'tá?!
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quarta-feira, janeiro 19, 2011
Desconstruindo catchphrases do Obama para utilizar no repúdio às presidenciais de dia 23
Sim, leitores desinteressados da coisa pública, continuo na minha cruzada contra os candidatos presidenciais que se apresentam às urnas no próximo domingo. Desta vez, como arma utilizo as frases de efeito usadas, na altura, por outro cabrão candidato presidencial, não em Portugal mas sim no antro imperialista e capitalista nos Estados Unidos, de seu nome preto estúpido Barack Obama. Não, não vou servir-me do "Yes, we can", pois já está muito batido, e sim da outra catchphrase que se exibia nos palanques: a "Change. We can believe in". Cá em Portugal, eu não belivo em chanja nenhuma, pois a crise dos tempos que correm faz os tempos andarem ao pé coxinho, e enfiar qualquer mudança nisto torna-se virtualmente impossível, tão virtualmente impossível quanto ter uma página no Facebook sem haver amigos a chatear-nos para lhes arranjarmos uma vaca, ou um pato, ou uma couve, ou uma trilobite, ou sei lá o quê.
Aqui ficam, portanto, as minhas adaptações do "Change. We can believe in" dedicadas aos nossos candidatos presidenciais. Não fazem ideia de como eu gostava de espalhar isto por cartazes...:
Ideias para o país. Vocês não têm nem uma.
Buraco. Gostava de vos atirar para dentro de um.
Otários. Vocês não passam de.
Cérebro. Quando é que vocês compram um?
Cruzinha. Nem pensem que vou lá metê-la.
Calados. Era como gostava que estivessem.
Pacote. Vão apanhar no.
Filhas boazonas. Vocês nem isso têm.
Saca-rolhas. É o que penso desenhar no boletim de voto.
F*der. Vão-se todos.
Desafio aos apoiantes de qualquer um dos candidatos a encontrar, nas suas respectivas candidaturas, slogans mais inspirados do que estes acima colocados...
Aqui ficam, portanto, as minhas adaptações do "Change. We can believe in" dedicadas aos nossos candidatos presidenciais. Não fazem ideia de como eu gostava de espalhar isto por cartazes...:
Ideias para o país. Vocês não têm nem uma.
Buraco. Gostava de vos atirar para dentro de um.
Otários. Vocês não passam de.
Cérebro. Quando é que vocês compram um?
Cruzinha. Nem pensem que vou lá metê-la.
Calados. Era como gostava que estivessem.
Pacote. Vão apanhar no.
Filhas boazonas. Vocês nem isso têm.
Saca-rolhas. É o que penso desenhar no boletim de voto.
F*der. Vão-se todos.
Desafio aos apoiantes de qualquer um dos candidatos a encontrar, nas suas respectivas candidaturas, slogans mais inspirados do que estes acima colocados...
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terça-feira, janeiro 18, 2011
O meu pé esquerdo
Dói-me como se estivessem a mutilar-me os órgãos genitais com um saca-rolhas...
Dói-me como se o meu clube tivesse sido enfiado na gaveta por uma equipa de uma cidade conhecida por ser a capital do móvel, e que na sequência o presidente do meu clube apresentasse a demissão...
Dói-me como se num país que se queixa de iliteracia andassem a vender livros como se estes fossem gravados a ouro, só assim se percebe que eu, mandando vir de Inglaterra, pague 7€ pelo The Book Thief e em Portugal a respectiva tradução, A Rapariga Que Roubava Livros, não se venda por menos de 22€, até parece que os tradutores são extraordinariamente bem pagos, ó caraças!...
Dói-me como se as eleições presidenciais fossem já no próximo domingo e não se possa dizer, de qualquer dos candidatos, algo como "Epá, este indivíduo parece ser sério, competente, honesto e capaz de desempenhar com eficácia as funções de Presidente da República"...
Dói-me como se as várias televisões preferissem mostrar a qualquer hora do dia imagens de violência e de porrada, já para não falar em concursos acéfalos e repetitivos até ao tutano de pessoas extremamente gordas que são obrigadas a guardar segredos dentro de uma casa só para perseguirem os seus sonhos de cantores, nem em telenovelas com argumentos de uma finesse que quase parece terem sido escritos pela equatoriana analfabeta que faz a contabilidade do BPN, e se calhar até foram, mas evitam passar pornografia hardcore porque alegadamente isso estraga as cabecinhas dos cidadãos, até parece que nunca esgalharam uma; se isso estraga a cabecinha, então é porque não o sabem fazer convenientemente, ouviste ó João César das Neves?, ouviste ó Papa Bento Ratzinger XVI?
Enfim, dói-me à farta!
Dói-me como se o meu clube tivesse sido enfiado na gaveta por uma equipa de uma cidade conhecida por ser a capital do móvel, e que na sequência o presidente do meu clube apresentasse a demissão...
Dói-me como se num país que se queixa de iliteracia andassem a vender livros como se estes fossem gravados a ouro, só assim se percebe que eu, mandando vir de Inglaterra, pague 7€ pelo The Book Thief e em Portugal a respectiva tradução, A Rapariga Que Roubava Livros, não se venda por menos de 22€, até parece que os tradutores são extraordinariamente bem pagos, ó caraças!...
Dói-me como se as eleições presidenciais fossem já no próximo domingo e não se possa dizer, de qualquer dos candidatos, algo como "Epá, este indivíduo parece ser sério, competente, honesto e capaz de desempenhar com eficácia as funções de Presidente da República"...
Dói-me como se as várias televisões preferissem mostrar a qualquer hora do dia imagens de violência e de porrada, já para não falar em concursos acéfalos e repetitivos até ao tutano de pessoas extremamente gordas que são obrigadas a guardar segredos dentro de uma casa só para perseguirem os seus sonhos de cantores, nem em telenovelas com argumentos de uma finesse que quase parece terem sido escritos pela equatoriana analfabeta que faz a contabilidade do BPN, e se calhar até foram, mas evitam passar pornografia hardcore porque alegadamente isso estraga as cabecinhas dos cidadãos, até parece que nunca esgalharam uma; se isso estraga a cabecinha, então é porque não o sabem fazer convenientemente, ouviste ó João César das Neves?, ouviste ó Papa Bento Ratzinger XVI?
Enfim, dói-me à farta!
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segunda-feira, janeiro 17, 2011
Planos que parecem bons na teoria, mas na prática...
Ontem, ficámos novamente a tomar conta do armagedão em forma de miúdo de ano e meio (veja-se um post anterior sobre a mesma personagem aqui). Desta vez, a gaja quis ser inteligente e lembrou-se: "Gajo, e se levássemos o puto ao parque? Ele lá cansa-se e depois passa o resto do dia a dormir". Pareceu-me uma excelente ideia! Mal almoçámos, pegámos no pequeno terrorista e fomos para o parque de diversões mais próximo. Aí, metemo-lo a andar de baloiço, de escorrega, de cavalinho, obrigámo-lo a subir para cima disto e daquilo, a correr, a saltar, a rebolar, a jogar à bola, e ao fim de não sei quantas horas lá se satisfez e voltámos os três para casa.
Resultado: eu e a gaja dormimos que nem uns anjinhos!
(mas acho - digo eu - que não era bem nisto que havíamos pensado à partida...)
Resultado: eu e a gaja dormimos que nem uns anjinhos!
(mas acho - digo eu - que não era bem nisto que havíamos pensado à partida...)
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sexta-feira, janeiro 14, 2011
O Jet Set português é uma coisa fascinante
Ainda há uma semana estavam todos a chorar a tragédia que foi o assassínio (sim, assassínio! Assassinato é galicismo. E é feio!) de um colunista cor-de-rosa, nos vários sentidos da palavra, e hoje já há motivos para regozijo e júbilo. Sim, a Luciana Abreu e o Yannick Djaló (nota para a direcção do Sporting: quando é que vendem este gajo e compram um preto avançado de jeito?!?!) foram hoje agraciados com uma menina: Lucyanni é o nome da pobrezinha bebé.
Lucyanni, pois... Muita imaginação tem esta gente. Quanta massa cinzenta não há nos membros do nosso jetchisetchi... Lucyanni... Épá, LUCYANNI!!!!...
Se isto se tornar moda, esperem pela Cesariana, a filha de César Peixoto e Diana Chaves. E a coisa não vai ficar por aqui: a próxima criança de Pimpinha Jardim e Francisco Spínola será o Pimpisco, se for menino, ou a Frapinha, se for menina. Se a Rita Pereira voltar a juntar-se ao Angélico, poderemos vir a apanhar com um Ritélico.
Parece-me bonito...
(e leva-me a considerações alternativas: o que aconteceria se o Renato Seabra e o Carlos Castro tivessem tido filhos? Sairia um Carnato? Uma Renalas? Enfim, tantas e tão giras combinações!!!)
