Se o Sporting conseguir despachar o Yannick Djaló, o rating da dívida soberana portuguesa atingirá, pela primeira vez, a categoria até agora inalcançável (até porque não existe, mas não vamos estar aqui com estas merdas!!!) de A4. Duvidam?! Eu não...
terça-feira, agosto 30, 2011
segunda-feira, agosto 29, 2011
Um bom remédio
Tenho um amigo que está a ficar careca. Andou anos e anos a utilizar produtos contra a queda do cabelo, sem resultado. Há semanas atrás, decidiu-se a experimentar aquelas coisas do "penis enlargement", mas no cabelo. Vi-o de novo ontem, e posso assegurar que está com uma guedelha do c*ralho!
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quarta-feira, agosto 24, 2011
Sequinha
Dois anões assaltam um banco de microcrédito. Um dia depois, os mesmos anões assaltam outro banco de microcrédito. Que nome se dá a isto?!
- Delitos menores...
- Delitos menores...
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segunda-feira, agosto 22, 2011
E o dia chegou!
Pois é, andei tantos e tantos anos a escapar-me, mas hoje chegou o dia: casei-me! [inserir som destrutivo, do género "mundo a acabar", "Capel a falhar um golo com a baliza aberta", ou algo semelhante]. Obrigadinho por nada, Monica Bellucci: era suposto tu apareceres no último momento e dizeres, "Não, o Peter of Pan não pode casar-se, se ele se casar eu mato-me e nunca mais apareço com as mamas ao léu em filmes", mas em italiano. E não apareceste, logo o processo foi levado até ao fim, o que é despeitoso para todo o universo.
E despeitoso porquê?! Porque o meu casamento não foi nem tradicional, nem moderno. Não foi nem uma coisa, nem outra. Não foi moderno, porque eu não casei com uma pessoa do mesmo sexo. Chamem-me parvo, ou Vítor Gaspar, mas acabei por casar-me com uma pessoa do sexo oposto, e isto é do mais anti-moderno que há, mais anti-moderno que isto, só se eu arrastasse a minha cônjuge pelos cabelos e a obrigasse a limpar a caverna depois de jantarmos uma bela febra de tigre dentes-de-sabre.
E não foi tradicional porque, ao contrário da tradição, até me casei com uma pessoa de quem gostava! A tradição mandava que os casamentos fossem por arranjo, por interesse, em que um dos cônjuges queria subir na escala social, ou queria ficar com o dinheiro, ou outra merda qualquer, mas eu não, eu não sou desses e decidi ir ao arrepio de milhares de anos de matrimónio e casar-me com alguém que realmente amasse. Aceito perfeitamente que me digam "Pfff, que parvo! Mas alguma vez foi para essas coisas que se fez o casamento?!", mas pronto, que querem, eu sou uma pessoa diferente e hélas.
Enfim, no fundo eu só queria dizer isto, que me casei e que vos odeio a todos, especialmente os avançados do Sporting.
E despeitoso porquê?! Porque o meu casamento não foi nem tradicional, nem moderno. Não foi nem uma coisa, nem outra. Não foi moderno, porque eu não casei com uma pessoa do mesmo sexo. Chamem-me parvo, ou Vítor Gaspar, mas acabei por casar-me com uma pessoa do sexo oposto, e isto é do mais anti-moderno que há, mais anti-moderno que isto, só se eu arrastasse a minha cônjuge pelos cabelos e a obrigasse a limpar a caverna depois de jantarmos uma bela febra de tigre dentes-de-sabre.
E não foi tradicional porque, ao contrário da tradição, até me casei com uma pessoa de quem gostava! A tradição mandava que os casamentos fossem por arranjo, por interesse, em que um dos cônjuges queria subir na escala social, ou queria ficar com o dinheiro, ou outra merda qualquer, mas eu não, eu não sou desses e decidi ir ao arrepio de milhares de anos de matrimónio e casar-me com alguém que realmente amasse. Aceito perfeitamente que me digam "Pfff, que parvo! Mas alguma vez foi para essas coisas que se fez o casamento?!", mas pronto, que querem, eu sou uma pessoa diferente e hélas.
Enfim, no fundo eu só queria dizer isto, que me casei e que vos odeio a todos, especialmente os avançados do Sporting.
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sexta-feira, agosto 19, 2011
Uma ida à praia diferente: a praia do Seixal
Sabem onde é que é o Seixal?!? Fica ali para os lados de Moscovo e da Varsóvia dos anos 50-60. Reserva de comunistas dinossáuricos e de lampiões estultos, é o lugar ideal para os pobres proletários passarem as suas férias. O patronato vai todo para as Seychelles, o proletariado para o Seixal. É assim a vida...
A gaja, que vive no Concelho do Seixal vai para bué anos, perguntou-me se eu nestas férias gostaria de visitar uma praia diferente, a praia do Seixal, também chamada praia dos Tesos ou praia do Cagalhão (não sei de onde vêm estes nomes, juro!). Traduzindo: apontou-me uma arma e deu-me a escolher "ou vais comigo àquela praia, ou vais dizer adeus à vida". E eu disse adeus à vida...
Ná, não disse nada, se dissesse não estava aqui a escrever isto, não é verdade?! Assim, fui com ela, visitar a tal "praia diferente". Diferente em quê?!?! Bom, não se trata de, em vez de areia, ter corpos de capitalistas, e de, em vez de água, apanhar-se com o sangue de monarcas e padrecos, esses sugadores do tutano da vida, esses dealers do ópio do povo, esses cabr... aham, desculpem, de quando em vez sinto a agit-prop comunista entranhar-se em mim. As diferenças estão, por exemplo, em ter de apanhar um barco para ir até à praia - parece incrível, não é?! -, em ser uma praia não oceânica mas sim tejânica, em haver uma paisagem de barcos a fazer a travessia Lisboa-Barreiro em lugar de gaivotas no céu, enfim, podia ficar aqui o dia todo, ou no máximo 5 minutos, a enumerar todas as características que fazem da praia do Seixal uma praia original.
O mais interessante, contudo, e isto foi uma autêntica lufada de ar fresco para a minha pessoa, um extremo-esquerdista que, não sendo comunista, é ainda assim isso, um extremo-esquerdista, foi não ter encontrado no areal da praia do Seixal ninguém da burguesia. Ali, só vai quem é pobre, só vai quem tem as mãos calejadas do trabalho por conta de outrem, só entra quem não detém os meios de produção. Enquanto estava deitado de papo para o ar, a apanhar aquele delicioso sol proletário, ouvi estórias sobre a última vez que um burguês tinha sido visto no local. Parece que foi apanhado por um bando de comunistas, ataram-lhe os pés com uma corda, penduraram-no de cabeça para baixo no ramo de uma árvore e passaram 10 dias e 10 noites a recitar-lhe O Capital do Marx nos três volumes das Edições Avante. Quando finalmente foi descido, o burguês deixou de ser o mesmo e, rezam as crónicas, pode ser hoje encontrado no Cais do Sodré, onde responde pelo nome de Katy Maravilhas e se diverte a seduzir marinheiros. Subiu na vida, portanto, pois já dizia o meu tetravô anarquista que privou com o Proudhon: "Mais vale andar com lantejoulas e perucas de 5 reais na cabeça, apanhar no pacote para ganhar a vida e aturar as histórias dos marinheiros de todo o mundo do que sujar a alma como burguês". Era um homem muito sério, este meu antepassado... já não se fazem pessoas com esta índole. Enfim, o que eu queria exprimir é se torna realmente refrescante estar numa praia sem levar com nenhum burguês em cima. Até a água tem outro aspecto, e não me estou a referir ao lodo nojento que alcatifa o leito do Tejo.
