segunda-feira, abril 13, 2009

Lúcidos comentários acerca da Playboy portuguesa

Mónica Sofia: Meio branca. Meio negra. Toda boa!

Pois é, a Playboy portuguesa, o grande acontecimento cultural do ano, quiçá da última década, já cá canta em casa! A princípio, pensei que seria complicado, no quiosque, escolher um exemplar com as folhas descoladas, mas ao fim de 3 ou 4 que já tinham sido alvo da admiração de alguns seres mais tarados, lá consegui encontrar um imaculado, ou perto disso.

E se estava imaculado, ou perto disso, já não está, porque a minha primeira reacção ao abrir a revista [preparem-se para a onomatopeia que se segue] não foi outra senão esta:

FAP
FAP
FAP... FAP... FAP...
FAP... FAP... FAP... FAP... FAP...
FAPFAPFAPFAPFAPFAPFAPFAPFAPFAPFAPFAPFAPFAP
FAP
FAP
FAP
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

Mas passemos à análise propriamente dita da revista. O que traz a Playboy, para além de playboas? Bom, a revista tem sido desde sempre elogiada pela qualidade dos seus artigos, reportagens e entrevistas. Certos intelectuais não se cansam mesmo de referir a presença, nas páginas da publicação de Hugh Hefner, de personalidades tão interessantes e distintas como Martin Luther King, Raymond Carver, Truman Capote, Ernest Hemingway e mais um sem número de gente. Mas isso é tudo conversa! Intelectual que é intelectual, em vez de comprar a Playboy, compra a New York Review of Books. A Magazine Littéraire. O Record. A não ser, claro, que queira bater uma punheta (coisa em que os intelectuais são pródigos, porque é a única maneira de terem sexo).

Nesse aspecto, a Playboy portuguesa foge aos padrões pseudo-intelectuais das suas irmãs norte-americana e brasileira. Não há gente interessante nem distinta a aparecer na revista (atenção: continuo sem referir-me às playboas!). Quem temos a escrever na Playboy tuga? Um dos autores mais insossos e, por que não dizê-lo, parvos, da sua geração: Pedro Paixão. Quem temos a ser entrevistado? O futebolista has-been Costinha. Quem é o principal fotógrafo da revista? Um tal de - e vejam lá se esta merda não choca com a mundividência da revista - Gonçalo Gaioso. GAIOSO, caraças!!!! Quem serão os outros? O Paulo Marikonço?! O Pedro Panneleiro?! O João Bishona?!

Ou seja, conteúdo intelectual, nicles. O que é bom, pois volta-nos a atenção para aquilo que realmente importa: as gajas!

E o que há a dizer das gajas? Em primeiro lugar, que são BOAS. MESMO BOAS. Não concordo, portanto, com aquela malta que veio insurgir-se contra o facto de a Playboy portuguesa ser demasiado púdica. Essa malta, de certeza, ficou-se por ver e por se vir com a capa e não apreciou o restante. E o restante é digno de ser apreciado, garanto. Rute Penedo, a primeira Playmate, é dotada de um apreciável par de pernas, de um também mui apreciável par de mamocas e de um espantoso cu. E o que dizer de Mónica Sofia, quentíssima no seu jeito de amestiçada rebelde? AÚÚÚÚÚÚÚÚÚ!!!!! WOOF! WOOF!!!! ARF, ARF!!!! Nota 20 no factor CCM (quem não sabe a que se refere esta sigla, sugiro que ouçam uma música dos Mata-Ratos que tem esse preciso título...)! E depois, como bónus, ainda temos umas gajas armadas em amazonas que se despem no meio de cavalos. Meu, as fantasias sexuais a que este contexto se presta... as imagens que já passaram pela minha cabeça faziam um filme da Cicciolina parecer um programa infantil!

E com isto, o panorama cultural português fica inegavelmente mais rico. Ao ter uma revista mainstream com gajas que se despem, Portugal entra finalmente no primeiro mundo. Só falta é os senhores da empresa responsável pela revista, a Fresta Produções (finalmente, um nome adequado! É para compensar a falha do Gonçalo Gaioso, certamente!...), contratem revisores de texto competentes, porque passados 7 dias a apreciar as gajas, pus-me a ler os artigos, e aquilo tem gralhas até mais não ("incónico"?!?! WTF?!). E quanto à reportagem sobre o tráfico de droga na Guiné-Bissau - sim, eu li mesmo esta merda - tenho a dizer que o jornalista não sabe colocar vírgulas. Ou, falando com mais propriedade: não sabe, colocar vírgulas.

Tirando estas merdas, de somenos importância, há que admiti-lo, a Playboy portuguesa está de parabéns. Eu já prestei umas quantas homenagens à revista, espero continuar a ter razões para fazê-lo. Continuem, caraças!!!

P.S.: Uma dúvida, nada a ver com o teor deste post e sim com o panorama futebolístico nacional: O João Gabriel, actual director de comunicação do Benfica, é atrasado mental, não é?! Elucidem-me, s.f.f.

8 comentários:

Inês Brito disse...

A revista foi só uma edição experimental pa ver no que dava. Nem registada foi.

Acho que a partir das estatisticas obtidas nesta primeira edição se vão esforçar para melhorar a qualidade no que diz respeito aos artigos, não que isso interesse a muita gente.

Bj,
(i)

izzie disse...

Mas porquê que eu só cheguei aqui hoje?
Porquê? PORQUÊ?
Eu sou jornalista, já escrevi em publicações, mas só quando fizer análises deste género poderei considerar me algo de jeito...
E essas etiquetas... upa, UPA!
Agora já não te livras de mim. E pronto!
Quanto a directores de comunicação de clubes que eu até adoro... não me pronuncio. Até porque sim... algo de estranho se passa naquele homem, ou nas conferencias de imprensa que dá... mas shiu! que eu não disse nada...

Beijinho,

Peter of Pan disse...

@Inês: a mim interessa-me a qualidade dos artigos, sim. Porque - lá está - depois de olhar para tanto cu e tantas mamas um gajo gosta de passar a vista pelos textos, só para desanuviar.

@Izzie: bem-vinda. As etiquetas deste estaminé são as mais surreais da blogosfera. Quanto ao João Gabriel: ao não te pronunciares, disseste tudo o que há para dizer. A coisa é estranha, indiscutivelmente.

Ilda disse...

Amorzito a tua análise foi tão boa, tão boa (tal como as gajas) que aguarda-te mais uma noite no sofá!

Rafeiro Perfumado disse...

No meio desta tua tão eloquente dissertação, só gostava que me dissesses como é que conseguiste o áudio dessa revista, para ela te cantar aí em casa...

Ninja! disse...

Hihi, finalmente alguém que também sabe o que é CCM! :P

subtilezas disse...

fraquinha fraquinha. eu não gostei. as gajas são bouas, mas a produção é muito má, as fotografias são medonhas. gajas nuas a preto e branco e rochas?!? muito anos 80 em maus. fiquei desiludida.
o jorge gabriel é. sem dúvida.

NUNIX disse...

concordando com as subtilezas e cntgo Peter pan ;)
abracci