Lucyanni, pois... Muita imaginação tem esta gente. Quanta massa cinzenta não há nos membros do nosso jetchisetchi... Lucyanni... Épá, LUCYANNI!!!!...
Se isto se tornar moda, esperem pela Cesariana, a filha de César Peixoto e Diana Chaves. E a coisa não vai ficar por aqui: a próxima criança de Pimpinha Jardim e Francisco Spínola será o Pimpisco, se for menino, ou a Frapinha, se for menina. Se a Rita Pereira voltar a juntar-se ao Angélico, poderemos vir a apanhar com um Ritélico.
Parece-me bonito...
(e leva-me a considerações alternativas: o que aconteceria se o Renato Seabra e o Carlos Castro tivessem tido filhos? Sairia um Carnato? Uma Renalas? Enfim, tantas e tão giras combinações!!!)
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Não é por nada, mas...
...não me recordo de alguma vez ter apanhado tanto tempo seguido de nevoeiro. Já são mais de 24 horas com esta névoazinha. Vem aí qualquer coisa má, só pode...
...mas pensando duas vezes, há quem esteja pior do que nós. Lisboa e arredores estão há mais de um dia debaixo de um forte nevoeiro, sim, mas é o ar de Nova Iorque que vai levar com as cinzas do Carlos Castro!
...mas pensando duas vezes, há quem esteja pior do que nós. Lisboa e arredores estão há mais de um dia debaixo de um forte nevoeiro, sim, mas é o ar de Nova Iorque que vai levar com as cinzas do Carlos Castro!
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quinta-feira, janeiro 13, 2011
Em dias de nevoeiro, as crianças ficam... bom, sei lá!
Escutei este diálogo no comboio:
- Mãe, alface é fruta ou legume?
- É legume, filho.
- Mãe, laranja é fruta ou legume?
- Laranja é fruta.
- Mãe, couve é fruta ou legume?
- Legume.
- Mãe, vaca é fruta ou legume?
- Ó que disparate! Vaca é carne.
- Mãe, carne é fruta ou legume?
Depois desta, quase cuspi o pequeno-almoço que havia tomado há meia hora atrás. São tão fofinhas, as crianças... São tão fofinhas na sua ingenuidade infantil.
- Mãe, alface é fruta ou legume?
- É legume, filho.
- Mãe, laranja é fruta ou legume?
- Laranja é fruta.
- Mãe, couve é fruta ou legume?
- Legume.
- Mãe, vaca é fruta ou legume?
- Ó que disparate! Vaca é carne.
- Mãe, carne é fruta ou legume?
Depois desta, quase cuspi o pequeno-almoço que havia tomado há meia hora atrás. São tão fofinhas, as crianças... São tão fofinhas na sua ingenuidade infantil.
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quarta-feira, janeiro 12, 2011
Da dificuldade em compreender pessoas que falam a correr...
Tenho uma vizinha que fala depressa, mas mesmo depressa. É como se fosse um espanhol a quem tivessem dado 20 chávenas de café. Se uma frase daquela senhora entrasse numa corrida de 100 metros com o Usain Bolt, a frase ficava em 1º lugar, voltava atrás, recomeçava a corrida, ficava em 2º lugar, voltava atrás, recomeçava outra vez, ficava em 3º lugar, e ainda tinha tempo para disputar a 4ª posição lá com o jamaicano a jacto!
Sempre que a dita senhora se me dirige, eu não consigo compreender senão as primeiras palavras. Tudo o resto fica completamente críptico. E não sou capaz senão de responder com monossílabos, realizando pelo meio um portentoso esforço de hermenêutica que deve, na realidade, mais à adivinhação do que a qualquer faculdade do entendimento. Por exemplo, quando a vizinha se chega e me diz:
- Então, berelébereléberelébereléberelétrecolarecotrecolareco?
eu limito-me a imaginar que está a perguntar-me se gostei da vitória do Sporting e respondo com um lacónico
- Sim
e pisgo-me das imediações, não vá ela dirigir-me mais uma frase incompreensível. Quando a coisa começa com um
- Bom dia, trecolarecotrecolarecobereléberelébereléberelé?
suponho que está a tentar saber se lá por casa está tudo bem e se eu penso que as investigações do A. J. Ayer são revolucionárias para a compreensão epistemológica da verdade, conduzindo a uma resposta elaboradíssima, do género
- Pois
e novamente raspo-me antes que seja apanhado na teia de uma nova frase que não impossível de captar.
A senhora, confrontada com estas minhas reacções, deve ficar a pensar que sou um tipo bastante antipático, que não quer conversa nem que a conversa apareça em lingerie sexy. Mas não é isso, de todo. Eu não consigo é compreender nada do que a mulher diz! Teria mais sucesso eu entrar em diálogo com um chinês (cuja língua não percebo nada), com uma avestruz (cujos grasnares eu não entendo) ou com um militante do CDS/PP (cujo Q.I. de 0,5% reduz significativamente qualquer tentativa de comunicação séria, a não ser que lhe mostremos dinheiro, a única coisa que um militante daquele partido compreende) do que com essa minha vizinha que fala português injectado de esteróides.
Se esta mulher fosse falar para a autoestrada, apanhava com cada multa... Chiça!
Sempre que a dita senhora se me dirige, eu não consigo compreender senão as primeiras palavras. Tudo o resto fica completamente críptico. E não sou capaz senão de responder com monossílabos, realizando pelo meio um portentoso esforço de hermenêutica que deve, na realidade, mais à adivinhação do que a qualquer faculdade do entendimento. Por exemplo, quando a vizinha se chega e me diz:
- Então, berelébereléberelébereléberelétrecolarecotrecolareco?
eu limito-me a imaginar que está a perguntar-me se gostei da vitória do Sporting e respondo com um lacónico
- Sim
e pisgo-me das imediações, não vá ela dirigir-me mais uma frase incompreensível. Quando a coisa começa com um
- Bom dia, trecolarecotrecolarecobereléberelébereléberelé?
suponho que está a tentar saber se lá por casa está tudo bem e se eu penso que as investigações do A. J. Ayer são revolucionárias para a compreensão epistemológica da verdade, conduzindo a uma resposta elaboradíssima, do género
- Pois
e novamente raspo-me antes que seja apanhado na teia de uma nova frase que não impossível de captar.
A senhora, confrontada com estas minhas reacções, deve ficar a pensar que sou um tipo bastante antipático, que não quer conversa nem que a conversa apareça em lingerie sexy. Mas não é isso, de todo. Eu não consigo é compreender nada do que a mulher diz! Teria mais sucesso eu entrar em diálogo com um chinês (cuja língua não percebo nada), com uma avestruz (cujos grasnares eu não entendo) ou com um militante do CDS/PP (cujo Q.I. de 0,5% reduz significativamente qualquer tentativa de comunicação séria, a não ser que lhe mostremos dinheiro, a única coisa que um militante daquele partido compreende) do que com essa minha vizinha que fala português injectado de esteróides.
Se esta mulher fosse falar para a autoestrada, apanhava com cada multa... Chiça!
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terça-feira, janeiro 11, 2011
Inevitáveis conclusões
sobre o caso Renato Seabra/Carlos Castro
* Ficamos a saber que o melhor remédio para acabar com os demónios e os vírus não é nem um exorcista nem um antibiótico: é um saca-rolhas!
* O Renato Seabra conseguiu sacar a maneira mais rápida de acabar sodomizado na prisão
* Péssima investigação jornalística: Renato Seabra atirou um computador à cabeça do Carlos Castro, mas ninguém ainda soube informar se era um PC ou um Macintosh. É este o jornalismo que queremos?
* Renato Seabra argumentou que já não era mais gay. E qual foi a primeira coisa que ele fez após essa afirmação? Exacto: foi mexer nos genitais do Carlos Castro. Com um saca-rolhas, é preciso não esquecer...
* Comentário de Horatio Crane sobre o crime: "It seems like his genitals... [tira os óculos]... vanished in a poof!"
Tum, pá, trish!...
* Ficamos a saber que o melhor remédio para acabar com os demónios e os vírus não é nem um exorcista nem um antibiótico: é um saca-rolhas!
* O Renato Seabra conseguiu sacar a maneira mais rápida de acabar sodomizado na prisão
* Péssima investigação jornalística: Renato Seabra atirou um computador à cabeça do Carlos Castro, mas ninguém ainda soube informar se era um PC ou um Macintosh. É este o jornalismo que queremos?
* Renato Seabra argumentou que já não era mais gay. E qual foi a primeira coisa que ele fez após essa afirmação? Exacto: foi mexer nos genitais do Carlos Castro. Com um saca-rolhas, é preciso não esquecer...
* Comentário de Horatio Crane sobre o crime: "It seems like his genitals... [tira os óculos]... vanished in a poof!"
