Desvantagens
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Vantagens
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- Ninguém consegue dormir
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- Ohhhhhh, é tão fofinho
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- Gasta-se o equivalente ao
produto interno bruto de uma nação desenvolvida como a Bélgica em fraldas,
toalhetes, cremes e restantes cenas para bebés
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- Mas é tão fofinho…
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- Os decibéis debitados pelos
choros matam mais tímpanos do que um concerto de heavy metal
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- Não, é que é mesmo fofinho
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- Xixi, cocó, bolçado, baba…
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- É que vocês não conseguem
sequer imaginar como ele é realmente fofinho!
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- As mamas da esposa passam a
ser propriedade privada do bebé
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- Chega, já estou farto disto,
vou mas é olhar para o meu menino porque ele é super fofinho…
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segunda-feira, maio 07, 2012
Ter um filho: pró e contras
sexta-feira, maio 04, 2012
Dantes, eu até gostava das sextas-feiras.
quinta-feira, maio 03, 2012
Ó Dante, 'tás-me a falhar, pá!
quarta-feira, maio 02, 2012
Reportagem Peter of Pan: o Pingo Doce
segunda-feira, abril 30, 2012
Peter of Pai
quinta-feira, abril 19, 2012
Cartão do cidadão Peter of Pan
*Pá, sim, ando com a minha carteira no rabo. No bolso de trás das calças, para ser mais preciso, não vão cá vocês pensar noutra coisa...
terça-feira, abril 17, 2012
Venho eu do almoço...
mas fico com vergonha e também desconheço a índole de quem se sentou na outra porcelana. Pode ser alguém sem sentido de humor. E sem gases, o que é tanto ou mais recriminável. Tento aguentar ao máximo o pum. Faço força. Tenho os músculos do cu tão contraídos que se soltasse o tijolo agora, aposto que saía dali um diamante. Ainda assim, por mais força que faça, sinto o pum escapar-se-me. Temo uma tragédia. Escapou-se: não foi o trovão que imaginei pudesse ser, foi mais um fuííííííííín agudo. Do outro lado, o meu compadre tem a lata de dizer "'tá mau isso, hã?!". Nem tenho tempo de responder: o meu cu fá-lo por mim. Outro pum, desta feita um FRÓÓÓÓM que, se um instrumento fosse, só podia ser uma tuba. Se eu tivesse algum sítio onde me esconder, era logo. Quer dizer, até tinha, mas era uma sanita, não conta. Do outro cubículo, o coitado levanta um "Dass!" Lá faço o que tinha a fazer, limpo o que tenho a limpar, visto-me, lavo as mãos e saio do W.C. mais depressa do que o governo inventa medidas de austeridade.
Foi mau, foi muito mau...
segunda-feira, abril 16, 2012
Negócios em ascensão: dar nas orelhas
Dotado de olho para o negócio, estou decidido a aproveitar tais qualidades e fazê-las render um bom dinheiro. O primeiro passo será montar um site. Já está tudo mais ou menos planeado: a homepage terá uma foto da minha gaja, e o seguinte slogan, que considero extremamente apelativo:
"Precisas de levar nas orelhas e não sabes como nem tens quem o faça? Não sejas estúpido(a). Liga já para a Gaja do Peter of Pan e leva nas orelhas como nunca levaste. Satisfação garantida.
As primeiras 10 chamadas receberão um desconto de 10% na primeira sessão e de 5% nas sessões seguintes."
E o programa, também já o tenho todo montado. A minha gaja, qual Freud de dar nas orelhas, prestará um serviço em 5 sessões. Os conteúdos, os horários e o preçário seguem abaixo.
Sessão 1: "Se eu fosse a ti, não teria feito isso". 1 hora. 100€
Sessão 2: "És mesmo parvo(a), não sabes que o melhor era agires assim e assado?!". 45 minutos. 75 €.
Sessão 3: "Pá, mas quem é que te atura?! Chiça...". 45 minutos. 75€
Sessão 4: "O que tu merecias era um estaladão, para abrires a pestana". 1 hora, com mais meia hora de opção dependendo do número de estalos. 100€ ou 150€
Sessão 5: "Ó f*da-se, deixa de ser um(a) choninhas e faz-te à vida, c@r@lho, irra!". 30 minutos. 50€
Digam lá se isto não vai ser só chover dinheiro para os nossos lados...
sexta-feira, abril 13, 2012
quinta-feira, abril 12, 2012
Eu pensava que estas coisas só aconteciam em sketches dos Monty Python...
Pronto, já viram?!
Hoje vivi uma situação semelhante no comboio. Fui tentar sentar-me no único lugar livre da carruagem, um lugar junto à janela. Os outros três lugares (recordo que era um comboio: os assentos são aqueles 2 a 2, virados um para o outro) encontravam-se ocupados por três vetustas velhotas; o que eu queria ocupar, reparei enquanto me aproximava, afinal não estava propriamente livre, visto ter umas malas de velhota em cima. Educadamente, pedi licença. As velhas levantaram a cabeça e baixaram-na de novo. Nada! Voltei a pedir licença. Entre uns renhónhónhós de reclamação, uma das velhas lá tirou as malas de cima do banco. Sentei-me. Senti três pares de olhos dardejando na minha direcção. Eu, que já viajei em carruagens apinhadas de bêbedos, de ciganos, de negros, de adeptos do Benfica, pela primeira vez tive medo. Medo esse que se viu reforçado quando as velhas resolveram entrar na galhofeira. Falavam aos berros, riam-se com aquele riso assustador e agudo, um IHIHIHIHIHIHIHIHIH que se entranha nos ouvidos e de lá não quer sair, uma delas babou-se, outra abriu a boca de tal maneira, revelando uma caverna tão negra e profunda, que fiquei surpreendido por não ver de lá sair um ou dois morcegos. O medo por mim sentido depressa se transformou em terror, e o terror só não se transformou em cagaço porque me concentrei muito. Já tinha visto Orçamentos de Estado mais simpáticos do que a situação presente. Eu só desejava que aquilo acabasse...
Por sorte, acabou três estações depois. Só que a saída das velhas dos seus respectivos lugares foi tudo menos pacífica: a que estava imediatamente à minha frente, ao levantar-se, deu-me com a mala no joelho. De forma irónica, proferiu um "Ah, desculpe, jovem"... e riram-se as três com aquele irritante IHIHIHIHIHIHIHIHIHIHIHIHIHIH! Além de mal educadas, eram provocadoras. Mas pronto, ao menos tudo tinha terminado e, se bem que ferido no meu orgunho, estava vivo. E inteiro. A partir de agora, contudo, sempre que vir velhotas em grupo, fujo. É melhor...
quarta-feira, abril 11, 2012
Ó pá, vão-se lixar. Assim já não posso ser do contra!!!
No que toca ao actual governo que dirige o país, sempre me assumi como um anti-passos coelhista. Aliás, eu já era anti-Passos Coelho quando o Passos Coelho ainda só mandava na JSD (sim, sou muito hipster, eu!). O Passos Coelho ganhou as eleições, o pessoal todo aplaudiu, e eu só dizia mal do gajo. O Passos Coelho continuou no seu estado de graça, o pessoal todo gostou, e eu só dizia mal do gajo. Mas agora, agora toda a gente diz mal do gajo. Neste cenário, como fico eu, euzinho, eu que sempre disse mal do gajo?! Como é que posso continuar a ser do contra num contexto assim?! Se vocês todos dizem mal do Passos Coelho, o que é que eu estou aqui a fazer?! Nada!
