segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Diálogos parvos (a série continua)

Eu: Não sei por que é que as mulheres estão sempre a queixar-se quando aumentam de peso.
Ela: Tu não sabes porque és homem!
Eu: Sim, mas... São só uns quilinhos a mais, não estou a ver qual é o drama.
Ela: Tu não percebes.
Eu: Quer dizer, não é exactamente o fim do mundo. O que importa mais um pneuzinho aqui, mais uma gordurazinha ali?!?...
Ela: A coisa não é só física, é também psicológica. E não sei se já reparaste, mas estás a ficar com duplo queixo!
Eu: Hã?! Duplo queixo?!? Eu?!?! Onde, onde?!?! AHHHHHHH! Tira, tira!!!! AHHHHHH! Mata, MATA!!!! AHHHHHHHH!

Tenho só a acrescentar que, além do duplo queixo, a roupa está também a encolher, mas isto pode ser apenas do frio...


...espero!

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

A evolução das discussões ao longo dos anos

Neste post, vou comprovar uma tese. A tese é: à medida que vamos ficando velhos, o teor das nossas discussões eleva-se, mas a maneira como desenvolvemos tais discussões mantém-se. Ou seja, com a idade, a metafísica vai-se distanciando da epistemologia. Não perceberam esta última frase? Não se preocupem, eu também não, coloquei-a só para dar um ar de coiso.

Passarei de seguida à demonstração. Lembram-se quando eram pequenos? Eu, embora tenha uma memória digna de um doente de Alzheimer, lembro-me. E sei bem como eram as discussões nessa época. Dou-vos só dois exemplos, que tenho a certeza despertarão em vós centenas de episódios semelhantes:

Discussão típica #1:

Eu: Iá, o Super-Homem dava porrada no Batman.
Amigo: Não dava! O Batman é que vencia o Super-Homem.
Eu: Ihhh, ganda estúpido! O Super-Homem tem superpoderes, tipo superforça, super-raios dos olhos, supervelocidade...
Amigo: Cala-te! O Batman tem um bruta carrão e tem um cinto com bués cenas.
Eu: És estúpido!
Amigo: Tu é que és!
Eu: Tu é que és mil vezes!
Amigo: Tu é que és duas mil vezes!

Discussão típica #2:

Eu: Iá, o Sporting é bué melhor que o Benfica.
Amigo: Iá.
Eu: E quando os dois jogarem, o Sporting vai ganhar 5 a 0.
Amigo: Vai ser 10 a 0.
Eu: Ihhh, tantos?! Vai ser 5, vais ver.
Amigo: Uma merda. Vão ser 10.
Eu: 5.
Amigo: 10.
Eu: És estúpido!
Amigo: Tu é que és!
Eu: Tu é que és mil vezes!
Amigo: Tu é que és duas mil vezes!

Estou convicto de que vocês, agora, estão a derramar uma lagriminha pela face, ao recordarem-se de discussões iguais a estas nos vossos tempos de infância. Argumentações similares ocupavam grande parte dos nossos tempos livres. Com a idade, porém, os assuntos vão sendo outros. Em lugar de discutirmos qual é o super-herói que dá um enxerto no outro, ou por quantos o Sporting vai vencer o Benfica, passamos a ter altercações sobre questões supostamente mais refinadas, como política, literatura, filosofia, arte. Mas a essência da discussão, essa, como eu quero mostrar, mantém-se. Ainda há dois dias, tive este acalorado e aceso diálogo com uma amiga minha:

Eu: Pá, o Klimt não vale nada.
Amiga: Hã? Não estás a falar a sério, pois não?
Eu: Estou, estou. O Klimt é uma porcaria.
Amiga: Não é nada!
Eu: É sim. As obras dele são pirosas como tudo. E feias. Já me viste aquela porcaria d'O Beijo?! Como é possível aquilo estar num museu?! Aquilo é horrível!
Amiga: Não é nada, é lindo. Horríveis são os rabiscos a que chamas arte. Como é que podes gostar do Pollock?! Até o meu cão fazia melhor!
Eu: És estúpida!
Amiga: Tu é que és!
Eu: Tu é que és mil vezes!
Amigo: Tu é que és duas mil vezes!

E pronto. Tese comprovada! O que é que mudou aqui?! Tirando a elevação do tema, e considerando - o que não é de todo líquido - que falar sobre arte contemporânea é um tema mais elevado do que falar sobre porrada entre personagens fictícias ou sobre a possibilidade de o Sporting espetar 5 ou 10 no Benfica (à sua maneira, também uma ficção...), com o que ficamos? Exactamente com as mesmas criancices de sempre. E quem diz arte, diz outras coisas. Há cerca de um mês, estive quase a andar à porrada com um colega de trabalho porque um de nós (eu) teimava que a escrita lobo antunesiana ia beber muito ao Vergílio Ferreira da época de um Nítido Nulo, e o meu colega dizia que não, isso era uma idiotice. Mais uma vez, lá está: assuntos elevados, mas a mesma maneira de os colocar.

Portanto, tenho ou não tenho razão?! Claro que tenho. E se não concordam, é porque são estúpidos infinitas vezes!

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Eram 4 da madrugada e eu estava a pensar nisto



No fundo, uma metáfora dos dias que correm. O queijo é o crescimento económico, o pessoal que se espatifa todo são os países em busca de uma saída para a crise, não reparando que, nesse desejo, o declive é inclinado, escorregadio e é isso mesmo, um declive, portanto é sempre a cair. No final, como se a coisa fosse uma sequela do Highlander, só um pode sair vencedor. E se estiveram atentos ao vídeo, podem reparar que os senhores que estão lá em baixo, aguardando pela chegada dos competidores, assumem o papel da troika: é como se, por um lado, dissessem "nós estamos cá para vos ajudar e amparar", mas bem lá no fundo, o que eles pensam é "desçam essa merda e espatifem-se para aí, c!#"lho!".

A única posição em que se pode apreciar os acontecimentos é, claro está, a do lado de fora. Quem está fora, pode rir a bom rir. Nada lhe vai acontecer. Quem está lá dentro, mesmo que ria (os chamados patetas alegres), não tem escapatória: consiga ou não o queijo, as possibilidades de trambolhão são infinitas. Nestas histórias, já dizia o outro, o corpo é que paga...

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

O tempo é mesmo uma coisa tramada

Longe vai a época em que eu poderia fazer fisicamente qualquer coisa sem sofrer consequências. Lembro-me de ter feito duas directas seguidas no Porto, em trabalho. Lembro-me de ter dormido na rua após uma severa bebedeira. Lembro-me de trabalhar, ir a concertos, andar aos gritos, à biqueirada e ao mosh e depois ir trabalhar novamente. Lembro-me de estar com gripes daquelas de ficar internado no hospital, mas ainda assim ir jogar futebol com os amigos. Várias horas seguidas. E marcar golos. Lembro-me de tudo isto e muito mais.

Ontem, porém, bastou-me adormecer durante meia hora apenas ao ombro da cara metade para ficar com dores no pescoço daquelas mesmo lixadas, dores que nem a Linda Blair deve ter sentido quando protagonizou o Exorcista. Tenho de recuar vários anos (bastantes, mesmo!) para recordar uma dor semelhante: foi na ressaca do concerto dos Metallica em Alvalade, corria o ano de 1993, onde eu abanei tanto a cabeça que andei à rasca do pescoço aí durante uns três dias. Só que, nesse célebre 16 de Junho, ainda se percebe a coisa: estive a massacrar o carolo 45 minutos durante Suicidal Tendencies, e mais 2h 30 m durante Metallica. Compreende-se, então, que o pescoço tenha dado de si perante uma actividade tão intensiva. Agora, não se compreende de forma alguma que, só porque me encostei ao ombro amado durante míseros 30 minutos, esteja a ser torturado no cachaço. E mais: ao passo que naqueles três dias eu não fiz nada para curar o pescoço, mas ele ainda assim ressuscitou, esta manhã teve de vir a gaja com uma pomada e espalhá-la pela zona dorida, no sentido de acalmá-la (não funcionou, digo já!). Portanto, conclusão: além de estar mais fraquinho, estou mais maricas (ui, pomadinha no pescocinho...).

É isto o que a passagem do tempo nos faz. Amolece-nos. Ai, o meu pescoço!!!!

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

O grande combate da nossa era

trava-se entre as minhas calças e a minha barriga. Esta manhã, após uma luta titânica que parecia querer concluir-se num impasse, as calças lá venceram, conseguindo cercar e apertar a barriga, não obstante o sofrimento do botão, entalado qual Martim Moniz. Espera-se um retomar do confronto logo a seguir ao almoço. A coisa promete...

terça-feira, fevereiro 14, 2012

E dizem que as mulheres são difíceis de entender... Vá-se lá perceber o Sporting!

O que têm em comum estes três jogadores seminus? Dois são Pintos, e os três já passaram pelo SCP. E conseguiria eu meter aqui uma imagem mais gay do que esta?! Sim, conseguiria, não me testem...

É triste quando algo com um passado tão glorioso e uma história tão relevante e significativa vive hoje momentos de desgraça, com conflitos abertos e a possibilidade iminente de uma bancarrota. Mas chega de falar na Grécia. Atentemos antes no Sporting, uma instituição com um passado tão glorioso e uma história tão relevante e significativa que vive hoje momentos de desgraça, com conflitos abertos e a possibilidade iminente de uma bancarrota. Hã?! Pois...

O Sporting é o clube mais bipolar do mundo. Num dia jura-se aos santinhos que o treinador é para ficar (só faltou um "Domingos forever" - onde é que eu já vi isto?!), no dia imediatamente a seguir, prega-se com ele no olho da rua (onde é que eu também já vi isto?!). Eu começo a achar que as estratégias do Sporting são decididas na base seguinte: mete-se uma série de opções, escritas em papelinhos posteriormente dobrados, para dentro de uma tômbola, gira-se a tômbola e depois retira-se um papelinho. O que sair dali, é o "projecto" para os próximos dois meses. Ontem, a direcção do Sporting resolveu ir à tômbola e retirou o papelinho que dizia "despedir o treinador". Assim foi. E depois, para ocupar o lugar vago, recorreu a outra tômbola que contém só nomes de treinadores, que vão desde o Bobby Robson (já falecido) até ao roupeiro Paulinho, passando pelo Stephen Hawking e pela Imelda Marcos. Quê, acham bizarro terem lá o nome de uma pessoa com fetiche por sapatos? Não achem: lembrem-se que até há muito pouco tempo tivemos um director desportivo com o fetiche dos fatos. O Sporting também é isto.

E pronto, desta tômbola saiu o papelito com o nome do Sá Pinto que, conta-se à boca pequena, foi tirado não apenas com base na aleatoriedade. Parece que o papelito aviou uma série de outros papelitos para ganhar posição no momento em que a mão do Godinho Lopes se enfiava na tômbola... Seja como for, e qualquer que tenha sido a causa, a consequência está aí: Sá Pinto é o actual treinador do SCP. O que torna todo o clube em algo ainda mais surreal, pois levou-se ao extremo a ideia de que, quando as coisas correm mal, é preciso dar um murro na mesa. Sá Pinto, pá...

Confesso que ainda estou a reagir aos acontecimentos. Não me agrada muito ver o Sporting transformado num murro das lamentações, nem acho que tenha sido um upgrade assim tão vistoso termos, em poucas semanas, passado da papa Cerelac para a batata a murro, e já se sabe que, quem não comer, terá o Sá Pinto para lhe aviar na marmita. Vai ser só afiambrar, vai (ok, já chega de trocadilhos culinários).