Tum, pá, trish!...
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segunda-feira, janeiro 10, 2011
Mas isto lá é pesadelo que se tenha?!?!
Acordei assustado e alagado em suor. Motivo: um pesadelo horrível! Mas mesmo, mesmo horrível! Então calculem lá que sonhava estar sentado no sofá diante do televisor e de repente a emissão era interrompida para dar uma notícia de última hora: a candidatura do general Ramalho Eanes às presidenciais! E como se isto já não fosse suficiente assustador (a esta hora, eu já me debatia sem controlo debaixo dos lençóis), aparecia o dito general, numa conferência de imprensa convocada à pressa, a declarar, naquele seu jeito muito particular: "Portugueses e portugueses, venhe candidatar-me à presidêncie da repúblique porque o estade actual deste país assim o exige. Promete alterar a constituição para poder ficar no cargue por um període mínime de 14 anes".
Foi aqui que acordei no estado que já vos referi. 14 anos... Irra!!!! Mas por que é que eu não posso ter pesadelos como as pessoas normais?!?! Sei lá, ser perseguido por zombies. Estar no meio de um edifício em chamas e não ter cds para ouvir. Ter o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda a bater-me à porta. Ver o Liédson sair do Sporting. Essas coisas, pá, por mais assustadoras que sejam, não possuem o grau de repugnância do general Ramalho Eanes. Sonhar com este homem é coisa para arruinar por completo o dia... até já pedi para me virem aqui trazer dez caixas de Prozac.
Foi aqui que acordei no estado que já vos referi. 14 anos... Irra!!!! Mas por que é que eu não posso ter pesadelos como as pessoas normais?!?! Sei lá, ser perseguido por zombies. Estar no meio de um edifício em chamas e não ter cds para ouvir. Ter o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda a bater-me à porta. Ver o Liédson sair do Sporting. Essas coisas, pá, por mais assustadoras que sejam, não possuem o grau de repugnância do general Ramalho Eanes. Sonhar com este homem é coisa para arruinar por completo o dia... até já pedi para me virem aqui trazer dez caixas de Prozac.
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domingo, janeiro 09, 2011
Rescaldo da passagem do afilhado da gaja aqui por casa:
o Bin Laden, os anarquistas gregos, os hooligans ingleses, os traficantes do complexo do Alemão e os governantes portugueses não passam de amadores. Querem destruição, mas destruição à séria?! Contratem aquele puto de ano e meio...
Livra!!!!!!!!
(Se quiserem ter uma boa ideia do que aqui se passou, lembrem-se do terremoto que devastou o Haiti há cerca de um ano)
Livra!!!!!!!!
(Se quiserem ter uma boa ideia do que aqui se passou, lembrem-se do terremoto que devastou o Haiti há cerca de um ano)
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sexta-feira, janeiro 07, 2011
A melhor cena xunga de sempre retirada de um dos melhores filmes xunga de sempre
Scaginjas - You are an ugly motherfucker
Predador - BLEEEEEURGHHHHHHHHHH!!
Clássico. Vejam lá se apanham disto nos filmes do Fassbinder (aliás, quem vê filmes do Fassbinder apanha é outra coisa)...
Bom fim-de-semana
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quinta-feira, janeiro 06, 2011
O dia em que a gaja disse que eu tinha um rabo jeitoso
Estava eu muito contente a descascar uma cebola em cima da bancada da cozinha quando começo a sentir duas mãos pousando no meu rabo. Essas duas mãos, como se estivessem a fazer turismo, percorreram o meu traseiro para cima e para baixo, apalparam, mexeram e remexeram. No fim de tal sessão, ouvi, vindo lá bem de baixo, numa voz que mais se assemelhava a um sussurro (é que a minha gaja é mesmo pequenina...), estas palavras "estás a ficar com um rabo mesmo jeitoso".
Afirmações assim, espantosas, ouvi-as poucas vezes na minha vida. E lançou desde logo a dúvida: estarei mesmo a ficar com um rabo jeitoso? Perguntei-lhe (à gaja, não ao rabo, entenda-se), e a resposta foi mais uma viagem das suas mãos à minha zona rabal. O que, aqui para nós, não constitui qualquer resposta!
Foi então que comecei a pensar em dissipar as dúvidas. Se há alguém que percebe de rabos jeitosos, sou eu! Sou desde há várias décadas um apreciador da anatomia feminina, e se aqui tenho a destacar as mamas, o pedaço corpóreo mais perfeito alguma vez produzido na natureza, a verdade é que nunca deixei de parte um belo befe. Um bom rabo é também algo que muito me agrada, e poderia ficar aqui o dia todo a citar belos exemplos de belos rabos: a minha gaja, a Shakira, a Beyonce, a Cláudia Vieira, a Teresa da reprografia, a Cindy Crawford de há 20 anos, a Alexandra Lencastre há 50..., enfim, é por aí.
Tentei então perceber o que se passava com o meu rabo. Despi as calças e os boxers e procurei olhar para o rabo. O problema é que, como qualquer pessoa bem sabe, nós temos os olhos na parte da frente do corpo e o rabo na parte de trás, o que é um mecanismo espectacular quando se trata de ver os rabos das outras pessoas mas revela-se muito limitado quando o objectivo é observarmos o nosso próprio rabiosque. Assim, andei uns bons 30 segundos a forçar o pescoço para conseguir olhar o traseiro. Mais parecia um canídeo atrás da própria cauda e arrisquei-me até a torcer o pescoço, estilo Linda Blair no Exorcista...
Desisti e passei a outra táctica. Se não conseguia olhar directamente para o meu próprio rabo sem ir parar ao hospital, o melhor seria utilizar um jogo de espelhos. Dirigi-me à casa de banho, peguei num espelho pequeno e pus-me entre este e o espelho maior que está pregado à parede. Porém, quando estava a tentar ajeitar a minha posição e a dos espelhos, de modo a conseguir vislumbrar o meu rabo em toda a sua majestade, a gaja arremeteu pela casa de banho adentro e começou a perguntar, aos berros, o que é que eu estava a fazer ali, nu da cintura para baixo, entre dois espelhos, como se isto fosse uma coisa extraordinária e singular. Como lhe respondi estar a tentar olhar para o meu próprio rabo, ela levou a palma da mão à testa e paf, com um sonoro estalo procurou fazer entender que sim, afinal o que eu estava a fazer era apenas uma coisa estúpida. Lá saiu da divisão e voltou para as suas coisas de gaja, tipo olhar para catálogos de sapatos e afins, abandonando-me na minha missão de perceber o meu rabo.
Finalmente encontrei a posição ideal e pus-me a ver. Aquele rabo, ali revelado no pequeno espelho diante de mim, parecia-me não valer um cu. Nada se assemelhava aos rabos jeitosos das gajas boas (ver alguns exemplos acima). Pêlos dominavam a paisagem do nalguedo. Comecei a achar que a gaja, afinal, havia mentido quando avaliara a jeitosidade do meu rabo, algo que não é muito normal nela, excepto quando afirma que o Benfica é muita bom e joga muita bem e é o maior clube do mundo.
Optei então por procurar segundas opiniões. Mas a quem eu poderia perguntar se o meu rabo estava a ficar jeitoso?! Pus-me a fazer uma lista.
Em primeiro lugar, coloquei as gajas minhas amigas. Esperava que elas pudessem opinar, com sinceridade, acerca do meu rabo. Contudo, isto traria dois riscos, um enorme e outro descomunal como um tsunami que rebentasse com o sudoeste asiático. Se eu chegasse junto de uma gaja minha amiga, baixasse as calças, mostrasse o rabo e perguntasse "Ouve lá, achas que o meu rabo é jeitoso?", provavelmente ocorreriam duas coisas. Uma - o risco enorme - era que essa gaja deixasse automaticamente de ser minha amiga. Outra - o risco descomunal-à-tsunami -, era que essa gaja fosse contar à minha gaja que eu tinha estado junto daquela gaja para lhe mostrar o rabo. Se isto acontecesse, era certo e certinho que, chegado a casa, teria como recepção uma vassoura pelo meu rabo acima. Abandonei então esta possibilidade.
Escrevi na lista a hipótese seguinte: gajos heterossexuais meus amigos. Mas torci logo o nariz a isto. Afinal, se eu revelasse o meu rabo a qualquer um dos meus amigos, temo que eles deixassem de me considerar bom da cabeça (é, tenho andado a enganá-los estes anos todos...) e, pior ainda, que deixassem de me considerar heterossexual, pois qual é o heterossexual que anda por aí a mostrar o seu rabo aos amigos e a perguntar-lhes se acham esse rabo jeitoso?! Isso, naturalmente, produziria danos tremendos à minha imagem, já para não falar nos danos que poderiam ser produzidos no meu rabo caso fosse corrido ao pontapé no momento em que eu arriasse as calças.