Se me apetecer, ainda colocarei uma fotinhas ilustrativas da praia do Seixal, mas deixo-vos só com a mensagem de que é mesmo uma praia diferente, e se, como eu, defendem os direitos dos trabalhadores, é muito provável que venham a gostar do sítio, e que possam até orgulhar-se de lá estar como se fossem o mais fiel protagonista da luta de classes.
Até lá, desejo a todos vós um fim-de-semana esplendidamente anti-burguês e se conseguirem mudar o mundo até ao domingo, de forma a que a próxima segunda-feira deixe de existir, ficar-vos-ei bastante agradecido (depois explico, com mais detalhe, o porquê de eu estar com medo da próxima segunda-feira, medo esse só comparável ao que o Postiga tem de marcar golos).
A gaja, que vive no Concelho do Seixal vai para bué anos, perguntou-me se eu nestas férias gostaria de visitar uma praia diferente, a praia do Seixal, também chamada praia dos Tesos ou praia do Cagalhão (não sei de onde vêm estes nomes, juro!). Traduzindo: apontou-me uma arma e deu-me a escolher "ou vais comigo àquela praia, ou vais dizer adeus à vida". E eu disse adeus à vida...
Ná, não disse nada, se dissesse não estava aqui a escrever isto, não é verdade?! Assim, fui com ela, visitar a tal "praia diferente". Diferente em quê?!?! Bom, não se trata de, em vez de areia, ter corpos de capitalistas, e de, em vez de água, apanhar-se com o sangue de monarcas e padrecos, esses sugadores do tutano da vida, esses dealers do ópio do povo, esses cabr... aham, desculpem, de quando em vez sinto a agit-prop comunista entranhar-se em mim. As diferenças estão, por exemplo, em ter de apanhar um barco para ir até à praia - parece incrível, não é?! -, em ser uma praia não oceânica mas sim tejânica, em haver uma paisagem de barcos a fazer a travessia Lisboa-Barreiro em lugar de gaivotas no céu, enfim, podia ficar aqui o dia todo, ou no máximo 5 minutos, a enumerar todas as características que fazem da praia do Seixal uma praia original.
O mais interessante, contudo, e isto foi uma autêntica lufada de ar fresco para a minha pessoa, um extremo-esquerdista que, não sendo comunista, é ainda assim isso, um extremo-esquerdista, foi não ter encontrado no areal da praia do Seixal ninguém da burguesia. Ali, só vai quem é pobre, só vai quem tem as mãos calejadas do trabalho por conta de outrem, só entra quem não detém os meios de produção. Enquanto estava deitado de papo para o ar, a apanhar aquele delicioso sol proletário, ouvi estórias sobre a última vez que um burguês tinha sido visto no local. Parece que foi apanhado por um bando de comunistas, ataram-lhe os pés com uma corda, penduraram-no de cabeça para baixo no ramo de uma árvore e passaram 10 dias e 10 noites a recitar-lhe O Capital do Marx nos três volumes das Edições Avante. Quando finalmente foi descido, o burguês deixou de ser o mesmo e, rezam as crónicas, pode ser hoje encontrado no Cais do Sodré, onde responde pelo nome de Katy Maravilhas e se diverte a seduzir marinheiros. Subiu na vida, portanto, pois já dizia o meu tetravô anarquista que privou com o Proudhon: "Mais vale andar com lantejoulas e perucas de 5 reais na cabeça, apanhar no pacote para ganhar a vida e aturar as histórias dos marinheiros de todo o mundo do que sujar a alma como burguês". Era um homem muito sério, este meu antepassado... já não se fazem pessoas com esta índole. Enfim, o que eu queria exprimir é se torna realmente refrescante estar numa praia sem levar com nenhum burguês em cima. Até a água tem outro aspecto, e não me estou a referir ao lodo nojento que alcatifa o leito do Tejo.
Se me apetecer, ainda colocarei uma fotinhas ilustrativas da praia do Seixal, mas deixo-vos só com a mensagem de que é mesmo uma praia diferente, e se, como eu, defendem os direitos dos trabalhadores, é muito provável que venham a gostar do sítio, e que possam até orgulhar-se de lá estar como se fossem o mais fiel protagonista da luta de classes.
Até lá, desejo a todos vós um fim-de-semana esplendidamente anti-burguês e se conseguirem mudar o mundo até ao domingo, de forma a que a próxima segunda-feira deixe de existir, ficar-vos-ei bastante agradecido (depois explico, com mais detalhe, o porquê de eu estar com medo da próxima segunda-feira, medo esse só comparável ao que o Postiga tem de marcar golos).
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terça-feira, agosto 16, 2011
Conversas íntimas
Ela: Esta noite tive um sonho erótico...
Eu: Pá, que coincidência, eu também! Sonhei que o Djaló saía do Sporting, até acordei com uma torre Eiffel debaixo dos lençóis!...
(e é assim que está a ser o meu Verão, pronto...)
Eu: Pá, que coincidência, eu também! Sonhei que o Djaló saía do Sporting, até acordei com uma torre Eiffel debaixo dos lençóis!...
(e é assim que está a ser o meu Verão, pronto...)
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quarta-feira, agosto 10, 2011
Uma dúvida que me incomoda
Uma pessoa que tenha muita fibra moral estará livre de sofrer de prisão de ventre?!
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terça-feira, agosto 09, 2011
Haverá razões legítimas para a violência?
Tenho acompanhado os distúrbios em Londres, e que agora se estenderam a outras localidades da Bifolândia. Quer dizer, "acompanhado" é capaz de ser um tanto ou quanto excessivo, uma vez que me limito, entre uma bejeca e um copo de vinho, a ver umas merdas na televisão, e essas merdas incluem quase sempre uns tipos a partir as montras de lojas e a vir de lá de dentro com uns 10 a 15 plasmas debaixo do braço.
O que, após visualizar tais imagens, me interessa é perceber se há ou não razões para esses actos de vandalismo e furto ou, como diria e muito bem o deputado socialista Ricardo Rodrigues, "tomar posse". Alguns indicam que as causas dos distúrbios estão na morte, às mãos da bófia bife, de um homem. Outros dizem que tudo se deve à falta de perspectivas de vida dos jovens residentes nos bairros pobres, mas eu acho isso estúpido, a não ser que roubar um plasma ou um iPad seja um sinal de "falta de perspectiva de vida". Quem não tem perspectivas de vida vai roubar um pão, uma garrafa de água, uma feijoada à transmontana ou, no caso inglês, um fish and chips, não anda cá agora a furtar gadgets. Excepto, claro, se o furto desses gadgets servir para revolucionar a cozinha britânica, que anda bem precisada disso, acrescente-se.
A legitimidade para a violência cometida parece, pois, não existir. Onde estão as razões nobres que justificam os atentados à propriedade? Em lado nenhum, a meu ver. Não vi, ainda, nenhum inglês a incendiar um carro descontente que está com as últimas derrotas do Sporting, isso sim uma razão substantiva. Não vi, outrossim, calhaus atirados contra a polícia devido ao excesso de programas com gordos nas televisões de todo o mundo. E não vi, igualmente, protestos nas ruas seguidos das inevitáveis altercações físicas debaixo do motivo, validíssimo diga-se, de "queremos uma página do Facebook só para mamas". Tudo isto seriam, sem dúvida, causas pelas quais valeria a pena lutar, partir merdas, espatifar casas, enfim, essas coisas de que os jovens tanto gostam. Mas os jovens ingleses não são assim, andam à porrada por razões de caracácá, e isso traz a consequência terrível, tão estudada por ilustres académicos, da banalização da violência, que é o que acontece quando não há razões legítimas. E isto, mais do que tudo o resto, é o que verdadeiramente dói quando vejo os confrontos em terras de Sua Majestade.