Porém, quer goste, quer não, o Sá Pinto passa a ser o meu comandante-em-chefe. E isto tem que se lhe diga. Habituar-me à ideia, penso eu, não vai ser difícil: complicado mesmo será, cada vez que o Sporting perder ou me chatear a cabeça, eu resistir a querer partir a boca ao treinador!

Só mais duas coisas: primeiro, devo dizer que aquilo de que o Sporting precisava era de pontos, não de Pintos. Segundo, e estando nós hoje no dia em que se celebra o enamoramento, acho que é de mau tom o Sporting assumir uma relação com alguém tão afamado pela sua conduta, digamos, mais física. É como se estivesse a dizer "quanto mais bates, mais gosto de ti". Não é exactamente, creio, a melhor das mensagens para o dia de S. Valentim...

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Um gay fez-me olhinhos na rua

E o grave é eu não saber se hei-de ficar agradado (me so sexy...) ou irritado. Até porque não é a primeira vez que isto acontece.

Acho que vou ficar agradado. Afinal, galã que é galã, é galado tanto por gajas como por bichas. Mas lanço desde já um apelo a todos os panascas deste país: não abusem, está bem?! Podem olhar, mas não podem comer.

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

O meu primeiro meme

tinha de ser o philosophoraptor:



E como ele tem razão!

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Diálogos parvos, versão 257812478985623131

Eu: Mas que raios?! Por que é que estás a cantar música pimba?
Ela: E?! Qual é o problema?!
Eu: Isso é muito estúpido!
Ela: Pfff. Diz a pessoa que só faz coisas anormais.
Eu: Iá, como por exemplo?
Ela: Dás puns e arrotos!
Eu: E onde é que isso é anormal? Até parece que nunca ninguém deu puns e arrotos em toda a História da Humanidade!
Ela: Como os teus, não!
Eu:... Hmmm, ok, ganhaste esta...

(e agora todos perguntam: em que se distinguem os meus puns e arrotos de todos os outros puns e arrotos?!? Pá, não queiram saber. A sério...)

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

O Costa Concordia em diálogo com a Torre de Pisa


- Olá, miúda. És muita gira. Queres sair um dia destes?

- Hmmm, não sei, acho que não. Não fazes exactamente o meu tipo...

- Então e agora?!?

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Reflexões a frio


Agora que estamos a atravessar uma vaga de frio, e se anuncia uma descida ainda mais acentuada das temperaturas para os próximos dias, é altura de começarmos a pensar nas consequências de um inverno rigoroso. E, para mim, só há uma consequência que vale a pena destacar: em termos de frio, começamos a aproximar-nos do resto da Europa. Durante muito tempo, andámos, gabarolas, a elogiar o nosso clima ameno, enquanto os tipos no resto da Europa, principalmente no norte, rapavam um griso do caraças. Esquecíamo-nos, contudo, de que nessas zonas havia e há frio, mas também havia e há boas condições de vida, bons salários, bons governantes, boas gajas, bom tudo o resto. E talvez, julgo eu, as coisas estejam relacionadas... E talvez, digo eu, se o frio aumentar cá na Lusitânia, talvez a produtividade do trabalhador médio português aumente, pois ele não só terá trabalhar, como terá de trabalhar mais para aquecer.

Não, esperem lá... trabalhar para aquecer?! Com os nossos salários, com o nosso custo de vida, com as nosso patronato acéfalo, com os nossos contractos colectivos, trabalhar para aquecer já é o que fazemos desde 1141. Ó pá, sendo assim, p'ró caraças mais o frio!...

terça-feira, janeiro 31, 2012

A melhor contratação que o Sporting fez nos últimos tempos:

Djaló vai jogar no Benfica!!!!!!


Nunca escondi o meu desprezo por este jogador. Claro, nem sempre foi assim: quando o rapaz começou a dar os primeiros pontapés na equipa sénior do Sporting, ainda pensei para mim mesmo "este puto vai dar jogador. Basta aprender a dominar a bola, evoluir psicologica e fisicamente e temos ali craque". Mas os anos foram passando. E passando. E passando... As óptimas indicações que o miúdo dava no início não foram desenvolvidas, tendo como resultado aquilo que se foi vendo pelas bandas de Alvalade: um jogador que corria mais do que a bola, pouco sabia o que fazer quando a tinha, mal entrosado com os colegas e com o campo de jogo (sim, há uma diferença entre um campo de futebol, cujo objectivo é enfiar mais bolas na baliza do que o adversário, e um campo de corrida, cujo objectivo é chegar à meta mais rapidamente do que o adversário), enfim, tudo sintomático de uma jovem promessa que nunca chegou a passar disso mesmo. Houve jogos em que, ao vê-lo no onze, cheguei ao desespero, e desespero mesmo a sério, a ponto de dar por mim a gritar junto do televisor "vai-te embora, ó preto do c*r*lho!!!!" - eu que nem sequer sou racista, mas quando o Djaló jogava, era-o!

Fiquei, portanto, muito contente quando, já a actual época havia começado, Djaló saiu do clube. E mais contente fiquei ao saber que ele irá "reforçar" um clube adversário: depois das notícias que o colocavam no Porto, estas que o acertam no Benfica. Que maravilha. E depois há outras coisas que reforçam a minha felicidade. Por exemplo, o Jorge Jesus já veio todo emproado dizer que vai transformar o Djaló num grande jogador. Eu quando li essas declarações, pensei que fosse uma notícia do Inimigo Público, mas não: o treinador do Benfica disse mesmo aquilo. Sem se rir! Todos nós já sabemos que Jesus é capaz de milagres, mas por favor, isto já é ridículo! Se o Jesus conseguir fazer do Djaló um bom jogador, eu passo a acreditar que tudo é possível e que, quiçá, até o Paulo Portas poderá dar um excelente presidente da República. Para o Djaló deixar de ser um cepo, as seguintes condições têm de se verificar:
a) aprender, definitivamente, a dominar uma bola
b) encaixar naquela cabeçorra que um jogo de futebol não é só correr desenfreadamente, com ou sem a bola, de uma ponta à outra
c) passar e centrar são aspectos essenciais do jogo
d) mas, mais importante, interessa passar e centrar bem, coisa que o Djaló insistia, nos anos vividos no Sporting, em invariavelmente negar
e) e perceber que tem mais 10 colegas
f) e 11 adversários, não contando com árbitros e auxiliares
g) as mamas da Luciana não são um esquema táctico
h) há uma baliza, e é para lá que as bolas devem ser rematadas, não para as bancadas ou para junto das bandeirolas de canto.

Portanto, o Jesus tem aqui trabalhinho, muito trabalhinho. Boa sorte... NOT!

segunda-feira, janeiro 30, 2012

Momentos "ora que grande porra": o cérebro que não quer dormir

Há partidas pregadas pelo nosso cérebro que fazem inveja a qualquer partida de Carnaval. Passei o domingo inteiro cheio de sono, fruto de uma noite anterior mal dormida, fruto de problemas em respirar, fruto de uma constipação apanhada, fruto nem sei bem do quê, sei lá como é que se apanham constipações!... Andei ensonado, portanto, mas ainda assim quebrei o corpinho todo a limpar a casa, depois fui ler, li bastante, ainda fui escrever umas coisas ao computador, não pensei em sexo o tempo todo, parei tudo às 11h30 para lavar os dentes e fui para a cama mais torto do que um zombie. Enfio-me debaixo dos lençóis (a gaja já lá estava), ajeito-me na caminha e o que sucede?

Pois: O SACANA DO SONO, QUE TODO O DIA ME IMPORTUNOU E DESGASTOU, DESAPARECEU POR MILAGRE! Era como se eu tivesse um holofote apontado aos meus olhos, pois por mais que tentasse, não conseguia adormecer. Durante o dia todo, mal conseguia abri-los; agora que estava no quentinho do leito, era impossível fechá-los. Ou seja, demorei pénis de elefantes de tempos para adormecer, não descansei como deveria, custou-me levantar esta manhã e, oh surpresa, ESTOU COM UM SONO DO CARAÇAS, quase não me aguento de pé.

Obrigadinho, cérebro. Eu sei que isto é a tua vingança pelos montes de litros de absinto assassino de neurónios que fui bebendo durante a minha/tua vida, mas precisavas de ser tão cabrão?!?! Eu juro: se hoje à noite não me deixares dormir, troco-te pelo cérebro do Alberto João Jardim!

quinta-feira, janeiro 26, 2012

A verdade por detrás do caso Costa Concordia

Eis o que aconteceu, através de um diálogo entre figuras públicas italianas:

Silvio Berlusconi (ex-primeiro ministro): Mamma mia, aquilo que a Itália precisava era de uma nova atracção, algo que canalizasse as atenções.
Mario Monti (actual primeiro ministro): Bravo, Silvio. Tens tutta la ragione. Precisamos de um novo monumento.
Super Mario (personagem de jogos video): Davvero! Mas onde é que vamos arranjar um?
Torre de Pisa (atracção turística): Perché não pensam em algo inclinado? Funcionou comigo!...
Monica Bellucci (outra atracção turística): Si, molto bene!
Marco Bellini (cozinheiro): Non se esqueçam dello molho! Marco Bellini é que sabe!
Francesco Schettino (marinheiro de água doce): Compagni, io ho un'idea, va bene?!


Pronto, no fundo foi isto...

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Fábulas estúpidas do Peter of Pan (1)

Era uma vez um coelhinho, uma raposinha e um pardalito. Eram muito amigos, muito brincalhões, e gostavam de passear juntos pela floresta. Um dia, num desses passeios, chegou junto deles o Vítor Gaspar, que disse ao coelhinho, à raposinha e ao pardalito que uma vida de brincadeira passaria a não ser permitida daí para a frente.

- Porquê? - indagou a raposinha, a mais esperta do grupo.
- Porque estamos todos em crise - respondeu o Vítor Gaspar. O coelhinho retrucou:
- Qual crise? Aqui na floresta não há crise!
Mas o Vítor Gaspar não desistiu de aterrorizar os animaizinhos:
- Mais cedo ou mais tarde, a crise virá bater-vos à porta.
- Piu, piu - disse o pardalito, com o ar mais inocente do mundo.
- "Piu, piu" o c@r@lho! - retrucou o Vítor Gaspar - A partir de agora, por causa da crise, não vos quero mais a passear pela floresta. Tu, raposinha, vais trabalhar para uma loja do cidadão. Tu, coelhinho, vais trabalhar para um armazém. E tu, pardalito, como gostas muito de piar, vais para um call center. Todos a ganhar o salário mínimo.
- Oh! - fez o coelhinho, baixando a cabeça de desânimo.
- Oh! - fez também a raposinha, imaginando-se já a aturar ciganos e velhos.
- Piu! - fez o pardalito, que não sabia fazer outra coisa.
Ficaram os três ali, tristinhos, olhando um para os outros enquanto o Vítor Gaspar lhes virava as costas e se ia embora. Foi então que a raposinha, inteligente como só ela, teve uma ideia, espalhando-a logo pelos seus amigos:
- E se chamássemos o urso?!
- Boa - disse de imediato o coelhinho.
- Piu - concordou o pardalito.
E foram os três à caverna do urso, que os recebeu logo com três taças de mel. O urso ouviu a história dos três animaizinhos e pôs-se, decidido, logo de pé:
- Aonde é que está esse filho da p%ta?!?
- Ia a sair da floresta - explicou a raposinha.
- Ele já vai ver - falou o urso, à pressa, enquanto saía da caverna.
O urso caminhou, caminhou, caminhou, caminhou até aos limites da floresta, até que finalmente deparou com o Vítor Gaspar. Correu como um raio para ele e abocanhou-lhe o rabo. O Vítor Gaspar deu um terrível grito de dor e fugiu da floresta mais depressa do que aumenta impostos. Nunca mais lá voltou e os animaizinhos puderam viver o resto das suas vidas livres de serem explorados.