Portanto, a partir de agora, e de modo a continuar com a minha atitude de ser do contra, atitude essa que é tão identitária, que faz tão parte de mim como, sei lá, gostar de mamocas, portanto, dizia eu, para poder ser do contra neste actual cenário em que todos estão contra o Passos Coelho, comprometo-me a dizer bem do Passos Coelho. Por exemplo, acho que o Passos Coelho está a ser muito competente a...
...a...
...a...
AHHHHHHH, f*da-se! Raios partam!!! A culpa é toda vossa. Vá, voltem lá a apoiar o Passos Coelho, caramba!
terça-feira, abril 10, 2012
E se enfiassem mas era os catetos no quadrado da hipotenusa, hã?!
ONE POINT TWENTY ONE GIGAWATTS?!?!?
É duro, não é?! Por aquele preço (convertendo para escudos, dá 7.500$00. Por um livro de matemática, caramba), só espero que a sequência de Fibonacci apareça com as mamas à mostra, que as equações diferenciais tenham muito sexo lésbico e que os números inteiros não se ponham com paneleirices. Se assim for, até pode valer a pena.
Não deixa de ser irónico, no entanto, que para adquirir um mero livro de matemática para os filhos, sejam os encarregados de educação aqueles que têm logo de fazer contas...
segunda-feira, abril 09, 2012
Diferentes estúpidos, a mesma estupidez
E ninguém falou ainda dos tubarões! Os tubarões, que ficaram super-excitados quando ouviram boatos acerca da repetição do que ocorreu há 100 anos atrás, e que circula na mitologia tubarina como "o dia em que o mar da Islândia gerou papinha da boa", ocasião só comparável, na mitologia humana, ao maná que caiu aos hebreus no deserto aquando do Êxodo. Ora, como ficam os tubarões?! São capazes de ficar chateados se a viagem tiver um desfecho diferente da original, não?! É bom que as 1309
Ficamos todos então à espera de ouvir nas notícias aquilo que todos nós, e por nós refiro-me a mim e a um cardume de tubaritos, queremos.
quarta-feira, abril 04, 2012
Diálogos parvos (a série continua... e não tem fim)
Ela: Mas...mas... tu vais de manga curta?!?!
Eu: CLARO!
Ela: [com desespero, estupefacção, incredulidade e coisas afins estampadas na voz] Deves ser doido...
Nada diz "isto hoje vai ser um dia do caraças" como a expressão "deves ser doido" proferida pela mais-que-tudo...
segunda-feira, abril 02, 2012
Comprimidos vaginais: um incómodo linguístico
Não sendo eu farmacêutico, considero porém que a questão merece alguma reflexão, quanto mais não seja porque sim. Ora, reflectindo, chega-se a uma primeira conclusão: como se chamam os comprimidos que se tomam por via oral?! Comprimidos. E como se chamam os comprimidos que se tomam por via anal?! Supositórios. E, lá está, como se chamam os comprimidos que se tomam por via vaginal?! Comprimidos vaginais.
Pois bem, é este o cerne do problema! Por que razão estranha se favoreceu, na nomenclatura de fármacos, o rabo em desprimor da racha?! Por que razão os comprimidos que se enfiam pela peida acima têm um nome exclusivo, enquanto que aqueles que se têm de meter pela boca do corpo se limitam a levar um mero acrescento lexical literal: "vaginais"?!?! Trata-se, sem dúvida, de um claro empobrecimento da língua de Camões, que tem palavras e mais palavras para designar o órgão genital feminino, mas nenhuma delas foi aproveitada para, à semelhança do que aconteceu com o supositório (um termo que designa sem qualquer ambiguidade um medicamento que é colocado no corpo via anilha), criar um neologismo que substituísse a tão feia expressão "comprimidos vaginais". É caso, então, para começar a dar uso à língua em favor da vagina. Hã?! Pois...
Acrescento, desde já, que não é só por razões estéticas que trago este assunto à liça. Não. Há razões também práticas. Se houvesse um termo próprio que designasse os comprimidos vaginais, muitos equívocos poderiam ser evitados. Um exemplo: imaginem vocês que estão numa festa. A dado momento, uma das vossas amigas interrompe: "ah, quase me esquecia de tomar o comprimido. Alguém segure na minha mala enquanto procuro". Vocês, claro, como pessoas de bem que são, ficam a pensar: ela vai buscar um copo de água, ingere o comprimido e a festa pode continuar como até aqui. Só que, quando ela encontra o dito comprimido, não vai buscar copo de água nenhum: em vez de enfiá-lo pela goela abaixo, levanta a saia e espeta-o pela perseguida acima. O resultado óbvio é que, depois disto, nenhuma festa fica como até então.
É portanto, também por este motivo que sugiro uma nomenclatura que faça pela pachacha aquilo que o supositório faz ao cu. Algo que encaixe lá bem, no fundo. Agora, bem sei que esta sugestão levanta novos tipos de problemas. Afinal, que nome dar à coisa? Pachachamido?! Ratatório?! Suposicoño?! Sei lá, as hipóteses são tantas... Mas o que eu acho é que se deveria dar mais atenção a isto do que ao Acordo Ortográfico, lá isso acho!...
sexta-feira, março 30, 2012
Os eternos descontentes
E, no fundo, é isto. Somos eternos insatisfeitos. Se algo corre bem, como uma vitória do Sporting, há sempre quem venha relativizar a situação, tipo "bela merda, o jogo de ontem. Devíamos ter espetado uns 5 a 0". Mas, se as coisas correm na perfeição - suponham, por exemplo, que o Sporting ganhava tudo com grandes cabazadas. Eu sei que é difícil, mas imaginem lá só um bocadinho, for the sake of the argument -, parece que ainda é pior. É claro que há alternativas a esta psicologia do infinito descontentamento, mas essas alternativas (budismo? ascetismo? não pensar em futebol?) além de serem estúpidas, não resolvem o problema, apenas lhe viram o rabo.
O segredo, se é que há um segredo, está em aproveitarmos as coisas tal como elas são, em vez de fugirmos delas ou desejarmos mais do que aquilo que recebemos. Se não chove, aproveitamos para passear ao ar livre. Se chove, aproveitamos à mesma para passear ao ar livre, e ainda ganhamos uma lavagem grátis aos sapatos. Se o Sporting ganha só por 2 a 1, dizemos mal do árbitro que assinalou um penálti mesmo a acabar o jogo... não esperem, isto é cair na atitude que venho a criticar. Vou fazer isto de novo: se o Sporting ganha só por 2 a 1, ficamos todos contentes e...
...aaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhh, porra! Não dá!!! Também sou, infelizmente, humano demasiado humano. Não dá para ficar contente com aquilo. Bolas... Afinal também fui feito à imagem e semelhança do Medina Carreira. Eu, e vocês todos.
quinta-feira, março 29, 2012
Mole. Estou a ficar mole. Tudo culpa do Sá Pinto
É este o exemplo que vou dar aos meus filhos?!?
Maldito Sá Pinto...
terça-feira, março 27, 2012
Os adolescentes de hoje estão todos estragados
Vem isto a propósito das reportagens sobre as viagens de finalistas a Lloret del Mar, despertadas pela morte de um rapaz de 17 anos. Tais reportagens insistem sempre nos mesmos pontos: os jovens vão para lá beber, consumir drogas, fazer noitadas, beber mais, conviver e cenas afins. Portanto, deve ser giro, penso eu. Porém, eis que uma estação qualquer resolve colocar imagens com entrevistas a alguns desses jovens (desconheço se tais imagens eram de arquivo ou foram feitas nos dias presentes; também não interessa). Umas mostram jovens, com grandes pielas, incapazes de elaborar uma resposta mais refinada do que "Iá, isto é bué da fixe, bluuuuuurrrrghhh!". E garanto que estas são as respostas mais esclarecidas e informadas. As outras, aquelas que realmente me fazem torcer o nariz a esta geração, discursam sobre o valor de fazer uma viagem a Lloret del Mar através de argumentos que fazem tanto sentido quanto as tácticas do treinador do F.C. Porto. Eis uma dessas "opiniões"
Jovem que foi passar uns dias a Lloret del Mar:"Então, o que eu mais gosto daqui é que há muitos portugueses. A gente, tipo, sente-se em casa".