O que, após visualizar tais imagens, me interessa é perceber se há ou não razões para esses actos de vandalismo e furto ou, como diria e muito bem o deputado socialista Ricardo Rodrigues, "tomar posse". Alguns indicam que as causas dos distúrbios estão na morte, às mãos da bófia bife, de um homem. Outros dizem que tudo se deve à falta de perspectivas de vida dos jovens residentes nos bairros pobres, mas eu acho isso estúpido, a não ser que roubar um plasma ou um iPad seja um sinal de "falta de perspectiva de vida". Quem não tem perspectivas de vida vai roubar um pão, uma garrafa de água, uma feijoada à transmontana ou, no caso inglês, um fish and chips, não anda cá agora a furtar gadgets. Excepto, claro, se o furto desses gadgets servir para revolucionar a cozinha britânica, que anda bem precisada disso, acrescente-se.
A legitimidade para a violência cometida parece, pois, não existir. Onde estão as razões nobres que justificam os atentados à propriedade? Em lado nenhum, a meu ver. Não vi, ainda, nenhum inglês a incendiar um carro descontente que está com as últimas derrotas do Sporting, isso sim uma razão substantiva. Não vi, outrossim, calhaus atirados contra a polícia devido ao excesso de programas com gordos nas televisões de todo o mundo. E não vi, igualmente, protestos nas ruas seguidos das inevitáveis altercações físicas debaixo do motivo, validíssimo diga-se, de "queremos uma página do Facebook só para mamas". Tudo isto seriam, sem dúvida, causas pelas quais valeria a pena lutar, partir merdas, espatifar casas, enfim, essas coisas de que os jovens tanto gostam. Mas os jovens ingleses não são assim, andam à porrada por razões de caracácá, e isso traz a consequência terrível, tão estudada por ilustres académicos, da banalização da violência, que é o que acontece quando não há razões legítimas. E isto, mais do que tudo o resto, é o que verdadeiramente dói quando vejo os confrontos em terras de Sua Majestade.
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quinta-feira, agosto 04, 2011
Inventei um novo desporto!
Estão na praia e não sabem o que fazer? Não vos apetece ficar a torrar na areia e não têm vontade de ir à água?! Então prestem atenção no novo desporto que promete alegrar miúdos e graúdos, e não, não estou a falar de fazer xixi no oceano, essa modalidade já foi há muito inventada e não foi por mim, aliás eu nunca fiz essa javardice, acreditem. Já fiz muitas outras, mas essa não.
Bom, em que consiste então este desporto?! Numa inteligente adaptação, ao ambiente da praia, da típica corrida com obstáculos. Para isso, só é preciso um corredor (vocês), uma praia, e crianças e pessoas obesas em profusão (quantas mais, melhor!) junto da água. Depois, marca-se uma zona de partida e de chegada e é desatar a correr junto da água sem acertar nas crianças que brincam na areia molhada e nos gordos e gordas que têm os pés na água e ficam ali especados a olhar para ontem, com receio de se aventurarem mais no mar pois arriscam a serem arpoados ali mesmo por alguém que os confunda com baleias. Caso acertem numa criança, o que é bastante provável graças aos putos andarem sempre a mexer-se de um lado para o outro, obrigando o corredor a repentinas mudanças de direcção, contam 50 pontos. Caso se espetem contra um gordo ou uma gorda, marcam 200 pontos. O objectivo é alcançar o mínimo de pontos possível, a não ser que sejam sádicos, ocasião em que funciona ao contrário. É um exercício giro, porque estimulante física e intelectualmente, já que ao mesmo tempo que correm e testam os vossos reflexos, aproveitam para fazer contas de cabeça. Funciona melhor, como já disse, numa praia a abarrotar, pois aumenta o grau de dificuldade, e se forem com amigos ainda é mais fixe, porque podem competir uns com os outros e comparar as vossas marcas.
Esta manhã, da primeira vez que tentei somei 750 pontos, resultado de ter abalroado 3 petizes e 3 gordalhufas. À segunda, demonstrando mais uma vez que a prática faz a perfeição, consegui somar apenas 250 pontos, correspondentes ao atropelo de uma criança e da sua mãe de 190 quilos, que ainda tentei evitar mas foi-me impossível porque ela ocupava todo o areal à minha frente.
E é isto. Espero que se divirtam e, já agora, comuniquem as vossas marcas. Quem sabe um dia se organiza a primeira competição oficial desta maravilhosa modalidade...
Bom, em que consiste então este desporto?! Numa inteligente adaptação, ao ambiente da praia, da típica corrida com obstáculos. Para isso, só é preciso um corredor (vocês), uma praia, e crianças e pessoas obesas em profusão (quantas mais, melhor!) junto da água. Depois, marca-se uma zona de partida e de chegada e é desatar a correr junto da água sem acertar nas crianças que brincam na areia molhada e nos gordos e gordas que têm os pés na água e ficam ali especados a olhar para ontem, com receio de se aventurarem mais no mar pois arriscam a serem arpoados ali mesmo por alguém que os confunda com baleias. Caso acertem numa criança, o que é bastante provável graças aos putos andarem sempre a mexer-se de um lado para o outro, obrigando o corredor a repentinas mudanças de direcção, contam 50 pontos. Caso se espetem contra um gordo ou uma gorda, marcam 200 pontos. O objectivo é alcançar o mínimo de pontos possível, a não ser que sejam sádicos, ocasião em que funciona ao contrário. É um exercício giro, porque estimulante física e intelectualmente, já que ao mesmo tempo que correm e testam os vossos reflexos, aproveitam para fazer contas de cabeça. Funciona melhor, como já disse, numa praia a abarrotar, pois aumenta o grau de dificuldade, e se forem com amigos ainda é mais fixe, porque podem competir uns com os outros e comparar as vossas marcas.
Esta manhã, da primeira vez que tentei somei 750 pontos, resultado de ter abalroado 3 petizes e 3 gordalhufas. À segunda, demonstrando mais uma vez que a prática faz a perfeição, consegui somar apenas 250 pontos, correspondentes ao atropelo de uma criança e da sua mãe de 190 quilos, que ainda tentei evitar mas foi-me impossível porque ela ocupava todo o areal à minha frente.
E é isto. Espero que se divirtam e, já agora, comuniquem as vossas marcas. Quem sabe um dia se organiza a primeira competição oficial desta maravilhosa modalidade...
terça-feira, agosto 02, 2011
Reflexões sobre o tempo nestes primeiros dias de Agosto
Tenho a dizer que não subscrevo o discurso dominante. Se a maioria acha que isto - a chuvinha, o ventinho, a falta de solinho - é mau tempo, isso é lá com elas. Eu discordo. Para mim, esta é a temperatura que deveria fazer sempre em Agosto. Sabe tão bem este fresquinho em lugar do calor tipo forno. Sabe tão bem ver as praias com uma habitabilidade sustentável, em lugar de ser impossível estender a toalha no chão porque estão lá pessoas a queimar ao sol. Sabe tão bem estar num sítio qualquer com conforto em lugar de acabar por ficar com uma lagoa de suor aos pés. Sabe tão bem passear pela rua e cheirar as flores e as ervas, em lugar de ficar intoxicado pelo dióxido de carbono propagado pelos incêndios estivais.
A única coisa mesmo negativa deste tempo menos soalheiro é ter de aguentar as pessoas a reclamarem por um tempo mais soalheiro. Pá, reclamem por alguma coisa realmente importante, como uma dupla de centrais com qualidade para o Sporting, e deixem lá estar a temperatura em paz, que assim é que se está bem!