FIM

Moral da história: quem se mete com os inocentes, arrisca-se a um dia ver a peida cilindrada por um urso.

terça-feira, janeiro 24, 2012

Eu não quero ser mau (hmmm, está bem, se calhar até quero!), mas

de que raio de ganadaria saiu esta tipa?



Devo realçar que sempre fui um adepto da nudez explícita no carnaval do Rio, tendo ficado ultra-indignado quando os totós dos brasucas impediram os nus integrais de desfilar, em todo o seu esplendor, mamas, rabos e rachas no Sambódromo. Afinal, agora até lhes dou razão. Bem hajam.

sexta-feira, janeiro 20, 2012

Aquilo em que o Sporting é mesmo o maior

é na modalidade Tiro no Pé. Não falha um.

P.S.: já sabem esta? O Sporting andou a brincar com o fogo no Estádio da Luz, foi de castigo para o quarto.

É triste quando até um ferrenho sportinguista goza com o Sporting...

quinta-feira, janeiro 19, 2012

E depois nós, homens, é que não sabemos comportar-nos em público

Já ando a observar isto por demasiadas vezes: há tipas que, de repente, estacam e põem-se a cuidar da aparência no meio da rua. É incrível, sobretudo quando há várias pessoas a caminhar em sentidos contrários, que alguém resolva ter uma paragem (cerebral?), saque do seu espelhito e desate a maquilhar-se à frente de toda a gente, ainda reclamando se alguém mais apressado lhe dá um encontrão. Eu acho isto muito mal, até por ser revelador de uma injustiça que nós, homens, sofremos há décadas. Quem é que já não passou por isto?: vai um tipo muito bem pela rua e nisto dá-lhe vontade de coçar o escroto. Homem que é homem, coça o escroto e continua o seu caminho, mas e as bocas que ouve do mulherio?! "Ah, que má-educação", "Ah, que falta de vergonha", "Ah, que genitais tão grandes, viram como ele precisou de usar as duas mãos para coçar?!". Quando eu coço a tomatada, é sempre isto que escuto, MAS NUNCA, NUNCA, NUNCA perturbei o percurso dos outros, ao contrário das mulheres. A rua não é um episódio do Extreme Makeover, pá!!!!

terça-feira, janeiro 17, 2012

Vozes irritantes: uma experiência pessoal

Hoje apanhei no comboio (pausa: que frase mais gay... "hoje apanhei no comboio"... enfim, adiante!) uma senhora que deverá ter a voz mais irritante do mundo. Sim, mais irritante do que a da Fran Dreschner, célebre actriz, quer dizer, mais ou menos, de sitcoms. Mais irritante do que a da Leonor Poeiras. Mais irritante do que qualquer voz que possam imaginar. E logo por azar - é o que dá ser sportinguista - a senhora vinha sentada no banco imediatamente à frente do meu.

Tentei de tudo: ler, pôr o mp3 mais alto, esperançado em que a harmonia de guitarras distorcidas e a melodia de grunhos cavernosos pudesse abafar a voz, pensei em mil coisas, fechei os olhos, eu sei lá! Não deu em nada. A voz da senhora que, além de irritante, era omnipresente, pois a dita senhora não se calava nem por um momento, teimava em insinuar-se pelos meus ouvidos dentro. Senti as feridas de antigas otites reabrirem-se pelo simples contacto com aquelas emissões; senti o meu cérebro apertar-se, todo ele receio; senti o meu pénis encolher; senti, até, o produto interno bruto do país no seu todo a cair para níveis subterrâneos; senti, enfim, que o mundo acabaria ali e que o universo se devorava a si próprio.

Quase cheguei ao ponto de tomar atitudes drásticas. A cada guincho que penetrava a minha trompa de eustáquio, eu só pensava "Não, eu tenho de enfiar um pézão na boca desta tipa". Ainda me fiz ao cachecol que lhe decorava o pescoço e esbocei mesmo um gesto de lho enfiar por aquela goela abaixo, não fosse estar tão fraco, tão tonto, tão exaurido que, mal levantei um pouco o cu do banco, senti logo tonturas e estive em riscos de desmaiar. Tudo efeitos daquela voz que mais parecia um Orçamento do Estado.

Por sorte, a senhora, mais a sua interlocutora (também não é inocente, esta vaca!) abandonou a carruagem na estação seguinte. E lá pude sentir a vida retornar ligeiramente ao meu ser. Mas nunca vou olvidar aqueles momentos terríveis passados esta manhã. Espero jamais apanhar novamente tal pessoa. Sobretudo, tal voz. Mais facilmente aturo o Pinto da Costa a recitar poemas ou o Paulo Portas a desejar as melhoras ao Hugo Chávez do que 5 segundinhos apenas daquela voz. Vocês não estavam lá, não podem avaliar, mas creiam: era mesmo muito irritante! Ainda tenho pingas de sangue a escorrerem-me dos ouvidos...

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Os maiores desastres dos últimos dias, em ordem crescente de importância

  • A Standard and Poors voltou a baixar o rating da dívida portuguesa
  • O governo vai ser obrigado a tomar medidas adicionais de austeridade
  • Paulo Portas apareceu na televisão
  • O Titanic afundou-se junto da costa italiana
  • Nenhum português ricalhaço morreu
  • O Benfica ganhou
  • O Porto também
  • A lesão do Hulk não é grave
  • O Sporting perdeu
  • O Sporting está em 4º lugar
  • O Sporting, com uma equipa bem melhor do que a do ano passado, e sem o Yannick Djaló, tem exactamente os mesmos pontos do ano passado.

Penso que está aqui um resumo muito bem conseguido...

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Recebi um telefonema da Maçonaria

Fazia eu todo satisfeito a janta quando o telefone toca. Lavei e limpei as mãos e fui atender. Era um maçon. Isto foi o que se passou:

Maçon: Boa noite, estou a falar com o Peter of Pan?
Eu: Boa noite, está sim, o que deseja?
Maçon: Olhe, daqui é do GOL da Margem Sul.
Eu: Ah sim? E então?
Maçon: E então, está a ver, por causa das notícias dos últimos tempos, o número de membros da nossa associação tem caído a pique, e nós gostaríamos de saber se você não se importava de se juntar a nós.
Eu: Pá, não me parece...
Maçon: Ó meu caro, não descarte já essa possibilidade. Não negue à partida uma maçonaria que desconhece!
Eu: Meu, isso, tipo... isso é um slogan da Maya.
Maçon: Deixe lá isso, isso agora não interessa nada!
Eu: Pá, e essa agora é uma frase feita da Teresa Guilherme. Olhe, e desculpe lá, mas tenho de acabar de fazer o jantar, está bem? Adeus.
Maçon: Não, não desligue. Será que posso convencê-lo com a nossa oferta de aventais?!
Eu: Mau! Mas então vocês são uma sociedade esotérica que visa dominar o mundo por portas travessas ou são uma empresa de venda por atacado?
Maçon: Uma coisa não exclui a outra, meu caro. Mas nós não vendemos os aventais. Trocamo-los.
Eu: Pelo quê? Realmente, fazia-me falta um ou dois aventais. Veja lá que tenho de limpar as mãos a um pano de cozinha!...
Maçon: Bem, vejo que comecei a interessá-lo. A maçonaria, e o Grande Oriente Lusitano da Margem Sul em particular, possui uma vasta gama de aventais, adequados aos vários níveis de progressão do maçon. Temo-los em branco, temo-los em amarelo, temo-los decorados com esquadros e compassos, temo-los ilustrados com o olho que tudo vê, enfim, há aventais para todos os gostos.
Eu: Está bem. Então e o que é que eu tenho de fazer em troca?
Maçon: Então, basta fazer-se membro do nosso grémio, cumprir todos os rituais, respeitar os irmãos maçons, cumprimentá-los à maneira maçónica, e assumir a sua dívida ao Grande Arquitecto do Universo.
Eu: Caramba, isso parece-me muita coisa em troca de algo tão insignificante quanto um avental. E quem é esse Grande Arquitecto do Universo? O Frank Lloyd Wright? Ele já morreu, não sei se a notícia chegou à maçonaria...
Maçon: Não, meu caro. O Grande Arquitecto do Universo não é uma pessoa.
Eu: É o Alberto João Jardim?!
Maçon: Ah, ah, você tem piada. Quase tanta piada quando o nosso Grão-Mestre. Não. O Grande Arquitecto do Universo não é uma pessoa, está acima das pessoas, o Grande Arquitecto do Universo é aquela entidade que, na sua arcana sabedoria, tudo rege. Algumas religiões chamam Deus ao Grande Arquitecto do Universo, mas nós chamamos Grande Arquitecto do Universo ao Grande Arquitecto do Universo porque somos mais finos.
Eu: Pá, isso parece ser um bocado parvo. Ademais, eu não acredito cá em Grandes Arquitectos do Universo. O único grande arquitecto em que acredito é o Tomás Taveira, que fez coisas mais interessantes do que arquitectar o Universo. Você por acaso já viu a maravilha que é o estádio do Sporting? E os vídeos que o gajo gravou no princípio dos anos 90?! Não brinque, meu!
Maçon: Olhe, aqui que ninguém nos ouve, muitos maçons também não acreditam no Grande Arquitecto do Universo. Mas não dão grande importância a isso: fundamental é cumprir os rituais e cumprimentar os irmãos.
Eu: Está bem, mas isso também não é coisa para mim. Sabe, eu tenho um amigo meu que é maçon e um dia apareceu-me à frente todo partido. Parece que uma semana antes tinha tentado cumprimentar um irmão maçon durante um concerto no Coliseu dos Recreios e aquilo acabou numa fractura exposta da perna e num ombro deslocado. Ná. Lamento, mas vai ter de ir bater a outra porta.
Maçon: Mas olhe que os nossos aventais são mesmo fabulosos!
Eu: Pois, está bem. Adeus. [CLIQUE]

Quando voltei à cozinha, o refogado com que me ocupava já estava esturricado. Malditos maçons...

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Uh lá lá, ceci n'est pas possible!

Ora, ora: parece que o Eric Cantona quer candidatar-se à presidência da República francesa. Sim, o Cantona, essa figura célebre por difundir a moda de jogar com o colarinho da camisola levantado, como se fosse uma espécie de Conde Drácula dos pequeninos, e por cumprimentar os adeptos adversários com os pitons da chuteira, comportamento que, anos depois, outro génio francês dos relvados, Zinedine Zidane, tentou mimetizar mas em simultâneo inovar, saindo-lhe aquela espécie de vénia ao Matterazzi. Um dia destes, aposto que também o Frank Ribéry, mais outro competente futebolista gaulês, presenteará os amantes do desporto-rei com a sua versão muito pessoal do gesto outrora inaugurado pelo agora candidato a president de tous les français.

