sexta-feira, abril 09, 2010

O que separa homens e mulheres quando observam futebol


Há já muito tempo que possuo a seguinte teoria: as mulheres, quando gostam de futebol, conseguem ser muito mais fundamentalistas do que os homens! Lembro-me, por exemplo, de uma colega com quem trabalhei numa famosa rede de livrarias. Quando ela chegava, às 9 horas de uma segunda feira, para entrar ao serviço e o seu rosto denunciava ter passado a noite inteira a chorar, eu - e os outros colegas, já agora - já sabia a razão: o Sporting perdera o seu jogo no domingo anterior.

As mulheres conseguem também ser mais ordinárias que os homens. A maior parte dos gajos, quando vêem futebol, lançam os seus "filho da puta" ao árbitro ou ao avançado que falha um penálti. Aqui e ali, um "vai para o c*ralho" ou "vai-te f*$er". As mulheres, contudo, são capazes de todo um repertório de asneiras num espaço relativamente curto de tempo. Se a coisa não corre de feição ao clube do seu coração, são capazes de atirar uma carambola de obscenidades, umas em cima das outras, que envergonhariam um Alberto João Jardim.

Comprovei isto mesmo ontem por ocasião da derrota do Benfica com o Liverpool (4 a 1 para a equipa da cidade dos Beatles, mas não preciso de relembrar isso, pois não, lampionagem?!). Se o homem lá de casa (ou seja, eu, caso estejam com dúvidas!) estava a ver o jogo tranquilamente, a mulher só metralhava c*ralhadas atrás de c*ralhadas, de vez em quando entremeadas por um "f*da-se esta m&#da toda" ou por um mais simpático "vai pá c*na da tua mãe, ó inglês do c@#$lho".

Vá, podem muito bem argumentar que a minha calma derivava do facto de o Benfica não ser o meu clube. Que se fosse o Sporting a estar naquela situação, eu puxaria dos galões e mostraria a minha capacidade verborreica. Mas isto é falso! Quando o Sporting joga e leva nas lonas, os comentários mais ofensivos que profiro limitam-se a um "este Polga é um cepo", ou "este treinador sofreu uma lobotomia", ou "palhaço do árbitro, 'tá sempre a roubar o Sporting. Deve ter sido comprado..." Ou seja, tudo coisinhas muito leves. Já a gaja, quando vê bola, é incapaz de, qual My Fair Lady da margem sul, dominar a sua inclinação para a ordinarice. Se eu ganhasse 5 cêntimos, 5 cêntimos apenas, por cada asneira que a gaja solta durante 90 minutos de pontapé na bola, juro-vos que no final de cada partida teria um pecúlio de fazer inveja aos prémios de desempenho do António Mexia!

E o pior é que ela ainda tem a lata de, após cada vulgaridade, vir mandar um "epá, tenho de me controlar. Não vou dizer mais nenhuma asneira neste jogo". Normalmente, o período de tempo que passa entre esta promessa e o não cumprimento da mesma cifra-se em três segundos. Basta o Cardozo perder uma bola ou o Aimar efectuar um mau passe para imediatamente retornarmos ao discurso pornográfico: "cabrão, palhaço do c@r@lho, ganhas tu esse dinheiro todo para quê, mais valia se o metesses no cu, meu paneleiro da m&rda, f*d@-se este jogo, c@r@lho, f*$a-se, put@ que pariu isto tudo".

E são assim todos os nossos serões em frente ao televisor quando o clube lampião joga. Por isso é que eu digo: o que separa homens e mulheres quando vêem bola é o fanatismo. Elas são muito piores do que nós!

Bom fim-de-semana

4 comentários:

Nuno Aer disse...

É verdade, é verdade. Pessoalmente não gosto de futebol, mas quando o Porto joga tenho que ouvir a minha irmã aos berros o jogo todo!

Ilda disse...

Fosga-se, epá e não tinha eu razão para aquele rol de asneiras???? Que car@lho, pá!!! Fod@-se, tenho de deixar de dizer asneiras, pá!

Pulha Garcia disse...

Com um exemplo desses lá em casa e ainda não viste a Luz?

Saudações de glória.


Ps- E tens muita sorte. Eu gostava de ter Benfica TV e não tenho. Ao invés tenho Sport TV que vai no sentido oposto.

Maestro disse...

quantos homens não queriam ter uma mulher assim??


eu tenho... e é bom demais...