Só uma possibilidade, esgotadas aquelas duas, me parecia então viável. Pedir a opinião aos meus amigos homossexuais. Parecia a solução perfeita: estão habituados a olhar para rabos de gajos, não me escorraçariam caso lhes mostrasse o meu e dificilmente correriam a contar essa história à minha gaja. Sim, era mesmo a solução perfeita... não fosse por um pequeno pormenor! É que também aqui se verificavam riscos, e riscos daqueles bem chatos. Raciocinem comigo: eu chegava junto de um ou mais amigos gays, pedia-lhes que avaliassem o meu rabo, eles como é óbvio assentiriam, eu baixava as calças, tirava os boxers e pimba, o meu rabo surgiria no campo de visão daquela gente. Eis o que poderia acontecer:
1 - O meu rabo ser mal avaliado. Calculem agora o que isto significava para a minha auto-estima. Depois de ter escutado, da gaja, que o meu rabo era jeitoso, imaginem como eu ficaria caso o Paulinho, ou o J.P., ou o Tó Zé, ou os três juntos, me dissessem, como se fossem um Tim Gunn da rabetice (oh, que ironia...): "Hmmm, pois, Peter of Pan, sabes... hmmm, esse rabo e tal... pois... não sei se já alguma vez viste o rabo do Clooney, ah, o rabo do Clooney... ou o do Brad Pitt no Tróia... ah, o rabo do Brad Pitt... ou mesmo o rabo do Carlitos de Campolide... ah, o rabo do Carlitos de Campolide... esses é que são uns belos rabos. O teu, bem... Peter of Pan, como hei-de dizer-te isto sem ferir os teus sentimentos? Olha, o teu rabo é uma merda! É horrível. Isso nem devia ser chamado de rabo. É tão, mas tão feio que parece o Orçamento de Estado". Isto era uma coisa capaz de dar cabo de mim, o meu rabo não ser capaz de satisfazer os padrões dos gays...
2 - O meu rabo ser bem avaliado. Aqui, a coisa seria muito simples: o que me aconteceria se, ao mostrar o meu rabo a um ou mais amigos gays, a opinião fosse consensualmente positiva?! Já imaginaram o que poderia, na sequência, acontecer ao meu rabo?! Que homem heterossexual mas interessado em saber o grau de beleza da sua própria - e inviolável - bundinha está disposto a colocar-se numa situação dessas?! Que homem arrisca a vida do seu próprio rabo só para saber se esse mesmo rabo é bom? Parece que já estou novamente a ver o Paulinho, ou o J.P., ou o ToZé, ou os três, a avaliar o meu rabo: "Hmmm, Peter of Pan, esse teu rabo parece-me mesmo bom. Mas para poder ter a certeza, tenho de lhe mexer. Uiiiii, que belo rabinho, nem o Carlitos de Campolide tem um rabo assim tão jeitoso, mesmo bom. Preciso só de ver mais um pormenor, mas para isso vou ter de baixar também as minhas calças!". Estão a captar a cena, não estão?!?!
Achei então que não valia a pena e abandonei a minha demanda. Mas só momentaneamente, pois a questão de saber se o meu rabo é ou não jeitoso atormenta-me, não me tendo mesmo deixado dormir bem esta noite (passei-a a coçar o cu!). Pensei na questão durante o duche. Pensei mais ainda durante o pequeno-almoço. E continuei a pensar enquanto me dirigia para o trabalho. E foi aqui, entre duas olhadela às mamas da gaja que se sentou à minha frente no comboio, que surgiu uma nova possibilidade: tirar uma fotografia ao meu próprio rabo e postá-la aqui mesmo, neste blogue. E vocês, leitores, avaliariam a estética do meu traseiro. Que acham? Acham bem, acham mal? Votem aqui para eu ter uma percepção da coisa e saber se posto o meu rabo cá no estaminé!
Afirmações assim, espantosas, ouvi-as poucas vezes na minha vida. E lançou desde logo a dúvida: estarei mesmo a ficar com um rabo jeitoso? Perguntei-lhe (à gaja, não ao rabo, entenda-se), e a resposta foi mais uma viagem das suas mãos à minha zona rabal. O que, aqui para nós, não constitui qualquer resposta!
Foi então que comecei a pensar em dissipar as dúvidas. Se há alguém que percebe de rabos jeitosos, sou eu! Sou desde há várias décadas um apreciador da anatomia feminina, e se aqui tenho a destacar as mamas, o pedaço corpóreo mais perfeito alguma vez produzido na natureza, a verdade é que nunca deixei de parte um belo befe. Um bom rabo é também algo que muito me agrada, e poderia ficar aqui o dia todo a citar belos exemplos de belos rabos: a minha gaja, a Shakira, a Beyonce, a Cláudia Vieira, a Teresa da reprografia, a Cindy Crawford de há 20 anos, a Alexandra Lencastre há 50..., enfim, é por aí.
Tentei então perceber o que se passava com o meu rabo. Despi as calças e os boxers e procurei olhar para o rabo. O problema é que, como qualquer pessoa bem sabe, nós temos os olhos na parte da frente do corpo e o rabo na parte de trás, o que é um mecanismo espectacular quando se trata de ver os rabos das outras pessoas mas revela-se muito limitado quando o objectivo é observarmos o nosso próprio rabiosque. Assim, andei uns bons 30 segundos a forçar o pescoço para conseguir olhar o traseiro. Mais parecia um canídeo atrás da própria cauda e arrisquei-me até a torcer o pescoço, estilo Linda Blair no Exorcista...
Desisti e passei a outra táctica. Se não conseguia olhar directamente para o meu próprio rabo sem ir parar ao hospital, o melhor seria utilizar um jogo de espelhos. Dirigi-me à casa de banho, peguei num espelho pequeno e pus-me entre este e o espelho maior que está pregado à parede. Porém, quando estava a tentar ajeitar a minha posição e a dos espelhos, de modo a conseguir vislumbrar o meu rabo em toda a sua majestade, a gaja arremeteu pela casa de banho adentro e começou a perguntar, aos berros, o que é que eu estava a fazer ali, nu da cintura para baixo, entre dois espelhos, como se isto fosse uma coisa extraordinária e singular. Como lhe respondi estar a tentar olhar para o meu próprio rabo, ela levou a palma da mão à testa e paf, com um sonoro estalo procurou fazer entender que sim, afinal o que eu estava a fazer era apenas uma coisa estúpida. Lá saiu da divisão e voltou para as suas coisas de gaja, tipo olhar para catálogos de sapatos e afins, abandonando-me na minha missão de perceber o meu rabo.
Finalmente encontrei a posição ideal e pus-me a ver. Aquele rabo, ali revelado no pequeno espelho diante de mim, parecia-me não valer um cu. Nada se assemelhava aos rabos jeitosos das gajas boas (ver alguns exemplos acima). Pêlos dominavam a paisagem do nalguedo. Comecei a achar que a gaja, afinal, havia mentido quando avaliara a jeitosidade do meu rabo, algo que não é muito normal nela, excepto quando afirma que o Benfica é muita bom e joga muita bem e é o maior clube do mundo.
Optei então por procurar segundas opiniões. Mas a quem eu poderia perguntar se o meu rabo estava a ficar jeitoso?! Pus-me a fazer uma lista.
Em primeiro lugar, coloquei as gajas minhas amigas. Esperava que elas pudessem opinar, com sinceridade, acerca do meu rabo. Contudo, isto traria dois riscos, um enorme e outro descomunal como um tsunami que rebentasse com o sudoeste asiático. Se eu chegasse junto de uma gaja minha amiga, baixasse as calças, mostrasse o rabo e perguntasse "Ouve lá, achas que o meu rabo é jeitoso?", provavelmente ocorreriam duas coisas. Uma - o risco enorme - era que essa gaja deixasse automaticamente de ser minha amiga. Outra - o risco descomunal-à-tsunami -, era que essa gaja fosse contar à minha gaja que eu tinha estado junto daquela gaja para lhe mostrar o rabo. Se isto acontecesse, era certo e certinho que, chegado a casa, teria como recepção uma vassoura pelo meu rabo acima. Abandonei então esta possibilidade.
Escrevi na lista a hipótese seguinte: gajos heterossexuais meus amigos. Mas torci logo o nariz a isto. Afinal, se eu revelasse o meu rabo a qualquer um dos meus amigos, temo que eles deixassem de me considerar bom da cabeça (é, tenho andado a enganá-los estes anos todos...) e, pior ainda, que deixassem de me considerar heterossexual, pois qual é o heterossexual que anda por aí a mostrar o seu rabo aos amigos e a perguntar-lhes se acham esse rabo jeitoso?! Isso, naturalmente, produziria danos tremendos à minha imagem, já para não falar nos danos que poderiam ser produzidos no meu rabo caso fosse corrido ao pontapé no momento em que eu arriasse as calças.