Esta iniciativa de Cantona (que, recordo, também fez uma perninha, mas sem pitons e chuteiras, em alguns filmes famosos, como o Elizabeth, no qual teve oportunidade de contracenar com a fabulosa Cate Blanchett. E ainda dizem que os futebolistas não são inteligentes...), contudo, merece-me uma breve nótula. É que, sejamos sinceros: o homem candidata-se ao cargo oficial máximo de um país republicano mas, E É PRECISO ESTARMOS ATENTOS A ESTAS PEQUENAS COISAS, quando jogava em Inglaterra, isto é, nas terras de Sua Majestade, era simpaticamente conhecido pelos adeptos como "The King". The King, diachos! Como é que se concilia o republicanismo franciú com a monarquia bife?!? Como é que um homem habituado a ser tratado como um rei pode correctamente servir a res publica? E será que esse homem, nas reuniões com outros chefes de estado, levantará o colarinho da sua camisa? E como é que resolverá eventuais diferendos? À pezada?!? Tipo: "Vous m'ennuyez, américains argéliens allemands portugais espagnols italiens (riscar o que não interessa) de merde. Voici un coup de pied por vous", e pimba, arrotem, dignitários estrangeiros.

São algumas questões pertinentes, pois são, mas há uma outra ainda que paira no ar. Que é: e se esta moda pega?! E se algum ex-jogador português se lembra de repetir semelhante gracinha e se candidata ao posto do Cavaco? E se esse ex-jogador português for o Futre?!

Pensem nisto...

segunda-feira, janeiro 09, 2012

Isto já alguma vez vos aconteceu?!

Ando a ler três livros ao mesmo tempo. Descobri há poucas horas, ao tentar responder à pergunta "o que é que andas a ler?" lançada por uma colega, que consegui baralhar o conteúdo dos três. Fantástico, não é?! Raios partam...

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Verde é a cor da vergonha

Mais do que os muitos anos sem ganhar títulos, mais do que as sucessivas humilhações sofridas em cima de um relvado ao longo de 90 minutos, mais do que jogar com Nalitzis, Buenos, Djalós, Missés-Missés, Gladstones e um sem-número de outros cepos, são merdas como estas que me fazem ter vergonha de ser sportinguista:

Sporting prepara o projecto Musical Sporting

Pá, um musical sobre o Sporting é demais para qualquer sportinguista heterossexual... Afinal, o clube é de Alvalade ou da Broadway?! O estádio está ali ao pé do metro do Campo Grande ou junto ao Parque Mayer?! O nosso mister é o Domingos Paciência ou o Filipe La Féria?! O nosso presidente é o Godinho Lopes ou o Andrew Lloyd Weber?!

Qualquer dia, estão a anunciar o João Baião como o próximo grande reforço...

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Caligrama dedicado aos políticos portugueses


não não
nunca jamais
nunca jamais
ignorantérrimos
morram
morram
morram
morram
morram
morram
morram
morram
todos-------todos
cabrões --- cabrões
cabrões --- cabrões
todos ------todos


Era um caligrama destes por aquelas peidas acima...

segunda-feira, janeiro 02, 2012

É mesmo muito estranho quando

...entramos em 2012 e sabemos que vamos demorar metade do ano a lembrar que já não estamos em 2011!

...percebemos que o Djaló, mesmo não jogando nada, foi capaz de marcar golos ao Porto e ao Benfica!

...tens montes de ideias para este post, mas dá-te uma dor de barriga tremenda que te faz ir a correr para a casa de banho, e quando voltas verificas que todas aquelas ideias geniais desapareceram!

(isto é absolutamente verdade)

sexta-feira, dezembro 30, 2011

Desejos para 2012

Então para 2012 desejo que:

  • As embalagens de leite que se dizem de "abertura fácil" sejam mesmo de abertura fácil.
  • Dê um grande ataque de dor de barriga ao Pedro Passos Coelho em plena sessão parlamentar.
  • A Merkel e o Sarkozy assumam finalmente a relação.
  • A TVI faça o primeiro reality show pornográfico português. Não, esperem, isso já foi feito com a Casa dos Segredos! Ok, este desejo é para riscar.
  • A Troika vá para a Coreia do Norte. Desejo boa sorte a ambas...
  • A minha pança pare de crescer descomunalmente.
  • O Vítor Pereira fique por mais tempo no Porto.
  • Dê outro grande ataque de dor de barriga ao Pedro Passos Coelho noutra sessão parlamentar.
  • Os Estados Unidos da América invadam Washington.

Bom 2012 para todos.

segunda-feira, dezembro 26, 2011

A questão da retoma

A mensagem de natal do senhor doutor cabrão primeiro-ministro teve uma ideia central: a retoma. Era retoma para aqui, retoma para ali, retoma para acolá. Os comentadores vêem nisto uma transição nas medidas governativas e esperam um renascimento económico do país. Eu não: eu vejo aqui uma continuidade. Ao falar de retoma, Pedro Passos Coelho não fez mais do que utilizar uma espécie de elipse, mas quando ele, através do televisor, olhava para mim, eu percebi bem o que é que ele queria dizer: era "re-toma nesse rabo, re-toma nesse rabo". E vocês, se o olharam bem, devem ter percebido exactamente o mesmo: vamos continuar a ser enrabados à força no próximo ano.

sexta-feira, dezembro 23, 2011

Tenho a estranha e desagradável sensação

de que fui a única pessoa a vir trabalhar hoje, não contando com o segurança do edifício, que esse está cá todos os dias. Das duas, uma: ou o resto da malta ficou em casa a preparar o natal, coisa em que não acredito, ou estão todos ali escondidinhos num gabinete exíguo à espera da melhor altura para me prepararem uma festa surpresa, ocasião em que serei brindado com vários presentes, entre os quais um iPad, uma PS3 com comandos capazes de interferir com o Pedro Passos Coelho, e uma residência no centro histórico de Viena, sob a justificativa de ser o colega mais espantoso, competente e bonito do mundo.

Fixe, fico à espera...

quarta-feira, dezembro 21, 2011

Falar de mamas

Quem tem andado atento às notícias dos últimos dias, sabe perfeitamente que tem andado tudo à volta disto:

a) protestos no Cairo
b) a morte de um anãozinho vermelho de olhos em bico
c) a omnipresente austeridade
d) o caso dos implantes mamários em França

É sobre este último ponto que vou debruçar-me, pois ainda hoje, quando ligava o televisor para levar um upgrade de informação, apanhei logo com a polémica das mamas: o que ia o governo português fazer para alertar as cerca de 1500-2000 mulheres que fizeram implantes na clínica francesa, se aconselhavam a remoção das mamas, enfim, coisas dessas.

Eu considero, já sabem, que falar sobre mamas é um sinal claríssimo de avanço cultural e civilizacional. Quem não fala sobre mamas, está atrasado no caminho do progresso; basta verem que os países de tradição islâmica vetam toda e qualquer discussão sobre partes da anatomia feminina que não sejam a burka. Duvido que o Al-Destak de uma nação como, sei lá, a Arábia Saudita, tivesse condições para meter um cabeçalho de primeira página como o nosso Destak meteu, que dizia qualquer coisa como isto "Portugal não muda as regras dos implantes mamários". Quanto muito, o Al-Destak saudita escreveria algo como Alrrhamalé marrabi alarrabidi medarrhali. E eu não sei o que isto quer dizer...

Mas não é sobre a polémica dos implantes mamários que eu queria propriamente falar. O meu propósito é entender o porquê de as mulheres colocarem implantes. "Ah, é para aumentarem as mamas", dirão vocês, mas isso é uma resposta estúpida. É claro que as mulheres metem implantes para ficarem com umas mamongas maiores, mas isso, em linguagem aristotélica, será a causa final, e eu quero é saber qual é a causa eficiente, isto é, qual é a razão que as mulheres invocam para desejarem um enhancement às suas mamas.

Eu já falei com várias mulheres e parece-me pacífico reduzir todas as respostas que as mulheres dão à pergunta "Ouve lá, ó minha putéfia, mas para que é que queres estourar milhares de euros em silicone para enfiares nas mamas?" a esta (vem em bold e tudo...):

Ah, eu vou fazer um implante porque os homens preocupam-se com o tamanho das mamas das mulheres, e se eu tiver umas mamas grandes, isso dá-me vantagem competitiva face a outras mulheres, seja para conquistar um homem, seja para manter o homem que eu já tenho.

É esta a motivação, portanto, para a decisão do mulherio em desatar a encher clínicas de cirurgia estética e enfiar no peito botijas de silicone. Atenção, isto não é uma crítica: eu próprio, se um dia possuir dinheiro e a saúde me ajudar, gostaria de fazer uns implantes, à maneira do que o Marylin Manson fez anos atrás. Gosto de mamas, querem o quê?!?, e gosto tanto, tanto, que queria ter umas só minhas, Pamela Anderson style. Mas deixemos este breve excurso de lado e voltemos à revelação acima: as gajas, dizem-nos, metem implantes por nossa causa. Isto é, somos nós os "culpados" pela decisão delas.

Só que isto, minha gente, e sobretudo minhas leitoras, é uma aldrabice. Pegada. Este argumento é simplesmente uma maneira de vocês, mulheres, atirarem a bola, e por "a bola" quero dizer "a mama", para o terreno do adversário. Nenhum homem é parvo o bastante para aceitar esta justificação, excepção feita aos grunhos da Casa dos Segredos, que me parecem parvos o suficiente para cair nestes contos de fadas e mais, muito mais. O que eu quero dizer é que este argumento não cola. Mulheres, não tentem culpar-nos a nós, homens, pois por mais apreciadores de mamas que sejamos (e somos, e somos. Pelo menos, eu sou, eu sou!) ninguém vos obriga a fazer uma operação às tetas. É verdade que nos preocupamos com o tamanho das mamas, assim como com a forma delas, delicadeza ao toque e um sem-número de outras qualidades, mas também nos preocupamos com muitas outras coisas e não vos vejo a fazer nada para dar resposta. Querem exemplos? Então tomem lá:

Nós, homens, além de mamas, gostamos de mulheres que não nos chateiem a cabeça quando queremos ir beber umas bejecas com os amigos. Se as mulheres se preocupassem, também aqui, com adquirir vantagem competitiva, nunca perguntariam "a que horas chegas", "aonde é que vão", "vai lá haver strip-tease" ou "o Marco, aquele que tem cinco namoradas ucranianas, vai lá estar? Não te quero ao pé dele, ouviste?". Ficariam caladas e deixar-nos-iam em paz.

Nós, homens, além de mamas, gostamos de nos sentar ao sofá com uma cerveja ao lado, uma taça de amendoins, outra de tremoços, outra de cajus, outra de pistachios, outra de passas, outra de... (bem, já perceberam a ideia), descansar os pés em cima do sofá ou de qualquer superfície que esteja a jeito e ver futebol em paz, sem levar com os habituais "queres amendoins? Vai buscá-los", "não quero nada sujo", "futebol? Mas eu quero ver a telenovela!" ou o ofensivo "és um inútil". A vantagem competitiva ditaria, mais uma vez, não só que as mulheres ficassem caladas, como fossem elas a trazer-nos a cerveja, os amendoins, os tremoços, os cajus, e por aí adiante, e ainda nos fizessem uma massagem aos pés. Não se queixariam de estar a dar bola e, como bónus, durante o intervalo ainda nos presenteavam com um strip-tease e/ou um felácio. Mas não, aqui já não se interessam em adquirir vantagem competitiva...