Ora vamos lá a analisar isto. Pelo que eu percebo, os adolescentes portugueses que vão para Lloret del Mar fazem-no porque, em Lloret del Mar, há muitos adolescentes portugueses. Isso significa uma de três coisas: a) em Portugal não há adolescentes portugueses; b) os adolescentes portugueses são estúpidos; c) em Portugal não há adolescentes portugueses porque eles estão todos em Lloret del Mar à espera de encontrar outros adolescentes portugueses, e são todos estúpidos.
Não, a sério, se é para ir a um sítio onde estão magotes de portugueses, então sai-se de Portugal por quê?! Eu quando saio do meu país, rezo dez ou vinte pais-nossos para não encontrar nenhum tuga quando chegar ao meu destino. De todas essas vezes, fui mal sucedido - e isso, acrescento, é mais uma prova de que não há ninguém lá em cima a escutar as nossas preces. Encontrei sempre lusitanos. Sempre! E é algo tão desanimador que dá logo vontade de voltar para casa. Mas, para os adolescentes portugueses, não só esse desânimo não se coloca, como até é um requisito básico para o seu bem-estar. Portanto, os adolescentes portugueses esmifram-se por viajar para fora, para sair de Portugal, um sítio que - não olhem agora, mas é verdade! - tem montes de portugueses, mas só vão para sítios onde, bem, onde tem de estar outro monte de portugueses.
Vá lá um gajo entender isto...
segunda-feira, março 26, 2012
Sempre fui um tipo muito à frente

terça-feira, março 20, 2012
Hoje não posso, voltarei mais tarde
segunda-feira, março 19, 2012
Desmistificar parvoíces ditas por pessoas (1)
a) "Vocês, homens, são todos uns animais"
b) "Vocês, homens, não percebem. Nós mulheres estamos muito mais ligadas à natureza do que vocês"
Sou só eu que vejo aqui uma incoerência? Sou só eu que acho uma coisa não bater com a outra? Sou só eu a julgar que as mulheres não regulam bem quando atacam os homens à conta destes argumentos?! Quer dizer, por um lado, acusam os homens de serem uns animais. Normalmente, elas fazem-no quando nós, machos, desempenhamos uma qualquer acção socialmente menos aceite, mas que, lá por ser socialmente menos aceite, não significa que a acção não seja moralmente correcta nem epistemologicamente certa, ou vice-versa (hã?!?). Coloco neste grupo acções como:
- coçar os tomates em público
- arrotar bem alto
- dizer asneiras durante um jogo de futebol
- etc.
sempre que fazemos uma destas coisas, ou mesmo todas em simultâneo (vá: confessem que é um desafio giro coçar os tomates, dizer asneiras e arrotar, tudo ao mesmo tempo!!!), é inevitável escutarmos "Vocês, homens, são todos uns animais" em jeito de crítica. Mas, por outro lado, quando censuramos alguma coisa às mulheres, do tipo "mas por que é que compras sapatos novos sempre que há lua cheia?", ou "essas velinhas com cheirinhos espalhadas pela casa servem para quê?", ou ainda "o que é isso de rezar o Pai Nosso sempre que o Pedro Passos Coelho aparece na televisão?!", lá vem a outra resposta: "Vocês, homens, não percebem. Nós estamos muito mais ligadas à natureza do que vocês". E é aqui que a porca torce o rabo. Gajas, prestem bem atenção nisto: não é minimamente coerente acusarem os gajos de serem uns animais para, de seguida, acusarem os mesmos gajos de estarem desligados da natureza! Porque se há ser, ou bicho, ou coiso, que está ligado à natureza, esse ser, ou bicho, ou coiso, é precisamente o animal! E assim, fechando o círculo ao raciocínio, não se pode dizer que um ser, ou bicho, ou coiso, está simultaneamente ligado e desligado da natureza! Não dá, porra! Portanto, vamos lá a ver se se deixam de histórias, está bem?!?!
Amanhã, se me apetecer, vou desmistificar uma das mais poderosas parvoíces ditas por pessoas: aquela de que se pode fazer qualquer coisa estúpida porque "mal não faz".
sexta-feira, março 16, 2012
Resumo do jogo de ontem

O pior vai ser mesmo mesmo não abrir a boca por causa do Portas.
Hmmmm, sou só eu, ou esta última frase não soa lá muito bem?!?!?
Bom, não importa. SPOOOOOOOOOOOORTING!
quarta-feira, março 14, 2012
Coisas e pessoas muito estranhas a passarem pelo mundo neste momento
- Duquesa de Alba
- Declarações do Miguel Relvas
- Yannick Djaló
- O livro daquele puto que estava morto, mas depois já não estava, e que diz ter visto o céu, fosse meu filho levava um daqueles enxertos de porrada que era para ver se não se metia nas drogas logo tão novo, e por falar em drogas, e em porrada, por onde anda a Alexandra Solnado?!
- José Castelo-Branco
- O recém-adquirido pacifismo do Sá Pinto
- Apelos a que as pessoas rezem por chuva
- O meu cabelo
terça-feira, março 13, 2012
Mas quem é que este presidente da República pensa que é?!
sexta-feira, março 09, 2012
Fábulas estúpidas do Peter of Pan (2)
- Venham, venham - disse o vizinho aranhiço. - Ela tem estado à vossa espera.
- Obrigado - respondeu uma das joaninhas, entrando todas na flor.
Ficaram muito tristes quando olharam para a mamã joaninha deitada, muito fraca, na sua cama. A mamã joaninha levara uma vida de muito trabalho, a voar daqui para ali, dali para aqui, e ninguém da família estava à espera de vê-la agora assim, prostrada. Uma das joaninhas chegou-se à beira da mamã joaninha e perguntou-lhe:
- Mamã joaninha, mas por que não foi ao hospital?
Com muito esforço, a mamã joaninha elevou ligeiramente uma das suas seis patinhas e, com a voz embargada, contou:
- Eu fui ao hospital, minha filha. - pausou por um momento, para recuperar o fôlego. - Mas as taxas moderadoras estão para além do meu orçamento. - fez nova pausa. - E ninguém dá isenção a uma pobre e velha joaninha como eu.
- É verdade. - continuou o vizinho aranhiço. - Até fui eu que a levei ao hospital. Tentei pagar com fios de teia, mas não aceitaram. Tive de trazê-la de volta, coitadinha.
- Oh, o que vamos fazer?! - perguntou, emocionada, uma das joaninhas. - Podíamos levá-la para Cuba, mas e se ela morre pelo caminho?! E se há uma tempestade e temos de voltar para trás? Pior: e se nos cansamos durante o voo e precisamos de fazer escala na Madeira?!
Todas as outras joaninhas abanaram a cabeça. Ninguém parecia saber o que fazer. A família de joaninhas estava consternada, derrotada, patinhas para baixo e até mesmo a cor rubra dos seus dorsos aparentava, agora, estar menos viva.
Foi então que uma das joaninhas mais novas se lembrou de uma ideia:
- E se emigrássemos?! - lançou a pequenina. - Ouvi no outro dia na televisão um senhor importante a falar que devíamos todos emigrar!
- É verdade, eu também ouvi. - completou o vizinho aranhiço.
- Podíamos levar a mamã joaninha connosco. - retomou a petiza. - Escolhemos um sítio bonito, agradável, não muito longe daqui.