A única coisa mesmo negativa deste tempo menos soalheiro é ter de aguentar as pessoas a reclamarem por um tempo mais soalheiro. Pá, reclamem por alguma coisa realmente importante, como uma dupla de centrais com qualidade para o Sporting, e deixem lá estar a temperatura em paz, que assim é que se está bem!
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segunda-feira, agosto 01, 2011
Resumo da minha última madrugada
Bzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz! Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz! Bzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz!
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Bzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz! Bzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz! Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz!
(pausa)
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(nova pausa)
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Bzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz! Bzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz! Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz!
Basicamente, foi isto. A noite toda! Putas das melgas, pá!!!!!!
Bzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz! Bzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz! Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz!
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(pausa)
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(nova pausa)
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Basicamente, foi isto. A noite toda! Putas das melgas, pá!!!!!!
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sexta-feira, julho 29, 2011
Pedalar até cair (6)
O esperto aqui hoje trouxe a bicicleta no comboio. Pensei: "ah, é sexta-feira e o caraças, há menos gente, e o dia acordou meio chocho, dá para levar a bina sem ficar a pingar suor". Adicione-se que os comboios da Fertagus têm espaços feitos de propósito para deixar as bicicletas. Assim sendo, transportar a minha coisa fofa* de duas rodas parecia-me uma escolha acertada. Deixei-a no sítio designado para o efeito, apertei-a com a correia e fui-me sentar, acompanhado do meu leitor de mp3 e do meu livrito de momento.
Aparentava estar tudo muito bem quando, ali no início da ponte 25 de Abril, sentido Pragal-Lisboa, ouço - apesar dos decibéis do meu mp3 - um estrondoso PAM! Suspeitando do que poderia estar na origem daquele PAM, levantei-me esbaforido e olhei para o sítio onde tinha deixado a bina. Tal como eu prevera, ali estava ela, caída no chão, deitada sobre o seu lado direito, com o seu peso em cima do pedal e da corrente. Temi pela sua saúde e, espetando um encontrão numa velha e um calduço num neo-nazi, irrompi pela carruagem até me debruçar junto da minha coisa boa** de duas rodas. Aí, fiz o que qualquer ser imbuído de uma enorme sensibilidade moral teria feito: pousei as minhas mãos no guiador da bina e procurei avaliar o estado daquele corpo metalizado que ora jazia no solo indiferente do comboio. Ela não dava sinais, o que me assustou, levando-me a perguntar às pessoas que se encontravam ali perto se alguém sabia primeiros socorros. Todos disseram que não, à excepção do neo-nazi, que disse "Não, Heil Hitler! Até conheço um tipo negro, judeu e gay que tirou o curso disso, mas neste momento não te pode ajudar porque está a viver na minha cave, e por viver quero dizer ser torturado, e por cave quero dizer masmorra, e por tipo negro, judeu e gay quero dizer cabrão negro, judeu e gay". A eloquência deste filantropo quase me distraiu do essencial, porém assim que acabou o seu discurso voltei-me para o que realmente importava, a coisa maravilhosa*** de duas rodas imóvel aos meus pés.
Devagar, e com uma calma que na verdade escondia o meu nervosismo interior, levantei a bina. Ao fazê-lo, notei nas causas daquele PAM que desencadeou toda a situação: a correia que deveria servir para acondicionar a bicicleta no local destinado para o efeito estava mal apertada; um solavanco mais intenso bastou para soltá-la e, deste modo, impelir o meu meio de transporte predilecto de encontro ao chão. Compreendi, também, que a culpa fora minha; pois tinha sido eu que apertara mal a correia. Suave e docilmente, voltei a colocar a bicicleta no seu lugar, apertei-a desta vez com vigor, pedindo-lhe de antemão desculpas por tudo o que acontecera, facto que levou uma senhora grávida sentada no banco das grávidas a exclamar "É louco!", mas eu não liguei, essas atitudes de incompreensão só revelam que as pessoas não sabem o que dizem, essa senhora grávida pode estar a marinar um filho no seu ventre, contudo aposto que não sabe o que é ter uma bicicleta, cuidar dela todos os dias, sacrificar a sua vida por ela, dar-lhe tempo, comprar-lhe produtos bons, enfim, tratá-la como merece. Inconscientes, é o que eu digo!
A bicicleta, com esta minha segunda tentativa, lá estabilizou e pude então reparar que nada grave lhe tinha sucedido. Aparentemente, fora só o susto e agora já estava em óptimas condições. Quando, no final da viagem, saí da estação e tomei o meu posto em cima daquele selim, percebi que era como se nada tivesse ocorrido. Pedalei-a como sempre havia pedalado, fiz rasantes aos automóveis como sempre havia feito, estava tudo normal, ela não sofreu com o choque e eu também não, a vida é bela, o Sporting é o clube mais lindo do mundo, a crise económico-financeira não me assusta e a partir daqui vou ter mais cuidado e amarrar-lhe a correia nos comboios da Fertagus como se de uma sessão sado-maso se tratasse. Está tudo bem...
Aproveito para desejar a todos, em particular a mim próprio, umas excelentes férias.
_____________
*"Coisa fofa" é como quem diz. Aquele selim continua a seviciar-me o traseiro... que cabra!
**"Coisa boa" é como quem diz. Aquele selim con... ah, ok, já disse isto antes. Peço desculpa.
***"Coisa maravilhosa" é como quem diz. Aquele... iá, acho que já perceberam a ideia!
Aparentava estar tudo muito bem quando, ali no início da ponte 25 de Abril, sentido Pragal-Lisboa, ouço - apesar dos decibéis do meu mp3 - um estrondoso PAM! Suspeitando do que poderia estar na origem daquele PAM, levantei-me esbaforido e olhei para o sítio onde tinha deixado a bina. Tal como eu prevera, ali estava ela, caída no chão, deitada sobre o seu lado direito, com o seu peso em cima do pedal e da corrente. Temi pela sua saúde e, espetando um encontrão numa velha e um calduço num neo-nazi, irrompi pela carruagem até me debruçar junto da minha coisa boa** de duas rodas. Aí, fiz o que qualquer ser imbuído de uma enorme sensibilidade moral teria feito: pousei as minhas mãos no guiador da bina e procurei avaliar o estado daquele corpo metalizado que ora jazia no solo indiferente do comboio. Ela não dava sinais, o que me assustou, levando-me a perguntar às pessoas que se encontravam ali perto se alguém sabia primeiros socorros. Todos disseram que não, à excepção do neo-nazi, que disse "Não, Heil Hitler! Até conheço um tipo negro, judeu e gay que tirou o curso disso, mas neste momento não te pode ajudar porque está a viver na minha cave, e por viver quero dizer ser torturado, e por cave quero dizer masmorra, e por tipo negro, judeu e gay quero dizer cabrão negro, judeu e gay". A eloquência deste filantropo quase me distraiu do essencial, porém assim que acabou o seu discurso voltei-me para o que realmente importava, a coisa maravilhosa*** de duas rodas imóvel aos meus pés.
Devagar, e com uma calma que na verdade escondia o meu nervosismo interior, levantei a bina. Ao fazê-lo, notei nas causas daquele PAM que desencadeou toda a situação: a correia que deveria servir para acondicionar a bicicleta no local destinado para o efeito estava mal apertada; um solavanco mais intenso bastou para soltá-la e, deste modo, impelir o meu meio de transporte predilecto de encontro ao chão. Compreendi, também, que a culpa fora minha; pois tinha sido eu que apertara mal a correia. Suave e docilmente, voltei a colocar a bicicleta no seu lugar, apertei-a desta vez com vigor, pedindo-lhe de antemão desculpas por tudo o que acontecera, facto que levou uma senhora grávida sentada no banco das grávidas a exclamar "É louco!", mas eu não liguei, essas atitudes de incompreensão só revelam que as pessoas não sabem o que dizem, essa senhora grávida pode estar a marinar um filho no seu ventre, contudo aposto que não sabe o que é ter uma bicicleta, cuidar dela todos os dias, sacrificar a sua vida por ela, dar-lhe tempo, comprar-lhe produtos bons, enfim, tratá-la como merece. Inconscientes, é o que eu digo!
