- Qual é o alimento preferido dos rappers?
- É o yo gurte...
- Em Inglaterra, como é que repreendemos um rato?
- Dizemos "mouse maria, mouse maria!!!!"
É isto. Bom ano e atirem-se ao primeiro rio que virem para compensar estas piadas secas.
terça-feira, janeiro 05, 2016
sexta-feira, dezembro 11, 2015
Como ganhar um contrato de publicidade no valor de bués milhões
Estou neste momento a dirigir uma empresa de marketing, que fundei há pouquíssimas horas. Mas só estará activa durante o dia de hoje, amanhã vou fazer uma coisa completamente diferente: organizar uma festa de despedida ao rei Manuel I. Sim, porque também fundei uma empresa de gestão de eventos cujo lema é "Despeça-se de quem já está a fazer tijolo há séculos". Sou muito empreendedor e inovador, bem sei. E ontem preenchi o meu dia a ser Presidente da República do Malawi (não apareceu nas notícias porque gosto de ser discreto). É assim, não paro!
Mas volto ao projecto que tenho hoje em mãos. A minha empresa já assinou, só nesta manhã, um contrato milionário com uma conhecidíssima marca internacional de lingeries. Estiveram cá os representantes no escritório, e a reunião correu mais ou menos assim:
Eles: So, we've heard a lot about you. It's not usual to have a one-day life-span company. We needed to see for ourselves.
Eu: Yes. That's us. I mean, that's me. Go ahead, what do you want to know?
Eles: Well, we would love to know what's your expertise. You see, we represent a powerful women's lingerie brand, and we're searching for someone who could boost our ads.
Eu: I'm you man! You asked about my expertise? Well, I absolutely excel at sexual innuendos. I can put a sexual innuendo inside any conversation. And by putting inside, I mean putting inside slowly, deep, and hard. [pausa dramática, para deixá-los pensar um bocadinho...] See what I did here? I put a sexual innuendo inside a discussion about sexual innuendos. I'm such a boss!...
Eles: Wow! That was impressive! We must have you! Please, sign right now this £1.000.000.000 contract with our brand.
E foi isto. Agora, durante a tarde, é só ter uma ideia para um anúncio em que entrem mulheres seminuas envergando apenas lingerie da tal marca, e venham de lá esses milhões. Mais fácil do que assinar um contrato de transmissão televisiva de jogos de futebol com a NOS.
Bom fim-de-semana e fiquem, já agora, com uma outra agência de publicidade assim para o badalhoca, mas não tanto quanto a minha:
Mas volto ao projecto que tenho hoje em mãos. A minha empresa já assinou, só nesta manhã, um contrato milionário com uma conhecidíssima marca internacional de lingeries. Estiveram cá os representantes no escritório, e a reunião correu mais ou menos assim:
Eles: So, we've heard a lot about you. It's not usual to have a one-day life-span company. We needed to see for ourselves.
Eu: Yes. That's us. I mean, that's me. Go ahead, what do you want to know?
Eles: Well, we would love to know what's your expertise. You see, we represent a powerful women's lingerie brand, and we're searching for someone who could boost our ads.
Eu: I'm you man! You asked about my expertise? Well, I absolutely excel at sexual innuendos. I can put a sexual innuendo inside any conversation. And by putting inside, I mean putting inside slowly, deep, and hard. [pausa dramática, para deixá-los pensar um bocadinho...] See what I did here? I put a sexual innuendo inside a discussion about sexual innuendos. I'm such a boss!...
Eles: Wow! That was impressive! We must have you! Please, sign right now this £1.000.000.000 contract with our brand.
E foi isto. Agora, durante a tarde, é só ter uma ideia para um anúncio em que entrem mulheres seminuas envergando apenas lingerie da tal marca, e venham de lá esses milhões. Mais fácil do que assinar um contrato de transmissão televisiva de jogos de futebol com a NOS.
Bom fim-de-semana e fiquem, já agora, com uma outra agência de publicidade assim para o badalhoca, mas não tanto quanto a minha:
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quinta-feira, novembro 19, 2015
Conversa de chacha sobre o estado do tempo
Todos nós já passámos por isto: desatar um silêncio incomodativo recorrendo ao tema "estado do tempo". Mas nunca me envolvi numa conversa como a que decorreu hoje, quando subia de elevador para o trabalho:
Eu: Tem estado calor, não é?
Um colega muita tótó: Pois é. Em novembro, vai lá um tipo acreditar nisto...
Eu: Pois, não é habitual.
Um colega muita tótó: Mas já disseram nas notícias que isto vai mudar.
Eu: Ai é?!
Um colega muita tótó: Sim. Parece que a partir do fim-de-semana as temperaturas descem a pique.