O resto da família, agradada pela sugestão, começou a discutir alternativas. Até a mamã joaninha, como se tivesse recuperado forças, deu alguns nomes. Após poucos minutos, a decisão estava tomada: iam voar até um jardim em Lanzarote, onde a mamã joaninha tinha uns primos, os Don Juanillos. Faltava apenas saber como transportar a mamã joaninha, fraca demais para aguentar um voo tão extenso, e foi aqui que mais uma vez o vizinho aranhiço mostrou ser prestável, pois comprometeu-se a fazer um saco de teia à medida da mamã joaninha, fácil de transportar por todas as suas filhas. Todas agradeceram o trabalho que o vizinho aranhiço teve e, assim que o saco de teia ficou pronto, puseram-se a voar. Poucos dias depois, chegaram ao jardim dos Don Juanillos, onde a mamã joaninha foi muito bem tratada e pôde passar, feliz, os últimos anos da sua vida.
Mas esta história não acaba bem. O vizinho aranhiço, que ficou no jardim onde sempre houvera vivido, começou a aperceber-se de que o jardim só ficara a perder com a migração das joaninhas. Os pulgões, que eram em número pequeno, ao verem-se livres das joaninhas, reproduziram-se incontrolavelmente, e bem depressa devoraram as flores mais bonitas do jardim. Não demorou muito para que todo o jardim da cidade, outrora belo, ficasse reduzido a mero pasto para os pulgões. O próprio vizinho aranhiço teve de abandonar o jardim quando viu a sua orquídea devorada pelos pequenos pulgões, e só a custo conseguiu sair de lá com vida. Mas, infelizmente, o vizinho aranhiço morreu não muito tempo depois, esmagado por um carro quando procurava um sítio para morar.
Moral da história: quando se obriga quem tem valor a emigrar, arrisca-se a que só fiquem cá os parasitas.
quinta-feira, março 08, 2012
Blá, blá, blá e não sei quê (sobre o dia da gaja)
Elas têm uma dor de cabeça?! Está bem, pronto, não há brincadeira na cama hoje. O macho respeita.
Elas querem massagenzinhas nos pézinhos? O macho dá.
Elas querem miminhos? O macho dá, mas não conta nunca a ninguém, porque dar miminhos é coisa de gaja.
Elas exigem presentes? O macho endivida-se.
Elas gostam de combinar encontros com as amigas? O macho dá essa liberdade e vai beber umas jolas com os amigos.
Elas chegam a casa com 4 novos pares de sapatos e 3 sacos cheios de roupa acabada de comprar? O macho engole em seco, vira as costas e decide não chatear-se com o assunto (chatear-se com estas coisas é o princípio de uma discussão que pode ter consequências gravíssimas, entre as quais dores de cabeça - ver o item acima), ligando antes a televisão para ver a bola.
Elas moem-nos a tola, exigem as vontadezinhas todas feitas, não aceitam negociações, fazem chantagem física e emocional, ameaçam, retaliam, recorrem à violência, gritam, esperneiam, até acabarem por, numa clara inversão dos papéis que a natureza deixou à disposição das espécies, subjugar o pobre macho. E o macho, bem, o macho aguenta-se à bomboca.
Isto é sempre, sempre assim, mas o que é que acontece? AS MULHERES CONTINUAM A QUEIXAR-SE, E NÃO HÁ DIA EM QUE MOSTREM SER MAIS QUEIXINHAS DO QUE NO DIA DA MULHER, tipo "olhem para nós, somos tão coitadinhas, precisamos de muitos miminhos, massagens, sapatos, roupas, presentes vários, estar com as amigas, hoje é o nosso dia, e é melhor vocês gajos entrarem na onda, senão logo à noite ficamos com dor de cabeça". Que vileza, minha gente, que vileza...
Acho tudo isto muito mal. As mulheres são como aquelas crianças que se portam pessimamente mas ninguém diz nada porque pronto, são fofinhas e bonitinhas e têm mamas e isso. Fazem-nos a vida negra, mas nós continuamos a aguentar. Agora, alguém tem de dizer qualquer coisa quando vêm com esta história do Dia da Mulher. Acabado de chegar ao local de trabalho, estavam a distribuir flores a todas as mulheres que entravam. Ou seja: mais uma vez, premeia-se quem não deve ser premiado, oferecem-se dádivas a quem as recebe todos os dias. O que deveria estar a ser oferecido no Dia da Mulher era um copo de vinho do Porto a todos os homens. Porque nós, homens, é que merecemos por tudo o que penamos devido às mulheres. Mas não: ao homem, ninguém liga. Que injustiça, minha gente, que injustiça...
Por isso, desejo um feliz Dia das Mulheres a todos os homens...
Ah, e a todas as mulheres também, em especial à minha, porque afinal onde estaria eu sem a minha gaja?!?!
quarta-feira, março 07, 2012
terça-feira, março 06, 2012
Um gajo, quando vai almoçar, arrisca-se a escutar alarvidades destas
"Ai, não acho que a coisinha e o coisinho continuem a dar-se bem. Aquilo não é para casar. O coisinho tem cá uma cara de traidor"...
Quase me engasguei com a perna de frango que não estava a comer, sendo eu vegetariano. Como é que uma pessoa, seja homem ou mulher, pode ter cara de traidor(a)?!?!? Expliquem-me, que eu não percebo. Ter cara de parvo, percebe-se. Sinais característicos da parvoíce evidenciam-se: um olhar de... bem, de parvo, cabelo desgrenhado, sorriso de... pois, também de parvo... é fácil ver. Ter cara de puta, percebe-se igualmente: lábios pintados (na maior parte das vezes, mal) com cores garridas, olhar penetrante como quem diz "queres-me contra a parede, é?! 50 euros os primeiros 30 segundos, 100 euros a partir dos seguintes", todo o conjunto se torna óbvio. Mas cara de traidor, pá, isso não estou a ver. Que sinais associados à traição podem ser revelados por um simples rosto?!? E sendo que a traição é um engano, como é que alguém pode ser tão sincero que tem o engano estampado na cara?!?! É uma contradição, não é?!? Pois...
Ainda pensei, enquanto dava mais uma garfada no seitan, esclarecer esta dúvida com a tipa que mandou a atoarda, mas ao olhar melhor para ela, percebi que a sujeita tinha cara de assessor do primeiro-ministro na parte esquerda do rosto e cara de estudante de Erasmus que vai à praia a Sintra durante o fim-de-semana na parte direita, e então achei que não valia a pena meter-me em chatices por coisa tão pouca.
Já agora, termino dizendo que o Passos Coelho tem cara de José Sócrates, e isto também se percebe.
segunda-feira, março 05, 2012
Diz-se por aí que o Gordon Ramsay é malcriado
e eu digo que ele é o mocito mais bem comportado do mundo comparado comigo quando cozinho. Nem o Sá Pinto chamou tantos nomes ao Artur Jorge quanto eu chamo aos ingredientes, ao fogão e às panelas.
sexta-feira, março 02, 2012
F¨ck my ass and call me a b¨tch
quinta-feira, março 01, 2012
Eu percebo: não apareciam há tanto tempo que agora a gente até estranha!
Senhora: Desculpe, desculpe: pode ajudar-me? Que coisas brancas e cinzentas são aquelas ali no céu?! Estou com tanto medo...
Eu: Nuvens?!?!
Senhora: Ah...
quarta-feira, fevereiro 29, 2012
Descubram as diferenças

Como fica a cozinha depois de EU ter cozinhado:

Conclusão: exacto! Quando sou eu a cozinhar, a coisa é muito mais divertida!
segunda-feira, fevereiro 27, 2012
Diálogos parvos (a série continua)
Ela: Tu não sabes porque és homem!