A bicicleta, com esta minha segunda tentativa, lá estabilizou e pude então reparar que nada grave lhe tinha sucedido. Aparentemente, fora só o susto e agora já estava em óptimas condições. Quando, no final da viagem, saí da estação e tomei o meu posto em cima daquele selim, percebi que era como se nada tivesse ocorrido. Pedalei-a como sempre havia pedalado, fiz rasantes aos automóveis como sempre havia feito, estava tudo normal, ela não sofreu com o choque e eu também não, a vida é bela, o Sporting é o clube mais lindo do mundo, a crise económico-financeira não me assusta e a partir daqui vou ter mais cuidado e amarrar-lhe a correia nos comboios da Fertagus como se de uma sessão sado-maso se tratasse. Está tudo bem...
Aproveito para desejar a todos, em particular a mim próprio, umas excelentes férias.
_____________
*"Coisa fofa" é como quem diz. Aquele selim continua a seviciar-me o traseiro... que cabra!
**"Coisa boa" é como quem diz. Aquele selim con... ah, ok, já disse isto antes. Peço desculpa.
***"Coisa maravilhosa" é como quem diz. Aquele... iá, acho que já perceberam a ideia!
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quinta-feira, julho 28, 2011
O Wok: subsídios para a sua compreensão
Comprámos um Wok lá para casa! O Wok, para quem não sabe, é este utensílio de cozinha reproduzido na imagem acima. Para quem continua a não saber, um Wok é assim como que uma espécie de cruzamento entre uma panela e uma frigideira. E para aqueles que continuam sem saber o que é um Wok e são tarados sexuais, imaginem que se colocava uma panela e uma frigideira sozinhas num quarto e nove meses depois, nascia um Wok. Vá, eu sei, alguns de vocês devem ser contra as uniões do mesmo sexo, ancorados que estão naquele argumento bacoco de que duas pessoas do mesmo sexo não conseguem reproduzir-se, mas façam de conta que uma panela e uma frigideira, não sendo pessoas, conseguem, e que o resultado é o Wok. Pronto, ficou tudo explicadinho e ainda por cima consegui atingir vários segmentos de leitores que não sabem o que um Wok é.Já cozinhei várias vezes no Wok e posso dizer que a experiência me agrada sobremaneira. Admito que não sou, nem nunca fui, um grande cozinheiro, demonstrando que, afinal, não aprendi nada a ver os programas da Nigella, mas ao fazer as coisas no Wok quase pareço um Gordon Ramsey, só que com mais asneiras. Isto porque é estupidamente fácil cozinhar num Wok, e agradeço ao japonês, ou chinês, ou coreano, ou espanhol, ou o raio que o parta do tipo de olhos em bico que inventou esta coisa. Ao contrário de uma panela, de uma frigideira ou dessa esquisitice que é a Bimby, tudo o que eu faço no Wok sai bem. Sai bem, pá! Num Wok, basta mandar lá para dentro ingredientes em barda, mexer um bocadinho e já está, não é preciso ter muito trabalho nem nada. Até mesmo as misturas mais estranhas casam bem lá dentro, é uma coisa impressionante. Já cheguei até a desconfiar de um certo providencialismo divino quando cozinho cenas no Wok, pois não parece cientificamente possível que um cozinheiro tosco como eu consiga ter sempre sucesso quando cozinha num Wok; dá a sensação de haver ali uma mãozinha transcendente, que transforma os ingredientes metidos à bruta aqui pelo je numa refeição deveras deglutível. Claro que, sendo eu ateu, não fiquei com esta ideia na cabeça durante muito tempo: a coisa é mais facilmente explicável recorrendo à sorte ou, então, e é esse aspecto que tenho tentado mostrar-vos, tal deve-se única e exclusivamente às características do Wok. As refeições saem-me bem no Wok porque o Wok é um instrumento onde nada pode sair mal. Se pretendem uma analogia relevante, e como eu gosto de inventar analogias relevantes, imaginem-se numa noite de amor com, ora bem, deixem lá ver, assim uma tipa tirada ao acaso, ah, já sei, a Monica Bellucci, imaginem-se, dizia eu, numa noite de amor com a Monica Bellucci: mesmo que vocês sejam uns gandas nabos na cama, não há risco de a noite de amor correr mal se deixarmos a diva italiana tomar conta das operações. É tiro certo, pronto, e o Wok é da mesma arte (agora, por favor, não ponham na cabeça que ir para a cama com um Wok dá bons resultados. Porque não dá! A sério, confiem em mim...).
Portanto, se ainda não têm um Wok, estão com vontade de experimentar e possuem essa menos valia que é serem uns cozinheiros de meia tigela, corram já à loja da vossa cadeia sueca preferida mais próxima e comprem um, que ainda por cima estão baratinhos e vêm, ao contrário de outros produtos da tal cadeia sueca, já montados. Garanto que as vossas refeições e, por arrastamento, vocês próprios, só terão a ganhar com a aquisição.
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quarta-feira, julho 27, 2011
Alguns números
Orçamentos rectificativos que o Governo vai apresentar até ao final do ano = 2 na melhor das hipóteses, 35 na pior.
Probabilidade de o Nuno Rogeiro não perceber nada dos assuntos que é convidado a comentar na televisão = 100%.
Mulheres que o Dominique Strauss-Khan papou desde que comecei a fazer este post = 4.
Vezes que a expressão "terrorismo islâmico" aparece em qualquer discussão acerca do Breivik = 45623923034867e+93.
Golos sofridos pelo Sporting até agora na pré-época = 1.
Golos sofridos pelo Sporting até ao final da temporada 2011/2012 = 25457453453230234e+15.
Mulheres que o Dominique Strauss-Khan papou desde que falei no número de mulheres que o Dominique Strauss-Khan papou = 9.
Número de jogadores portugueses no Besiktas da Turquia que são titulares de caras = 5.
Número de jogadores portugueses no Benfica de Portugal que são titulares de caras = 0.
Vezes que adormeço durante qualquer comunicado ao país feito pelo ministro das Finanças = 3.
Grau de arrependimento do Pedro Passos Coelho por ter chegado a primeiro-ministro = 9,4 na escala de Richter.
Mulheres que o Dominique Strauss-Khan papou desde que falei no número de mulheres que o Dominique Strauss-Khan papou desde que falei no número de mulheres que o Dominique Strauss-Khan papou = 27.
Probabilidade de qualquer conversa que eu tenho com colegas durante a hora do almoço descambar para a pornografia = 187%.
Tachos mandados à minha cabeça pela minha gaja quando ela ficar a saber que discuto pornografia com os meus colegas de trabalho durante o almoço = 8, fora os que ela irá entretanto comprar para o efeito.
Probabilidade de o Nuno Rogeiro não perceber nada dos assuntos que é convidado a comentar na televisão = 100%.
Mulheres que o Dominique Strauss-Khan papou desde que comecei a fazer este post = 4.
Vezes que a expressão "terrorismo islâmico" aparece em qualquer discussão acerca do Breivik = 45623923034867e+93.
Golos sofridos pelo Sporting até agora na pré-época = 1.