Eu: Ah, não sabia.
Um colega muita tótó: Mas é. O que o calor andou a fazer foi isto: a trazer o frio.
Eu: (mas que merda é que acabei de ouvir?!?!)
Isto para mim faz tanto sentido quanto ver um perneta com quatro pernas. Não percebo como pode um cérebro, supostamente um primor da evolução da vida na Terra, fazer uma associação causa-efeito deste nível. Pretender que é o calor o responsável pela vaga de frio que, supostamente, segundo os meteorologistas, se aproxima é como, sei lá, culpar o Gandhi pela violência entre claques no futebol, ou, ou, ou, assumir que a Lassie foi responsável pelo vazio de ideias vivido no último Colóquio Internacional dos Praticantes de Ioga de um Ponto de Vista Fenomenológico Husserliano Mas Só Um Bocadinho, Sem A Epoché Por Exemplo (eu estive lá, e posso perfeitamente dizer que a coisa foi mesmo muito fraquinha).
Da próxima vez que estiver perante silêncios desconfortáveis, começo a falar de pornografia...
Eu: Tem estado calor, não é?
Um colega muita tótó: Pois é. Em novembro, vai lá um tipo acreditar nisto...
Eu: Pois, não é habitual.
Um colega muita tótó: Mas já disseram nas notícias que isto vai mudar.
Eu: Ai é?!
Um colega muita tótó: Sim. Parece que a partir do fim-de-semana as temperaturas descem a pique.
Eu: Ah, não sabia.
Um colega muita tótó: Mas é. O que o calor andou a fazer foi isto: a trazer o frio.
Eu: (mas que merda é que acabei de ouvir?!?!)
Isto para mim faz tanto sentido quanto ver um perneta com quatro pernas. Não percebo como pode um cérebro, supostamente um primor da evolução da vida na Terra, fazer uma associação causa-efeito deste nível. Pretender que é o calor o responsável pela vaga de frio que, supostamente, segundo os meteorologistas, se aproxima é como, sei lá, culpar o Gandhi pela violência entre claques no futebol, ou, ou, ou, assumir que a Lassie foi responsável pelo vazio de ideias vivido no último Colóquio Internacional dos Praticantes de Ioga de um Ponto de Vista Fenomenológico Husserliano Mas Só Um Bocadinho, Sem A Epoché Por Exemplo (eu estive lá, e posso perfeitamente dizer que a coisa foi mesmo muito fraquinha).
Da próxima vez que estiver perante silêncios desconfortáveis, começo a falar de pornografia...
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quinta-feira, outubro 29, 2015
Desconfio que estou a tornar-me num autohomossexual
Por um acaso do caraças, quando saía do duche esta manhã tive um vislumbre do meu rabo no espelho da casa de banho. E não é que estou com um rabinho para lá de bom? (E agora, AVISO, entra uma descrição bués homoerótica. Se não gostam e querem antes conteúdos másculos, vão à página de Facebook do marido do Eduardo Beauté!) O meu rabo está cheiinho, redondinho, empinado e musculado, forte e atraente. É um rabo que exibe uma elegância arrogante, como se dissesse de si próprio: "sou bom, sei disso e não tenho problemas em mostrá-lo".
O meu rabo está tão apetecível que eu, se fosse eu, comia-me a mim mesmo sem pensar duas vezes.
Mas aqui é que está a questão! Estou a confessar a minha homossexualidade! Uma homossexualidade bastante específica, neste caso, porque é única e exclusivamente relativa à minha própria pessoa (e por "pessoa" quero dizer, naturalmente, "rabo"). Em circunstâncias normais, qualquer mínimo desvio apanascado da minha parte seria rapidamente abafado por pensar em mamas. Por exemplo, se a minha gaja me perguntasse "Olha lá, tu és homem, mas não achas o Chris Hemsworth giro?", e eu começasse a pensar no assunto e à minha mente, essa parvalhona, lhe desse para o "sim", bastaria evocar seios femininos para me voltar a sentir o gajo mais viril à face do sistema solar. Agora, neste novo cenário pós-visualização do meu rabiosque à saída do duche, sempre que me esforço por pensar em mamas, a imagem que bate na minha cabeça é a do meu cu (que frase, por Slimani, que frase...).
O meu rabo está tão apetecível que eu, se fosse eu, comia-me a mim mesmo sem pensar duas vezes.
