sexta-feira, fevereiro 22, 2008

As virtudes de um bom "Foda-se!"

[este post contém linguagem estúpida e ofensiva]

O

Ontem, estava num “daqueles” dias. Havia dormido mal, as refeições também não caíram lá muito bem, doía-me a barriga, e a cabeça, tinha uma unha encravada, e comichão no escroto, e no rego do rabo, a vista cansada, os ouvidos faziam “ziiiiinnn”, tremia das mãos, e dos pés, e do escroto, coisas estúpidas passavam-me pela cabeça, e pelo coração, e – adivinharam – pelo escroto. Pois é, foi um desses dias em que, como se costuma dizer, um gajo não deve sair de casa. Mas eu saí, porque acredito na ditadura do proletariado e, como bom proletário que sou, fui proletariar um bocadinho.
No entanto, foi duro. Não me encontrava visivelmente em condições de desempenhar correctamente as minhas tarefas, portanto entreti-me a ver uns 2 ou 147 sites porno. Só que isto teve efeitos contraproducentes: se o dia já estava a ser duro, mais duro ficou… Não admira que, quando chegou finalmente a hora de saída, eu tenha sentido um certo alívio. E o meu escroto também!
Peguei então nas minhas coisas e encetei a viagem de regresso a casa, algo com o qual eu já ansiava. Afinal, as maleitas que sentia desde manhã continuavam a não dar tréguas, e nestas ocasiões uma pessoa pensa sempre que está melhor em casa, embora isso não seja necessariamente verdade. Porém, para chegar ao lar, doce lar, ser-me-ia preciso enfrentar o stress dos transportes públicos, e a gente já sabe que estes têm a estranha qualidade de conseguir piorar aquilo que já nos corre mal. Ora, foi justamente isso que me aconteceu: além de todos os problemas acima identificados e descritos, caiu-me logo em sorte ter de levar com o metro apinhado, com gente a pisar-me a unha e, pasme-se, a impedir-me de coçar o escroto! Devido a tudo isto, a tampa estava prestes a soltar-se-me… e soltou-se mal saí da estação! Lá fora, exposto à noite e ao frio, olhei para os dois lados, encostei-me a uma parede, segurei o escroto, larguei-o, inspirei fundo, levantei a cabeça para o céu nublado e libertei um sonoro, terrível, intenso, assustador e avassaladoramente lindo “FODA-SE!” E, cerca de dez segundos após o último vestígio da palavra se ter dissipado, acrescentei com brio “Foda-se esta merda toda, pá!”.
Fiquei logo a sentir-me melhor, sem dúvida, e isso levou-me a considerar com algum cuidado as propriedades catárticas e paliativas de um belo “foda-se”. Pensei, cá para mim: “Olha, anda este pessoal a tomar prozac, a consultar psiquiatras, a ver os programas da Júlia Pinheiro ou, se tiverem tv por cabo, da Oprah e do Dr. Phil (fooooda-seeee!!!!!!), quando tudo o que basta é um apaixonado e sentido «foda-se»? Olha, foda-se!” Convencido por esta panaceia, capaz de curar males do corpo e do espírito, fui libertando aqui e ali uns “foda-se” até chegar a casa. Esta acção fez alguns seres, que comigo se cruzavam, lançarem-me olhares reprovadores, mas valeu a pena, posso garantir-vos, portanto foda-se!
Sendo assim, é este, pois, o conselho prático que deixo a todos:

Têm uma unha encravada, ou o escroto armado em parvo, ou dor de barriga, ou sono, ou fome, ou frio, ou tudo isto junto? – Então: “Foda-se!”

Levaram com os pés e não sabem o que fazer da vida? – Então: “Foda-se!”

Estão numa aula chata como a potassa, dada por um professor mais estúpido do que um leucócito que tem passado os últimos anos em coma profundo, e no entanto se julga mais inteligente do que o Einstein quando este desenvolveu a teoria da relatividade restrita? – Então: “Foda-se!”

O vosso clube de futebol já não têm qualquer hipótese de lutar pelo título, visto encontrar-se a 14 mil pontos do primeiro lugar? – Então: “Foda-se!”

Chegam a casa para dar uma na mulher mas descobrem que ela está no período fértil, o que é uma gaita, pois não querem mais filhos, já que aquele único ranhoso que têm, o Zé Conas, vos chupa o salário todo e dá chatices a rodo, mas pôr o preservativo está fora de questão, uma vez que são muito católicos, e o Santo Padre e os paneleirecos dos Cardeais não aprovam o uso da camisa-de-vénus, portanto mandar uma queca tem de ficar para outra altura e sendo assim pensam que o melhor é mesmo correr para a casa de banho e bater uma, só que quando já estão com a mão a descer e a subir pelo corpo cavernoso, lembram-se de que o Vaticano também condena o raio da masturbação e o caralho, ou melhor, a masturbação do caralho, ou será no caralho, ou com o caralho, enfim não interessa, o que interessa é que têm de voltar a puxar as calças para cima e fechar a braguilha, mas com cuidado para não magoar o mastro que ficou com uma tesão do caralho, e desta forma vão para a sala ligar o televisor na TVI e ficam a galar as mamas da Ana Sofia Vinhas, isto enquanto o Zé Conas espatifa mais um candeeiro a jogar à bola dentro de casa, quem ele pensa que é, o Cristiano Ronaldo, raio do puto? – Então: “Foda-se!”

Pois é, minha boa gente: “Foda-se” é a resposta, "Foda-se" é o melhor remédio. Acreditem em mim. Não acreditam? Então, f…

Tanis

4 comentários:

Ilda disse...

Bom ainda bem que que contigo resulta! Por ventura já tiveste um problema a sério?
Comigo não resultou, por mais que gritasse sonoramente "f*da-se" não resultou!
De qualquer das maneira concordo que alivia, mas dito tantas vezes perde a força, a importância, ou não?
Ontem então parecias aquele tipo que referiste aqui num dos teus post anteriores do "c**alho"!!! Parecias aquilo que eu já suspeitava ;)!!!

Peter of Pan disse...

E o que é que tu suspeitavas, pode saber-se?

Ilda disse...

Doido, claro que mais podia ser!!!
;P

spiegelman disse...

Fuck's the word, fuck is the very right word :D