Golos sofridos pelo Sporting até ao final da temporada 2011/2012 = 25457453453230234e+15.
Mulheres que o Dominique Strauss-Khan papou desde que falei no número de mulheres que o Dominique Strauss-Khan papou = 9.
Número de jogadores portugueses no Besiktas da Turquia que são titulares de caras = 5.
Número de jogadores portugueses no Benfica de Portugal que são titulares de caras = 0.
Vezes que adormeço durante qualquer comunicado ao país feito pelo ministro das Finanças = 3.
Grau de arrependimento do Pedro Passos Coelho por ter chegado a primeiro-ministro = 9,4 na escala de Richter.
Mulheres que o Dominique Strauss-Khan papou desde que falei no número de mulheres que o Dominique Strauss-Khan papou desde que falei no número de mulheres que o Dominique Strauss-Khan papou = 27.
Probabilidade de qualquer conversa que eu tenho com colegas durante a hora do almoço descambar para a pornografia = 187%.
Tachos mandados à minha cabeça pela minha gaja quando ela ficar a saber que discuto pornografia com os meus colegas de trabalho durante o almoço = 8, fora os que ela irá entretanto comprar para o efeito.
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terça-feira, julho 26, 2011
Feira Medieval de Óbidos: curtas impressões
Pois é, no fim-de-semana que passou lá me arrastaram para isto. Fiquei um bocado com má impressão da Feira Medieval de Óbidos, começo já por dizer. Adoro a localidade, lá isso adoro, ainda no ano transacto dei lá um pulinho e trouxe, para além de belas imagens, uma garrafa da melhor ginjinha do mundo, MAS a realização de uma feira medieval nos domínios desta pacata vila é algo que, a meu ver, não a favorece. Para já, pagar 7€ por cabeça para entrar na feira é uma coisa que não lembra nem a um cavaleiro templário. Depois, já lá dentro do recinto, os preços cobrados por morfes e drinques não são menos que exorbitantes. Faz pensar que aquela gente da Idade Média ganhava toda muito bem.Mas não são os assuntos pecuniários que traduzem a grande decepção que constitui uma feira medieval como a de Óbidos. Não! Na minha perspectiva, o que minou por completo este evento foi o seu irrealismo. É que se trata de propaganda enganosa. Senão, vejamos: o site esclarece que, e cito, "desde 2002 que Óbidos mergulha no tempo e a Vila transforma-se num verdadeiro palco da história" (podem ler mais aqui). Portanto, o visitante pode esperar uma reprodução quase verbatim daqueles tempos, certo?! ERRADO!!!! A feira medieval de Óbidos não reproduz os tempos medievais coisa nenhuma! Entre as várias falhas, destaco as seguintes:
Bruxas queimadas na Feira Medieval de Óbidos = ZERO!
Pá, então um tipo vai a uma feira medieval e não vê uma bruxa a ser esturricada?! Na Idade Média, de cinco em cinco minutos estava-se a fazer uma fogueira tipo as do Santo António mas com bruxas. E não foi por falta de matéria prima que a organização da feira de Óbidos não procedeu a uma queimada! Garanto que vi lá muita rapariga e muita senhora com todo o ar de bruxa. Custava muito terem agarrado numa - umazinha que fosse, vá! -, amarrá-la a um poste de madeira, colocar lenha à volta e atear fogo?! Isto era o espectáculo medieval por excelência, mas para a Feira Medieval de Óbidos, 'tá quieto...
Mouros esquartejados na Feira Medieval de Óbidos = ZERO!
Mais uma lacuna grave e inadmissível. Esquartejar mouros era o passatempo predilecto do cidadão medieval a partir da altura da reconquista cristã. Lembro-me perfeitamente da minha antiga encarnação enquanto cavaleiro cruzado... ah, aquilo é que eram tempos! No meu caminho para Jerusalém, fartei-me de esquartejar mouros. E quando eu e os meus companheiros invadimos a cidade, fartei-me de esquartejar mouros. E judeus. E cristãos. E estendais de roupa. Enfim, foi um fartote... Lembro-me também que, à vinda, parámos numa estalagem ali para os lados de Sevilha, e a conversa foi mais ou menos assim:
Eu: Boas noites, nobre estalajadeiro! Eu e os meus companheiros, com a vossa mercê, desejaríamos refrescarmo-nos e alimentarmo-nos.
Companheiros: ARGH! UARGH!
Estalajadeiro: Certamente, vossas senhorias.
Eu: Trazei então o leitão, vinho, cerveja e hidromel, para eu e os meus companheiros nos banquetearmos.
Companheiros: ARGH! HEYYYY! UARG!!! E os mouros, carago?!? Queremos mouros para esquartejar! ARGH! UARG! BLUUURGH!
Eu: Sim, suas best... ahm, sim, meus irmãos cruzados! Tendes razão. Nobre estalajadeiro? Nobre estalajadeiro?!
Estalajadeiro: Sim, vossas senhorias, que quererdes?
Eu: Tendes, por acaso, algum mouro que possamos esquartejar enquanto aguardamos pelo nosso mui merecido repasto?!
Estalajadeiro: Oh, sim, certamente, por quem sois! Tenho ali um encarcerado na despensa há duas semanas, só a pão e água. É de óptima qualidade, pronto para servir os mesteres de tão egrégios cavaleiros como vossas senhorias.
Eu: Muito bem, nobre irmão! Muito me agradam suas gentis palavras! Trazei, trazei então o sarraceno! E metei aí a televisão no Sporting, 'tá quase a começar o duelo com os infiéis lampiões.
Companheiros: ARGH! BUHHH! Lampiões, BUHHH! ARGH! BLUUUURGH!!!
Mas não, mais uma vez a Feira Medieval de Óbidos decidiu dar um pontapé na realidade e nem um mouro para esquartejar trouxe. Ao menos que pensassem num passatempo substituto: já que não se podia esquartejar mouros, ao menos pusessem lá um marroquino para levar pauladas. Nem isso...
Cheiro a bosta e a cadáveres em decomposição = ZERO!
Todos os que viveram na Idade Média ou, em alternativa, passaram por Sacavém, sabem perfeitamente que o cheiro era muito desagradável. Enfim, não havia higiene, casas de banho muito menos ("isso é uma merda inventada pelos romanos", diziam os mais fanáticos. "Cá nós cagamos nas calças"), as doenças proliferavam e os cadáveres amontoavam-se pelas ruas até que alguém os viesse recolher. Porém, julgam que era este o cenário em Óbidos?! O tanas! Tudo muito limpinho, tudo muito asseadinho, e quando procurei, através de um traque daqueles bem mandados, e com o cheirinho medieval que se exigia, conferir um pouco de autenticidade ao ambiente, o resultado foi infrutífero, tratou-se apenas de uma gota de água e ainda fui vilipendiado por um velho. É o que ganho por querer tornar as coisas mais realistas...
Padres a violar criancinhas = ... não, esperem, isto não é exclusivo da Idade Média.
Ok, foi só aquilo, então. No entanto, já dá para assacar da enorme decepção que constituiu a Feira Medieval de Óbidos...
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segunda-feira, julho 25, 2011
A morte da Amy Winehouse
é, para os fãs, uma pena. Mas para os dealers, é uma tragédia!
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sexta-feira, julho 22, 2011
Lúcidos comentários sobre o vídeo que está na moda
Eu adoraria tecer considerações altamente intelectuais sobre estes cerca de 50 segundos de imagens, em particular estava a pensar colocar a declaração "Puto, o medo é uma cena que a mim não me assiste" no contexto dos actos de fala de um John Searle, e pensava também em desmontar o voraz "Sai da frente, Guedes!" à luz da teoria fregeana do sentido e da referência, mas por ora, tudo o que se me oferece dizer sobre este pedaço de epopeia lusitana, é:
F*DA-SE, CA GANDA TRALHO, C@R@LHO!!!!!!!!!