Mas aqui é que está a questão! Estou a confessar a minha homossexualidade! Uma homossexualidade bastante específica, neste caso, porque é única e exclusivamente relativa à minha própria pessoa (e por "pessoa" quero dizer, naturalmente, "rabo"). Em circunstâncias normais, qualquer mínimo desvio apanascado da minha parte seria rapidamente abafado por pensar em mamas. Por exemplo, se a minha gaja me perguntasse "Olha lá, tu és homem, mas não achas o Chris Hemsworth giro?", e eu começasse a pensar no assunto e à minha mente, essa parvalhona, lhe desse para o "sim", bastaria evocar seios femininos para me voltar a sentir o gajo mais viril à face do sistema solar. Agora, neste novo cenário pós-visualização do meu rabiosque à saída do duche, sempre que me esforço por pensar em mamas, a imagem que bate na minha cabeça é a do meu cu (que frase, por Slimani, que frase...).
Não sei onde vou parar, mas enrolar-me comigo próprio é uma grande probabilidade. Não consigo tirar o meu cu da minha cabeça (e esta frase é ainda mais... sei lá!... do que aquela...). E o pior é que isso anda a excitar-me.
Que estranho mundo este, em que um gajo se sente atraído pelo próprio rabo...
Que estranho mundo este, em que um gajo se sente atraído pelo próprio rabo...
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terça-feira, outubro 27, 2015
Ganda molha, ó pá!
Fui enganado, ontem.
O dia levantou-se até animador, com um céu azul pontilhado aqui e ali por umas fofinhas nuvens brancas. Arrisquei e levei a bicicleta para o trabalho, até porque quando finalizasse o expediente, tinha de ir aqui e ali por Lisboa resolver umas cenas.
Claro que a partir das 18 horas, mais coisa menos coisa, tinha de cair uma daquelas chuvadas. Nem o meu casaco ultra-xpto-para-andar-de-bicicleta-comprado-caríssimo-aí-uns-5-euros-no-Lidl serviu para atenuar a valente molha que apanhei. Fiquei em estado líquido, verdadeiramente. Mais molhado do que o pito de uma adolescente em dia de concerto dos One Direction. Cheguei a casa a pingar e os meus pés pareciam couves velhas.
O dia levantou-se até animador, com um céu azul pontilhado aqui e ali por umas fofinhas nuvens brancas. Arrisquei e levei a bicicleta para o trabalho, até porque quando finalizasse o expediente, tinha de ir aqui e ali por Lisboa resolver umas cenas.
Claro que a partir das 18 horas, mais coisa menos coisa, tinha de cair uma daquelas chuvadas. Nem o meu casaco ultra-xpto-para-andar-de-bicicleta-comprado-caríssimo-aí-uns-5-euros-no-Lidl serviu para atenuar a valente molha que apanhei. Fiquei em estado líquido, verdadeiramente. Mais molhado do que o pito de uma adolescente em dia de concerto dos One Direction. Cheguei a casa a pingar e os meus pés pareciam couves velhas.
E há uma coisa que eu tenho de apontar. Fónix, está bem que caiu água c'mó caraças, mas ajudaria uma beca que as estradas de Lisboa fossem menos esburacadas. Não percebo: sempre e sempre em obras, mas chove e é a mesma merda. Lisboa transforma-se numa piscina, até admira que não tenhamos mais nadadores a lutar por medalhas nos jogos olímpicos quando temos o mar aqui ao pé do território nacional e as águas da chuva tão dentro dele. Ali a zona do Saldanha dava na boa para servir de refúgio aos golfinhos que um dia decidam abandonar o estuário do Sado, e o cruzamento da Marquês de Tomar com a Av. de Berna parecia a fossa das Marianas, mas com uma beca de mais água. Pá, se é para isto que o ex-presidente da Câmara da capital António Costa vai ser primeiro-ministro de um governo de esquerda, podemos esperar nada mais nada menos do que o regresso de Portugal ao seu passado marítimo, onde naus atracadas no Lumiar levantam ferro para levar a reforma agrária ao Alentejo profundo.
A minha bicicleta ficou muito bem lavadinha, contudo...
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segunda-feira, setembro 28, 2015
Aplicação
Desenvolvi uma aplicação para telemóvel que nos diz, sem a menor margem de erro, qual o tempo que vai fazer.
Chama-se "Abre a porra da janela e olha para a rua, caralho!!!"™
Ainda estou a trabalhar no título, mas estou convicto de que vou ganhar milhões.
Chama-se "Abre a porra da janela e olha para a rua, caralho!!!"™
Ainda estou a trabalhar no título, mas estou convicto de que vou ganhar milhões.
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sexta-feira, setembro 18, 2015
Masoquista
Era tão, mas tão masoquista, que todos os anos se inscrevia num curso novo só para levar com a praxe.
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quinta-feira, setembro 17, 2015
Palavra do dia: dirndl
Acordei cheio de suores frios e obcecado por uma palavra: dirndl. Uma pena não me lembrar do que sonhei, porque gostaria muito de saber que raio se passou com o meu cérebro durante o sono para me enfiar, com a força de uma chapada, esta palavra.