Só uma possibilidade, esgotadas aquelas duas, me parecia então viável. Pedir a opinião aos meus amigos homossexuais. Parecia a solução perfeita: estão habituados a olhar para rabos de gajos, não me escorraçariam caso lhes mostrasse o meu e dificilmente correriam a contar essa história à minha gaja. Sim, era mesmo a solução perfeita... não fosse por um pequeno pormenor! É que também aqui se verificavam riscos, e riscos daqueles bem chatos. Raciocinem comigo: eu chegava junto de um ou mais amigos gays, pedia-lhes que avaliassem o meu rabo, eles como é óbvio assentiriam, eu baixava as calças, tirava os boxers e pimba, o meu rabo surgiria no campo de visão daquela gente. Eis o que poderia acontecer:
1 - O meu rabo ser mal avaliado. Calculem agora o que isto significava para a minha auto-estima. Depois de ter escutado, da gaja, que o meu rabo era jeitoso, imaginem como eu ficaria caso o Paulinho, ou o J.P., ou o Tó Zé, ou os três juntos, me dissessem, como se fossem um Tim Gunn da rabetice (oh, que ironia...): "Hmmm, pois, Peter of Pan, sabes... hmmm, esse rabo e tal... pois... não sei se já alguma vez viste o rabo do Clooney, ah, o rabo do Clooney... ou o do Brad Pitt no Tróia... ah, o rabo do Brad Pitt... ou mesmo o rabo do Carlitos de Campolide... ah, o rabo do Carlitos de Campolide... esses é que são uns belos rabos. O teu, bem... Peter of Pan, como hei-de dizer-te isto sem ferir os teus sentimentos? Olha, o teu rabo é uma merda! É horrível. Isso nem devia ser chamado de rabo. É tão, mas tão feio que parece o Orçamento de Estado". Isto era uma coisa capaz de dar cabo de mim, o meu rabo não ser capaz de satisfazer os padrões dos gays...
2 - O meu rabo ser bem avaliado. Aqui, a coisa seria muito simples: o que me aconteceria se, ao mostrar o meu rabo a um ou mais amigos gays, a opinião fosse consensualmente positiva?! Já imaginaram o que poderia, na sequência, acontecer ao meu rabo?! Que homem heterossexual mas interessado em saber o grau de beleza da sua própria - e inviolável - bundinha está disposto a colocar-se numa situação dessas?! Que homem arrisca a vida do seu próprio rabo só para saber se esse mesmo rabo é bom? Parece que já estou novamente a ver o Paulinho, ou o J.P., ou o ToZé, ou os três, a avaliar o meu rabo: "Hmmm, Peter of Pan, esse teu rabo parece-me mesmo bom. Mas para poder ter a certeza, tenho de lhe mexer. Uiiiii, que belo rabinho, nem o Carlitos de Campolide tem um rabo assim tão jeitoso, mesmo bom. Preciso só de ver mais um pormenor, mas para isso vou ter de baixar também as minhas calças!". Estão a captar a cena, não estão?!?!
Achei então que não valia a pena e abandonei a minha demanda. Mas só momentaneamente, pois a questão de saber se o meu rabo é ou não jeitoso atormenta-me, não me tendo mesmo deixado dormir bem esta noite (passei-a a coçar o cu!). Pensei na questão durante o duche. Pensei mais ainda durante o pequeno-almoço. E continuei a pensar enquanto me dirigia para o trabalho. E foi aqui, entre duas olhadela às mamas da gaja que se sentou à minha frente no comboio, que surgiu uma nova possibilidade: tirar uma fotografia ao meu próprio rabo e postá-la aqui mesmo, neste blogue. E vocês, leitores, avaliariam a estética do meu traseiro. Que acham? Acham bem, acham mal? Votem aqui para eu ter uma percepção da coisa e saber se posto o meu rabo cá no estaminé!
Fico então à vossa espera...
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quarta-feira, janeiro 05, 2011
More seca than you could possibly imagine*
Eram quatro músicos tão, mas tão gordos, que decidiram formar uma banda gástrica!
*E agora identifiquem lá o filme em que me inspirei para criar o título... dou-vos duas pistas: é um filme muito cultuado por nerds, e é um filme onde uma das personagens foi claramente decalcada no físico do Tony Ramos, por um lado, e na capacidade retórica de um jogador de futebol, por outro.
*E agora identifiquem lá o filme em que me inspirei para criar o título... dou-vos duas pistas: é um filme muito cultuado por nerds, e é um filme onde uma das personagens foi claramente decalcada no físico do Tony Ramos, por um lado, e na capacidade retórica de um jogador de futebol, por outro.
terça-feira, janeiro 04, 2011
Pequenas secas para o 2011 que agora começa
- Quando é que uma sopa fica uma "ganda maluca"?
- Quando está bem passada...
- Como se chama o programa de televisão em que várias pessoas são colocadas num ginásio para tentarem perder o umbigo?
-Umbiggest loser.
- Se a Paris Hilton fizesse um filme com o Godard, que filme seria esse?
- A Cu Assado.
Ora tomem lá, mesmo secas e estúpidas. É bem feito, quem é que vos manda vir aqui quando deviam era estar a trabalhar?!?!
- Quando está bem passada...
- Como se chama o programa de televisão em que várias pessoas são colocadas num ginásio para tentarem perder o umbigo?
-Umbiggest loser.
- Se a Paris Hilton fizesse um filme com o Godard, que filme seria esse?
- A Cu Assado.
Ora tomem lá, mesmo secas e estúpidas. É bem feito, quem é que vos manda vir aqui quando deviam era estar a trabalhar?!?!
segunda-feira, janeiro 03, 2011
São momentos como estes que fazem um gajo levantar-se da cama e sentir orgulho de ser português
Quando o fim-de-semana nos brinda com factos deste jaez:
1 - o Porto levou no pacote. O que é Nacional é bom!
2 - o candidato do PND à Presidência da República acusou o actual detentor do cargo, Cavaco Silva, de se assemelhar - e cito - a uma "miss do mundo" (sic)
3 - a TVI exibiu, ontem à noite, um filme em que a Cláudia Vieira mostra as mamas
é porque estamos no país certo, um país que nos anima, e já nos arrependemos de sequer equacionar emigrar para a Noruega!
Um bom 2011!
1 - o Porto levou no pacote. O que é Nacional é bom!
2 - o candidato do PND à Presidência da República acusou o actual detentor do cargo, Cavaco Silva, de se assemelhar - e cito - a uma "miss do mundo" (sic)
3 - a TVI exibiu, ontem à noite, um filme em que a Cláudia Vieira mostra as mamas
é porque estamos no país certo, um país que nos anima, e já nos arrependemos de sequer equacionar emigrar para a Noruega!
Um bom 2011!
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quinta-feira, dezembro 23, 2010
Uma lição de hipocrisia
Esta manhã, pego no carro e ponho a gaja no pendura. Pé no acelerador e vrummmmmmmm, embora lá que já estamos atrasados! Cinquenta ou sessenta metros adiante, está um carro quase quase parado. Eu a querer andar e o tipo nada. De repente, já estou eu quase colado à traseira, o tipo guina à direita, sem fazer pisca nem nada, e estaciona, feliz da vida, como se não tivesse feito uma transgressão daquelas que eu considero mesmo graves (para mim, malta que não faz pisca aquando de mudança de direcção deveria ter o mesmo destino dos pedófilos e dos violadores - era castrá-los quimicamente e enfiar-lhes os sete volumes do Em busca do tempo perdido, um a um ou todos ao mesmo tempo, conforme desse mais jeito, pelo cuzinho!)
Coordenados como se fôssemos dois bailarinos a apresentar uma performance no teatro Bolshoi, eu atiro um "filho-da-puta!" bem atirado, e a gaja que, como ia no pendura, estava mais próxima daquele arraçado de morsa, baixa o vidro e exclama um "palhaço!" bem exclamado.
Surpreendido por aquela atitude, vim o resto do caminho a barafustar com a minha gaja por ter sido tão mal educada... Hipocrisia é isto! Vejam se aprendem...
...ah, e um bom 25 de Abril para todos.
Coordenados como se fôssemos dois bailarinos a apresentar uma performance no teatro Bolshoi, eu atiro um "filho-da-puta!" bem atirado, e a gaja que, como ia no pendura, estava mais próxima daquele arraçado de morsa, baixa o vidro e exclama um "palhaço!" bem exclamado.
Surpreendido por aquela atitude, vim o resto do caminho a barafustar com a minha gaja por ter sido tão mal educada... Hipocrisia é isto! Vejam se aprendem...
...ah, e um bom 25 de Abril para todos.
terça-feira, dezembro 21, 2010
Hoje...
