terça-feira, julho 14, 2009

O Brüno destruiu todas as ilusões que eu tinha acerca da língua alemã!


Vi ontem o Brüno, a mais recente shock comedy protagonizada por Sascha Baron Cohen, o lunático por detrás de Ali G, Borat e, a crer na nova personagem, por detrás e pela frente de uma série de homens. Eu fiquei chocado, tenho de admitir, mas não foi com as cenas mais provocadoras. Nem com as imagens de pichas. Nem com as simulações de sexo apaneleirado. Aquilo que verdadeiramente me chocou foi isto: A LÍNGUA ALEMÃ É UMA RABETICE!

Para compreenderem melhor a minha surpresa, devo dizer-vos que sempre tive uma espécie de idolatria para com a língua alemã, a língua rude, forte, agressiva e máscula dos teutões. A língua dos panzers. A língua dos erres arranhados com raiva (esta frase dava um belo trava-línguas, não acham?!?). Pois bem: quando cheguei ao fim do filme Brüno, aquela idolatria caíra por terra. Enquanto Sascha Baron Cohen passou o tempo todo a abrir o olho, eu fiquei com os olhos abertos e percebi, por fim, que o alemão, na escala de paneleirice oral, só perde para o francês (indubitavelmente, a língua mais abichanada da história da humanidade) e para o italiano! Aqueles "fantastich", "unglaublich", "ich liebe dich" (tentem verbalizar estes termos, e vejam se não ficam com um ar apaneleirado!) e tantos outros mostraram-me que, para lá da capa de rudeza, a língua alemã esconde, no armário, uma essência de perfume Armani.

Esta avassaladora descoberta tem feito, nas últimas horas, com que eu veja todo o Terceiro Reich a partir de uma nova perspectiva. O que os nacional-socialistas queriam não era o domínio do mundo. E o extermínio dos judeus não passou de um mero epifenómeno. Aquilo que a máquina nazi queria era proceder a uma nova decoração humana, uma espécie de Querido, Mudei a Casa mas com pessoas. Em lugar dos feios (embora avantajados) negros e dos circuncidados e sexualmente diminuídos judeus, os nazis queriam colocar os altos, loiros, esbeltos e fortes espécimens da raça ariana, e isto pelo mundo todo. Foi por isto que se deu a II Guerra Mundial: porque as bichinhas alemãs queriam olhar para e fornicar com clones do Boris Becker. E por causa disto, milhões de pessoas perderam as suas vidas...

Chegado a esta conclusão, garanto que vou passar a ver os simpatizantes neo-nazis com outros olhos. Já sei que eles, no fundo, não defendem a supremacia branca. Aquilo que eles verdadeiramente querem é que todos passemos a falar como o Brüno e que cometamos o mesmo tipo de actividades de cariz homossexual. Uma sociedade assim será, para eles, "unglaublich"!

Não contem é comigo para estas merdas...

17 comentários:

Rita disse...

Desculpa lá mas não consigo fazer um "lúcido comentário" sobre isto...
Jokas

S* disse...

Não quero ver pichas nem simulaçoes apaneleiradas. Medo!!!

Keyser Söze disse...

Começo a compreender a supremacia negra (boatengues, odoncores, etc) na selecção alemã. Alguém precisa de animar aquela malta no intervalo dos jogos.

)0( disse...

:) Ahh!! As simulações apaneleiradas... em alemão!

Alexandra disse...

Wow...MEDO!

Então aquela coisa de queimar vivos os judeus era só para as essências de perfume "ferohormonal"?E eu que gosto da língua...ainda me leva ao pé de lésbicas!Run Alexandra Run!

Rachelet disse...

Na verdadeira senda dessa outra grande bichonesse austríaca, Hitler.

Também fui ver ontem o filme e ainda tenho aquela imagem (tu sabes qual) encasquetada na cabeça. Brunoooo!

Sofia disse...

pichas, sexo apaneleirado e bichisses germánicas : tenho mesmo que ir ver o Brüno ;)

Ilda disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ilda disse...

Muito bom, o filme, fez-me rir e ficar bem disposta. Qto à lingua já tinha essa ideia, é que eu frequentei a lic. da Nova, e o que não faltavam lá eram bichas a falar alemão!

francis disse...

tens andado a dormir pá, a lingua alemã não serve para absolutamente nada.

Ninja! disse...

Não me leves a mal, leio o post quando vir o filme... :D

ogolbo disse...

Volto a comentar depois de ver o filme...

Peter of Pan disse...

@Rita: não faz mal, o assunto também não se presta à lucidez...

@S*: não tem nada de mais. Mas pronto, isto sou eu a falar, afinal já frequentei o Frágil e o Kings and Queens...

@Keyser: a tua explicação faz todo o sentido.

@:)O(: não deve ser fácil!

@Alexandra: pois! A ter em conta as antigas ginastas do leste alemão, é melhor correres, e bem!

@Rachelet: ainda bem que é só na cabeça...

@Sofia: estás numa onda muito estranha, devo dizer!

@Gajas: eu costumo ver muitas, mas falam português.

@Francis: grelhadinha e com manteiga por cima ainda é capaz de servir para alguma coisa...

@Ninja: mas depois do que eu escrevi ainda queres ir ver o filme?!?!

@Ogolbo: vide resposta anterior...

Catwoman disse...

E o filme?? Vale a pena??

Jinhos :)

Isobel disse...

«(...)olho, eu fiquei com os olhos abertos e percebi, por fim, que o alemão, na escala de paneleirice oral, só perde para o francês (indubitavelmente, a língua mais abichanada da história da humanidade) e para o italiano! »

Não andavas tu afincamente a estudar italiano...Sim, andavas lembro-me bem de te ver falar com aquele italiano ruivo todo jeitoso!

;P

Cumprimentos saudosdistas,

Isobel

Isobel disse...

Isobel disse...
«(...)olho, eu fiquei com os olhos abertos e percebi, por fim, que o alemão, na escala de paneleirice oral, só perde para o francês (indubitavelmente, a língua mais abichanada da história da humanidade) e para o italiano! »

Não andavas tu afincadamente a estudar italiano...Sim, andavas lembro-me bem de te ver falar com aquele italiano ruivo todo jeitoso!

;P

Cumprimentos saudosdistas,

Isobel

Leandro de Sousa Bastos disse...

Dizem por aí à boca cheia que o Hitler era bichona! Agora com isto, acho que ficou mais que provado!