Dirndl. Dirndl. Dirndl. Onde já ouvira isto? À primeira, não consegui perceber de que se tratara. Lavei o rosto, fiz a barba, sempre com a palavra a pairar sobre mim. "Que raios é um dirndl?". Comecei a tratar de reduzir as hipóteses enquanto tomava o pequeno-almoço. Seria um fruto nórdico? Ou um instrumento folk utilizado para abichanar músicas? Ou ainda um dildo bêbado?
Tive de ir à internet. E foi aí que, incapaz de me recordar do significado de tão tortuoso termo, descobri a verdade: um dirndl "é um tipo de vestido tradicional utilizado na Baviera, Liechtenstein, Áustria e Tirol do Sul, baseada na vestimenta histórica dos camponeses alpinos." (citação retirada da wikipédia).
Dirndl. Dirndl. Dirndl. Onde já ouvira isto? À primeira, não consegui perceber de que se tratara. Lavei o rosto, fiz a barba, sempre com a palavra a pairar sobre mim. "Que raios é um dirndl?". Comecei a tratar de reduzir as hipóteses enquanto tomava o pequeno-almoço. Seria um fruto nórdico? Ou um instrumento folk utilizado para abichanar músicas? Ou ainda um dildo bêbado?
Tive de ir à internet. E foi aí que, incapaz de me recordar do significado de tão tortuoso termo, descobri a verdade: um dirndl "é um tipo de vestido tradicional utilizado na Baviera, Liechtenstein, Áustria e Tirol do Sul, baseada na vestimenta histórica dos camponeses alpinos." (citação retirada da wikipédia).
E pronto, fiquei elucidado. Mas a elucidação deste mistério só despertou um outro: a sério, em que merdas sonhei esta noite?!?!
Hipóteses:
a) escrevi, produzi e realizei uma sequela do Música no Coração;
a) escrevi, produzi e realizei uma sequela do Música no Coração;
b) imaginei uma saga de filmes pornográficos protagonizados só com mulheres alpinas;
c) optei pelo transformismo e vesti-me de bávara para agradar os turistas alemães no Cais do Sodré;
d) sou doido, até nos sonhos.
Vou passar os próximos 17 anos a pensar nisto...
Vou passar os próximos 17 anos a pensar nisto...
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sexta-feira, julho 03, 2015
Medidas para fazer do Sporting campeão
Qual Bruno de Carvalho, qual Jorge Jesus (foda-se...), qual Octávio Machado (re-foda-se...), qual quê! Querem o Sporting campeão (e eu sei que querem)?!?! Eis o que há a fazer:
Vender o William Carvalho pela cláusula de rescisão (45 milhões de €uros. O jeitinho que isto não dava à Grécia). Com os 45 milhões nas mãos, fazer uma proposta pelo pé esquerdo do Messi. Trazer o pé de Barcelona para Lisboa, enxertá-lo no Capel e pronto: o brilhantismo e a técnica do argentino a ganhar o salário do espanhol. Done. Campeões.
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sexta-feira, junho 26, 2015
Esta é só para vos lixar a cabeça durante o fim-de-semana
| Centrado |
Descentrado
|
Funny, isn't it?
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segunda-feira, junho 22, 2015
A ética dos ciclistas
Variados são os enigmas deste mundo. Por exemplo, nunca conseguirei, nem eu nem ninguém, perceber como pode o Sporting formar dois Bolas de Ouro, ganhar títulos em todos os escalões da formação mas, quando se chega à equipa de seniores, os títulos escasseiam mais do que neurónios na cabeça do Cavaco.
Outro enigma intrigante com'ó caraças é este: sempre, mas SEMPRE que dois ciclistas se cruzam, cumprimentam-se, mesmo que não se conheçam. Tenho assistido a isto em pessoa todas as vezes que pedalo: do outro lado da estrada, há sempre um bandalho de bicicleta que me dá o bom dia ou a boa tarde. A este comportamento dou o nome de ética dos ciclistas, e é uma particularidade que não consigo encontrar em nenhuma outra actividade desportiva amadora.
Por exemplo, eu quando jogo à bola não costumo cumprimentar ninguém, e chamarei de louco o primeiro gajo a dizer que dá os bons dias ou as boas tardes a seguir a mandar o adversário ao chão com um carrinho ou a quebrar-lhe os rins à conta de uma finta perfeita. Eu, quando parto os rins a alguém, atiro-lhe é um "toooooma, cabrão", quando faço um tackle que deita o opositor por terra, dou-lhe um "mama, filho da puta". Se eu dissesse "bom dia", estaria apenas a ser estúpido.
