Sexta-feira, Março 02, 2012

F¨ck my ass and call me a b¨tch

Acabei de falar com uma personalidade muito importante do nosso espectro comentadeiro político-partidário (não, não digo quem era) e esqueci-me de mandá-lo para a c*na da mãe dele, mais o c*r*lho que o f*da. A última vez que perdi uma oportunidade destas foi com o Durão Barroso, ainda antes de ele ter ido para primeiro-ministro e também muito antes de ele ter ido para a Comissão Europeia. E eu acho que as coisas estão ligadas: tivesse eu mandado o Durão Barroso para a p*ta que o pariu, ou enfiado um bruta calduço naquele cachaço, estaria ele hoje amochadinho a fazer a travessia do deserto político. Não acreditam?! Uma vez, mandei um pisão no Demétrio Alves (antiga figura de destaque do PCP) e pouco tempo depois ele foi mandado embora da Câmara Municipal de Loures; outra vez, dei um encontrão no Marques Mendes (sim, está bem, foi sem querer; na verdade, eu não o vira. Quem lhe manda ser pequininicho?!?) e agora ninguém quer saber dele. Está tudo ligado, está tudo ligado...

Quinta-feira, Março 01, 2012

Eu percebo: não apareciam há tanto tempo que agora a gente até estranha!

À saída da estação de comboio, uma senhora vira-se para mim:

Senhora: Desculpe, desculpe: pode ajudar-me? Que coisas brancas e cinzentas são aquelas ali no céu?! Estou com tanto medo...
Eu: Nuvens?!?!
Senhora: Ah...

Quarta-feira, Fevereiro 29, 2012

Descubram as diferenças

Como fica a cozinha depois de a gaja ter cozinhado:




Como fica a cozinha depois de EU ter cozinhado:




Conclusão: exacto! Quando sou eu a cozinhar, a coisa é muito mais divertida!

Segunda-feira, Fevereiro 27, 2012

Diálogos parvos (a série continua)

Eu: Não sei por que é que as mulheres estão sempre a queixar-se quando aumentam de peso.
Ela: Tu não sabes porque és homem!
Eu: Sim, mas... São só uns quilinhos a mais, não estou a ver qual é o drama.
Ela: Tu não percebes.
Eu: Quer dizer, não é exactamente o fim do mundo. O que importa mais um pneuzinho aqui, mais uma gordurazinha ali?!?...
Ela: A coisa não é só física, é também psicológica. E não sei se já reparaste, mas estás a ficar com duplo queixo!
Eu: Hã?! Duplo queixo?!? Eu?!?! Onde, onde?!?! AHHHHHHH! Tira, tira!!!! AHHHHHH! Mata, MATA!!!! AHHHHHHHH!

Tenho só a acrescentar que, além do duplo queixo, a roupa está também a encolher, mas isto pode ser apenas do frio...


...espero!

Sexta-feira, Fevereiro 24, 2012

A evolução das discussões ao longo dos anos

Neste post, vou comprovar uma tese. A tese é: à medida que vamos ficando velhos, o teor das nossas discussões eleva-se, mas a maneira como desenvolvemos tais discussões mantém-se. Ou seja, com a idade, a metafísica vai-se distanciando da epistemologia. Não perceberam esta última frase? Não se preocupem, eu também não, coloquei-a só para dar um ar de coiso.

Passarei de seguida à demonstração. Lembram-se quando eram pequenos? Eu, embora tenha uma memória digna de um doente de Alzheimer, lembro-me. E sei bem como eram as discussões nessa época. Dou-vos só dois exemplos, que tenho a certeza despertarão em vós centenas de episódios semelhantes:

Discussão típica #1:

Eu: Iá, o Super-Homem dava porrada no Batman.
Amigo: Não dava! O Batman é que vencia o Super-Homem.
Eu: Ihhh, ganda estúpido! O Super-Homem tem superpoderes, tipo superforça, super-raios dos olhos, supervelocidade...
Amigo: Cala-te! O Batman tem um bruta carrão e tem um cinto com bués cenas.
Eu: És estúpido!
Amigo: Tu é que és!
Eu: Tu é que és mil vezes!
Amigo: Tu é que és duas mil vezes!

Discussão típica #2:

Eu: Iá, o Sporting é bué melhor que o Benfica.
Amigo: Iá.
Eu: E quando os dois jogarem, o Sporting vai ganhar 5 a 0.
Amigo: Vai ser 10 a 0.
Eu: Ihhh, tantos?! Vai ser 5, vais ver.
Amigo: Uma merda. Vão ser 10.
Eu: 5.
Amigo: 10.
Eu: És estúpido!
Amigo: Tu é que és!
Eu: Tu é que és mil vezes!
Amigo: Tu é que és duas mil vezes!