Eu: Sim, mas... São só uns quilinhos a mais, não estou a ver qual é o drama.
Ela: Tu não percebes.
Eu: Quer dizer, não é exactamente o fim do mundo. O que importa mais um pneuzinho aqui, mais uma gordurazinha ali?!?...
Ela: A coisa não é só física, é também psicológica. E não sei se já reparaste, mas estás a ficar com duplo queixo!
Eu: Hã?! Duplo queixo?!? Eu?!?! Onde, onde?!?! AHHHHHHH! Tira, tira!!!! AHHHHHH! Mata, MATA!!!! AHHHHHHHH!
Tenho só a acrescentar que, além do duplo queixo, a roupa está também a encolher, mas isto pode ser apenas do frio...
...espero!
sexta-feira, fevereiro 24, 2012
A evolução das discussões ao longo dos anos
Passarei de seguida à demonstração. Lembram-se quando eram pequenos? Eu, embora tenha uma memória digna de um doente de Alzheimer, lembro-me. E sei bem como eram as discussões nessa época. Dou-vos só dois exemplos, que tenho a certeza despertarão em vós centenas de episódios semelhantes:
Discussão típica #1:
Eu: Iá, o Super-Homem dava porrada no Batman.
Amigo: Não dava! O Batman é que vencia o Super-Homem.
Eu: Ihhh, ganda estúpido! O Super-Homem tem superpoderes, tipo superforça, super-raios dos olhos, supervelocidade...
Amigo: Cala-te! O Batman tem um bruta carrão e tem um cinto com bués cenas.
Eu: És estúpido!
Amigo: Tu é que és!
Eu: Tu é que és mil vezes!
Amigo: Tu é que és duas mil vezes!
Discussão típica #2:
Eu: Iá, o Sporting é bué melhor que o Benfica.
Amigo: Iá.
Eu: E quando os dois jogarem, o Sporting vai ganhar 5 a 0.
Amigo: Vai ser 10 a 0.
Eu: Ihhh, tantos?! Vai ser 5, vais ver.
Amigo: Uma merda. Vão ser 10.
Eu: 5.
Amigo: 10.
Eu: És estúpido!
Amigo: Tu é que és!
Eu: Tu é que és mil vezes!
Amigo: Tu é que és duas mil vezes!
Estou convicto de que vocês, agora, estão a derramar uma lagriminha pela face, ao recordarem-se de discussões iguais a estas nos vossos tempos de infância. Argumentações similares ocupavam grande parte dos nossos tempos livres. Com a idade, porém, os assuntos vão sendo outros. Em lugar de discutirmos qual é o super-herói que dá um enxerto no outro, ou por quantos o Sporting vai vencer o Benfica, passamos a ter altercações sobre questões supostamente mais refinadas, como política, literatura, filosofia, arte. Mas a essência da discussão, essa, como eu quero mostrar, mantém-se. Ainda há dois dias, tive este acalorado e aceso diálogo com uma amiga minha:
Eu: Pá, o Klimt não vale nada.
Amiga: Hã? Não estás a falar a sério, pois não?
Eu: Estou, estou. O Klimt é uma porcaria.
Amiga: Não é nada!
Eu: É sim. As obras dele são pirosas como tudo. E feias. Já me viste aquela porcaria d'O Beijo?! Como é possível aquilo estar num museu?! Aquilo é horrível!
Amiga: Não é nada, é lindo. Horríveis são os rabiscos a que chamas arte. Como é que podes gostar do Pollock?! Até o meu cão fazia melhor!
Eu: És estúpida!
Amiga: Tu é que és!
Eu: Tu é que és mil vezes!
Amigo: Tu é que és duas mil vezes!
E pronto. Tese comprovada! O que é que mudou aqui?! Tirando a elevação do tema, e considerando - o que não é de todo líquido - que falar sobre arte contemporânea é um tema mais elevado do que falar sobre porrada entre personagens fictícias ou sobre a possibilidade de o Sporting espetar 5 ou 10 no Benfica (à sua maneira, também uma ficção...), com o que ficamos? Exactamente com as mesmas criancices de sempre. E quem diz arte, diz outras coisas. Há cerca de um mês, estive quase a andar à porrada com um colega de trabalho porque um de nós (eu) teimava que a escrita lobo antunesiana ia beber muito ao Vergílio Ferreira da época de um Nítido Nulo, e o meu colega dizia que não, isso era uma idiotice. Mais uma vez, lá está: assuntos elevados, mas a mesma maneira de os colocar.
Portanto, tenho ou não tenho razão?! Claro que tenho. E se não concordam, é porque são estúpidos infinitas vezes!
quarta-feira, fevereiro 22, 2012
Eram 4 da madrugada e eu estava a pensar nisto
A única posição em que se pode apreciar os acontecimentos é, claro está, a do lado de fora. Quem está fora, pode rir a bom rir. Nada lhe vai acontecer. Quem está lá dentro, mesmo que ria (os chamados patetas alegres), não tem escapatória: consiga ou não o queijo, as possibilidades de trambolhão são infinitas. Nestas histórias, já dizia o outro, o corpo é que paga...
segunda-feira, fevereiro 20, 2012
O tempo é mesmo uma coisa tramada
Ontem, porém, bastou-me adormecer durante meia hora apenas ao ombro da cara metade para ficar com dores no pescoço daquelas mesmo lixadas, dores que nem a Linda Blair deve ter sentido quando protagonizou o Exorcista. Tenho de recuar vários anos (bastantes, mesmo!) para recordar uma dor semelhante: foi na ressaca do concerto dos Metallica em Alvalade, corria o ano de 1993, onde eu abanei tanto a cabeça que andei à rasca do pescoço aí durante uns três dias. Só que, nesse célebre 16 de Junho, ainda se percebe a coisa: estive a massacrar o carolo 45 minutos durante Suicidal Tendencies, e mais 2h 30 m durante Metallica. Compreende-se, então, que o pescoço tenha dado de si perante uma actividade tão intensiva. Agora, não se compreende de forma alguma que, só porque me encostei ao ombro amado durante míseros 30 minutos, esteja a ser torturado no cachaço. E mais: ao passo que naqueles três dias eu não fiz nada para curar o pescoço, mas ele ainda assim ressuscitou, esta manhã teve de vir a gaja com uma pomada e espalhá-la pela zona dorida, no sentido de acalmá-la (não funcionou, digo já!). Portanto, conclusão: além de estar mais fraquinho, estou mais maricas (ui, pomadinha no pescocinho...).
É isto o que a passagem do tempo nos faz. Amolece-nos. Ai, o meu pescoço!!!!
sexta-feira, fevereiro 17, 2012
O grande combate da nossa era
terça-feira, fevereiro 14, 2012
E dizem que as mulheres são difíceis de entender... Vá-se lá perceber o Sporting!
O Sporting é o clube mais bipolar do mundo. Num dia jura-se aos santinhos que o treinador é para ficar (só faltou um "Domingos forever" - onde é que eu já vi isto?!), no dia imediatamente a seguir, prega-se com ele no olho da rua (onde é que eu também já vi isto?!). Eu começo a achar que as estratégias do Sporting são decididas na base seguinte: mete-se uma série de opções, escritas em papelinhos posteriormente dobrados, para dentro de uma tômbola, gira-se a tômbola e depois retira-se um papelinho. O que sair dali, é o "projecto" para os próximos dois meses. Ontem, a direcção do Sporting resolveu ir à tômbola e retirou o papelinho que dizia "despedir o treinador". Assim foi. E depois, para ocupar o lugar vago, recorreu a outra tômbola que contém só nomes de treinadores, que vão desde o Bobby Robson (já falecido) até ao roupeiro Paulinho, passando pelo Stephen Hawking e pela Imelda Marcos. Quê, acham bizarro terem lá o nome de uma pessoa com fetiche por sapatos? Não achem: lembrem-se que até há muito pouco tempo tivemos um director desportivo com o fetiche dos fatos. O Sporting também é isto.