Também no jogging não há cumprimentos. E não apenas porque os corredores que se cruzam estão demasiado sem fôlego para proferir qualquer coisa sem ser o habitual ruído de respiração ofegante (pelo menos é o que acontece comigo): devido a ser muito comum correr ao som de música debitada através de headphones, nós podemos dizer o que quer que seja ("bom dia", "comi a tua mãe ontem", "os teus calções são maricas", "tens cara de preservativo furado", etc.) que o provável é a outra parte não ouvir a mais pequena letra.
Da mesma forma, quando faço amor com a gaja (outro tipo de actividade desportiva amadora), não lhe dou os bons dias, as boas tardes ou as boas noites, conforme à hora do dia em que aquilo esteja a ter lugar. Não! Cumprimentar alguém durante o acto sexual não faz sentido nenhum.
Então por que é que faz sentido os ciclistas cumprimentarem-se?! Por que é este um comportamento assumido por todos os praticantes desta modalidade? Não faço a mínima ideia. Não sei quando nem quem começou esta mania. Só sei que é algo instalado, e de tal forma que não devolver o cumprimento é sinal de má educação, podendo mesmo ocorrer retaliações (já vi um grupo de ciclistas agredirem com correntes de bicicleta um pobre coitado tudo porque este, ingenuamente, não correspondeu ao "bom dia" que lhe foi lançado por um dos outros - isto faz-me lembrar aquela história do Pai Mei no 2º Kill Bill, em que ele encontra um monge shaolin e o cumprimenta, e o cumprimento não é devolvido, e então o Pai Mei comete um massacre no tempo shaolin, e então a Uma Thurman faz não sei o quê e o David Carradine enquanto conta esta história comete asfixia auto-erótica e acho que já me estou a baralhar).
Pode ser estranha, mas é assim a ética dos ciclistas. Daria o meu desviador traseiro para perceber como este comportamento se tornou tradição.
Outro enigma intrigante com'ó caraças é este: sempre, mas SEMPRE que dois ciclistas se cruzam, cumprimentam-se, mesmo que não se conheçam. Tenho assistido a isto em pessoa todas as vezes que pedalo: do outro lado da estrada, há sempre um bandalho de bicicleta que me dá o bom dia ou a boa tarde. A este comportamento dou o nome de ética dos ciclistas, e é uma particularidade que não consigo encontrar em nenhuma outra actividade desportiva amadora.
Por exemplo, eu quando jogo à bola não costumo cumprimentar ninguém, e chamarei de louco o primeiro gajo a dizer que dá os bons dias ou as boas tardes a seguir a mandar o adversário ao chão com um carrinho ou a quebrar-lhe os rins à conta de uma finta perfeita. Eu, quando parto os rins a alguém, atiro-lhe é um "toooooma, cabrão", quando faço um tackle que deita o opositor por terra, dou-lhe um "mama, filho da puta". Se eu dissesse "bom dia", estaria apenas a ser estúpido.
Também no jogging não há cumprimentos. E não apenas porque os corredores que se cruzam estão demasiado sem fôlego para proferir qualquer coisa sem ser o habitual ruído de respiração ofegante (pelo menos é o que acontece comigo): devido a ser muito comum correr ao som de música debitada através de headphones, nós podemos dizer o que quer que seja ("bom dia", "comi a tua mãe ontem", "os teus calções são maricas", "tens cara de preservativo furado", etc.) que o provável é a outra parte não ouvir a mais pequena letra.
Da mesma forma, quando faço amor com a gaja (outro tipo de actividade desportiva amadora), não lhe dou os bons dias, as boas tardes ou as boas noites, conforme à hora do dia em que aquilo esteja a ter lugar. Não! Cumprimentar alguém durante o acto sexual não faz sentido nenhum.
Então por que é que faz sentido os ciclistas cumprimentarem-se?! Por que é este um comportamento assumido por todos os praticantes desta modalidade? Não faço a mínima ideia. Não sei quando nem quem começou esta mania. Só sei que é algo instalado, e de tal forma que não devolver o cumprimento é sinal de má educação, podendo mesmo ocorrer retaliações (já vi um grupo de ciclistas agredirem com correntes de bicicleta um pobre coitado tudo porque este, ingenuamente, não correspondeu ao "bom dia" que lhe foi lançado por um dos outros - isto faz-me lembrar aquela história do Pai Mei no 2º Kill Bill, em que ele encontra um monge shaolin e o cumprimenta, e o cumprimento não é devolvido, e então o Pai Mei comete um massacre no tempo shaolin, e então a Uma Thurman faz não sei o quê e o David Carradine enquanto conta esta história comete asfixia auto-erótica e acho que já me estou a baralhar).