Estou convicto de que vocês, agora, estão a derramar uma lagriminha pela face, ao recordarem-se de discussões iguais a estas nos vossos tempos de infância. Argumentações similares ocupavam grande parte dos nossos tempos livres. Com a idade, porém, os assuntos vão sendo outros. Em lugar de discutirmos qual é o super-herói que dá um enxerto no outro, ou por quantos o Sporting vai vencer o Benfica, passamos a ter altercações sobre questões supostamente mais refinadas, como política, literatura, filosofia, arte. Mas a essência da discussão, essa, como eu quero mostrar, mantém-se. Ainda há dois dias, tive este acalorado e aceso diálogo com uma amiga minha:

Eu: Pá, o Klimt não vale nada.
Amiga: Hã? Não estás a falar a sério, pois não?
Eu: Estou, estou. O Klimt é uma porcaria.
Amiga: Não é nada!
Eu: É sim. As obras dele são pirosas como tudo. E feias. Já me viste aquela porcaria d'O Beijo?! Como é possível aquilo estar num museu?! Aquilo é horrível!
Amiga: Não é nada, é lindo. Horríveis são os rabiscos a que chamas arte. Como é que podes gostar do Pollock?! Até o meu cão fazia melhor!
Eu: És estúpida!
Amiga: Tu é que és!
Eu: Tu é que és mil vezes!
Amigo: Tu é que és duas mil vezes!

E pronto. Tese comprovada! O que é que mudou aqui?! Tirando a elevação do tema, e considerando - o que não é de todo líquido - que falar sobre arte contemporânea é um tema mais elevado do que falar sobre porrada entre personagens fictícias ou sobre a possibilidade de o Sporting espetar 5 ou 10 no Benfica (à sua maneira, também uma ficção...), com o que ficamos? Exactamente com as mesmas criancices de sempre. E quem diz arte, diz outras coisas. Há cerca de um mês, estive quase a andar à porrada com um colega de trabalho porque um de nós (eu) teimava que a escrita lobo antunesiana ia beber muito ao Vergílio Ferreira da época de um Nítido Nulo, e o meu colega dizia que não, isso era uma idiotice. Mais uma vez, lá está: assuntos elevados, mas a mesma maneira de os colocar.

Portanto, tenho ou não tenho razão?! Claro que tenho. E se não concordam, é porque são estúpidos infinitas vezes!

Quarta-feira, Fevereiro 22, 2012

Eram 4 da madrugada e eu estava a pensar nisto



No fundo, uma metáfora dos dias que correm. O queijo é o crescimento económico, o pessoal que se espatifa todo são os países em busca de uma saída para a crise, não reparando que, nesse desejo, o declive é inclinado, escorregadio e é isso mesmo, um declive, portanto é sempre a cair. No final, como se a coisa fosse uma sequela do Highlander, só um pode sair vencedor. E se estiveram atentos ao vídeo, podem reparar que os senhores que estão lá em baixo, aguardando pela chegada dos competidores, assumem o papel da troika: é como se, por um lado, dissessem "nós estamos cá para vos ajudar e amparar", mas bem lá no fundo, o que eles pensam é "desçam essa merda e espatifem-se para aí, c!#"lho!".

A única posição em que se pode apreciar os acontecimentos é, claro está, a do lado de fora. Quem está fora, pode rir a bom rir. Nada lhe vai acontecer. Quem está lá dentro, mesmo que ria (os chamados patetas alegres), não tem escapatória: consiga ou não o queijo, as possibilidades de trambolhão são infinitas. Nestas histórias, já dizia o outro, o corpo é que paga...

Segunda-feira, Fevereiro 20, 2012

O tempo é mesmo uma coisa tramada

Longe vai a época em que eu poderia fazer fisicamente qualquer coisa sem sofrer consequências. Lembro-me de ter feito duas directas seguidas no Porto, em trabalho. Lembro-me de ter dormido na rua após uma severa bebedeira. Lembro-me de trabalhar, ir a concertos, andar aos gritos, à biqueirada e ao mosh e depois ir trabalhar novamente. Lembro-me de estar com gripes daquelas de ficar internado no hospital, mas ainda assim ir jogar futebol com os amigos. Várias horas seguidas. E marcar golos. Lembro-me de tudo isto e muito mais.

Ontem, porém, bastou-me adormecer durante meia hora apenas ao ombro da cara metade para ficar com dores no pescoço daquelas mesmo lixadas, dores que nem a Linda Blair deve ter sentido quando protagonizou o Exorcista. Tenho de recuar vários anos (bastantes, mesmo!) para recordar uma dor semelhante: foi na ressaca do concerto dos Metallica em Alvalade, corria o ano de 1993, onde eu abanei tanto a cabeça que andei à rasca do pescoço aí durante uns três dias. Só que, nesse célebre 16 de Junho, ainda se percebe a coisa: estive a massacrar o carolo 45 minutos durante Suicidal Tendencies, e mais 2h 30 m durante Metallica. Compreende-se, então, que o pescoço tenha dado de si perante uma actividade tão intensiva. Agora, não se compreende de forma alguma que, só porque me encostei ao ombro amado durante míseros 30 minutos, esteja a ser torturado no cachaço. E mais: ao passo que naqueles três dias eu não fiz nada para curar o pescoço, mas ele ainda assim ressuscitou, esta manhã teve de vir a gaja com uma pomada e espalhá-la pela zona dorida, no sentido de acalmá-la (não funcionou, digo já!). Portanto, conclusão: além de estar mais fraquinho, estou mais maricas (ui, pomadinha no pescocinho...).

É isto o que a passagem do tempo nos faz. Amolece-nos. Ai, o meu pescoço!!!!