terça-feira, junho 09, 2009

Curto ensaio sobre os betos!

Na sequência do post de ontem, venho falar aqui desse segmento de pessoas a que normalmente colocamos a etiqueta de "betos". Bom, o uso aqui do termo "pessoas" é muito genérico, pois não está provado cientificamente que os betos sejam seres humanos, embora tenham com estes algumas semelhanças. Quem vê, ao longe, um beto até pode ficar completamente enganado e ser levado a pensar que sim, eles são humanos como nós. Mas ao perto as diferenças saltam à vista: aquele penteadinho ridículo, o abuso de roupas de marca, os óculos escuros nada discretamente colocados sobre o cocuruto ou descaídos pela camisa ou pólo não deixam dúvidas - trata-se de seres que de humano possuem muito pouco e pelos quais a evolução não passou, contrariando assim as teses do grande naturalista Charles Darwin.

Algumas questões que sempre me incomodaram desde que contacto com betos é: se eu lhes der uma tareia, será que eles vão a correr chamar pelos papás? Será a betice natural ou trata-se de uma escolha? E será ético permitir que um casal de betos se reproduza?

De todas estas questões, a última é claramente a mais premente. Se é verdade que a simples existência de um beto que seja parece um atentado à vida, à natureza, ao planeta Terra e ao bem-estar das pessoas dignas (qualquer pessoa digna tem espasmos ao cumprimentar um beto), não é menos verdade que, por uma questão de princípios, todas as formas de vida devem poder acasalar e deixar descendência, por mais baixas e reles que sejam - e os betos são!

Perante este problema, duas vias se colocam: ou deixamos que os betos se reproduzam, correndo o risco de se multiplicarem para além do aceitável (mais de um beto por 100k2 é, para mim, inaceitável) ou não permitimos que a betaria tenha filhos, correndo o risco de extinguirmos a espécie, o que não é necessariamente mau, pois eles são betos, mas creio que convinha ficarmos com um ou outro exemplar para efeitos de preservação da memória. E para todas as gerações futuras poderem gozar com aqueles cabelinhos, claro está!

Propostas de resolução? Tenho duas, muito inteligentes, que passarei a expôr:

1 - Reprodução selectiva dos betos. Ora, à primeira vista isto parece uma política racista, xenófoba, eugénica. Sim, mas mais uma vez recordo: estamos a falar de betos, porra! Os betos não podem andar aí a procriar como coelhos. O mundo não aguentaria! A solução passa, pois, por capturar todos os betos e esterilizá-los numa proporção de 9 para 1 (ou seja, por cada 10 betos que apanhemos, 9 serão quimicamente castrados). O controlo da praga seria assim uma realidade, ao mesmo tempo que se consente a continuação da espécie em números perfeitamente sustentáveis.

2 - Migração dos betos para um lugar onde possam levar as suas vidas livremente, sem incomodar os seres humanos. Ora, à primeira vista isto também parece uma política racista, xenófoba e eugénica. Porém, penso que já não será necessário recordar que ESTAMOS A FALAR DE BETOS, PORRA!!!!! Esta medida possibilitaria, no fundo, que entre seres humanos e betos não houvesse conflito. Seria uma medida benéfica para ambas as espécies: ao transportar-se os betos para um lugar fora da influência humana, aqueles poderiam desenvolver-se sem estarem sujeitos ao escárnio e à ostracização, e quem sabe se um dia, lá longe, eles não poderiam mesmo transformar-se em hominídeos; quanto aos seres humanos eles mesmos, sem betos por perto que os incomodassem com aquelas palhaçadas do beijinho único na bochecha, mais a tendência para dizer "ouça lá, quer levar um estalo?" de cinco em cinco minutos e o habitozinho irritante de votar CDS (veja-se o post anterior), ficariam livres para finalmente concretizar o paraíso na Terra.

"Ah", perguntar-me-ão vocês, "isto parece tudo muito bem, mas, a levar em conta a proposta número 2, falta algo determinante: para onde se enviaria a betalhada?" Bom, e que tal Júpiter? Parece-vos bem?! A mim, parece. A NASA e a Agência Espacial Europeia que comecem a trabalhar neste projecto, s.f.f.

9 comentários:

francis disse...

Os gajos que tu relatas já não são os betos pá.
São os wannabe netos.

Peter of Pan disse...

Francis: pior que ser beto é QUERER ser beto!

Alexandra disse...

Tortura e lavagem cerebral,isso sim.Perdiam logo a compostura e o desejo de só ver crocodilos,cavaleiros e bandeirolas nas camisas.

lothlorien disse...

Por mim, era fazer um rastreio, deixar ficar os que tinham hipótese de reabilitação e mandar para Plutão os restantes. Sim, que betos não merecem um planeta, merecem uma coisa anteriormente conhecida como planeta.

Peixe Frito disse...

Ao fim ao cabo, é fazer uma espécie de "Admirável Mundo Novo", mas adaptado à betalhada. :D

francis disse...

exacto.

mas a imagem está muito estereotipada pelas revistas cor-de-rosa, os verdadeiros não aprecem assim.

Piston disse...

Tenho uma ressalva a fazer: não concordo com o "quimicamente".

Peter of Pan disse...

@Alexandra: que cruel. Eu não sou assim tão mau. Não quero essas coisas para os betos. Basta que fiquem longe de mim.

@Lothlorien: Plutão sempre é um planeta com um nome menos beto que Júpiter. Era capaz de ser adequado...

@Peixe Frito: sem betos, esse "Mundo Novo" seria certamente "Admirável"

@Francis: pior que lobo em pele de cordeiro, é beto em roupa de xunga. Mas os betos detectam-se por outros sinais...

@Piston: preferes como? À pedrada?!?!

Piston disse...

Desde que seja mecanicamente, está bom.