Pode ser estranha, mas é assim a ética dos ciclistas. Daria o meu desviador traseiro para perceber como este comportamento se tornou tradição.
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segunda-feira, junho 01, 2015
"O que nos sai do coração vem a ferver" (Luís Miguel Nava)
Só para mostrar como sou um gajo refinado, enfiei no título um verso de um poema do Luís Miguel Nava (e só para mostrar como sou muita culto e hipster, escolho o Nava e não um gajo mais batido, como o zarolho do Camões ou o esquizofrénico do Pessoa).
Mas vem este título, "o que nos sai do coração vem a ferver" a propósito do que acabou de me acontecer durante o tempo de almoço. Fui a um restaurantezito, pedi o meu hamburguer vegetariano e relaxei com a comida à frente, uma garrafa de água e o televisor do sítio estrategicamente sintonizado na SportTV, que também estrategicamente exibia a reposição daquela magistral final da taça de Portugal ocorrida ontem, 31 de Maio.
E o que aconteceu? Pá, quando o Slimani marca aquele golo aos 84 minutos, eu esqueci-me de que o jogo tinha sido ontem, de que ganhámos a taça, de que fizemos a festa e, caramba, saltei da minha cadeira e gritei, com pedaços de rúcula e cogumelos ainda mal mastigados na boca, gritei com toda a força que tinha "GOLOOOOO, CARALHO!!!! VAMOS LÁ GANHAR A PUTA DA TAÇA, CHUPA BRAGA!!!!!!" Só me faltou o cachecol verde e branco...
As outras pessoas que estavam no restaurante, contudo, parece que não levaram lá muito a bem esta minha reacção e puseram-se a olhar para mim como se eu fosse algum doido.
Juro que não percebo porquê...
(o que nos sai do coração vem MESMO a ferver)
Mas vem este título, "o que nos sai do coração vem a ferver" a propósito do que acabou de me acontecer durante o tempo de almoço. Fui a um restaurantezito, pedi o meu hamburguer vegetariano e relaxei com a comida à frente, uma garrafa de água e o televisor do sítio estrategicamente sintonizado na SportTV, que também estrategicamente exibia a reposição daquela magistral final da taça de Portugal ocorrida ontem, 31 de Maio.
E o que aconteceu? Pá, quando o Slimani marca aquele golo aos 84 minutos, eu esqueci-me de que o jogo tinha sido ontem, de que ganhámos a taça, de que fizemos a festa e, caramba, saltei da minha cadeira e gritei, com pedaços de rúcula e cogumelos ainda mal mastigados na boca, gritei com toda a força que tinha "GOLOOOOO, CARALHO!!!! VAMOS LÁ GANHAR A PUTA DA TAÇA, CHUPA BRAGA!!!!!!" Só me faltou o cachecol verde e branco...
As outras pessoas que estavam no restaurante, contudo, parece que não levaram lá muito a bem esta minha reacção e puseram-se a olhar para mim como se eu fosse algum doido.
Juro que não percebo porquê...
(o que nos sai do coração vem MESMO a ferver)
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segunda-feira, maio 25, 2015
A fauna antropológica da margem sul: subsídios para a sua compreensão
Os meus longos passeios de bicicleta pelas ruas e estradas de várias localidades da margem sul têm-me feito contactar, em primeiríssimo pedal, com a diversidade da sua fauna. Na generalidade, as pessoas são todas decadentes. Do white trash (redundância) ao black trash (redundância), passando pelo gipsy trash (redundância) e por algumas amostras de asian trash (redundância), a margem sul exibe nas pessoas a mesma decadência que revela nos edifícios. Tantas e tantas décadas a lutar pela igualdade - o PCP, sabe-se, tem na "outra margem" do Tejo uma importante reserva de apoiantes - tornaram aquele vasto território que vai de Almada ao Seixal numa massa homogénea: é tudo feio e bruto!
Do cinquentão com ar acabado, devido ao vinho barato e aos cigarros, que se pavoneia pela rua envergando fato de treino do Benfica (mandei um destes gajos para o vernáculo de pénis aqui há umas semanas) aos adolescentes mitras com o telemóvel a rebentar ao som de hip hop manhoso (também mandei um grupo destes para o vernáculo, mas não me ouviram), não importa a crença, a etnia, a idade, o género, todos os exemplares humanos são feitos da mesma massa que os prédios, não passando de meras construções brutas às quais umas implosões não deixariam de ser bem vindas.
