quarta-feira, setembro 30, 2009

Fim da Bolha, seguido de Air Guitar

Tenho um comunicado a fazer ao país e, ao contrário do que ocorreu com um certo Presidente da República ontem, o meu possui mesmo conteúdo e é inteligível pelas outras pessoas.

A chata, incomodativa e dolorosa bolha que durante os últimos dias quase me fez enlouquecer desapareceu, dando lugar a uma mistela de pele seca e flácida, sangue pisado, um líquido creme e viscoso que não pode ser qualificado como pus, mas que eu também não sei o que é, e pedaços de tecido muscular. Enfim, uma nojeira, mas muito longe da repugnância provocada por aquela coisa que as mulheres deitam uma vez por mês, e além disso já não me dói o pé!

Aproveito para agradecer ao sapato que esborrachou a bolha e à meia que a asfixiou (nada democraticamente). E, como sou um gajo generoso, estendo os meus agradecimentos a pessoas como os deputados da República do Suriname e aos jogadores de pólo aquático da antiga Samoa Ocidental, que tantas preocupações manifestaram quando souberam que eu tinha uma bolha no pé. Bem hajam!

***

Findo aquele assunto, partilho convosco outro. Já vos oiço a gritar de alegria e a dizer aos vossos colegas de trabalho, "Uau, hoje temos dois temas parvos no Peter of Pan. Dois!!!! Estou tão feliz que nem vou tomar banho durante todo o mês de Outubro!". Calma, rapaziada! Não se excitem. E, sobretudo, tomem banho. Trata-se apenas de um fait-divers, parvo certamente, mas ainda assim de pouca importância.

É o seguinte: aqueles que leram o meu post duplo de ontem sabem que, nestes dias, não caibo em mim de contente, pois ando a apreciar o mais recente disco da minha banda favorita. Ora, um hábito que eu tenho quando escuto música é fazer air guitar! E o que é o air guitar, perguntam-me vocês, com total ignorância?! Pois bem, air guitar é aquele comportamento que se caracteriza por acompanhar a música tocando uma guitarra imaginária. Podem ver uma ilustração de tal demência abaixo:


Então, dizia eu, encontrava-me a fazer exactamente isto enquanto ouvia a última obra-prima dos Paradise Lost quando entra a minha gaja na sala. Reacção dela (e vejam lá até onde pode ir a imaginação de uma mulher): "Ouve lá, ó meu parvalhão, o que é que estás a fazer?!?! Tu estás a bater uma?!?!?!? Olha que não serei eu a lavar a carpete!!!"

Sintomático, não é?! Um gajo já não pode estar sossegado a ouvir música que há sempre quem apareça para lhe estragar o momento... É claro que tive de explicar à gaja que há uma diferença enorme entre esgalhar uma e tocar air guitar, porém acho que a convenci tanto quanto o Cavaco convenceu ontem os portugueses.

Daí ter de lançar um pequeno apelo: solidarizem-se comigo e expliquem, na caixa de comentários, que air guitar e punheta são actividades que nada têm a ver uma com a outra, embora ambas dêem prazer e sejam anatemizadas pelo João César das Neves. Pode ser que ela fique convencida por opiniões exteriores à minha, e deixe de me chamar "tarado" cada vez que eu quero acompanhar com gestos as músicas que meto a tocar na aparelhagem.

Vá lá, façam isso por mim...

6 comentários:

)0( disse...

ahahahahah

Rachelet disse...

«A tocar na aparelhagem», diz ele...

S* disse...

Que post interessante... eu tenho uma bolha no calcalhar. Tambem te interessa? ahahah

Ilda disse...

Desculpa, era o que parecia... e mesmo assim não fiquei convencida!
Ass. a gaja

Gonçalo disse...

Blogue porreiro, sim senhor! Já tinha lido que era um blogue na linha moderna do humor tal como o adorável Rafeiro Perfumado e confirmei. Também tenho Twitter e vou adicionar-te, vou andar por aí :)

Um abraço!

Alexandra disse...

Eh pah...eu sou daquelas pessoas que a bolha chama mais a atenção que um air guitar com pujança. Não tenho culpa de me interessar pelas desgraças do corpo humano.
(Andas a complicar as palavras da verificação?!- ingsmsbu?!?!?!)