Nós, homens, além de mamas, gostamos de olhar para muitas mamas. Uma vantagem competitiva considerável seria, então, quando nós olhamos para mamas alheias, não ter a nossa mulher a espetar-nos um valente estaladão. Mas encontrem lá uma mulher assim... é o encontras!

Portanto, o que eu quero dizer, apenas com estes três exemplos, é que as mulheres não fazem os implantes mamários por causa de nós, homens. Se o fizessem, mais facilmente fariam outras coisas. Alegar o contrário é, pura e simplesmente, mentir, o que me leva a deixar a seguinte mensagem: Gajas, se vocês querem pôr implantes, não venham com justificações da treta. Nós não temos culpa de nada. Querem pôr mamas?! Estão por vossa conta, vocês é que sabem. Portanto, se querem mamas, ponham lá as mamas e deixem-se de tetas!...

sexta-feira, dezembro 16, 2011

Morreu o Christopher Hitchens

Mais um ateu que se vai. Começo a ficar assustado. Será que se eu deixar de acreditar na morte, ela não me apanha?!? Vou pensar nisto durante o fim de semana...












...NÁ! Vou é ver antes mamas na internet. Sempre são um assunto mais sumarento do que tanatologia.

quinta-feira, dezembro 15, 2011

E o prémio "se eu fosse um gajo muita rico, dava-vos metade da minha fortuna" vai para...

...a assistência técnica via telefone da Apple em Portugal, que conseguiu livrar-me de um cd encravado no meu leitor de cd/dvd Matshita. O facto de alguém, do outro lado da linha, conseguir explicar a um anti-nerd como eu o que fazer e que botões carregar para fazer saltar o cd é heroísmo digno de um Domingos Paciência, o treinador capaz de fazer o Polga passar por um jogador de futebol. E isto ajudou-me a perceber outra coisa: levar um computador a uma loja é coisa de meninos! Os arranjos já se podem fazer via telefone, pá!

quarta-feira, dezembro 14, 2011

A minha fama precede-me

Perto do meu local de trabalho, estão uns jovens a oferecer preservativos. Fiquei contente por, quando chegou a minha vez, uma petiza me ter brindado com uma amostra XL. Não a conhecia de lado nenhum mas, claramente, parece que as mulheres falam mesmo DE TUDO umas com as outras...

O que eu posso dizer é que fui almoçar com um sorriso nos lábios!

terça-feira, dezembro 13, 2011

Por Toutatis!!!*


Caramba!!! Venho agora do almoço e cruzei-me com o cartaz da nova campanha da Triumph. Esta exibe, em tamanho gigante, as silhuetas da Andreia Rodrigues e da Luísa Beirão (uma musa que já me acompanha desde inícios dos anos 90) em lingerie. Senti logo o impacto da imagem e posso jurar que quase ia tendo um acidente de automóvel... o que é fantástico, porque eu caminhava a pé! Enfim, as coisas improváveis que duas mulheres belas conseguem causar...

*O título deste post não é acidental. Invoquei a divindade dos irredutíveis gauleses que resistem hoje e sempre ao invasor romano porque, sei-o muito bem, quando eu chegar a casa, a minha gaja já terá lido este post, e o que sucederá, mal eu passe um pé para além da porta, é o céu cair-me em cima da cabeça. Valha-me Toutatis...

segunda-feira, dezembro 12, 2011

Medidas que a Troika deveria implementar #1

Possibilidade de um trabalhador meter baixa médica quando tem sono c'mó caraças!

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Fui eleito para fazer a selecção musical na festa de natal aqui no trabalho

Eis como os meus colegas pensam que vai ser o ambiente musical:





Eis como eu gostaria que fosse o ambiente musical:



Eis como, por causa de eu pensar que as outras pessoas não gostam de heavy metal e então ter feito uma selecção que vai da pop mariconça dos anos 70 à pop panisgas dos anos 90, vai REALMENTE ser o ambiente musical:

terça-feira, dezembro 06, 2011

Cântico de Natal 2.0

A nova versão da famosa obra do Charles Dickens vai contar com o Fantasma do Subsídio do Natal Passado. É a não perder...

segunda-feira, dezembro 05, 2011

Que farei com este sonho?

Esta noite, fui brindado com um sonho intrigante: encontrava-me eu muito bem disposto, debaixo de água, aparentemente sem necessidade de respirar, a cortar um queijo. E se julgam que a coisa é estranha, esperem só, pois piora. Cortava eu o queijo, uma fatia, duas fatias, três fatias e aparece junto de mim um peixe, naquele seu jeito de peixe, isto é, abanando o seu rabo de peixe e dando às suas barbatanas de peixe. O peixe, com a sua cara de peixe, olha para mim, olha para o queijo, faz um compasso de espera como só os peixes sabem fazer e limita-se a exprimir um "tss, tss", acompanhado de umas bolhinhas; de seguida, dá meia volta e vai-se embora à sua vida de peixe. Era como se o cabrão do peixe me estivesse a dizer que eu estava a cortar mal o queijo; ele, um mero peixe, que nunca deve ter visto um queijo na puta da vida, a mandar bitaites como se fosse um reformado mirone a opinar acerca de um remendo de alcatrão na estrada.

Normalmente, os psiquiatras descortinam significados nos sonhos, mas eu não consigo encontrar nenhum neste. Também não sou psiquiatra, é verdade, mas duvido até que o dr. Freud conseguisse ver algum sentido aqui. A única mensagem que um sonho deste tipo parece passar é "afasta-te das drogas, meu anormal, senão vais ter sonhos destes para o resto da tua vida", o que seria excelente CASO EU REALMENTE ME METESSE NA PASSA, o que não é de modo algum a verdade. Tirando as ocasiões em que me sento ao sofá para ver um jogo do Sporting, sou uma pessoa absolutamente lúcida e livre de qualquer tipo de substância estupefaciente. Portanto, continuo sem perceber qual foi a deste sonho. Cabrão do peixe, pá!...

sexta-feira, dezembro 02, 2011

As opiniões de Joana Amaral Dias

Num mundo ideal, além de o Sporting ser campeão a cada fim de semana, todas as opiniões sobre qualquer coisa seriam elaboradas por Joana Amaral Dias. Infelizmente, este mundo real não é ideal, e só isso explica que, em vez da Joana Amaral Dias, seres como o Marcelo Rebelo de Sousa, o Luís Freitas Lobo, o José Adelino Maltez e tantos, tantos outros, tenham direito de antena: se as coisas fossem feitas como deve ser, só à Joana seria permitido vir à televisão falar sobre política, futebol, livros e, por que não?, apresentar-nos uma receita de arroz malandrinho.

E porquê?! Porque a Joana Amaral Dias é a única comentarista que liberta os telespectadores. Quando há um programa qualquer como, por exemplo, a Quadratura do Círculo, o telespectador, caso não tenha mais nada para fazer ou queira mesmo gramar aqueles estarolas, fica inevitavelmente preso às opiniões do Pacheco Pereira, do Lobo Xavier ou do António Costa. Que, também inevitavelmente, são todas opiniões de merda. Mas com a Joana não há esse risco: diga ela o que disser, veicule ela a opinião que veicular, seja essa opinião boa ou má, nenhum telespectador presta atenção, preso que está pela figura da rapariga. É isto que é tão refrescante quando a Joana Amaral Dias aparece na televisão: podermos ver a imagem pelo puro prazer de vermos a imagem, e aposto que o Georges Didi-Huberman, um dos mais afamados pensadores da Imagem, concordaria comigo se reflectisse a sério em lugar de escrever aquelas macacadas que escreve.

A Joana é, pois, uma espécie de bálsamo que inunda, de quando em vez, os nossos canais televisivos. E se ainda há gente a pedir por um Salazar em cada esquina, o que eu pedia, para tornar este mundo um mundo melhor, para aproximar este mundo real naquele mundo ideal de que falava no início, era uma Joana Amaral Dias em cada canal de televisão. Isto é que era sensato!

quarta-feira, novembro 30, 2011

Mas querem mesmo falar de feriados?! Então vamos falar de feriados

Vai mesmo para a frente essa história de acabar com quatro feriados nacionais, sob o motivo de que é preciso aumentar a produtividade. Meus amigos, minhas amigas: a produtividade é uma coisa mais qualitativa do que quantitativa. Podem acabar com os feriados todos, podem meter as pessoas a trabalhar também aos fins de semana, não há-de ser por isso que a produtividade irá aumentar. Querem um análogo? Aumentou-se o período de escolaridade, e nem por isso o ensino melhorou. Portanto, deixem-se de merdas.

Se querem a minha opinião, e eu sei que não querem, mas eu dou à mesma, porque gosto de chatear os outros, o ideal para aumentar a produtividade seria, não acabar, mas CRIAR mais feriados. Todas as semanas deveria haver um; tenho a certeza de que a produtividade do trabalhador médio português dispararia em flecha, isto a fazer fé no exemplo de um trabalhador médio português, eu próprio, que, à conta de saber existir amanhã um feriado, está já a adiar, hoje, coisas para sexta-feira: minha gente, a produtividade que vai ter lugar aqui nesse dia vai ser uma coisa impressionante, de fazer inveja a qualquer escravo judeu construtor de pirâmides egípcias.

E mais, e mais: quem precisa de mais tempo de trabalho para fazer aquilo que pode fazer em menos tempo de trabalho, é pura e simplesmente um mau trabalhador. Reflictam nisto, governantes, sindicalistas, empresários e população portuguesa em geral.

Termino com um cliché mal adaptado e mal enjorcado ao tema dos feriados: podem tirar os feriados dos portugueses, mas não os portugueses dos feriados.

Bom feriado e até sexta.

terça-feira, novembro 29, 2011

Quiz sobre o Benfica-Sporting de sábado

1 - O Javi Garcia, basicamente, é um:

a) mentecapto
b) portador do síndroma da imunodeficiência adquirida
c) ser vivo que só com muito boa vontade se confunde com um ser humano
d) palhaço que deveria estar morto

2 - Uma boa medida profiláctica para o Artur seria:

a) partir-lhe os dois braços antes de um jogo
b) deportá-lo para uma das luas de Júpiter
c) presenteá-lo com uma tribo antropófoga
d) dizimar toda a sua família, incluindo animais de estimação

3 - Se eu visse o Jorge Jesus na rua:

a) cortava-lhe o cabelo, mas à base de tiros de kalashnikov. Se uma bala, por mero acaso, lhe acertasse na cabeça, azar!...
b) matriculava-o na escola primária, pois detesto ver pessoas que não sabem ler ou escrever
c) roubava um carro (de preferência, um camião), acelerava a toda a velocidade na estrada (de preferência, numa autoestrada) e passava-lhe por cima (de preferência, duas ou três vezes)
d) pedia-lhe que explicasse, à luz da geometria euclidiana, aquela história do "vocês os três, façam um quadrado"

4 - O Charles Manson, o Luís Filipe Vieira e o João Gabriel (director de comunicação do SLB) estão a cair de um precipício e só há tempo para salvar um. Quem?

a) para quê chatear-me?
b) Charles Manson
c) o Luís Filipe Vieira, só para ter o prazer de ser eu a empurrá-lo depois
d) o João Gabriel, só para ter o prazer de ser eu a empurrá-lo depois

5 - O incêndio no Estádio da Luz tratou-se de:

a) um espectáculo agradável
b) uma patetice. Bonito era se uma bomba rebentasse
c) um bom começo.
d) uma ofensa incompreensível aos princípios do desportivismo, da amizade e do respeito entre clubes e adeptos. Tais acções são de condenar veementemente, pois só prejudicam a imagem do futebol português. É essa a minha opinião sincera e acrescento que a Fada dos dentes está com a Sininho na minha banheira

6 - Qual seria a maneira mais correcta de Benfica e Sporting cortarem relações?:

a) o Sporting sodomizar o Benfica e deixar de lhe responder aos telefonemas
b) deixar a cabeça de um preto na cama do Javi Garcia
c) a Juve Leo roubar a estátua do Eusébio e pedir como resgate o Witzel, o Gaitán, o Artur, o Maxi Pereira e o Rodrigo
d) todas as anteriores

Resultado do quiz:
O único resultado que realmente interessa é o de sábado. Merda...

segunda-feira, novembro 28, 2011

Três lúcidos comentários sobre o Benfica-Sporting de sábado

Um: devo reconhecer a necessidade de me penitenciar. Durante anos e anos alimentei a ideia, e expressei-a com igual convicção, de que o Estádio da Luz era uma porcaria e não valia nada. A noite de sábado provou que, por puro sectarismo, eu estava enganado. Bastante enganado. Afinal, o Estádio da Luz tem qualidade: aquilo arde mesmo bem!