Mas eu gosto disto. Sinto-me bem neste meio. Porque também eu sou lixo e não tenho vergonha de sê-lo. Gosto de estar a pedalar no meio do Laranjeiro e ver duas fufas gordas a beijarem-se na boca em público, perante a indiferença de matronas africanas de meia idade e de chungosos agarrados com metade dessa meia idade. Isto não se vê no Estoril! No Estoril, em Cascais e arredores damos é com os olhos naqueles betinhos de camisa com o botão de cima desabotoado e o cabelo à... à... bem, à beto (que nojo!!!!).
Passear pela margem sul é aproximarmo-nos mais do tutano da vida humana. Poderia recorrer à filosofia aristotélica para mostrar como os nossos acidentes - as nossas roupas, a nossa cor da pele, etc. - não alteram a nossa essência, que é sermos todos lixo. Mas não o vou fazer, porque o Aristóteles já morreu há demasiado tempo e nunca chegou a treinar o Sporting. Digo apenas que a sinceridade da margem sul está aqui. A decadência do seu exterior não faz mais do que mostrar a decadência da sua essência. Se isto é bom ou mau? Eu acho que é bom.
Ao menos não há queques nem tios nem benzocas. Porque podemos ser todos lixo, mas até entre o lixo há lixo bom - o lixo que sabe que é lixo - e lixo mau - o lixo que finge não ser lixo. A margem sul é pródiga no bom.
Passear pela margem sul é aproximarmo-nos mais do tutano da vida humana. Poderia recorrer à filosofia aristotélica para mostrar como os nossos acidentes - as nossas roupas, a nossa cor da pele, etc. - não alteram a nossa essência, que é sermos todos lixo. Mas não o vou fazer, porque o Aristóteles já morreu há demasiado tempo e nunca chegou a treinar o Sporting. Digo apenas que a sinceridade da margem sul está aqui. A decadência do seu exterior não faz mais do que mostrar a decadência da sua essência. Se isto é bom ou mau? Eu acho que é bom.
Ao menos não há queques nem tios nem benzocas. Porque podemos ser todos lixo, mas até entre o lixo há lixo bom - o lixo que sabe que é lixo - e lixo mau - o lixo que finge não ser lixo. A margem sul é pródiga no bom.
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sexta-feira, maio 22, 2015
Filosofia de casa de banho
As minhas idas a casas de banho públicas andam a ficar demasiado, enfim, disparatadas. Há poucos minutos dirigi-me a uma, encontrei um amigo e ficámos uns bons minutos a discutir filosofia moral e a possibilidade de fundar uma ética assente na ausência de bases normativas. Não foi a primeira vez que estabeleci conversa filosófica num WC, mas poucas vezes terão sido tão produtivas quanto esta.
Durante este diálogo, porém, uma terceira pessoa entrou no espaço e ficou a olhar para nós os dois como se fôssemos subcomissários da PSP de Guimarães. De certeza que este gajo subscrevia a tese de que não é possível haver moral nem normatividade. Só isso explica que se tenha fechado num cubículo e desatado a soltar gases. É o recurso daqueles que não têm argumentos...
Eu e o meu amigo fomos às nossas mijinhas, lavámos as mãos e continuámos a discussão fora dali. Mas ambos sentimos que se perdeu qualquer coisa. Há um certo je ne sais quoi nos WC que puxa à especulação filosófica. E como extra, podemos limpar o colón e a bexiga.
Começo a pensar que a casa de banho contemporânea pode - e deve (olha, normatividade!) - funcionar como um análogo da ágora ateniense.
Eu e o meu amigo fomos às nossas mijinhas, lavámos as mãos e continuámos a discussão fora dali. Mas ambos sentimos que se perdeu qualquer coisa. Há um certo je ne sais quoi nos WC que puxa à especulação filosófica. E como extra, podemos limpar o colón e a bexiga.
Começo a pensar que a casa de banho contemporânea pode - e deve (olha, normatividade!) - funcionar como um análogo da ágora ateniense.
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sexta-feira, maio 15, 2015
Demonstração inequívoca de como a quiromancia é uma valente treta!
Uma senhora pegou na minha mão direita. Depois de uma rápida observação à palma, proferiu:
"Ahhhh, incrível! A sua linha da mente atravessa toda a mão. Você só pode ser um génio!!!"
"Ahhhh, incrível! A sua linha da mente atravessa toda a mão. Você só pode ser um génio!!!"
Está assim provada a falsidade da quiromancia.
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quarta-feira, maio 13, 2015
Coisas hipersurreais que só acontecem comigo.
Ontem. Final da tarde. Dirijo-me a um WC público. Abro a porta. Um rapaz de cor/ indivíduo de etnia africana/ bacano negro pretozorro do caraças está de vergalho na mão e quando me vê, sorri-me, mostrando aqueles dentes alvos, e diz, melifluamente, "Oláááá".