... já perdi mais um chapéu de chuva e pisei um cagalhão antes de entrar ao serviço.
A partir daqui, o dia só pode ser a subir!
A partir daqui, o dia só pode ser a subir!
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quarta-feira, dezembro 15, 2010
Como escrever cenas de sexo - um guia Peter of Pan
Imaginem que são escritores. Imaginem que, nos vossos contos ou romances, têm de descrever cenas assim daquelas mais tórridas. E imaginem que não sabem ainda qual será o vosso público-alvo: homens, mulheres, homens que têm tempo para ler, homens que não têm tempo para ler, mulheres que têm tempo para ler, mulheres que não têm tempo para ler. O post de hoje é uma espécie de manual de resposta a isto. Então tomem lá:
Cena de sexo descrita para mulheres que têm tempo para ler:
"Ele olhou-a nos olhos, fixou-se naquelas íris que espelhavam a paixão de Susana, há muito ansiosa por este encontro. Pegou nela, com um gesto ao mesmo tempo firme e suave, e Susana sentiu o seu coração bater mais forte. Ele, com suavidade, aproximou o rosto do pescoço de Susana. Beijou, como se o tempo fosse uma maré no crepúsculo, aquela pele líquida e Susana, cada vez mais abandonada, ofegava a cada novo beijo. Com movimentos que só pôde ter aprendido naqueles anos em que se retirou do mundo e foi viver junto de um grupo de tartarugas das Galápagos, Ricardo começou a desabotoar a alva camisa de Susana, deixando ver, aos poucos, o soutien e a pele daquele peito que lhe era oferecido. Susana era já toda fogo, escaldando de antecipação. Ricardo, esse, passou devagar a mão direita pelas costas de Susana e, num gesto rápido que a surpreendeu, e que ele deve ter aprendido quando esteve refugiado na casa de um prestidigitador nos seus anos de exílio no Nagorno-Karabakh, desapertou-lhe o soutien, colocando-o sobre a camisa que já jazia no chão. Beijou os seios de Susana, primeiro o esquerdo, num claro reflexo das suas preferências políticas, depois o direito. Ela sentia-se explodir. Como se fosse um dançarino de tango, que aliás aprendeu nos meses em que esteve perdido no La Bombonera após assistir a um Boca Juniors X River Plate que deu molho, Ricardo tomou Susana nos braços e deitou-a na cama. Tirou-lhe os sapatos. Susana já só aguardava o momento de consumação daquele amor que ardia como o magma prestes a ser expelido de um vulcão. Ricardo, contudo, não tinha pressas, mostrando que nada aprendera durante aqueles anos em que estivera infiltrado num grupo de investidores de risco de Wall Street. Começou a tirar, devagar, a sua gravata, de seguida a camisa. Enquanto cada botão dançava naqueles dedos que já tanto mataram e tanto amaram, Susana só pensava "despacha-te lá com isso e salta-me já para cima". Ricardo, contudo, permanecia impassível. Descalçou os sapatos, pé contra pé, desapertou as calças, deixando que a gravidade as atraísse para o chão e tirou os slips, revelando a Susana um sexo majestoso, efeitos talvez do facto de Ricardo ter sido criado dos 5 aos 17 anos com a tribo africana que o adoptara depois de os seus pais o terem abandonado no Pingo Doce da Damaia. Ricardo baixou-se e tirou as calças de Susana. Com pequenos ósculos, foi caminhando desde o pé esquerdo de Susana até ao ventre. Retirou-lhe as cuecas húmidas e osculou também aquela superfície rosada que tanto o aguardava. Susana gemia, convulsava, espasmava, espumava. Ricardo voltou a beijar os seios e posicionou-se por cima de Susana, que aguardava, quase em desespero, por aquele momento. Começou a sentir o garboso falo de Ricardo junto das suas coxas e a aproximar-se mais e mais e mais e mais... Susana não pensava que uma tal sensação seria possível, nem mesmo naquele ano em que esteve encerrada num convento de freiras lésbicas se comparava ao prazer que, aqui e agora, tinha. Quando o órgão de Ricardo, por fim, se resolveu a invadir o seu jardim de rosas, Susana julgou-se no paraíso, aquele lugar onde tudo é bom, tudo é belo e o José Sócrates está suspenso no ar e a ser chibatado. Os vai-vens de Ricardo, sempre lentos, intensificavam mais ainda o momento. Susana gritava, sorria, chorava, suplicava. Ricardo, em silêncio, aumentava agora o ritmo. Susana sentia-o, no mais fundo de si. Estava quase. Ela sabia-o, ele também. Apertaram-se mutuamente, num abraço que parecia conter em si todo o mundo, todo o universo, e explodiram os dois em simultâneo, ali, naquela mesma cama que acabara de suportar um acto de comunhão entre amantes como nunca antes se vira, nem mesmo nos livros da Barbara Cartland. No dia seguinte, Ricardo despediu-se, deixando um anel de rubis na mesa-de-cabeceira, para que Susana nunca, jamais, se esquecesse aquele encontro."
Cena de sexo descrita para homens que têm tempo para ler:
"Ricardo agarrou-a com força, à homem, como quem agarra uma bilha de gás só com uma mão e a levanta para pôr ao ombro, mesmo à macho, e espetou-lhe um beijo na boca. Arrancou-lhe a camisa e o soutien à bruta e apertou-lhe as mamas, grandes e redondas, desatando logo em seguida a chuchá-las. Susana pedia que fosse mais devagar, mas Ricardo era um homem sem tempo a perder, lição retirada daquele tempo que viveu em Nova Iorque quando andou, mais uns amigos de bebedeira da faculdade, a desmantelar empresas. Espetou um estalo em Susana, como que a dizer quem é que mandava ali, e ela, sem dizer uma palavra sequer, ajoelhou-se. Desapertou-lhe o botão das calças, enfiou a mão e tirou para fora o gigantesco pénis de Ricardo, enorme como uma montanha, como é aliás o pénis de todos os homens, sobretudo dos narradores de contos porno-kitsch, porque é assim que elas gostam, as malucas. Susana, quase sem saber como, lá enfiou todo aquele material na boca e foi sorvendo, ajudada por Ricardo que, com as duas mãos, lhe empurrava a cabeça e puxava os cabelos. Ricardo mal via o rosto de Susana mas tinha a certeza de que ela estava a gostar. Ele, afinal, sabia muito bem identificar tais sinais porque, naqueles anos em que viveu junto de um grupo de tartarugas das Galápagos, várias foram as noites em que as gigantes mas dóceis répteis lhe fizeram sexo oral. Ricardo, porém, não estava de todo satisfeito. Pediu a Susana que parasse, pegou nela e pô-la de cócoras. Abordou-a naquela posição e acometeu-a com força, e depois com mais força. Com a mão direita agarrou, por trás, a teta que estava mais à mão, e que, coisa curiosa, era também a direita e, com a outra mão, puxou com firmeza os cabelos de Susana, que gemia como uma profissional. Saciada a mão que estava na mama, passou-a para o nalguedo, afinfando-lhe uns valentes tautaus. Susana parecia adorar, pois só gritava "Mais, mais!", e Ricardo não se fez rogado; afiambrou-se àquele pedaço de cu e mandou-lhe tanta palmada que o rabo de Susana mais ficou a parecer o rescaldo de um atentado terrorista. Em vez de cansar, estes actos só atiçavam mais ainda a libidinagem do escaldante Ricardo: sem o tirar de dentro, agarrou Susana pela cintura, levantou-a, deu-lhe a volta de modo a que ficassem rosto contra rosto e atirou-se, com ela por baixo, para cima da cama. Ali, penetrou-a com mais força do que a força com que vinha penetrando até então, e depois com mais força ainda. A respiração acelerava-se-lhe, Susana gemia que nem uma valente, até parecia que a esventravam, e se calhar até era, a glande de Ricardo preenchia o útero, como se fosse um balão de ar a encher, e encheu mesmo porque Ricardo atingiu o clímax e jorrou uma tal torrente das suas profundezas que o interior de Susana era como se estivesse a apanhar com a chuva da época das monções. Ricardo, com um enorme sorriso nos lábios, levantou-se. Procurou a roupa, que ficara espalhada pelo quarto, acumulou-a num monte que carregou nos braços e, quando se encaminhava para a casa-de-banho, finalmente dirigiu-se a Susana. "Então, gostaste, minha vaca? Foi tão bom para ti como para mim, hehehe?!", perguntou, ao que levou como resposta "Sim, meu garanhão, adorei, agora quero é que me faças o mesmo ao ânus".
Cena de sexo descrita para mulheres que não têm tempo para ler:
"Ele olhou-a nos olhos e, por meio de beijos e abraços, arrebatou-a de paixão, uma paixão de tal maneira forte e intensa que Susana ainda hoje se recorda daquele breve encontro quando está sozinha a brincar com o novo modelo Vibra-T5000."