Dois: manifesto, no entanto, estar indignado com a falta de reacção ao incêndio que deflagrou nas bancadas. Quer dizer, não percebo: então o clube que, ainda há poucos meses, ligava a rega por tudo e por nada, quando é realmente preciso recorrer à molha, tem de chamar os bombeiros?! Então instalaram um sistema de rega só para molhar os jogadores do Porto, foi?! Isto parece-me ter apenas um nome: queimar dinheiro. E, aqui, "queimar" é o verbo certo!

Três: gostei de sentir a solidariedade de todo o mundo para com a derrota do Sporting. O Sporting perdeu e, no dia seguinte, a UNESCO classifica como património imaterial da humanidade uma música que é, literal e metaforicamente, uma tristeza. Enquanto sportinguista, não posso deixar de me sentir tocado pelo gesto.

Até amanhã.

sexta-feira, novembro 25, 2011

A minha opinião, lapidar, sobre a greve

Não sei por que é que o governo ontem se queixou de os portugueses terem feito greve, quando é o governo que anda há meses (anos? décadas? séculos?) a fazer greve aos portugueses.

Bom fim-de-semana e uma vitória para o SCP.

quarta-feira, novembro 23, 2011

Descoberto o segredo por detrás do Pedro Passos Coelho

Lembram-se do Petit, o futebolista que jogou uns anos no Boavista e mais anos no Benfica? Vocês não se lembram, mas há por aí muito bom jogador de futebol que tem o nome dele marcado, à pitonzada, nas canelas. O Petit era um jogador conhecido pela virilidade com que abordava os lances, e por virilidade quero dizer mais precisamente violência terrorista:

Petit: a varrer os adversários desde 1995!


E agora, olhem lá bem para o Pedro Passos Coelho:

Pedro Passos Coelho: a varrer os portugueses desde 2011!


Vá, olhem lá bem para as duas figuras. Eu sei que custa, mas façam lá esse esforço. Não, não estou a alegar que ambos são a mesma pessoa, deixem de ser parvos, mas digam lá se não encontram semelhanças evidentes. Uma capacidade de observação, por mais superficial que seja, notará decerto aquilo que eu notei: primeiro, o rosto estreito e alongado, quase equino, que deixa desde logo antever que os seus possuidores são pessoas muito dadas a coices; depois, a semelhança mais incrível, que é a quase absoluta inexistência do lábio superior. Vêem o lábio superior no Petit? Não! Vêem o lábio superior no Pedro Passos Coelho? Também não! Portanto, conclusão: o Pedro Passos Coelho é o Petit da política, e o Petit é o Pedro Passos Coelho do futebol. Duas pessoas, duas actividades, mas exactamente os mesmos sinais particulares e os mesmos comportamentos, que podem resumir-se nesta simples continha: cara de cavalo + ausência de lábio superior = dar porrada até criar bicho. Se o povo português tivesse descoberto esta semelhança antes das eleições, talvez se tivesse livrado do que veio a apanhar...

terça-feira, novembro 22, 2011

E eis mais um prego no caixão da imbecilidade do Homem

Atribui-se a Einstein a afirmação seguinte: "só há duas coisas infinitas: o universo e a estupidez humana, e eu não estou seguro relativamente à primeira!" Bem, é verdade que se lhe atribui muita coisa; por exemplo, também corre como sendo do tio Alberto a ideia de que Deus não joga aos dados, e isto eu posso garantir ser manifestamente falso, porque da última vez que fui a casa de Deus (ele de quando em vez convida-me, o Sacana, para vermos futebol e discutirmos tácticas); dizia eu, da última vez que fui a casa do Tipo, não só estava Ele a jogar aos dados como tinha acabado de apostar a Arca da Aliança e metade da alma do Espírito Santo. Ah, e se estão a torcer o nariz à minha personalidade e à minha coerência só porque eu, um ateu convicto, passo serões a ver futebol com o cu sentado no sofá da sala de estar de Deus, a mamar imperiais e a comer amendoins e tremoços, tenho a dizer, em minha defesa, ser verdade que sou ateu, mas é igualmente verdade que não tenho Sport TV na minha casa! E, já agora, informo-vos, seus beatos, que Deus, ao contrário do que é crença comum, não "vive lá em cima": ele reside numa aconchegadora cave alugada num prédio ali para os lados de Alfornelos.

Não há, porém, como contrariar o Einstein quanto ao infinito alcance da estupidez humana. O exemplo que vou dar a seguir é apenas mais um, entre tantos tantos tantos outros. É uma notícia actual e fresquinha que, pelo seu grau de estupidez, merece ter as bocas a abrirem-se de espanto: houve uns seres a achar que a água, afinal, não pode ser publicitada como meio de combater a desidratação. Portanto, a água, coiso e tal, afinal parece que não hidrata, juram a pés juntos uns senhores cientistas. Foi, afinal, o que sempre ouvimos narrar em histórias de pessoas que se perdiam no deserto: depois de quilómetros e quilómetros a caminhar à torreira do sol, o que eles faziam quando tinham a felicidade de encontrar um oásis era, recordo, não beber água, porque a água não hidrata, e sim ingerir carvão. Em brasa. Ainda bem que os cientistas comprovaram ser esta prática saudável, em lugar daquilo que algumas pessoas no mundo (coitadas!) julgavam, na sua ignorância a-científica: que beber água servia para, lá está, matar a sede e hidratar o organismo. Também eu andei enganado durante estes anos todos e a partir de agora, quando for fazer alguma actividade em que corra o risco de me desidratar, como andar de bicicleta, caminhar, correr, jogar futebol ou ir ver a Sport TV a casa de Deus, não é com a bela da garrafinha de água que vou andar. Porque a água não hidrata. Obrigadinho, senhores cientistas...

segunda-feira, novembro 21, 2011

Análise simbólica das histórias de princesinhas

Ontem, ao princípio da tarde, armámo-nos em ricalhaços e fomos até a FNAC para... hã, hmmm... tomar um café, e foi só a gaja, que eu não tomei nada. Encontrámo-nos com dois casais amigos e, com a desenvoltura que as crianças de hoje em dia têm, a filhota de 4 anos de um desses casais sentou-se ao meu colo, colocou um livro infantil em cima da mesa, abriu-o ao calhas e, apontando para uma das páginas, disse apenas: "lê!" Eu, que não gosto de contrariar crianças, fiz-lhe a vontade. Comecei a ler a história: narrava umas banalidades quaisquer sobre uma princesa. Acabei a história, pouco convencido. A criança, contudo, sem eu saber porquê, pareceu gostar muito. Pediu-me para contar outra. Mudei de página e li-lhe outra história: mais um conto de princesas. O padrão começava a desagradar-me muito. Mas não, para meu espanto, à criança que, embevecida, ouvia. Nova história, pediu ela. Nova história, contei eu. Para variar: isso mesmo, mais uma tretazinha sobre princesas.

Chegado aqui, tive de parar. Aconcheguei a petiza no meu colinho, olhei-a nos olhos e tentei chamá-la à realidade. "Tu estás a ver como as princesas são umas chatas, não estás?". Ela não pareceu estar a perceber. Voltei à carga: "As princesas são todas umas inúteis e umas fúteis. Ficam sempre nos seus aposentos a experimentar vestidos, colares, pulseiras, tiaras com diamantes, a sonhar com príncipes encantados, e não fazem nada de produtivo na vida. Achas isto bem?!". A criança piscou os olhinhos, como se estivesse a tentar absorver os meus ensinamentos. Acrescentei: "E mais, e mais: as princesas são más, porque vivem à custa de um sistema político-social despótico e tirânico, onde o homem é explorado pelo homem. Quem é que achas que veste as princesinhas, hã?! Elas têm montes de aias e criadas, todas mal pagas, incapazes de prosseguir uma vida digna só para satisfazer os caprichos de umas pirralhas ocas da cabeça! Isto são as histórias de princesas!"

Se eu estivesse na Rússia de 1917, este meu discurso seria aplaudido de pé e edificar-me-iam uma estátua. Mas como estamos no Portugal de 2011, a reacção que eu tive foi um poucochinho diferente. A criança ouviu e ouviu as minhas palavras mas desinteressou-se delas, pois a única réplica que tive foi: "Ah, não é nada disso, as princesas são lindas". Depois, ainda ouvi um "és mesmo parvo", mas isto já não foi dito pela criança e sim pela minha gaja... Descobri, então, que não é possível inverter séculos e séculos de propaganda aristocrática. Mesmo que nós deslindemos a verdade por detrás das histórias de princesas, é como se fôssemos o prisioneiro que se libertou da caverna platónica: os outros prisioneiros não vão acreditar em nós! Eu gastei o meu latim a explicar a malícia que se esconde no meio dos contos infantis e como resultado fui ridicularizado e obrigado a ler mais histórias daquelas.

Isto tudo merece uma reflexão atenta por parte da sociedade. Que mensagem queremos passar para as nossas crianças?! Que valores lhes queremos transmitir? Não estão os contos de fadas a inquinar, desde o início, as personalidades das gerações futuras?! Uma menina que hoje se derrete com histórias de princesinhas não será, daqui a uns anos, uma senhora que vestirá só roupa de marca e votará no CDS/PP?! É este o futuro que queremos? Temos de estar atentos a estas coisas. Os senhores que mandam têm de começar a abrir os olhos, porque para mim é um sinal muito preocupante ninguém dizer nada acerca do conteúdo das histórias infantis, mas ao mesmo tempo vir, muito indignado, o provedor do telespectador da RTP reclamar da difusão das imagens do Khadafi morto porque, segundo ele, são imagens de extrema violência, capazes de fazer passar a mensagem errada a pessoas susceptíveis e a crianças, quando na verdade a detenção e o assassínio do Khadafi passam é a mensagem certa, é como se nos estivessem a dizer, "olha, estás a ver, é isto que acontece aos governantes despóticos: um dia, são apanhados e limpam-lhes o sarampo, o poder para o povo, viva a revolução, etc." Era com este tipo de histórias que os livros infantis deveriam vir, não é cá com tretas reaccionárias acerca de princesinhas e príncipes, e reis e rainhas que exploram o proletariado que, nestas histórias, está sempre contente, é como se nos dissessem, vocês têm mais é de levar e calar, porque quem manda nisto somos nós e a fada dos dentes está do nosso lado!