F*DA-SE, CA GANDA TRALHO, C@R@LHO!!!!!!!!!
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quinta-feira, julho 21, 2011
Deviam proibir certo tipo de pessoas de caminhar nos passeios
Vinha eu muito contente para o trabalho*, caminhando a passos largos, quando de súbito a minha marcha é interrompida por um trambolho a falar ao telemóvel, deslocando-se mais lentamente do que um caracol paralítico. Porra, mas que matacão: a gaja era alta vertical e horizontalmente, devendo pesar cerca de 300 quilos, e estou a ser simpático. Tenho a certeza de que engordou propositadamente para ter lugar no Peso Pesado e assim poder ir à televisão. Bom, eu não tenho nada contra as gordas, porém a partir do momento em que elas se atravessam no meu caminho, a coisa atinge-me profundamente. E esta gorda em particular, mais do que atravessada, constituía uma autêntica barragem, pois do lado direito do passeio estava um muro intransponível, e do lado esquerdo uma estrada movimentada. E à minha frente, claro, centenas de quilos de carne mugindo para o telemóvel.
Ainda tentei ultrapassá-la. Encostei-me o mais possível à direita, roçando mesmo o corpo no muro, procurando passar entre este e o trambolho, mas foi impossível e quase corri o risco de ser esmagado entre ambas as superfícies. Esgueirei-me, depois, pela esquerda, mas o corpanzil da monstra levava a que eu, para ultrapassá-la, tivesse de sair do passeio, onde o mais provável era apanhar com um veículo motorizado em cima e ser passado a ferro, embora, mesmo assim, esse fosse um destino menos desagradável comparado a ficar debaixo daquele saco de banha com duas pernas, e estou outra vez a ser simpático quando chamo aqueles autênticos petroleiros de pernas. O Maniche, colocado lado a lado a um qualquer daqueles troncos, passaria bem por etíope.
Também tentei passar por cima. Mas, já referi atrás, esta autêntica piada de mau gosto da natureza era gorda para os lados e para cima. Eu precisava de ser um Sergei Bubka para conseguir transpor aquela fasquia gordurenta, e reparem que eu digo que precisava de ser um Sergei Bubka e não que precisava de ter uma vara como à dele, eu estou muito contente com a minha vara, muito obrigado, ela é enorme, e grossa, e muito forte, e entretanto com isto perdi-me.
O que eu queria no fundo dizer, quando fui interrompido no meu raciocínio por outro raciocínio, é que não me foi possível passar à frente daquela montanha, apesar dos meus esforços nesse sentido. Um tal bicho, é a conclusão a que pretendo chegar, deveria ser impedido de locomover-se nos passeios; é assim como que o equivalente dos veículos que andam a menos de 40 serem proibidos de andar nas autoestradas, com a agravante de que aquele bicho, que se movia a menos de 40 milímetros por dia, equivaler, em diâmetro, mais ou menos a 5 camiões TIR, e se calhar até estou, pela terceira vez num curto espaço de tempo, a ser simpático, este texto hoje foi um exagero de simpatia, é melhor ficar-me por aqui, daqui a pouco ainda digo simpaticamente que aquele massa informe tem direito à vida como qualquer outro ser e não deveria jamais ver-se atacada por um baleeiro japonês!
Ainda tentei ultrapassá-la. Encostei-me o mais possível à direita, roçando mesmo o corpo no muro, procurando passar entre este e o trambolho, mas foi impossível e quase corri o risco de ser esmagado entre ambas as superfícies. Esgueirei-me, depois, pela esquerda, mas o corpanzil da monstra levava a que eu, para ultrapassá-la, tivesse de sair do passeio, onde o mais provável era apanhar com um veículo motorizado em cima e ser passado a ferro, embora, mesmo assim, esse fosse um destino menos desagradável comparado a ficar debaixo daquele saco de banha com duas pernas, e estou outra vez a ser simpático quando chamo aqueles autênticos petroleiros de pernas. O Maniche, colocado lado a lado a um qualquer daqueles troncos, passaria bem por etíope.
Também tentei passar por cima. Mas, já referi atrás, esta autêntica piada de mau gosto da natureza era gorda para os lados e para cima. Eu precisava de ser um Sergei Bubka para conseguir transpor aquela fasquia gordurenta, e reparem que eu digo que precisava de ser um Sergei Bubka e não que precisava de ter uma vara como à dele, eu estou muito contente com a minha vara, muito obrigado, ela é enorme, e grossa, e muito forte, e entretanto com isto perdi-me.
O que eu queria no fundo dizer, quando fui interrompido no meu raciocínio por outro raciocínio, é que não me foi possível passar à frente daquela montanha, apesar dos meus esforços nesse sentido. Um tal bicho, é a conclusão a que pretendo chegar, deveria ser impedido de locomover-se nos passeios; é assim como que o equivalente dos veículos que andam a menos de 40 serem proibidos de andar nas autoestradas, com a agravante de que aquele bicho, que se movia a menos de 40 milímetros por dia, equivaler, em diâmetro, mais ou menos a 5 camiões TIR, e se calhar até estou, pela terceira vez num curto espaço de tempo, a ser simpático, este texto hoje foi um exagero de simpatia, é melhor ficar-me por aqui, daqui a pouco ainda digo simpaticamente que aquele massa informe tem direito à vida como qualquer outro ser e não deveria jamais ver-se atacada por um baleeiro japonês!
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* Sim, vinha contente para o trabalho. O meu segredo? Pensar não na labuta que tenho pela frente e sim em mamas! Tem funcionado...
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golpe de estado no dedo mindinho
quarta-feira, julho 20, 2011
Vida de agricultor é difícil... (Carta Aberta à Assunção Cristas)
Gosto muito de rabanetes. Gosto mais de rabanetes do que gostaria de ler um livro sobre Física Quântica escrito pelo Anderson Polga. Mas, como de resto havia desabafado aqui, não é fácil encontrar rabanetes hoje em dia. E, quando se encontram, são pagos a preço de ouro, tipo meia dúzia de bolinhas = 3 €uros.
Consequentemente, resolvi apostar na produção caseira. Embora nunca tenha trabalhado na terra, supus que a genética, nestas merdas, ajudasse: o meu pai, em tempos, foi um horticultor de primeira água, portanto eu, sendo filho do meu pai, também deveria ter talento para estas coisas. Se pensam que eu estou a tirar conclusões precipitadas, e a depositar demasiada fé na genética, pensem nisto: o pai do Djaló não sabe jogar à bola, e o Djaló também não. Logo, ponto para a genética!
Portanto, comprei umas sementes de rabanete, um sacalhão de terra, um vaso, e fui plantar. Durante dias, reguei e tratei o terreno, regozijei com os primeiros rebentos, disse às gatas para passarem a 50 metros de distância da produção, falei com as folhas, afugentei os insectos, coloquei o vaso ao sol mas protegi-o do calor excessivo, tive mil e um cuidados ao ponto de, e cito a gaja, "tu tratas melhor as plantas do que me tratas a mim", e ontem, passados 33 dias desde que os semeei, chegou a altura da colheita.
E não vi nem um rabanete! Nem um, caraças. A rama estava linda, mas debaixo da terra só havia raízes finas, não o bolbo avermelhado e ligeiramente picante que tanto me delicia! Deste modo, só me resta apelar para o Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território (espero não me ter esquecido de nada. E, já agora, já repararam que esta designação dá, como acrónimo, uma coisa tão linda como MAMAOT?!?), e escrever uma carta à Assunção Cristas, porque não se admite que um produtor possa ficar sem a sua produção.