E pronto, desta tômbola saiu o papelito com o nome do Sá Pinto que, conta-se à boca pequena, foi tirado não apenas com base na aleatoriedade. Parece que o papelito aviou uma série de outros papelitos para ganhar posição no momento em que a mão do Godinho Lopes se enfiava na tômbola... Seja como for, e qualquer que tenha sido a causa, a consequência está aí: Sá Pinto é o actual treinador do SCP. O que torna todo o clube em algo ainda mais surreal, pois levou-se ao extremo a ideia de que, quando as coisas correm mal, é preciso dar um murro na mesa. Sá Pinto, pá...
Confesso que ainda estou a reagir aos acontecimentos. Não me agrada muito ver o Sporting transformado num murro das lamentações, nem acho que tenha sido um upgrade assim tão vistoso termos, em poucas semanas, passado da papa Cerelac para a batata a murro, e já se sabe que, quem não comer, terá o Sá Pinto para lhe aviar na marmita. Vai ser só afiambrar, vai (ok, já chega de trocadilhos culinários).
Porém, quer goste, quer não, o Sá Pinto passa a ser o meu comandante-em-chefe. E isto tem que se lhe diga. Habituar-me à ideia, penso eu, não vai ser difícil: complicado mesmo será, cada vez que o Sporting perder ou me chatear a cabeça, eu resistir a querer partir a boca ao treinador!
Só mais duas coisas: primeiro, devo dizer que aquilo de que o Sporting precisava era de pontos, não de Pintos. Segundo, e estando nós hoje no dia em que se celebra o enamoramento, acho que é de mau tom o Sporting assumir uma relação com alguém tão afamado pela sua conduta, digamos, mais física. É como se estivesse a dizer "quanto mais bates, mais gosto de ti". Não é exactamente, creio, a melhor das mensagens para o dia de S. Valentim...
segunda-feira, fevereiro 13, 2012
Um gay fez-me olhinhos na rua
Acho que vou ficar agradado. Afinal, galã que é galã, é galado tanto por gajas como por bichas. Mas lanço desde já um apelo a todos os panascas deste país: não abusem, está bem?! Podem olhar, mas não podem comer.
sexta-feira, fevereiro 10, 2012
quarta-feira, fevereiro 08, 2012
segunda-feira, fevereiro 06, 2012
Diálogos parvos, versão 257812478985623131
Ela: E?! Qual é o problema?!
Eu: Isso é muito estúpido!
Ela: Pfff. Diz a pessoa que só faz coisas anormais.
Eu: Iá, como por exemplo?
Ela: Dás puns e arrotos!
Eu: E onde é que isso é anormal? Até parece que nunca ninguém deu puns e arrotos em toda a História da Humanidade!
Ela: Como os teus, não!
Eu:... Hmmm, ok, ganhaste esta...
(e agora todos perguntam: em que se distinguem os meus puns e arrotos de todos os outros puns e arrotos?!? Pá, não queiram saber. A sério...)
sexta-feira, fevereiro 03, 2012
quinta-feira, fevereiro 02, 2012
Reflexões a frio

Agora que estamos a atravessar uma vaga de frio, e se anuncia uma descida ainda mais acentuada das temperaturas para os próximos dias, é altura de começarmos a pensar nas consequências de um inverno rigoroso. E, para mim, só há uma consequência que vale a pena destacar: em termos de frio, começamos a aproximar-nos do resto da Europa. Durante muito tempo, andámos, gabarolas, a elogiar o nosso clima ameno, enquanto os tipos no resto da Europa, principalmente no norte, rapavam um griso do caraças. Esquecíamo-nos, contudo, de que nessas zonas havia e há frio, mas também havia e há boas condições de vida, bons salários, bons governantes, boas gajas, bom tudo o resto. E talvez, julgo eu, as coisas estejam relacionadas... E talvez, digo eu, se o frio aumentar cá na Lusitânia, talvez a produtividade do trabalhador médio português aumente, pois ele não só terá trabalhar, como terá de trabalhar mais para aquecer.
Não, esperem lá... trabalhar para aquecer?! Com os nossos salários, com o nosso custo de vida, com as nosso patronato acéfalo, com os nossos contractos colectivos, trabalhar para aquecer já é o que fazemos desde 1141. Ó pá, sendo assim, p'ró caraças mais o frio!...
terça-feira, janeiro 31, 2012
A melhor contratação que o Sporting fez nos últimos tempos:
Nunca escondi o meu desprezo por este jogador. Claro, nem sempre foi assim: quando o rapaz começou a dar os primeiros pontapés na equipa sénior do Sporting, ainda pensei para mim mesmo "este puto vai dar jogador. Basta aprender a dominar a bola, evoluir psicologica e fisicamente e temos ali craque". Mas os anos foram passando. E passando. E passando... As óptimas indicações que o miúdo dava no início não foram desenvolvidas, tendo como resultado aquilo que se foi vendo pelas bandas de Alvalade: um jogador que corria mais do que a bola, pouco sabia o que fazer quando a tinha, mal entrosado com os colegas e com o campo de jogo (sim, há uma diferença entre um campo de futebol, cujo objectivo é enfiar mais bolas na baliza do que o adversário, e um campo de corrida, cujo objectivo é chegar à meta mais rapidamente do que o adversário), enfim, tudo sintomático de uma jovem promessa que nunca chegou a passar disso mesmo. Houve jogos em que, ao vê-lo no onze, cheguei ao desespero, e desespero mesmo a sério, a ponto de dar por mim a gritar junto do televisor "vai-te embora, ó preto do c*r*lho!!!!" - eu que nem sequer sou racista, mas quando o Djaló jogava, era-o!
Fiquei, portanto, muito contente quando, já a actual época havia começado, Djaló saiu do clube. E mais contente fiquei ao saber que ele irá "reforçar" um clube adversário: depois das notícias que o colocavam no Porto, estas que o acertam no Benfica. Que maravilha. E depois há outras coisas que reforçam a minha felicidade. Por exemplo, o Jorge Jesus já veio todo emproado dizer que vai transformar o Djaló num grande jogador. Eu quando li essas declarações, pensei que fosse uma notícia do Inimigo Público, mas não: o treinador do Benfica disse mesmo aquilo. Sem se rir! Todos nós já sabemos que Jesus é capaz de milagres, mas por favor, isto já é ridículo! Se o Jesus conseguir fazer do Djaló um bom jogador, eu passo a acreditar que tudo é possível e que, quiçá, até o Paulo Portas poderá dar um excelente presidente da República. Para o Djaló deixar de ser um cepo, as seguintes condições têm de se verificar:
a) aprender, definitivamente, a dominar uma bola
b) encaixar naquela cabeçorra que um jogo de futebol não é só correr desenfreadamente, com ou sem a bola, de uma ponta à outra
c) passar e centrar são aspectos essenciais do jogo
d) mas, mais importante, interessa passar e centrar bem, coisa que o Djaló insistia, nos anos vividos no Sporting, em invariavelmente negar
e) e perceber que tem mais 10 colegas
f) e 11 adversários, não contando com árbitros e auxiliares
g) as mamas da Luciana não são um esquema táctico
h) há uma baliza, e é para lá que as bolas devem ser rematadas, não para as bancadas ou para junto das bandeirolas de canto.
