Antes de mais, penitencio-me por ontem não ter postado aquilo que ora posto. Tal deve-se a ter perdido o meu tempo laboral a ensinar tudo o que sei à pessoa que ficará a ocupar o meu lugar aquando das minhas férias. Desconheço para que lhe servirão os
skills de procura dos melhores site porno (é tudo o que sei fazer, juro!), mas também não quero saber!
Bom, uma vez que já pedi desculpas, embora vocês nitidamente não as mereçam, é altura de passar adiante! Como se recordam (acho bem que se recordem!!!!), o assunto do último post era MAMAS, essa graciosa parte do corpo feminino que tanto enlouquece os representantes do sexo masculino. Prometi, nesse post, vir posteriormente a falar das minhas próprias mamas, e é disso que tratarei hoje (era para ser ontem, mas já foi dada uma justificação, está bem?! Não me moam a cachola por causa disso. Vão, sei lá, brincar com as mamas da Débora Montenegro).
Cá vai. As minhas mamas, então. E o que há a dizer? Primeiro que tudo, sou heterossexual, o que significa não ter desejo pelas mamas dos homens. Segundo, não sou narcisista, e isso implica que não tenho o mínimo interesse no meu próprio corpo. Sendo assim, o que me leva a falar das minhas próprias mamocas, além da parvoíce em que sou pródigo?
Isto: descobri que estou com um belo bar de seios! Calma, calma, não comecem já a ter vómitos. Primeiro, leiam o texto até ao fim. Porque há todo um nexo por detrás da coisa. E há que compreender que a vida, muitas vezes, é feita de ironias, e a minha actual condição mamária cabe debaixo dessa situação, como passarei a explicar.
Já sabem (até porque nunca o escondi) que sou um voraz apreciador de mamas, e isto há já vários anos. Mamas femininas, claro está, é bom que nos entendamos. No entanto, passei por um gravíssimo problema: quando eu era mais novo, é dizer, na altura da puberdade, nenhuma rapariga me ligava. Por outras palavras, eu buscava mamas mas as mamas (ó que linda expressão:
"mamas mas as mamas"!!!) fugiam de mim! A frustração era evidente: eu só pensava em mamas, porém não lhes conseguia aceder porque as suas possuidoras, aquelas vacas de merda, não me davam trela. Deste modo, só havia uma maneira de eu tocar em mamas: virar-me para mim próprio, pese o facto, já afirmado acima, de não ser nem homo nem narcisista. Tratou-se apenas de um último recurso, nada mais.
O pior é que nem isto correu bem. Por uma razão muito simples: quando era mais novo, não tinha mamas! É verdade!!!! Era tão, mas tão magro que fui confundido várias vezes com um esqueleto acabado de fugir do cemitério. Como resultado, a minha frustração apenas aumentou: por um lado, não conseguia ir às mamas das gajas porque as gajas não deixavam, e por outro lado não podia virar-me para o meu próprio peito porque só lá estavam ossos. As mamas eram, assim, uma miragem.
Contudo, certas coisas - felizmente - mudam. Fui crescendo e envelhecendo e, embora ficasse mais feio (mais uma ironia), as gajas começaram a abrir a guarda e finalmente pude ter acesso às suculentas mamocas. Ficava para trás aquela época em que seios, só nos sonhos! E nos filmes porno! E nas revistas que vinham com o Correio da Manhã! E na Gina! E nas fotonovelas que o pai do Filipe guardava debaixo da cama e eu, à socapa, roubava sempre que ia a casa do tipo (parece que um dia, à conta destas merdas, o Filipe levou do pai uma tareia de cinto daquelas à antiga. O pai deve ter pensado que era ele que lhe andava a fanar as revistas. Tive pena do rapaz, sobretudo depois de ver as marcas da fivela nas costas, mas nem assim me descaí!).
Chegados os tempos de livre-trânsito para as tetas femininas, deixei de lamentar a minha magreza excessiva, a qual, lembre-se, me impedia de ter mamas. Mas é então que a ironia da vida resolve atacar. É como diz aquele célebre ditado popular:
"não há fome que não dê em fartura"! É que se houve uma época de vacas magras, literalmente, em que às negas das gajas se juntava a minha ausência de mamas, actualmente vivo tempos de vacas gordas, também literalmente, porque de uma parte tenho uma gaja com mamas postas à minha disposição (pá, atenção: eu não estou a chamar
"vaca gorda" à minha gaja, está bem?!?! Ouviste, gaja?!) e de outra parte eu próprio adquiri interessantes marmelos.
A causa da minha aquisição de mamas é eu estar mais gordo. Mais uma ironia, lá está... dantes, quando eu era puto, era tão lingrinhas que nem com um telescópio encontrava mamas no meu peito, as mamas por que eu tanto ansiava, na falta das suas congéneres femininas; agora que já tenho acesso a exemplares destas últimas, a vida pregou-me uma partida e engordou-me, dotando-me - A MIM - das mamas que não tive na adolescência! E, curiosamente, estou mais gordo à custa de não comer carne!... Ironias, ironias!
O resultado de tudo é: agora, quando já não preciso de ter maminhas minhas (digam isto três vezes, muito depressa!), é que as tenho! E por um qualquer mecanismo psicológico que desconheço, mas julgo estar associado ao meu antigo recalcamento mamário, fiquei atraído pelas minhas recém-adquiridas tetas. Estou constantemente a mexer e a remexer nelas, e isso já me tem causado alguns dissabores. Na cama, por exemplo, a minha gaja já se queixou:
"Ouve lá, e se largasses as tuas mamas e apertasses as minhas?!". Na segunda-feira passada, outro caso: aguardava eu pela chegada do metro e, na falta de algo que fazer, pus-me a apalpar-me. Uma senhora chegou junto de mim e perguntou-me se eu estava a ter dores no peito e se era necessário chamar o INEM. Eu disse-lhe que
"Não, muito obrigado, estou só a apalpar as minhas mamas, ui tão bom!", e ela mal ouviu isto caíu dura no chão com um ataque cardíaco. Era uma pessoa frágil, enfim... Também no emprego tenho escutado algumas bocas... Gente invejosa, é o que é!
Esta é, portanto, a minha história com as mamas. Teve um início triste, e agora tem um desenvolvimento feliz. Quiçá demasiado feliz. Ainda sou capaz de vir sofrer a bom sofrer por causa das mamas... Por agora, no entanto, resta-me aproveitar a dádiva e responder o melhor que sei a esta partida irónica que a vida me pregou.
Já agora: e vocês, têm mamas?!?! E quanto tempo conseguem estar sem as apalpar? (esta pergunta destina-se tanto a gajas quanto a gajos, e é motivada por pura curiosidade científica)