Cena de sexo descrita para homens que não têm tempo para ler:
"Ricardo montou-se em Susana e espetou-lhe uma ganda queca."
E pronto, por hoje é isto, espero que tenham aprendido alguma coisa.
Cena de sexo descrita para mulheres que têm tempo para ler:
"Ele olhou-a nos olhos, fixou-se naquelas íris que espelhavam a paixão de Susana, há muito ansiosa por este encontro. Pegou nela, com um gesto ao mesmo tempo firme e suave, e Susana sentiu o seu coração bater mais forte. Ele, com suavidade, aproximou o rosto do pescoço de Susana. Beijou, como se o tempo fosse uma maré no crepúsculo, aquela pele líquida e Susana, cada vez mais abandonada, ofegava a cada novo beijo. Com movimentos que só pôde ter aprendido naqueles anos em que se retirou do mundo e foi viver junto de um grupo de tartarugas das Galápagos, Ricardo começou a desabotoar a alva camisa de Susana, deixando ver, aos poucos, o soutien e a pele daquele peito que lhe era oferecido. Susana era já toda fogo, escaldando de antecipação. Ricardo, esse, passou devagar a mão direita pelas costas de Susana e, num gesto rápido que a surpreendeu, e que ele deve ter aprendido quando esteve refugiado na casa de um prestidigitador nos seus anos de exílio no Nagorno-Karabakh, desapertou-lhe o soutien, colocando-o sobre a camisa que já jazia no chão. Beijou os seios de Susana, primeiro o esquerdo, num claro reflexo das suas preferências políticas, depois o direito. Ela sentia-se explodir. Como se fosse um dançarino de tango, que aliás aprendeu nos meses em que esteve perdido no La Bombonera após assistir a um Boca Juniors X River Plate que deu molho, Ricardo tomou Susana nos braços e deitou-a na cama. Tirou-lhe os sapatos. Susana já só aguardava o momento de consumação daquele amor que ardia como o magma prestes a ser expelido de um vulcão. Ricardo, contudo, não tinha pressas, mostrando que nada aprendera durante aqueles anos em que estivera infiltrado num grupo de investidores de risco de Wall Street. Começou a tirar, devagar, a sua gravata, de seguida a camisa. Enquanto cada botão dançava naqueles dedos que já tanto mataram e tanto amaram, Susana só pensava "despacha-te lá com isso e salta-me já para cima". Ricardo, contudo, permanecia impassível. Descalçou os sapatos, pé contra pé, desapertou as calças, deixando que a gravidade as atraísse para o chão e tirou os slips, revelando a Susana um sexo majestoso, efeitos talvez do facto de Ricardo ter sido criado dos 5 aos 17 anos com a tribo africana que o adoptara depois de os seus pais o terem abandonado no Pingo Doce da Damaia. Ricardo baixou-se e tirou as calças de Susana. Com pequenos ósculos, foi caminhando desde o pé esquerdo de Susana até ao ventre. Retirou-lhe as cuecas húmidas e osculou também aquela superfície rosada que tanto o aguardava. Susana gemia, convulsava, espasmava, espumava. Ricardo voltou a beijar os seios e posicionou-se por cima de Susana, que aguardava, quase em desespero, por aquele momento. Começou a sentir o garboso falo de Ricardo junto das suas coxas e a aproximar-se mais e mais e mais e mais... Susana não pensava que uma tal sensação seria possível, nem mesmo naquele ano em que esteve encerrada num convento de freiras lésbicas se comparava ao prazer que, aqui e agora, tinha. Quando o órgão de Ricardo, por fim, se resolveu a invadir o seu jardim de rosas, Susana julgou-se no paraíso, aquele lugar onde tudo é bom, tudo é belo e o José Sócrates está suspenso no ar e a ser chibatado. Os vai-vens de Ricardo, sempre lentos, intensificavam mais ainda o momento. Susana gritava, sorria, chorava, suplicava. Ricardo, em silêncio, aumentava agora o ritmo. Susana sentia-o, no mais fundo de si. Estava quase. Ela sabia-o, ele também. Apertaram-se mutuamente, num abraço que parecia conter em si todo o mundo, todo o universo, e explodiram os dois em simultâneo, ali, naquela mesma cama que acabara de suportar um acto de comunhão entre amantes como nunca antes se vira, nem mesmo nos livros da Barbara Cartland. No dia seguinte, Ricardo despediu-se, deixando um anel de rubis na mesa-de-cabeceira, para que Susana nunca, jamais, se esquecesse aquele encontro."
Cena de sexo descrita para homens que têm tempo para ler:
"Ricardo agarrou-a com força, à homem, como quem agarra uma bilha de gás só com uma mão e a levanta para pôr ao ombro, mesmo à macho, e espetou-lhe um beijo na boca. Arrancou-lhe a camisa e o soutien à bruta e apertou-lhe as mamas, grandes e redondas, desatando logo em seguida a chuchá-las. Susana pedia que fosse mais devagar, mas Ricardo era um homem sem tempo a perder, lição retirada daquele tempo que viveu em Nova Iorque quando andou, mais uns amigos de bebedeira da faculdade, a desmantelar empresas. Espetou um estalo em Susana, como que a dizer quem é que mandava ali, e ela, sem dizer uma palavra sequer, ajoelhou-se. Desapertou-lhe o botão das calças, enfiou a mão e tirou para fora o gigantesco pénis de Ricardo, enorme como uma montanha, como é aliás o pénis de todos os homens, sobretudo dos narradores de contos porno-kitsch, porque é assim que elas gostam, as malucas. Susana, quase sem saber como, lá enfiou todo aquele material na boca e foi sorvendo, ajudada por Ricardo que, com as duas mãos, lhe empurrava a cabeça e puxava os cabelos. Ricardo mal via o rosto de Susana mas tinha a certeza de que ela estava a gostar. Ele, afinal, sabia muito bem identificar tais sinais porque, naqueles anos em que viveu junto de um grupo de tartarugas das Galápagos, várias foram as noites em que as gigantes mas dóceis répteis lhe fizeram sexo oral. Ricardo, porém, não estava de todo satisfeito. Pediu a Susana que parasse, pegou nela e pô-la de cócoras. Abordou-a naquela posição e acometeu-a com força, e depois com mais força. Com a mão direita agarrou, por trás, a teta que estava mais à mão, e que, coisa curiosa, era também a direita e, com a outra mão, puxou com firmeza os cabelos de Susana, que gemia como uma profissional. Saciada a mão que estava na mama, passou-a para o nalguedo, afinfando-lhe uns valentes tautaus. Susana parecia adorar, pois só gritava "Mais, mais!", e Ricardo não se fez rogado; afiambrou-se àquele pedaço de cu e mandou-lhe tanta palmada que o rabo de Susana mais ficou a parecer o rescaldo de um atentado terrorista. Em vez de cansar, estes actos só atiçavam mais ainda a libidinagem do escaldante Ricardo: sem o tirar de dentro, agarrou Susana pela cintura, levantou-a, deu-lhe a volta de modo a que ficassem rosto contra rosto e atirou-se, com ela por baixo, para cima da cama. Ali, penetrou-a com mais força do que a força com que vinha penetrando até então, e depois com mais força ainda. A respiração acelerava-se-lhe, Susana gemia que nem uma valente, até parecia que a esventravam, e se calhar até era, a glande de Ricardo preenchia o útero, como se fosse um balão de ar a encher, e encheu mesmo porque Ricardo atingiu o clímax e jorrou uma tal torrente das suas profundezas que o interior de Susana era como se estivesse a apanhar com a chuva da época das monções. Ricardo, com um enorme sorriso nos lábios, levantou-se. Procurou a roupa, que ficara espalhada pelo quarto, acumulou-a num monte que carregou nos braços e, quando se encaminhava para a casa-de-banho, finalmente dirigiu-se a Susana. "Então, gostaste, minha vaca? Foi tão bom para ti como para mim, hehehe?!", perguntou, ao que levou como resposta "Sim, meu garanhão, adorei, agora quero é que me faças o mesmo ao ânus".
Cena de sexo descrita para mulheres que não têm tempo para ler:
"Ele olhou-a nos olhos e, por meio de beijos e abraços, arrebatou-a de paixão, uma paixão de tal maneira forte e intensa que Susana ainda hoje se recorda daquele breve encontro quando está sozinha a brincar com o novo modelo Vibra-T5000."
Cena de sexo descrita para homens que não têm tempo para ler:
"Ricardo montou-se em Susana e espetou-lhe uma ganda queca."
E pronto, por hoje é isto, espero que tenham aprendido alguma coisa.
terça-feira, dezembro 14, 2010
Um loop muito simples que vai deixar-vos entretidos durante horas e horas
Vejam a frase abaixo.
Vejam a frase acima.