Até quando vamos aguentar isto, pá?!

quarta-feira, novembro 16, 2011

São pequenas coisas como estas que demonstram não ter Portugal qualquer salvação

Chamem a troika, chamem o Chuck Norris, chamem quem quiserem: Portugal, enquanto país, enquanto nação e enquanto povo, não se safa. Ontem tive mais uma prova disso, se é que tal era preciso. Depois do jogo que opôs os produtos da formação do Sporting à selecção da Esbórnia Herzegovina, pudemos todos ter um cheirinho do verdadeiro Portugal em dois casos:

Caso 1 - Jornalista da SIC Notícias tenta chegar à fala com uma jovem que saía, feliz, do estádio. "Então, o que achou do jogo", pergunta a repórter, uma questão, aliás, digna da melhor tradição jornalística, já na época do império romano os jornalistas mais competentes eram destacados para as imediações do coliseu, tentando aí captar as opiniões dos cidadãos romanos depois de mais um combate de gladiadores. Segundo consta, um assalariado do Saturnalia Vespertinus terá mesmo uma vez abordado o próprio Augusto que, muito irritado (o seu gladiador favorito havia sido morto), mandou crucificar o jornalista. Pena que naquela altura não existia a Repórteres sem Fronteiras, senão o Augusto havia de ver: alguém escreveria um artigo de opinião nos principais jornais e pimba, ui ui, era o bom e o bonito. Voltando atrás: "então o que achou do jogo", pergunta a repórter, mas a jovem interpelada mal teve ocasião de esboçar uma resposta, pois no momento em que abriu os lábios, um jovem, aparentemente não alcoolizado nem sob o efeito de estupefacientes, saltou para cima dela numa coreografia que, no domínio heavy metal, carrega o nome de mosh, ao mesmo tempo que berrava o mais alto possível. E neste ponto, as opiniões divergem: a minha gaja, a assistir ao mesmo programa, jura a pés juntos que o rapaz, enquanto abordava a rapariga da maneira que os corsários holandeses abordavam os navios espanhóis e portugueses, gritou "Portugal, Portugal", mas eu não estou tão seguro e acho mesmo que aquilo que o rapaz disse foi "Gruarrrrr, Roarrrrrr" (se mais alguém viu isto, é favor deixar a sua opinião na caixa de comentários).

Este é, para mim, um exemplo típico da acefalia lusa. Depois ainda têm a lata de mandar vir com os esbórnios só porque estes apontaram lasers ao pai do filho do Cristiano Ronaldo. O que é pior: apontar uma luzinha a um gajo bonito, rico e bom jogador ou mandar-se para cima de uma indefesa miúda?? Mas há mais, há mais: vejam o caso seguinte.

Caso 2 - A câmara de filmar da SIC Notícias faz um movimento de 360º para apanhar as movimentações à saída do estádio. Nisto, vê-se um homem com um miúdo dos seus 3-4 anos ao colo. Quando vê que a câmara está a apanhá-lo, o homem estende o puto na direcção da câmara e, enquanto grita "EHHHHHHHH" (aqui, não há dúvidas: tanto eu como a gaja ouvimos nitidamente. Foi um "EHHHHHHHH"!), abana o puto com violência tal que o espectador desconfia se não se deu um ciclone localizado. A interpretação deste episódio pode diferir consoante a profissão de cada um: um biólogo achará, com toda a certeza, estarmos perante um caso claro de predador e presa: tal como as orcas, as focas-leopardo, os crocodilos e etc abanam as suas presas logo após a captura, também o homem abanou a criança na tentativa de lhe despedaçar a carne e, assim, tornar mais fácil o consumo da carcaça. Um sociólogo, por sua vez, julgará que tudo se deveu à alienação promovida pelas televisões. Ao ver uma câmara, o grunho homem quis exibir a sua descendência (partindo do princípio que eram pai e filho...) por todo o país, e como não possuía mamas da estirpe de certas raparigas que participam em certos reality shows em certos canais de televisão, achou que a melhor forma de chamar a atenção seria gritar "EHHHHHHHHH" e abanar o puto como um actor pornográfico abana o escroto no desempenho de uma cena. Um psicólogo, já agora, achará que aquilo deriva da relação edipiana ocorrida na infância do homem, sendo a consequência óbvia receitar-lhe Prozac. Já eu, que não sou nem biólogo, nem sociólogo, nem psicólogo, não tenho senão o bom senso para me auxiliar, e digo apenas que o homem era um estúpido.

Mais um exemplo da acefalia lusa, portanto. Num intervalo de tempo que não ultrapassou os 60 segundos, duas atitudes perfeitamente inacreditáveis de dois concidadãos. E, pelos vistos, toda a gente achou normal, porque não vi painéis de comentadores a serem criados para discutir tais factos. O Marcelo já disse alguma coisa sobre o assunto? Peva! O Sousa Tavares? Puf! O Marques Mendes? Ná! Este, mais aquele, e mais o outro? Nicles! Mas são estas pequenas merdas que (não) fazem o país...

terça-feira, novembro 15, 2011

Lúcidos comentários sobre The Walking Dead

Grupo de jovens prepara-se para a reunião semanal do círculo heideggeriano do Magoito


A melhor série de ficção dramática a ser exibida por aí é a The Walking Dead, onde sobreviventes de um apocalipse provocado pelo surgimento de zombies tenta perceber o seu lugar no novo mundo, ao mesmo tempo que se defende da ameaça morta viva. Admito que sempre gostei muito da imagética zombie: os zombies servem apenas de pretexto, em forma de carne putrefacta, para qualquer pessoa poder reflectir sobre uma situação limite como a de o planeta no qual vivemos sofrer uma mudança radical, e ser necessário colaborarmos uns com os outros para termos uma réstia de esperança de perpetuação não só nossa enquanto indivíduos mas principalmente enquanto espécie.


"O Vítor Gaspar tirou-nos os subsídios de Natal e de férias?! Como assim, pá?! Vocês agarrem-me senão como-o!"

Mas, como filmes de zombies atrás de filmes de zombies nos têm ensinado - e eu já vi muitos -, a colaboração entre seres humanos nem sempre é fácil de alcançar. Dissidências são inevitáveis, preconceitos vêm ao de cima, discussões sobre a melhor conduta possível são geradas, debates sobre se a teoria da verdade como redundância faz algum sentido levam os sobreviventes à exaustão e, quando menos esperam, têm um zombie à perna a comer-lhes o cérebro (esta última parte da frase parece não estar bem, mas está! Não me chateiem!!!). Os zombies são, no fundo, uma metáfora da realidade e não apenas da defesa do Sporting que apanhou quatro batatas da selecção angolana aqui há uns dias.

Agência Lusa: Zombie magoa-se com gravidade após tentar imitar o penteado de Justin Bieber

The Walking Dead pega no background zombie e fabrica uma série bastante agradável de seguir. As dúvidas das personagens, os choques de personalidades, a escolha utilitarista sobre que acção trará a melhor consequência ou, em alternativa, a menos má e, claro, a mais valia que é zombies a comer pessoas, isso está tudo lá, e muito bem. O espectador, esse, é levado, episódio após episódio, a identificar-se com aquilo que vê, e pela minha parte digo desde já que estou a identificar-me com os zombies. Eu sei bem o que é ser mal visto (não descortino nenhuma diferença entre "ahhh, vêm aí os mortos vivos, fujam" e, como tantas vezes ouvi, "ahhhh, vem aí o Peter of Pan, salve-se quem puder"), mal interpretado e tratado como um ser inferior, o que acontece sempre que as outras pessoas descobrem que sou sportinguista. Tenho, pois, de ter alguma simpatia por eles, simpatia essa acrescida pela circunstância de os zombies, na realidade, serem a classe mais desfavorecida desde que o Marx e o Engels desenvolveram a tese da luta de classes: os zombies não têm mais nada na vida a não ser o desejo de comer. Tudo o que fazem é para se alimentarem; bem diferente, portanto, dos indignados que se manifestam pelas ruas do mundo defendendo o direito a comprarem iPads, iPods, iPhones, iCoisos e tal.

Se nunca viram um episódio de The Walking Dead, informo que a segunda temporada já está no ar, na Fox, e hoje dá mais um episódio. Eu vou estar pregado ao ecrã, e vocês?!

segunda-feira, novembro 14, 2011

Esquissos para uma Universidade do Sporting

O derby é daqui a pouco menos de uma semana, e eu pus-me a pensar: "Pá, nós sportinguistas somos em menor número que os lampiões, temos um estádio mais pequenito, menos campeonatos ganhos, menos taças de Portugal conquistadas, menos competições europeias no currículo, então onde é que podemos dar-lhes a volta?! Na formação, pá! Na formação é que está o coiso!" O Sporting é, como todos reconhecerão, o clube mais bem sucedido na formação de talentos. A grande maioria dos craques portugueses que brilharam e ainda brilham nos relvados de todo o mundo começou por dar os primeiros ou segundos pontapés com uma camisola verde e branca. Futre. Figo. Quaresma. Simão. Cristiano Ronaldo. Moutinho. Porém, nos dias de hoje, não basta apenas formar jogadores: temos de formar também adeptos, simpatizantes, sócios; há que cultivar o Sportinguismo como se o Sportinguismo fosse um domínio científico tão importante para os seres humanos quanto a Física ou a Biologia (e, na verdade, é-o, quiçá até mais. Porque sabermos os segredos da vida e do universo é giro e tal, mas ver o Wolfswinkel a marcar de calcanhar à Lazio tem outro encanto...). Daí a minha ideia para a criação de uma Universidade do Sporting, onde alunos de todo o país e de todo o mundo poderiam aprender o que é isso de ser do Sporting. Nenhum outro clube tem disto, e eu tenho a certeza que, ao sermos pioneiros, seríamos capazes de angariar futuros apoiantes mais facilmente do que o Carrilo enfia uma cueca a um adversário.