CARTA À MINISTRA DA AGRICULTURA, MAR, AMBIENTE E ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO, OU SEJA, À GAJA DO MAMAOT
Prezada Sra. Dra. Ministra Assunção Cristas:
Recentemente, mostrando espírito de iniciativa e empreendedorismo, e respondendo também aos apelos de Sua Excelência, o Presidente da República, ou, como o trato cá em casa, "aquele palhaço", que quer ver o país virar-se mais para a Agricultura, decidi apostar no cultivo do rabanete (raphanus sativus). Onerando-me a mim e aos meus, investi forte no início, supondo que, passado algum tempo, poderia colher os frutos do meu trabalho.
Sucede, no entanto, que a única coisa que colhi foram pedaços de terra agarrados às raízes, nada mais. Todo o meu investimento foi, portanto, por água abaixo, ou pelo rabanete acima, como preferir. Daí escrever-lhe estas palavras, pois creio merecer ser ressarcido. Abaixo apresento as minhas contas:
1 saqueta de sementes = 0,90 €
1 saco de terra = 1 €
1 vaso = 7 €
1 pá = não foi preciso, reciclei uma que já tinha, mas se eu não tivesse era mais 1 €
Água para a rega = 10 € (cálculo feito por estimativa)
Dores nas costas = bués de €uros
Danos psicológicos por não ter colhido nem um rabanetezinho = bués de €uros
Total = 500.000 € (cálculo feito por estimativa)
Espero que a Sra. Ministra e o seu MAMAOT compreendam a minha situação e tratem de me reembolsar o mais celeremente possível. Muito obrigado.
Cordialmente, Atenciosamente, Com os Melhores Cumprimentos e essas patacoadas todas que se escrevem no final de uma missiva,
Peter of Pan
P.S.: Devo avisar a Sra. Ministra que, em todo o tempo dedicado às minhas funções hortículas, nunca usei fato nem gravata, respeitando portanto, avant la lettre, a mais recente medida do seu ministério. Que isto sirva de incentivo a colocarem-me o dinheiro na conta bancária. Fico a aguardar.
P.S. 2: Vá lá, confesse, Sra. Ministra: resolveu ficar com a tutela do Ordenamento do Território porque se quis esquivar ao acrónimo MAMA, não foi?!? No fundo, seria giro, um gajo qualquer que quisesse um subsídio, era só dizer "ah, vou ali pedir mama ao MAMA", ah ah ah. Vá lá, ria-se, rir não aumenta a conta da luz...
Consequentemente, resolvi apostar na produção caseira. Embora nunca tenha trabalhado na terra, supus que a genética, nestas merdas, ajudasse: o meu pai, em tempos, foi um horticultor de primeira água, portanto eu, sendo filho do meu pai, também deveria ter talento para estas coisas. Se pensam que eu estou a tirar conclusões precipitadas, e a depositar demasiada fé na genética, pensem nisto: o pai do Djaló não sabe jogar à bola, e o Djaló também não. Logo, ponto para a genética!
Portanto, comprei umas sementes de rabanete, um sacalhão de terra, um vaso, e fui plantar. Durante dias, reguei e tratei o terreno, regozijei com os primeiros rebentos, disse às gatas para passarem a 50 metros de distância da produção, falei com as folhas, afugentei os insectos, coloquei o vaso ao sol mas protegi-o do calor excessivo, tive mil e um cuidados ao ponto de, e cito a gaja, "tu tratas melhor as plantas do que me tratas a mim", e ontem, passados 33 dias desde que os semeei, chegou a altura da colheita.
E não vi nem um rabanete! Nem um, caraças. A rama estava linda, mas debaixo da terra só havia raízes finas, não o bolbo avermelhado e ligeiramente picante que tanto me delicia! Deste modo, só me resta apelar para o Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território (espero não me ter esquecido de nada. E, já agora, já repararam que esta designação dá, como acrónimo, uma coisa tão linda como MAMAOT?!?), e escrever uma carta à Assunção Cristas, porque não se admite que um produtor possa ficar sem a sua produção.
CARTA À MINISTRA DA AGRICULTURA, MAR, AMBIENTE E ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO, OU SEJA, À GAJA DO MAMAOT
Prezada Sra. Dra. Ministra Assunção Cristas:
Recentemente, mostrando espírito de iniciativa e empreendedorismo, e respondendo também aos apelos de Sua Excelência, o Presidente da República, ou, como o trato cá em casa, "aquele palhaço", que quer ver o país virar-se mais para a Agricultura, decidi apostar no cultivo do rabanete (raphanus sativus). Onerando-me a mim e aos meus, investi forte no início, supondo que, passado algum tempo, poderia colher os frutos do meu trabalho.
Sucede, no entanto, que a única coisa que colhi foram pedaços de terra agarrados às raízes, nada mais. Todo o meu investimento foi, portanto, por água abaixo, ou pelo rabanete acima, como preferir. Daí escrever-lhe estas palavras, pois creio merecer ser ressarcido. Abaixo apresento as minhas contas:
1 saqueta de sementes = 0,90 €
1 saco de terra = 1 €
1 vaso = 7 €
1 pá = não foi preciso, reciclei uma que já tinha, mas se eu não tivesse era mais 1 €
Água para a rega = 10 € (cálculo feito por estimativa)
Dores nas costas = bués de €uros
Danos psicológicos por não ter colhido nem um rabanetezinho = bués de €uros
Total = 500.000 € (cálculo feito por estimativa)
Espero que a Sra. Ministra e o seu MAMAOT compreendam a minha situação e tratem de me reembolsar o mais celeremente possível. Muito obrigado.
Cordialmente, Atenciosamente, Com os Melhores Cumprimentos e essas patacoadas todas que se escrevem no final de uma missiva,
Peter of Pan
P.S.: Devo avisar a Sra. Ministra que, em todo o tempo dedicado às minhas funções hortículas, nunca usei fato nem gravata, respeitando portanto, avant la lettre, a mais recente medida do seu ministério. Que isto sirva de incentivo a colocarem-me o dinheiro na conta bancária. Fico a aguardar.
P.S. 2: Vá lá, confesse, Sra. Ministra: resolveu ficar com a tutela do Ordenamento do Território porque se quis esquivar ao acrónimo MAMA, não foi?!? No fundo, seria giro, um gajo qualquer que quisesse um subsídio, era só dizer "ah, vou ali pedir mama ao MAMA", ah ah ah. Vá lá, ria-se, rir não aumenta a conta da luz...
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terça-feira, julho 19, 2011
Há coisas de que só os humanos são capazes. Felizmente, a T.V. mostra.

Não sei em que canal passou o drama deste senhor que agrediu selvaticamente uma piñata, mas gostava de ter visto. Sobretudo, gostava de ter tido contacto com a opinião da piñata. É certo que há animais muito doidos, sexualmente falando: já vi coelhos a tentar fazer amor com um balão, e o meu cão anda há anos a fazer-se à minha perna, sem sequer a convidar para uma refeição de Pedigree Pal, o malandro. Contudo, só o ser humano é capaz de procurar acasalar com uma piñata. Este pormenor, mais do que aquelas merdas de que os filósofos tanto falaram (Aristóteles: "o homem é o animal racional", Bergson: "o homem é o animal que ri", Kant, depois de jogar Pro Evolution Soccer com o Fichte: "o homem é o animal que marca golos através de pontapés de bicicleta", e blábláblá), é que constitui a verdadeira diferença antropológica. O homem, afinal de contas, é o animal que consegue f*der com uma piñata.
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