Portanto, o Jesus tem aqui trabalhinho, muito trabalhinho. Boa sorte... NOT!
segunda-feira, janeiro 30, 2012
Momentos "ora que grande porra": o cérebro que não quer dormir
Pois: O SACANA DO SONO, QUE TODO O DIA ME IMPORTUNOU E DESGASTOU, DESAPARECEU POR MILAGRE! Era como se eu tivesse um holofote apontado aos meus olhos, pois por mais que tentasse, não conseguia adormecer. Durante o dia todo, mal conseguia abri-los; agora que estava no quentinho do leito, era impossível fechá-los. Ou seja, demorei pénis de elefantes de tempos para adormecer, não descansei como deveria, custou-me levantar esta manhã e, oh surpresa, ESTOU COM UM SONO DO CARAÇAS, quase não me aguento de pé.
Obrigadinho, cérebro. Eu sei que isto é a tua vingança pelos montes de litros de absinto assassino de neurónios que fui bebendo durante a minha/tua vida, mas precisavas de ser tão cabrão?!?! Eu juro: se hoje à noite não me deixares dormir, troco-te pelo cérebro do Alberto João Jardim!
quinta-feira, janeiro 26, 2012
A verdade por detrás do caso Costa Concordia
Silvio Berlusconi (ex-primeiro ministro): Mamma mia, aquilo que a Itália precisava era de uma nova atracção, algo que canalizasse as atenções.
Mario Monti (actual primeiro ministro): Bravo, Silvio. Tens tutta la ragione. Precisamos de um novo monumento.
Super Mario (personagem de jogos video): Davvero! Mas onde é que vamos arranjar um?
Torre de Pisa (atracção turística): Perché não pensam em algo inclinado? Funcionou comigo!...
Monica Bellucci (outra atracção turística): Si, molto bene!
Marco Bellini (cozinheiro): Non se esqueçam dello molho! Marco Bellini é que sabe!
Francesco Schettino (marinheiro de água doce): Compagni, io ho un'idea, va bene?!

Pronto, no fundo foi isto...
quarta-feira, janeiro 25, 2012
Fábulas estúpidas do Peter of Pan (1)
- Porquê? - indagou a raposinha, a mais esperta do grupo.
- Porque estamos todos em crise - respondeu o Vítor Gaspar. O coelhinho retrucou:
- Qual crise? Aqui na floresta não há crise!
Mas o Vítor Gaspar não desistiu de aterrorizar os animaizinhos:
- Mais cedo ou mais tarde, a crise virá bater-vos à porta.
- Piu, piu - disse o pardalito, com o ar mais inocente do mundo.
- "Piu, piu" o c@r@lho! - retrucou o Vítor Gaspar - A partir de agora, por causa da crise, não vos quero mais a passear pela floresta. Tu, raposinha, vais trabalhar para uma loja do cidadão. Tu, coelhinho, vais trabalhar para um armazém. E tu, pardalito, como gostas muito de piar, vais para um call center. Todos a ganhar o salário mínimo.
- Oh! - fez o coelhinho, baixando a cabeça de desânimo.
- Oh! - fez também a raposinha, imaginando-se já a aturar ciganos e velhos.
- Piu! - fez o pardalito, que não sabia fazer outra coisa.
Ficaram os três ali, tristinhos, olhando um para os outros enquanto o Vítor Gaspar lhes virava as costas e se ia embora. Foi então que a raposinha, inteligente como só ela, teve uma ideia, espalhando-a logo pelos seus amigos:
- E se chamássemos o urso?!
- Boa - disse de imediato o coelhinho.
- Piu - concordou o pardalito.
E foram os três à caverna do urso, que os recebeu logo com três taças de mel. O urso ouviu a história dos três animaizinhos e pôs-se, decidido, logo de pé:
- Aonde é que está esse filho da p%ta?!?
- Ia a sair da floresta - explicou a raposinha.
- Ele já vai ver - falou o urso, à pressa, enquanto saía da caverna.
O urso caminhou, caminhou, caminhou, caminhou até aos limites da floresta, até que finalmente deparou com o Vítor Gaspar. Correu como um raio para ele e abocanhou-lhe o rabo. O Vítor Gaspar deu um terrível grito de dor e fugiu da floresta mais depressa do que aumenta impostos. Nunca mais lá voltou e os animaizinhos puderam viver o resto das suas vidas livres de serem explorados.
Moral da história: quem se mete com os inocentes, arrisca-se a um dia ver a peida cilindrada por um urso.
terça-feira, janeiro 24, 2012
Eu não quero ser mau (hmmm, está bem, se calhar até quero!), mas
Devo realçar que sempre fui um adepto da nudez explícita no carnaval do Rio, tendo ficado ultra-indignado quando os totós dos brasucas impediram os nus integrais de desfilar, em todo o seu esplendor, mamas, rabos e rachas no Sambódromo. Afinal, agora até lhes dou razão. Bem hajam.
sexta-feira, janeiro 20, 2012
Aquilo em que o Sporting é mesmo o maior
P.S.: já sabem esta? O Sporting andou a brincar com o fogo no Estádio da Luz, foi de castigo para o quarto.
É triste quando até um ferrenho sportinguista goza com o Sporting...
quinta-feira, janeiro 19, 2012
E depois nós, homens, é que não sabemos comportar-nos em público
terça-feira, janeiro 17, 2012
Vozes irritantes: uma experiência pessoal
Tentei de tudo: ler, pôr o mp3 mais alto, esperançado em que a harmonia de guitarras distorcidas e a melodia de grunhos cavernosos pudesse abafar a voz, pensei em mil coisas, fechei os olhos, eu sei lá! Não deu em nada. A voz da senhora que, além de irritante, era omnipresente, pois a dita senhora não se calava nem por um momento, teimava em insinuar-se pelos meus ouvidos dentro. Senti as feridas de antigas otites reabrirem-se pelo simples contacto com aquelas emissões; senti o meu cérebro apertar-se, todo ele receio; senti o meu pénis encolher; senti, até, o produto interno bruto do país no seu todo a cair para níveis subterrâneos; senti, enfim, que o mundo acabaria ali e que o universo se devorava a si próprio.
Quase cheguei ao ponto de tomar atitudes drásticas. A cada guincho que penetrava a minha trompa de eustáquio, eu só pensava "Não, eu tenho de enfiar um pézão na boca desta tipa". Ainda me fiz ao cachecol que lhe decorava o pescoço e esbocei mesmo um gesto de lho enfiar por aquela goela abaixo, não fosse estar tão fraco, tão tonto, tão exaurido que, mal levantei um pouco o cu do banco, senti logo tonturas e estive em riscos de desmaiar. Tudo efeitos daquela voz que mais parecia um Orçamento do Estado.
Por sorte, a senhora, mais a sua interlocutora (também não é inocente, esta vaca!) abandonou a carruagem na estação seguinte. E lá pude sentir a vida retornar ligeiramente ao meu ser. Mas nunca vou olvidar aqueles momentos terríveis passados esta manhã. Espero jamais apanhar novamente tal pessoa. Sobretudo, tal voz. Mais facilmente aturo o Pinto da Costa a recitar poemas ou o Paulo Portas a desejar as melhoras ao Hugo Chávez do que 5 segundinhos apenas daquela voz. Vocês não estavam lá, não podem avaliar, mas creiam: era mesmo muito irritante! Ainda tenho pingas de sangue a escorrerem-me dos ouvidos...
segunda-feira, janeiro 16, 2012
Os maiores desastres dos últimos dias, em ordem crescente de importância
- A Standard and Poors voltou a baixar o rating da dívida portuguesa
- O governo vai ser obrigado a tomar medidas adicionais de austeridade
- Paulo Portas apareceu na televisão
- O Titanic afundou-se junto da costa italiana
- Nenhum português ricalhaço morreu
- O Benfica ganhou
- O Porto também
- A lesão do Hulk não é grave
- O Sporting perdeu
- O Sporting está em 4º lugar
- O Sporting, com uma equipa bem melhor do que a do ano passado, e sem o Yannick Djaló, tem exactamente os mesmos pontos do ano passado.