Eis o que poderia ser uma espécie de licenciatura em Sporting:

1º ano, 1º semestre
Introdução à História do Sporting I
Ética e Política dos Viscondes de Alvalade
Semiótica dos 7 a 1 ao Benfica I
Sociologia da Academia de Alcochete I
Táctica Leonina
Estética da Juve Leo

1º ano, 2º semestre
Introdução à História do Sporting II
Ataque e Defesa Pessoais na Óptica de Ricardo Sá Pinto
Semiótica dos 7 a 1 ao Benfica II
Sociologia da Academia de Alcochete II
Política de Contratações
Metodologia dos Hinos do Sporting

2º ano, 1º semestre
História Avançada do Sporting I
Captação nas Camadas Jovens
Modalidades Amadoras I
Técnicas de Ofensa aos Árbitros I
Revisionismo e Negação do Natal
Seminário: Jogadores Estapafúrdios I - Nalidzis

2º ano, 2º semestre
História Avançada do Sporting II
Epistemologia do Golo
Modalidades Amadoras II
Técnicas de Ofensa aos Árbitros II
Breve Introdução à Comemoração de Títulos
Seminário: Jogadores Estapafúrdios II - Djaló

3º ano, 1º semestre
História do Futuro do Sporting I
Apreciação do Estádio Alvalade XXI
Introdução ao Arremesso do Calhau ao Lampião
Utilização da Game Box I
Seminário: Jogadores Estapafúrdios III - Missé Missé
Opção Condicionada I

3º ano, 2º semestre
História do Futuro do Sporting II
Direito e Jurisprudência Sportinguistas
Introdução ao Arremesso do Calhau ao Tripeiro
Utilização da Game Box II
Seminário: Jogadores Estapafúrdios IV - Gladstone
Opção Condicionada II

A mim, tudo isto parece-me muito bem. Ao menos, em categoria e academismo, daríamos sempre uma abada aos outros clubes...

quarta-feira, novembro 09, 2011

Esquecimentos

Na segunda feira, esqueci-me do capacete da bicicleta no trabalho. Por sorte, não me espalhei na estrada nem fui esmagado pela roda de um camião. Ontem, esqueci-me do chapéu de chuva. Por azar, acabei por apanhar uma molha do caraças. Estou para ver do que é que me vou esquecer hoje ao final do dia... se bem que, como eu ando tão esquecido, ainda vou acabar por esquecer-me daquilo que tenho para esquecer. Hã?!?


terça-feira, novembro 08, 2011

Lúcidos comentários sobre as acusações de racismo no futebol

Parece que se instalou a moda. Há poucas semanas, John Terry, do Chelsea, chamou preto ao jogador do Queens Park Rangers Anton Ferdinand, que é efectivamente preto. Dias depois (ou antes, já não me lembro bem) tinha sido Luiz Suarez, do Liverpool, a chamar preto ao Evra, do Man United, sendo que Evra é muito preto. Agora o comportamento viaja até ao campeonato português - infelizmente, o bom futebol, esse, parece que continua pelas ilhas de Sua Majestade, porque cá neste rectângulo à beira mar plantado, só há um clube a jogar bem à bola, e toda a gente sabe que esse clube veste de verde e branco e não é o Vitória de Setúbal.

Foi ontem que vi a notícia: Alan, jogador do Sporting de Braga, veio queixar-se de ter sido insultado por Javi Garcia, o espanholeco do Benfica. Aparentemente, Javi Garcia terá chamado "preto" ao Alan, sendo que Alan é, na verdade, meio preto. Duas coisas merecem ser ditas em relação a isto.

Primeira, qualquer pessoa que, como eu, jogou bastante futebol, viu bastante futebol e pensou bastante em futebol, sabe perfeitamente o que está por detrás destas condutas. Uma visão mais frugal da coisa há-de julgar que estamos perante um caso de racismo, mas esta visão, como digo, mais frugal, não corresponde à realidade das coisas. O que John Terry, Luiz Suarez e agora Javi Garcia quiseram fazer foi, pura e simplesmente, aquilo que em jurisprudência futebolística se chama "provocar a expulsão do adversário", aspecto que atingiu o protagonismo máximo na final do Mundial de 2008, quando Matterazzi, o tresloucado central italiano, chamou "pé preto" ao Zidane e à irmã deste, ambos argelinos de nascimento, tendo como consequência a célebre cabeçada do número 10 francês. Matterazzi conseguiu o que queria e a Itália, recorde-se, foi campeã. É isto que está na base dos insultos racistas: a ideia de que, para obter vantagem em campo tirando um adversário do terreno, vale tudo, inclusivamente chamar preto a quem é meio preto, preto, ou muito preto.

Segunda ideia: costuma-se dizer, entre amigos que, não por acaso, entram a pés juntos na disputa da bola, que o futebol não é para meninas. Significa isto, além da literalidade (o futebol não é mesmo para meninas: as meninas aleijam a sério, pois em vez de acertarem na bola, parece-me fazerem um esforço sincero para apontar às NOSSAS bolas), que para jogar à bola, é preciso alguma virilidade e hombridade para aceitar de bom tom coisas passadas num simples desafio. Quem joga à bola, sabe de antemão que vai levar uns pontapés nas canelas, sofrer umas rasteiras, empurrões, puxões e, claro, apanhar com violência psicológica, cujo exemplo são os insultos. Pela minha experiência pessoal, posso garantir com elevado grau de fiabilidade que fui insultado em todos os jogos nos quais participei. Chamaram-me cabrão, paneleiro, filho da puta, puta, maricas, Francisco Louçã, capado, e um longo etc. E isto só pelos meus próprios companheiros de equipa! (é o que dá não passar a bola a ninguém). Já viram o ridículo que seria eu, no final de cada encontro, vir queixar-me de ter sido insultado? É o mesmo ridículo que estes jogadores de agora, armados em finos, virem para os jornais e televisões queixarem-se de que "aquele menino chamou-me preto, búúúúú, aquele menino é mau". O futebol não foi feito para os queixinhas, pronto, não vale a pena estarem a vitimizar-se: ou estão preparados para todas as envolvências do jogo, ou mais vale ficarem-se pelos balneários.

Para finalizar, uma chamada de atenção: lá por ser esta a minha opinião, acho, de qualquer forma, dever castigar-se o Javi Garcia. Enfim, o gajo é malandro, espanhol, benfiquista e de inclinação sexual duvidosa (só um gajo invertido é que tenta provocar um preto na tentativa de ser por ele agredido. Deve gostar pouco, deve...). Não há lugar para este tipo de gente no futebol, portanto peço desde já a sua suspensão, a começar no próximo jogo do campeonato, que oporá os lamps aos tipos que melhor futebol têm apresentado neste primeiro terço da época. E tenho dito.

segunda-feira, novembro 07, 2011

Sequíssimas só para vocês

Bom, já não vejo um filme há cerca de um mês; além disso, armei-me em esperto e comecei a ler o Mrs. Dalloway em inglês; vou em cerca de 10 páginas e já começo a perceber que a Virginia é muita areia para a minha camioneta; e sim, estou a colocar pontos e vírgulas atrás de pontos e vírgulas porque a Virginia usa e abusa deles, e um tipo fica como que; contagiado; estão a ver?!

Só por causa das tosses; porque hoje é segunda feira; porque estou irritado apesar de o fim de semana ter corrido particularmente bem; futebolisticamente falando; brindo-vos então com duas secas mesmo secas; sem pontos e vírgulas.

1 - Ouvi dizer que o Edgar Pêra já está a preparar uma sequela do seu mais recente filme. Vai chamar-se TwoBarão...

(pum tum trás)

2 - Há um gay que anda atrás de um tipo. Tenta convencê-lo a deixar-se sodomizar. Uma vez. Duas vezes. Três vezes. E o tipo, nada. Mas o gay não desiste. Convence-o mais uma vez. E outra. Convence-o 24 vezes, e nada. Mas à 25ª vez, o tipo finalmente aceita e é arrombado. Como se chama esta efeméride?
25 de Abri-lo.

Pronto, foi tudo, muito obrigado, é para verem que quando eu não me sinto lá muito bem disposto, vocês é que sofrem. Pensavam que era só o Pedro Passos Coelho que se portava assim, não era?!?!

sexta-feira, novembro 04, 2011

Apontamentos sobre a noção de que ler faz de nós melhores pessoas

É uma ideia repetida até à exaustão por literatos, bibliófilos, escritores, intelectuais elitistas e intelectuais não tão elitistas: ler faz de nós melhores pessoas. Ora, eu não quero chamar esta gente de parva e idiota, mas vou dizer que esta gente é idiota e parva. A associação entre "ler" e "ficarmos melhores pessoas" é tão estúpida e absurda quanto "ver montes de filmes" e "acabar uma maratona". Ou "ouvir música clássica" e "governar bem um país". Peço imensa desculpa, mas ler não faz de nós melhores pessoas. Nem piores. Um tipo que leia sonetos da Florbela Espanca não fica mais sensível por isso, tal como não fica com vontade de se apaixonar pelo próprio irmão. Alguém que leia a obra completa do Marquês de Sade não fica de imediato possuído pela ideia de entrar em orgias, sodomizar adolescentes, queimar os órgãos genitais com um ferro em brasa ou mandar abaixo filha, mãe e avó ao mesmo tempo. Tanto quanto eu sei, o Dominique Strauss-Khan nunca leu nada do Divino Marquês, e é o que se vê; na situação inversa estou eu, um apreciador da literatura sadista? sadia? sadiana? enfim, coiso, do gajo, e não ando aí a violar empregadas em hotéis.

Tenho a sensação que os defensores da tese "ler faz de nós melhores pessoas" estão, no fundo, a encurtar um argumento como o seguinte:

Premissa 1: toda a actividade que nos ocupe o tempo e nos desvie de actividades criminosas faz de nós melhores pessoas.
Premissa 2: ler é uma actividade que nos ocupa o tempo e nos desvia de actividades criminosas.
Conclusão: logo, ler faz de nós melhores pessoas.

Mas isto, há que pô-lo nos termos correctos, é uma estupidez, porque é uma afirmação quase tautológica e, como tal, irrelevante. Se qualquer actividade é boa desde que nos impeça de entrar em actividades, digamos, mais ilegais, então ler não se distingue de outras como, por exemplo, jogar à bola, correr nu pelo quarto atrás de um carrinho de corda, ver pornografia na internet, etc. E nunca, mas nunca, li nada do Alberto Manguel, que tanto defende o valor moral da literatura, a insurgir-se em defesa da pornografia como instrumento de progresso individual e social (e com muita pena minha, devo acrescentar). Nem nunca vi o Harold Bloom a dizer que ocupar o tempo a ver vídeos das fintas do Messi é tão benéfico quanto ler o Hamlet, quando, tecnicamente, quer ver vídeos do Messi quer ler o Hamlet sempre são momentos dignos dos quais podemos desfrutar em lugar de andarmos na droga ou assaltarmos ourivesarias.

Portanto, o pretenciosismo bacoco e forçado de que ler faz de nós melhores pessoas está errado. Pelo menos, eu não fico melhor pessoa depois de ler o que quer que seja. Está bem que, por um princípio lógico, é irremediavelmente impossível melhorar aquilo que já é perfeito, mas mesmo assim: ler não faz de nós melhores. Se ler fizesse de nós pessoas melhores, então deveríamos admitir a tese contrária, a de que não ler faz de nós pessoas piores. E desculpem lá, mas há jogadores de futebol, um símile óbvio de "iletrados", que são excelentes pessoas, estou a lembrar-me por exemplo do plantel do Sporting, o qual à excepção do Oneywu (além de ser americano, consta por aí que leu metade de um livro da colecção d'Os Cinco quando era adolescente, inquinando desde logo a teoria que aqui se debate) é composto por pessoas de idoneidade inatacável. E todos nós conhecemos um avô ou uma avó que, apesar de analfabetos, eram de boa índole. Quero ver se conseguem dizer o mesmo de muitos ratos e ratas de biblioteca que por aí andam...

quinta-feira, novembro 03, 2011

Isto não é normal

Apanhar uma molha do caraças e ficar a secar a roupa no corpinho?! Check!

Ter a gaja, constipada há uma série de dias, a espirrar e a tossir constantemente para cima de mim?! Check!

Ir correr (não: fazer jogging, que é mais fino), suar que nem um porco, dar um salto ao supermercado e arrefecer em lugar de tomar logo um banho quentinho?! Check!

Nos últimos dias, aconteceu-me tudo isto, e não me constipei. Devo andar doente...

quarta-feira, novembro 02, 2011

Reflexão provocada pelo lindo dia de hoje

Para se poder andar por Lisboa, é preciso saber nadar melhor que o Michael Phelps.