Sim, fiquei com cara de cu, agarrei-me ao meu, e zarpei dali o mais depressa que pude. Perdi logo a vontade.
Se acham que este episódio não é verídico, desenganem-se. Bem sei que tenho uma imaginação muito fértil, mas jamais conseguiria congeminar um evento desta natureza. Isto é tão bizarro que só pode ser verdade!
Sim, fiquei com cara de cu, agarrei-me ao meu, e zarpei dali o mais depressa que pude. Perdi logo a vontade.
Se acham que este episódio não é verídico, desenganem-se. Bem sei que tenho uma imaginação muito fértil, mas jamais conseguiria congeminar um evento desta natureza. Isto é tão bizarro que só pode ser verdade!
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sexta-feira, abril 17, 2015
"Quem não recorda o passado, está condenado a repeti-lo"
Pessoas a quem esta frase de Jorge Santayana serve incondicionalmente, é dizer, em português popular, "que nem uma luva":
- políticos e governantes
- gestores de empresas
- presidentes, treinadores e jogadores do Sporting
- gajas que perdoam os gajos infiéis
- gajos que perdoam as gajas infiéis
- adeptos que gostariam de voltar a ter o Moutinho no Sporting
- eu quando insisto em pôr molho wasabi na comida.
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quarta-feira, abril 15, 2015
Apontamentos sobre baixo ventre
Ontem: a braguilha das minhas calças estragou-se logo pelo fim da manhã. Andei o dia todo sem poder fechar aquela zona e só uma utilização estratégica da camisa para fora das calças evitou que se mostrasse aquilo que só mostro à minha esposa e aos transeuntes da Avenida da Índia, onde eu, ao fim de semana, faço uns trabalhinhos como exibicionista.
Hoje: no fim de vestir umas cuecas que até são novas, e sempre me serviram impecavelmente, verifico que estão a apertar-me os testículos contra o pénis e o pénis contra os testículos de uma forma tão vigorosa que eu só pude pensar nas torturas da Inquisição. Volto a tirá-las e opto por uns boxers largos. Os ditos órgãos, bem como as minhas virilhas, agradecem, penhoradas.
Nem quero imaginar o que vai acontecer amanhã...
Nem quero imaginar o que vai acontecer amanhã...
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terça-feira, abril 07, 2015
Bela maneira de começar o dia...
"Pareces mesmo o Jack Nicholson no Shining", diz-me a minha própria esposa ao ver-me levantar da cama.
Então, segundo ela, dou semelhanças a isto. Isto! E não ajudou nada olhar-me, ainda estremunhado, ao espelho e verificar que ela TEM RAZÃO!
Pelo sim, pelo não, nunca me cheguem um machado à mão.
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terça-feira, março 31, 2015
Consegui caramelizar a minha virilidade. E ainda lhe deitei funcho.
Ontem foi dia de festa no trabalho. Digo "trabalho" em lugar de "empresa" porque não estou propriamente numa empresa... mas lá que foi uma "festa" e que foi "no", isso foi.
A festa foi simpática. Digno de espanto, contudo, foi isto: a dada altura, os rapazes presentes estavam a falar do... Masterchef Australia, enquanto as raparigas dialogavam sobre... filmes do Chuck Norris!
Isto é verídico! Escusado será dizer quem, de entre os rapazes, trouxe o assunto "Masterchef Australia" para a conversa. Fuck my life!...
O que vale é que os meus índices de masculinidade subiram a partir do momento em que me embebedei a valer. Temo, porém, que o mal já estivesse feito. Vou precisar de ser visto a coçar os tomates em público umas 300 vezes para retomar a minha imagem de homem primitivo e carregado de testosterona. E não abrir a boca jamais para falar do Masterchef Australia.
Não vai ser fácil (já aqui disse que esse programa é o meu guilty pleasure). Desejem-me sorte.
A festa foi simpática. Digno de espanto, contudo, foi isto: a dada altura, os rapazes presentes estavam a falar do... Masterchef Australia, enquanto as raparigas dialogavam sobre... filmes do Chuck Norris!
Isto é verídico! Escusado será dizer quem, de entre os rapazes, trouxe o assunto "Masterchef Australia" para a conversa. Fuck my life!...
O que vale é que os meus índices de masculinidade subiram a partir do momento em que me embebedei a valer. Temo, porém, que o mal já estivesse feito. Vou precisar de ser visto a coçar os tomates em público umas 300 vezes para retomar a minha imagem de homem primitivo e carregado de testosterona. E não abrir a boca jamais para falar do Masterchef Australia.
Não vai ser fácil (já aqui disse que esse programa é o meu guilty pleasure). Desejem-me sorte.
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