Penso que está aqui um resumo muito bem conseguido...
quinta-feira, janeiro 12, 2012
Recebi um telefonema da Maçonaria
Maçon: Boa noite, estou a falar com o Peter of Pan?
Eu: Boa noite, está sim, o que deseja?
Maçon: Olhe, daqui é do GOL da Margem Sul.
Eu: Ah sim? E então?
Maçon: E então, está a ver, por causa das notícias dos últimos tempos, o número de membros da nossa associação tem caído a pique, e nós gostaríamos de saber se você não se importava de se juntar a nós.
Eu: Pá, não me parece...
Maçon: Ó meu caro, não descarte já essa possibilidade. Não negue à partida uma maçonaria que desconhece!
Eu: Meu, isso, tipo... isso é um slogan da Maya.
Maçon: Deixe lá isso, isso agora não interessa nada!
Eu: Pá, e essa agora é uma frase feita da Teresa Guilherme. Olhe, e desculpe lá, mas tenho de acabar de fazer o jantar, está bem? Adeus.
Maçon: Não, não desligue. Será que posso convencê-lo com a nossa oferta de aventais?!
Eu: Mau! Mas então vocês são uma sociedade esotérica que visa dominar o mundo por portas travessas ou são uma empresa de venda por atacado?
Maçon: Uma coisa não exclui a outra, meu caro. Mas nós não vendemos os aventais. Trocamo-los.
Eu: Pelo quê? Realmente, fazia-me falta um ou dois aventais. Veja lá que tenho de limpar as mãos a um pano de cozinha!...
Maçon: Bem, vejo que comecei a interessá-lo. A maçonaria, e o Grande Oriente Lusitano da Margem Sul em particular, possui uma vasta gama de aventais, adequados aos vários níveis de progressão do maçon. Temo-los em branco, temo-los em amarelo, temo-los decorados com esquadros e compassos, temo-los ilustrados com o olho que tudo vê, enfim, há aventais para todos os gostos.
Eu: Está bem. Então e o que é que eu tenho de fazer em troca?
Maçon: Então, basta fazer-se membro do nosso grémio, cumprir todos os rituais, respeitar os irmãos maçons, cumprimentá-los à maneira maçónica, e assumir a sua dívida ao Grande Arquitecto do Universo.
Eu: Caramba, isso parece-me muita coisa em troca de algo tão insignificante quanto um avental. E quem é esse Grande Arquitecto do Universo? O Frank Lloyd Wright? Ele já morreu, não sei se a notícia chegou à maçonaria...
Maçon: Não, meu caro. O Grande Arquitecto do Universo não é uma pessoa.
Eu: É o Alberto João Jardim?!
Maçon: Ah, ah, você tem piada. Quase tanta piada quando o nosso Grão-Mestre. Não. O Grande Arquitecto do Universo não é uma pessoa, está acima das pessoas, o Grande Arquitecto do Universo é aquela entidade que, na sua arcana sabedoria, tudo rege. Algumas religiões chamam Deus ao Grande Arquitecto do Universo, mas nós chamamos Grande Arquitecto do Universo ao Grande Arquitecto do Universo porque somos mais finos.
Eu: Pá, isso parece ser um bocado parvo. Ademais, eu não acredito cá em Grandes Arquitectos do Universo. O único grande arquitecto em que acredito é o Tomás Taveira, que fez coisas mais interessantes do que arquitectar o Universo. Você por acaso já viu a maravilha que é o estádio do Sporting? E os vídeos que o gajo gravou no princípio dos anos 90?! Não brinque, meu!
Maçon: Olhe, aqui que ninguém nos ouve, muitos maçons também não acreditam no Grande Arquitecto do Universo. Mas não dão grande importância a isso: fundamental é cumprir os rituais e cumprimentar os irmãos.
Eu: Está bem, mas isso também não é coisa para mim. Sabe, eu tenho um amigo meu que é maçon e um dia apareceu-me à frente todo partido. Parece que uma semana antes tinha tentado cumprimentar um irmão maçon durante um concerto no Coliseu dos Recreios e aquilo acabou numa fractura exposta da perna e num ombro deslocado. Ná. Lamento, mas vai ter de ir bater a outra porta.
Maçon: Mas olhe que os nossos aventais são mesmo fabulosos!
Eu: Pois, está bem. Adeus. [CLIQUE]
Quando voltei à cozinha, o refogado com que me ocupava já estava esturricado. Malditos maçons...
quarta-feira, janeiro 11, 2012
Uh lá lá, ceci n'est pas possible!
Esta iniciativa de Cantona (que, recordo, também fez uma perninha, mas sem pitons e chuteiras, em alguns filmes famosos, como o Elizabeth, no qual teve oportunidade de contracenar com a fabulosa Cate Blanchett. E ainda dizem que os futebolistas não são inteligentes...), contudo, merece-me uma breve nótula. É que, sejamos sinceros: o homem candidata-se ao cargo oficial máximo de um país republicano mas, E É PRECISO ESTARMOS ATENTOS A ESTAS PEQUENAS COISAS, quando jogava em Inglaterra, isto é, nas terras de Sua Majestade, era simpaticamente conhecido pelos adeptos como "The King". The King, diachos! Como é que se concilia o republicanismo franciú com a monarquia bife?!? Como é que um homem habituado a ser tratado como um rei pode correctamente servir a res publica? E será que esse homem, nas reuniões com outros chefes de estado, levantará o colarinho da sua camisa? E como é que resolverá eventuais diferendos? À pezada?!? Tipo: "Vous m'ennuyez, américains argéliens allemands portugais espagnols italiens (riscar o que não interessa) de merde. Voici un coup de pied por vous", e pimba, arrotem, dignitários estrangeiros.
São algumas questões pertinentes, pois são, mas há uma outra ainda que paira no ar. Que é: e se esta moda pega?! E se algum ex-jogador português se lembra de repetir semelhante gracinha e se candidata ao posto do Cavaco? E se esse ex-jogador português for o Futre?!
Pensem nisto...
segunda-feira, janeiro 09, 2012
Isto já alguma vez vos aconteceu?!
quinta-feira, janeiro 05, 2012
Verde é a cor da vergonha
Sporting prepara o projecto Musical Sporting
Pá, um musical sobre o Sporting é demais para qualquer sportinguista heterossexual... Afinal, o clube é de Alvalade ou da Broadway?! O estádio está ali ao pé do metro do Campo Grande ou junto ao Parque Mayer?! O nosso mister é o Domingos Paciência ou o Filipe La Féria?! O nosso presidente é o Godinho Lopes ou o Andrew Lloyd Weber?!
Qualquer dia, estão a anunciar o João Baião como o próximo grande reforço...
quarta-feira, janeiro 04, 2012
Caligrama dedicado aos políticos portugueses
não não
nunca jamais
nunca jamais
ignorantérrimos
morram
morram
morram
morram
morram
morram
morram
morram
todos-------todos
cabrões --- cabrões
cabrões --- cabrões
todos ------todos
segunda-feira, janeiro 02, 2012
É mesmo muito estranho quando
...percebemos que o Djaló, mesmo não jogando nada, foi capaz de marcar golos ao Porto e ao Benfica!
...tens montes de ideias para este post, mas dá-te uma dor de barriga tremenda que te faz ir a correr para a casa de banho, e quando voltas verificas que todas aquelas ideias geniais desapareceram!
(isto é absolutamente verdade)