Vejam a frase acima.
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sábado, dezembro 11, 2010
Manoel de Oliveira

Parabéns ao realizador, que completa 102 anos. E isto é interessante: começou a fazer filmes na época do preto e branco, depois passou para a cor, se quiser já pode filmar em 3D e, pelo andar da carruagem, tenho a impressão que quando surgir uma nova tecnologia toda maluca, ele ainda por cá andará com uma câmara atrás...
...a fazer filmes que ninguém vê!
É obra!
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sexta-feira, dezembro 10, 2010
O post de hoje parece auto-referencial, mas na verdade não é
Quando vejo pessoas a confundir "'à" com "há", só me apetece mandá-las há merda!... À pessoas mesmo parvas!
Já agora, e uma vez que um dos motivos para o novo acordo ortográfico é a aproximação da escrita à oralidade (sim, "à", e não "há"), e sendo que "à" e "há" sofrem de homofonia, isso quer dizer que deixará de ser um erro trocar a contracção da preposição "a" com o artigo definido "a" com a terceira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo "haver", e vice-versa?
Podem fazer chegar esta minha dúvida ao Carlos Reis, por favor?!? E aproveitem para dizer que ele não percebe nada de Eça de Queirós, ok?
Já agora, e uma vez que um dos motivos para o novo acordo ortográfico é a aproximação da escrita à oralidade (sim, "à", e não "há"), e sendo que "à" e "há" sofrem de homofonia, isso quer dizer que deixará de ser um erro trocar a contracção da preposição "a" com o artigo definido "a" com a terceira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo "haver", e vice-versa?
Podem fazer chegar esta minha dúvida ao Carlos Reis, por favor?!? E aproveitem para dizer que ele não percebe nada de Eça de Queirós, ok?
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quinta-feira, dezembro 09, 2010
Cortei-me a fazer a barba
À primeira vista, nada de especial há nesta situação. Afinal, muitas outras pessoas, na sua grande maioria homens, já se cortaram enquanto faziam a barba.
MAS cortar-se a fazer a barba COM UMA MÁQUINA DE BARBEAR é, creio eu, algo que só vi acontecer-me a mim.
Sou muito original às vezes, eu... tenho a sensação que, caso me barbeasse com uma gilete, era capaz de ficar sem a cabeça!
MAS cortar-se a fazer a barba COM UMA MÁQUINA DE BARBEAR é, creio eu, algo que só vi acontecer-me a mim.
Sou muito original às vezes, eu... tenho a sensação que, caso me barbeasse com uma gilete, era capaz de ficar sem a cabeça!
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quarta-feira, dezembro 08, 2010
Foi para isto que se fez a revolução informática, digital, informacional, tecnológica, e mais não sei o quê?!?!?
O meu widget de previsão meteorológica está para ali a dizer que chove lá fora. Yap, precisamos mesmo de computadores que nos digam isto...
terça-feira, dezembro 07, 2010
Mal habituados
Então parece que amanhã é de novo feriado... com isto, sobe para três o número de quartas-feiras seguidas em que um gajo não pode trabalhar. Este ciclo que, recorde-se, teve o seu início na greve de 24 de Novembro, agora vai custar a passar. Com que cara entraremos nós, trabalhadores, ao serviço no dia 15 de Dezembro, quando passámos as últimas três semanas a descansar à quarta-feira? Já alguém parou para pensar nos distúrbios psicológicos que este choque vai causar? Quer dizer, habituámo-nos tão bem a isto, e agora na semana que vem tiram-nos o tapete? 'Tá mal!...
Ninguém consegue arranjar uma grevezita ou um feriadozito para dia 15, não?! Qualquer pretexto serve! Tipo:
Ninguém consegue arranjar uma grevezita ou um feriadozito para dia 15, não?! Qualquer pretexto serve! Tipo:
- O Sporting só está em 3º lugar do campeonato. O país não pode continuar assim. Marque-se greve para dia 15.
- O periquito do meu vizinho tropeçou na gaiola, aleijou-se numa asa e perdeu várias penas. Faça-se um feriado no dia 15 em honra aos periquitos que se magoam. Pode ficar "Dia de São Periquito" (já vi coisas piores...)
- A SIC não teve nenhuma telenovela galardoada nos Emmys e a Diana Chaves não mostrou o decote. A comunicação social neste país vai de mal a pior. Haja greve. Dia 15!
- Ouvi dizer que em Sernancelhe uma velhota rezou ao Paulo Bento e curou-se de uma unha encravada. Beatifique-se o Bentinho (olha, uma semi-redundância...) e legisle-se que dia 15 de Dezembro passa a ser feriado.
Vá, andem lá com isto para a frente que eu dia 15 não quero trabalhar...
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segunda-feira, dezembro 06, 2010
A minha vida dava uma curta-metragem do Buster Keaton
Enquanto tomava o pequeno almoço e tentava ir buscar a minha pasta, tropecei em mim mesmo, mordi o meu lábio inferior, derramei leite por cima de papéis e engoli uma mistura de torrada, manteiga e sangue. Isto está bonito, está!
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domingo, dezembro 05, 2010
Creio que estou a perder qualidades
A gaja está ali na sala a ver* um filme com o Hugh Jackman mais o Christian Bale e eu ainda não tentei desligar o televisor, a box ou, para ter um efeito mais potente, o quadro eléctrico!
Passa-se algo de errado comigo...
*"Ver" é como quem diz... na realidade, ela está mais a babar-se. Ainda há pouco, quase escorreguei no chão da casa!
Passa-se algo de errado comigo...
*"Ver" é como quem diz... na realidade, ela está mais a babar-se. Ainda há pouco, quase escorreguei no chão da casa!
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quinta-feira, dezembro 02, 2010
Ódios de estimação X Amores de perdição: Gustav Klimt e Mark Rothko
Introdução
Embora seja heterossexual e pobre, gosto muito de arte. A arte é, juntamente com os filmes pornográficos com lésbicas e os golos do Liédson, uma das mais nobres e fantásticas actividades que a humanidade inventou não apenas para escapar à realidade mas, também, para melhor a compreender. Sim, defendo a tese de que a arte produz simultaneamente evasão e conhecimento. Não me perguntem porquê, mas defendo. Até porque esta tese me faz parecer mais inteligente...
Ódio de estimação: Gustav Klimt

Gostando muito de arte, há coisas que, na arte, não gosto. Sempre detestei o Gustav Klimt. Sempre! Tinha eu aí uns 5 anos e já dizia "Mamã, mamã, a Catarina do 3º andar tem umas gandas mamas!". E dizia também: "Mamã, mamã, os quadros do Klimt são mais feios que o cu de um boi". O grande motivo para o meu ódio ao Klimt é este quadro que acima se reproduz, O Beijo. Podem vir com as conversas que quiserem, que é um quadro muito expressivo, que rompeu barreiras com a sua utilização dos dourados, blá blá blá, nhã nhã nhã, rebéubéubéu pardais ao ninho. Podem dizer o que vos apetecer, para mim este quadro não é senão uma coisa: PIROSO! É uma piroseira. Na história da arte, só perde em pirosice para O Nascimento de Vénus do Botticelli... e mesmo assim tenho algumas dúvidas. Se o Toy ou o Tony Carreira pintassem, haveria de sair uma coisa mais ou menos parecida a O Beijo do Klimt. Eu odeio tanto, mas tanto este quadro que quase jurei nunca pisar o solo de Viena, cidade que alberga a obra, no Belvedere. Acabei por ir à cidade (a propósito: jogadores, treinadores e adeptos do Porto que por hoje lá estão: ide-vos f*der e ref*der), mas passei longe, bem longe do sítio onde o quadro se encontra, não me fosse dar uma coisa má.
Amor de perdição: Mark Rothko

Pá, o que eu adoro o Rothko... [hmmm... esta frase soa-me um tanto ou quanto, digamos, estranha... eu dizer que adoro um gajo cujo apelido se assemelha demasiado a "Roto" é coisa que pode não acabar bem. Bom, avancemos] O Rothko é excepcional. Está bem que nasceu na Rússia (por esta altura, os leitores anti-russos estarão a espumar pela boca), tornou-se cidadão norte-americano (por esta altura, os leitores anti-americanos estarão a espumar pela boca) e era judeu (por esta altura, os leitores
Conclusão
Rothko >>>>>>> Klimt
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quarta-feira, dezembro 01, 2010
Pschiu, estejam lá quietos, ó cientistas da NASA
...senão ainda sou descoberto!
NASA PREPARA REVELAÇÕES SOBRE A VIDA EXTRATERRESTRE
Não me digam que vou ser obrigado a voltar para Neptuno...
NASA PREPARA REVELAÇÕES SOBRE A VIDA EXTRATERRESTRE
Não me digam que vou ser obrigado a voltar para Neptuno...
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